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O que fazer em situações de engasgo? Confira as novas orientações

Foto: Google Gemini/Ilustrativa

As orientações de como agir em situações de engasgo mudaram. Referência em protocolos de primeiros socorros, a American Heart Association (AHA) atualizou suas recomendações para situações de obstrução das vias aéreas, tanto em bebês, crianças e adultos. A principal recomendação passa a ser adoção do ciclo alternado de cinco golpes nas costas e cinco compressões abdominais.

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Enfermeira e responsável técnica do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), Daiane Brigo explica que, antes de qualquer procedimento, é necessário identificar se é um engasgo parcial ou total. No primeiro caso, se a pessoa consegue respirar e falar, não tendo alteração na cor da sua pele, significa que se trata de um engasgo parcial e a recomendação é para que essa pessoa passe a tossir até desengasgar.

No caso de uma obstrução total, em que a pessoa não consegue falar e passa a perder a cor, as nova orientações são:

Adultos e crianças maiores de 1 ano: “fazer cinco golpes dorsais, ou seja, entre as costas, entre as escápulas, cinco tapas vigorosos e, se o objeto não for expelido, se a pessoa não voltar a respirar, eu vou fazer cinco compressões abdominais”, detalha Daiane. Antes, a orientação recomendava fazer as compressões primeiro, a chamada manobra de Heimlich.

Bebês com até 1 ano de idade: “posicionar esse bebê no nosso antebraço dominante, segurando ele com a barriga para baixo, e vamos dar cinco golpes dorsais, se não conseguir desengasgar, nós vamos virar e fazer cinco compressões torácicas com a palma da nossa mão”, explica Daiane.

Em geral, a obstrução com líquidos costuma ser parcial. Além disso, os bebês costumam reagir de forma natural para desengasgar em caso de obstrução com líquidos.

A enfermeira ressalta que é sempre importante acionar o serviço de emergência pelo 192 ou 193, principalmente, em casos de falta de respiração ou se não houver preparo para realizar os procedimentos corretos. “A ausência de respiração acima de 3, 4 minutos, já é preocupante, porque vai levar essa pessoa a uma parada respiratória”, alerta.

Daiane lembra ainda que a maioria das situações de engasgo ocorre em residências ou escolas, fora de ambientes hospitalares ou de unidades de saúde, com profissionais preparados para lidar com esses casos. “Precisamos saber quais atitudes tomar para evitar que essa situação acabe se agravando”, reforça a enfermeira.

Fonte: Rádio São Luiz

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