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Inspeção judicial constata morte de figueira centenária em Santo Antônio das Missões

Foto: Horácio Jacques

Após a realização de uma inspeção judicial, a figueira centenária da Avenida Florduarte José Marques, em Santo Antônio das Missões, poderá ser retirada do local. Desde 2024, uma ação popular havia solicitado uma análise técnica da saúde da árvore, reconhecida como símbolo do município. Na época, uma poda radical reduziu a figueira apenas ao tronco e alguns brotos.

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A árvore era alvo de uma disputa, em virtude da preocupação com a segurança no entorno, em uma possível queda de galhos, o que foi utilizado como justificativa pela prefeitura para realizar a poda. Diante da situação, o advogado Horácio Jacques moveu a ação contra a administração e a Fepam (Fundação Estadual de Proteção Ambiental), responsável por autorizar a poda.

Uma decisão liminar, emitida ainda em 2024, determinou a inspeção para averiguar a possibilidade de recuperação da árvore. O caso se arrastou por conta da negativa dos peritos indicados em cumprir com a vistoria. A partir disso, foi agendada a vistoria com representantes do Judiciário, Ministério Público, do Legislativo e demais envolvidos na ação popular.

Apesar de ainda restarem alguns brotos, foi constatada que a figueira está sem vida. “Infelizmente, ao meu ver, por descuido de tratamento e de cuidado, a árvore foi crescendo demais e não foi feita uma poda corretiva. Hoje, entendo que é preciso preservar uma parte do tronco para as futuras gerações verem o tamanho que era essa árvore, junto com o plantio por exemplo de uma nova muda”, comenta Horácio.

A proposta de plantio de uma nova muda de figueira no mesmo local, bem como, a possibilidade de preservação de parte do tronco, foi encaminhada para as partes envolvidas na ação, com o prazo de 10 dias para se manifestar.

Referência cultural e história, localizada próxima da Câmara Municipal de Vereadores, a figueira estava no local antes mesmo da formação do município de Santo Antônio das Missões, a partir da chamada Vila Treze. A árvore se tornou símbolo do município por ser abrigo para os tropeiros que passavam pela região, antes da construção da BR-285.

Horácio lamenta o desfecho da situação e menciona a importância da valorização dos vestígios da história missioneira. “Nós temos que fazer esse trabalho, essa conscientização, para que nossos jovens hoje aprendam a nossa história”, acrescenta.

Fonte: Rádio São Luiz

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