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Coordenador da Defesa Civil regional faz balanço dos impactos das chuvas

Foto: Divulgação / Defesa Civil RS

Diferentes municípios da região Noroeste foram afetados pelas chuvas e ventos fortes desde o último final de semana no Rio Grande do Sul. Coordenador da 5ª CREPDEC (Coordenadoria Regional de Proteção e Defesa Civil), o major Silvano Oliveira Rodrigues fez um balanço do impacto do recente episódio de tempo severo na área de abrangência da coordenadoria, o que inclui São Luiz Gonzaga e demais municípios das Missões.

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Ao todo, a 5ª CREPDEC é responsável por 77 municípios. Em São Luiz Gonzaga, o impacto foi mais localizado e apenas uma residência teve seu telhado afetado.  Já em Porto Xavier, dez casas sofreram danos e quatro pessoas ficaram desalojadas. Diferentes localidades tiveram alagamentos devido aos elevados volumes de chuva em curtos intervalos de tempo., como em Santo Ângelo, São Pedro do Butiá, Eugênio de Castro e Santa Rosa.

Na área que abrange Três Passos, Tenente Portela e Esperança do Sul, os ventos também causaram danos, além de volumes de chuva próximos de 180 mm. O major Silvano pontuou a preocupação gerada em virtude do rápido avanço de rios com calhas menores, em especial, na bacia do Rio Uruguai.

O coordenador da Defesa Civil regional citou ainda a preocupação constante com a chegada do fenômeno El Niño, o que junto com o contexto de mudanças climáticas, tende a elevar o risco de eventos extremos de clima. “Temos nos preparado diuturnamente com acompanhamento de todos esses modelos climáticos”, acrescentou.

Segundo o major, é necessários que as pessoas prestem atenção aos alertas da Defesa Civil e que os órgãos de resposta à emergências dos municípios estejam preparados durante esses episódios. Ele também reforçou orientações, por exemplo, em caso de alagamentos, para que a população evite se expor em passagens de pontilhões.

“Quando falamos em ventos fortes, as querem colocar lona em cima da casa rapidamente, com o clima inóspito e isso é o maior risco. A lona serve para cobrir os móveis de dentro de casa”, explicou Silvano. Ele também abordou os investimentos realizados desde 2024 para reforçar a estrutura da Defesa Civil no Estado.

“É importante a comunidade ter consciência e criar essa cultura prevencionista. Quando a gente passa pelas questões do clima, é uma previsão, não é uma certidão, e isso tem que ser encarado de modo sério. Se não aconteceu, que ótimo, mas precisamos estar preparados”, enfatizou o coordenador da defesa civil na região.

Fonte: Rádio São Luiz

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