
Foto: Canva/Ilustrativa
O Ministério Público do Rio Grande do Sul apresentou denúncia à 1ª Vara Criminal da Comarca de São Luiz Gonzaga/RS relacionada a um homicídio ocorrido no município. O caso tem origem em inquérito policial instaurado pela Delegacia de Polícia local e foi encaminhado à Justiça no dia 9 de março de 2026.
De acordo com a denúncia, o fato ocorreu na noite de 12 de fevereiro de 2026, por volta das 23h40min, no interior de uma boate no Bairro Monsenhor Wolski, em São Luiz Gonzaga. Conforme a investigação, o denunciado chegou ao estabelecimento portando um revólver e passou a dirigir ameaças a pessoas que estavam no local, apontando a arma e afirmando que ninguém poderia entrar no espaço.
Receba nossas notícias pelo WhatsApp
Segundo a acusação, a vítima estava em um quarto do estabelecimento e entrou no salão momentos depois. A partir desse momento ocorreu um confronto entre os dois. O denunciado teria conduzido a vítima até a parte dos fundos do local, onde foram efetuados disparos de arma de fogo que resultaram na morte. O atestado de óbito indica traumatismo raquimedular cervical provocado por ferimento de projétil de arma de fogo.
Laudo pericial anexado ao processo aponta que quatro disparos atingiram a vítima, sendo que parte deles apresentou características compatíveis com tiros realizados a curta distância ou com a arma encostada. Após o crime, o denunciado deixou o local a pé, abandonando uma caminhonete nas proximidades.
No entendimento do Ministério Público, o homicídio foi triplamente qualificado, com base nas circunstâncias de motivo fútil, emprego de meio que poderia resultar em perigo comum e utilização de recurso que dificultou a defesa da vítima. A acusação sustenta que os disparos foram efetuados no interior de um estabelecimento com a presença de outras pessoas, situação que, segundo a denúncia, ampliou o risco para terceiros. Consta ainda no documento que o denunciado possui condenação anterior e que, no momento do fato, encontrava-se em regime de prisão domiciliar.
Com base nesses elementos, o Ministério Público requer o recebimento da denúncia e o prosseguimento da ação penal, com realização de instrução processual e posterior encaminhamento do caso ao Tribunal do Júri. Também foi solicitado que seja fixada indenização mínima de R$ 500 mil por danos materiais e morais à família da vítima.
Fonte: Rádio São Luiz
