Caravana do CPERS percorre o Estado e debate projeto de educação pública

Foto: Evelise Oliveira

A Caravana do CPERS Sindicato percorre o Rio Grande do Sul com o objetivo de promover o debate sobre o projeto de educação pública no estado, articulando pautas relacionadas às condições de trabalho, carreira e estrutura das escolas. A mobilização envolve professoras, professores, funcionárias e funcionários da ativa e aposentados, além da comunidade escolar, e propõe um processo de escuta e discussão sobre os rumos da educação pública gaúcha.

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Entre os principais eixos apresentados pelo sindicato estão a valorização dos profissionais da educação, o respeito aos aposentados, a revisão de perdas salariais acumuladas ao longo dos anos, a defesa da escola pública gratuita e democrática e o enfrentamento a políticas classificadas como meritocráticas, privatistas e mercantilistas. O movimento também aponta para a necessidade de melhorias nas condições de trabalho, na infraestrutura das instituições de ensino e na organização dos planos de carreira.

Durante passagem por São Luiz Gonzaga/RS, a presidente do CPERS Sindicato, Rosane Zan, destacou em entrevista à Rádio São Luiz que a caravana já se encontra em sua quinta semana de atividades, com visitas a diferentes regiões do estado. Segundo ela, a iniciativa surge em um contexto de mudanças estruturais na carreira do magistério e dos funcionários de escola, além de alterações nas relações entre profissionais ativos e aposentados, o que, conforme relatado, provocou divisões na categoria.

A dirigente também relacionou a mobilização a debates mais amplos, como as condições físicas das escolas, impactos de eventos climáticos recentes e transformações no ambiente educacional, incluindo o avanço das tecnologias no ensino. De acordo com a avaliação apresentada, esses fatores exigem revisão das políticas públicas e maior atenção às condições de aprendizagem e trabalho nas instituições de ensino.

Outro ponto abordado durante a caravana é a situação funcional e salarial da categoria. Conforme a presidente do sindicato, há segmentos que não recebem reajustes há anos, especialmente entre aposentados e determinados grupos de funcionários, além de mudanças no plano de carreira que, segundo o relato, impactaram a remuneração e a estrutura de progressão profissional.

A caravana também incorpora a realização de plenárias regionais e visitas às escolas, com a proposta de consolidar um diagnóstico sobre a realidade da educação pública no estado. A partir desse levantamento, o sindicato pretende sistematizar reivindicações e diretrizes a serem apresentadas no cenário político, especialmente em um período marcado por discussões eleitorais no Rio Grande do Sul.

O movimento é apresentado pelo CPERS como uma estratégia de mobilização e organização da categoria diante de disputas relacionadas ao papel do Estado na educação pública, incluindo debates sobre investimento, gestão e participação da iniciativa privada no sistema educacional.

Fonte: Rádio São Luiz