Abertura da Colheita do Milho ocorreu em São Borja com presença do governador Eduardo Leite

Foto: Vitor Rosa/Secom

A 13ª Abertura da Colheita do Milho do Rio Grande do Sul ocorreu nesta sexta-feira, 23 de janeiro, em São Borja, marcando oficialmente o início da safra 2025/2026 no Estado. O ato foi realizado na propriedade da família Sallet, que cultiva 105 hectares de milho e adota práticas como irrigação e rotação de culturas, voltadas à manutenção da produtividade e à conservação do solo. O evento contou com a participação do governador Eduardo Leite, do secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, Edivilson Brum, além de técnicos, produtores rurais e lideranças regionais.

Receba nossas notícias pelo WhatsApp

A abertura ocorre em um contexto de ampliação da área cultivada com milho no Rio Grande do Sul, com crescimento próximo de 10%. Atualmente, a cultura está presente em 487 dos 497 municípios gaúchos. A produção total para a safra 2025/2026 está estimada em 5,79 milhões de toneladas, volume 9,45% superior ao da safra anterior, que foi de 5,29 milhões de toneladas. A área plantada alcança 785.030 hectares, aumento de 9,31% em relação aos 718.190 hectares registrados em 2024/2025, enquanto a produtividade média permanece em torno de 7,3 toneladas por hectare.

Durante o evento, foi destacado que o milho ocupa posição central na organização da produção agropecuária do Estado, sendo base para cadeias como aves, suínos e leite, além de ter ampla utilização na produção de silagem. Até meados de janeiro, cerca de 11% da área havia sido colhida, com resultados iniciais considerados regulares no Noroeste e expectativa de melhor desempenho em outras regiões do Rio Grande do Sul.

A irrigação segue como um dos principais fatores de incremento de produtividade na cultura do milho. Na região das Missões e no Noroeste, municípios como São Borja, São Luiz Gonzaga, Palmeira das Missões, Cruz Alta e São Miguel das Missões concentram as maiores áreas irrigadas. Na safra passada, a área irrigada somou 117 mil hectares, com produtividade média de 11 mil quilos por hectare, resultado 63% superior ao das lavouras de sequeiro. Em contraste, municípios como Bom Jesus, Muitos Capões, Vacaria e Venâncio Aires se destacam na produção sem irrigação.

O setor enfrenta desafios relacionados ao custo de produção, à variação de preços e à incidência de pragas, especialmente a cigarrinha-do-milho. O preço médio da saca no Estado está em torno de sessenta e dois reais, abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior. O consumo anual de milho no Rio Grande do Sul gira em torno de sete milhões de toneladas, o que mantém um déficit estrutural de produção e exige a importação de grãos de outros Estados e países. Em 2024, essas aquisições representaram uma evasão estimada de três bilhões de reais da economia gaúcha. A cultura do milho integra as ações voltadas ao fortalecimento da produção agropecuária, à difusão de tecnologias e ao desenvolvimento regional.

Fonte: Rádio São Luiz