
Foto: Divulgação / DDV/Seapi-RS
Um foco da doença de greening foi identificado em árvores frutíferas de São Pedro do Butiá. Causada por bactérias e transmitida pelo inseto Diaphorina citri (psilídeo), a doença é uma das maiores ameaças à citricultura e não possui cura. Equipes do Departamento de Defesa Vegetal (DDV), vinculado à Secretaria de Agricultura do RS (SEAPI), realizaram o diagnóstico e iniciaram o protocolo de erradicação do greening na região.
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A identificação da doença foi realizada por uma moradora da área urbana de São Pedro do Butiá, após notar o enfraquecimento de laranjeiras e bergamoteiras. Entre os sintomas de greening estão manchas amarelas nas folhas, além de deformações e frutos pequenos, sementes não completamente formadas e morte gradual dos galhos e da árvore.
Fiscal da DDV, Alonso Andrade pontua que o foco gera um alerta a nível estadual, uma vez que, a doença pode provocar perdas severas na citricultura, com impactos econômicos e socioambientais. “Estamos falando da principal doença mundial da citricultura, que já causou prejuízos de mais de 500 milhões de dólares aos Estados Unidos nos últimos anos, e que pode chegar a destruir totalmente os pomares comerciais”, acrescenta.
Segundo Alonso, os testes feitos com as plantas confirmaram a doença em cerca de 150 árvores, as quais precisam ser erradicadas. Ao todo, foram mais de 800 propriedades nas áreas urbana e rural vistoriadas. A partir da identificação do foco, o protocolo de controle inclui o monitoramento de uma área de 500 metros no entorno das plantas infectadas. Posteriormente, o raio de fiscalização é ampliado para 2,4 km.
A principal hipótese dos técnicas da DDV é que a doença tenha sido trazida em mudas clandestinas. “A muda veio infectada de outro Estado que já tem a doença, o inseto sugou a seiva, se infectou e contaminou as outras plantas e com isso se disseminou em São Pedro do Butiá”, explica Alonso.
Ele recomenda para que a população procure o escritório da inspetoria de defesa agropecuária e/ou os escritórios da Emater RS/Ascar em caso de identificação dos sinais de greening.
O fiscal chama atenção ainda para o cuidado com outra planta, a chamada murta. Muito utilizada no paisagismo, essa espécie é um vetor do inseto que transmite a doença. “Uma das principais plantas que são de interesse desse inseto psilídeo. E é uma planta que quando infectada, não externa as características da bactéria”, alerta. Por isso, a sua introdução no Rio Grande do Sul é proibida desde 2011.
Fonte: Rádio São Luiz
