Festival Entardecer Costeiro reúne artistas e compositores com temática dos 400 anos das Missões

Foto: Canva/Ilustrativa
A 2ª edição do Festival na Barranca – Entardecer Costeiro será realizada no dia 18 de abril de 2026, no município de Porto Xavier, com programação alusiva aos 400 anos das Missões Jesuíticas-Guaranis. O evento ocorre no Mirante do Rio Uruguai e reúne atividades culturais, gastronômicas e turísticas ao longo de todo o dia, integrando diferentes segmentos da produção local e regional.
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A proposta do festival teve origem em encontros musicais iniciados em 2019, evoluindo para um formato competitivo a partir de 2024. Segundo a diretora de Cultura de Porto Xavier e representante da comissão central do evento, Angélica Berwanger Krewer, a iniciativa busca inserir o município no cenário estadual: “o que a gente queria muito como administração é que o município de Porto Xavier entrasse na ronda dos festivais a nível de estado”.
A edição de 2026 será concentrada em um único dia e registrou expressivo número de inscrições. Conforme a organização, foram aproximadamente 300 composições enviadas, das quais dez foram selecionadas para apresentação no palco. “Por ser um dia de festival e somente 10 obras subir ao palco, a gente teve 300 obras inscritas. Então a gente bateu um recorde”, afirmou a coordenadora.
A temática das composições está vinculada aos 400 anos das Missões, com abordagem que também incorpora elementos da fronteira. “As obras vieram numa mescla de informações, algumas cantam somente as missões e outras trazem essa integração com a fronteira”, explicou.
A programação inicia pela manhã e se estende ao longo de todo o dia, combinando atividades culturais, gastronômicas, turísticas e musicais, além do festival competitivo no período noturno.
A partir das 9h ocorre a Feira da Agricultura Familiar, integrada ao programa de auxílio nutricional, acompanhada por um espaço de debates sobre temas como cultura, turismo e desenvolvimento regional. Às 11h inicia o Encontro de Músicos na Barranca, com apresentação de Ademar Pereira, seguido pela chegada de caiaqueiros pelo Rio Uruguai por volta das 11h30min.
Ao meio-dia ocorre o almoço com destaque para a costela na barca, dentro do festival gastronômico que reúne pratos típicos da culinária local.
Durante a tarde seguem atividades musicais e culturais, incluindo tertúlias e visitação ao acampamento tradicionalista. À noite, a partir das 19h, ocorre a apresentação das obras classificadas no festival, com encerramento musical.
As composições selecionadas para esta edição são:
– Borracho y Apasionado, letra e melodia de Renato Gottardo
– Canto de Um Missioneiro, letra de Alvandy Rodrigues e melodia de Jorge Rodrigues
– Coração da Terra, letra de Giba Trindade e melodia de Xuxu Nunes
– Do Chão de Sepé, letra de João Antunes (in memoriam) e melodia de Eduardo Maycá
– Entre a Balsa e a Ponte, letra de Luis Augusto Ferreira (Chico Fontella) e melodia de Leonardo Ferreira
– Folga da Estância, letra de Mateus Brum Huppes e melodia de Igor Tadiello
– Missão de Rio, letra de Bruno Seligman de Menezes e melodia de Emerson Gottardo
– No Espelho d’Água, letra e melodia de Gilmar Silva da Rosa, em parceria na melodia com Jorginho Pinalli
– Sob as Pedras das Missões, letra de Mari Pereira e melodia de Joni André Rugnitz
– Utopia Cristã dos Guaranis, letra de Pedro Junior da Fontoura e melodia de Ademar Pereira
Também foram definidas composições suplentes, entre elas “Missões”, de Evandro Rodrigues da Silva e Márcio Oliveira, com melodia de Alexon Massagão, e “Meu Verso e a Voz do Sul”, de José Mauro Ribeiro Nardes e Francisco Carneiro Neto, com melodia de Halber Lopes.
O evento é aberto ao público e articula diferentes dimensões culturais e econômicas do município. “É importante que a região missioneira se fortaleça ainda mais, se integrando a esse evento que compõe os municípios missioneiros”, afirmou Angélica Berwanger Krewer.
A organização também destaca a proposta de integração regional e valorização da identidade local. “A gente quer mostrar o que a gente tem aqui na fronteira, o que é cultura de fronteira misturada com as missões”, declarou.
O festival ocorre às margens do Rio Uruguai, reunindo público regional e visitantes, com estrutura que inclui acampamento, atividades ao ar livre e participação de artistas e músicos de diferentes localidades, consolidando o evento dentro das programações alusivas aos 400 anos das Missões.
Fonte: Rádio São Luiz



