Produtores rurais realizam mobilização em São Luiz Gonzaga e cobram avanço da PL 5.122/2023

Foto: Luiz Oneide Nonemacher
Produtores rurais, representantes de entidades do setor e lideranças ligadas ao agronegócio realizaram, na manhã desta quinta-feira (25/06), uma mobilização em frente à agência do Banco do Brasil, em São Luiz Gonzaga/RS, em apoio à aprovação do Projeto de Lei nº 5.122/2023, que trata da securitização das dívidas rurais. O ato integra um movimento estadual promovido simultaneamente em diversos municípios do Rio Grande do Sul e tem como principal objetivo cobrar do Congresso Nacional e do Governo Federal uma solução para o endividamento acumulado pelos produtores após sucessivas perdas provocadas por eventos climáticos adversos.
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Durante a mobilização, representantes das entidades destacaram que a reivindicação não se refere ao perdão das dívidas, mas à renegociação dos débitos por meio do alongamento dos prazos de pagamento, com taxas de juros consideradas compatíveis com a realidade do setor. Segundo os organizadores, a medida é apontada como necessária para permitir que produtores permaneçam aptos a acessar crédito rural e financiar as próximas safras.
Conforme o documento lido durante o ato, a região das Missões, cuja economia é baseada principalmente na produção de soja, milho, trigo, pecuária de corte e bovinocultura de leite, acumula sucessivas perdas decorrentes de estiagens registradas nas últimas safras. O manifesto afirma que a safra 2024/2025 representa o quinto ciclo consecutivo com impactos climáticos significativos, citando perdas superiores a setenta por cento em áreas de soja semeadas nas primeiras épocas permitidas e prejuízos superiores a cinquenta por cento em parte das lavouras de milho implantadas entre outubro e novembro. O documento também aponta redução na produção de alimentos para os rebanhos, dificuldades no abastecimento de água para os animais e reflexos econômicos em toda a cadeia produtiva.
As entidades participantes argumentam que a situação ultrapassa o ambiente rural e afeta cooperativas, cerealistas, empresas fornecedoras de insumos, instituições financeiras, comércio e prestadores de serviços dos municípios. Segundo os relatos apresentados durante a mobilização, muitos produtores enfrentam restrições de crédito devido ao vencimento de financiamentos e ao acúmulo de dívidas, o que compromete o acesso aos recursos para custeio da próxima safra. Também foi mencionado que parte dos agricultores tem recorrido à venda de patrimônio para manter as atividades, enquanto outros enfrentam dificuldades para renovar financiamentos e preservar a capacidade produtiva.
Durante as manifestações, representantes defenderam maior agilidade na tramitação das propostas em Brasília e afirmaram que a demora na definição de uma solução amplia a insegurança para o planejamento da próxima safra. Também foi ressaltado que a reivindicação contempla produtores de diferentes portes e busca criar condições para que as operações financeiras possam ser reorganizadas sem interrupção das atividades agrícolas.
O manifesto encaminhado durante o ato solicita o empenho dos parlamentares e do Governo Federal para que seja votada uma proposta de securitização considerada abrangente, capaz de atender os produtores atingidos pelas sucessivas perdas climáticas no Rio Grande do Sul. Conforme os organizadores, mobilizações semelhantes ocorreram em mais de vinte municípios gaúchos como forma de reforçar a cobrança por uma definição sobre o tema.
Fonte: Rádio São Luiz



