Sicredi disponibiliza R$ 72,1 bilhões no Plano Safra 2026/2027

Foto: Sicredi União RS/ES
O Sicredi anunciou que disponibilizará R$ 72,1 bilhões, em cerca de 340 mil operações, aos produtores rurais no Plano Safra 2026/2027. O valor representa um aumento de 4,4% em relação ao ciclo anterior, no qual foram concedidos R$ 69 bilhões em mais de 320 mil operações. Com uma carteira de crédito agro que totaliza R$ 121 bilhões em saldo, o Sicredi se mantém como a instituição financeira privada que mais concede crédito rural no país.
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Do total previsto para este novo ciclo, a expectativa é liberar R$ 27,6 bilhões para operações de custeio, R$ 15,4 bilhões para investimentos e R$ 2 bilhões para comercialização e industrialização. A instituição financeira cooperativa prevê ainda a concessão de R$ 18 bilhões em créditos por meio de Cédulas de Produto Rural (CPR). Além disso, R$ 9 bilhões correspondem a operações de crédito em moeda estrangeira (linhas dolarizadas), atendendo os produtores ligados diretamente à cadeia de exportação e oferecendo alternativas competitivas para o planejamento financeiro do setor.
Como um importante e consolidado parceiro dos pequenos e médios produtores rurais, o Sicredi direciona grande parte dos recursos para o fortalecimento da base da produção agrícola nacional. Para a agricultura familiar, serão disponibilizados R$ 13,3 bilhões, já para os produtores de médio porte, serão destinados R$ 14,6 bilhões. Os pequenos e médios produtores concentram 88% do total de operações previstas. Aos demais produtores, serão disponibilizados R$ 17,1 bilhões.
O apoio completo ao sistema de produção rural se reflete também na atuação junto ao BNDES, onde o Sicredi se destaca como um dos principais agentes privados nos repasses e líder no setor do agronegócio. No ano de 2025, a instituição viabilizou um total de R$ 11,2 bilhões em liberações, sendo R$ 8,6 bilhões destinados exclusivamente ao agro.
De acordo com Gustavo Freitas, diretor executivo de Crédito e Segmentos do Sicredi, neste Plano Safra a instituição financeira cooperativa segue com o objetivo de reafirmar seu papel como parceiro estratégico do agronegócio brasileiro: “Acreditamos que o atendimento e a forma como nos relacionamos com as pessoas é um grande diferencial do nosso modelo de negócio. Por meio da atuação regional das nossas cooperativas, amparadas por uma rede de mais de 3 mil agências, conseguimos compreender profundamente as necessidades de cada produtor e a realidade de cada região, sendo inclusive a única instituição financeira fisicamente presente em mais de 200 municípios brasileiros”.
“A nossa atuação vai muito além do crédito rural tradicional. No Sicredi, oferecemos um portfólio completo de produtos e serviços voltados ao agronegócio, como consórcios para aquisição de máquinas e equipamentos, seguros rurais, investimentos, soluções de meios de pagamento, e mais. Com esse conjunto de soluções financeiras, mapeamos a necessidade de cada produtor e apoiamos em todas as etapas da sua jornada, do planejamento da safra à colheita”, complementa Vitor Moraes, superintendente de Agronegócio do Sicredi.
Fonte: Rádio São Luiz com informações da Assessoria de Imprensa do Sicredi
Camera reforça capacidade de processamento e moderniza logística para produtores em São Luiz Gonzaga

Foto: Camera
A Camera segue ampliando sua estrutura industrial em São Luiz Gonzaga/RS, com investimentos voltados ao aumento da capacidade de processamento de grãos, melhorias na logística de recebimento e expansão do parque fabril. As informações foram apresentadas pelo gerente de Produção, Valdisnei Tavares, e pelo gerente Administrativo, Alexandre Backes, durante entrevista concedida à Rádio São Luiz nesta sexta feira 10 de julho 2026.
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De acordo com os representantes da empresa, a unidade foi projetada para processar até 1.600 toneladas de soja por dia, volume equivalente a aproximadamente 28 mil sacas diárias. Além disso, a planta de canola opera atualmente com capacidade de cerca de 620 toneladas por dia e passa por um processo de ampliação para atingir mil toneladas diárias. As duas plantas funcionam simultaneamente, em regime contínuo, durante 24 horas por dia e sete dias por semana.
A empresa conta atualmente com cerca de 140 funcionários diretos e prevê aumento no quadro de colaboradores à medida que os projetos de expansão forem concluídos. Segundo a direção, o parque industrial permanece em desenvolvimento, com novas estruturas sendo incorporadas para ampliar a capacidade operacional da unidade instalada em São Luiz Gonzaga.
Os gestores explicaram que a definição pela instalação da unidade em São Luiz Gonzaga levou em consideração fatores estruturais e logísticos. A empresa já possuía área, armazéns, moegas e edificações no município, o que possibilitou a implantação da nova planta com aproveitamento da infraestrutura existente e da equipe técnica que já atuava no local.
Em relação ao atendimento aos produtores rurais, a empresa informou que foram realizadas melhorias no fluxo de recebimento de cargas. O complexo conta com quatro moegas para descarga, sendo uma destinada exclusivamente à safra, além da ampliação do número de balanças, que passou de três para seis. Também foi implantado um novo sistema de acesso e circulação de caminhões, permitindo maior agilidade na classificação, pesagem e descarga dos grãos.
Os gestores também destacaram a ampliação do relacionamento com os produtores por meio da área de insumos agrícolas, oferecendo atendimento durante todo o ano, além do período de entrega da produção. No caso da canola, a matéria-prima processada na unidade é proveniente principalmente da região, por meio de parcerias estabelecidas para o fornecimento da cultura.
O planejamento prevê a continuidade dos investimentos tanto na unidade de São Luiz Gonzaga quanto em outras operações do grupo, com foco na ampliação da capacidade industrial e no aperfeiçoamento dos processos produtivos.
Fonte: Rádio São Luiz
Prazo para entrega da Declaração Anual de Rebanho termina nesta sexta (10)

Foto: Canva
Termina nesta sexta-feira (10/7) o prazo para produtores rurais do Rio Grande do Sul façam a entrega da Declaração Anual de Rebanho 2026. A declaração é obrigatória para todos os produtores que possuem animais. As informações fornecidas pelos produtores são necessárias para manter atualizado o cadastro pecuário do Estado e subsidiar as ações de vigilância sanitária de prevenção, controle e erradicação de doenças animais.
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No processo de preenchimento da declaração, é preciso informar os rebanhos existentes na propriedade, incluindo bovinos, bubalinos, equinos, asininos, muares, ovinos, caprinos, suínos, aves, peixes, abelhas e outras espécies previstas na legislação estadual.
Os produtores podem fazer a Declaração de forma on-line, em módulo específico dentro do Produtor Online; ou nas Inspetorias e Escritórios de Defesa Agropecuária da pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi). A pasta disponibiliza um tutorial que orienta sobre o passo-a-passo do processo.
Caso prefira, o produtor também pode fazer o preenchimento nos formulários em PDF ou presencialmente nas Inspetorias ou Escritórios de Defesa Agropecuária, com auxílio dos servidores da Seapi e assinando digitalmente com sua senha do Produtor Online.
Fonte: Rádio São Luiz com informações de Ascom Seapi
Novo Plano Safra entra em vigor com redução de juros e mudanças nas regras do crédito rural

Foto: Canva/Ilustrativa – Arte Evelise oliveira
O Plano Safra 2026/2027 começa a vigorar na quarta feira, 1º de julho, com validade até 30 de junho de 2027, disponibilizando R$ 525,1 bilhões em crédito rural para médios e grandes produtores. O montante representa um acréscimo de aproximadamente R$ 9 bilhões em relação ao ciclo anterior e será destinado ao financiamento da produção agropecuária, por meio de linhas voltadas ao custeio, comercialização e investimentos.
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Do total de recursos, R$ 384,9 bilhões serão destinados ao custeio e à comercialização, abrangendo despesas com aquisição de insumos, condução das lavouras, manutenção dos rebanhos e comercialização da produção. Outros R$ 140,2 bilhões serão aplicados em investimentos voltados à modernização das propriedades, ampliação da capacidade de armazenagem, irrigação, inovação tecnológica, renovação de máquinas e equipamentos e aumento da eficiência produtiva.
As taxas de juros foram reduzidas na maior parte das linhas de financiamento. O Pronamp, destinado aos médios produtores, terá taxa de 9% ao ano. O Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) contará com juros de 8% para projetos com capacidade de até 12 mil toneladas e de 9,5% para as demais operações. As linhas do Inovagro, Proirriga, Investimento Empresarial e Moderfrota Pronamp terão juros de 11,5%, enquanto o Moderfrota passa a operar com taxa de 12,5%. Apenas as linhas do RenovAgro Ambiental e de Recuperação e Conversão de Pastagens mantiveram a taxa de 8,5%.
Entre as mudanças anunciadas para esta edição está a proibição da utilização de recursos subsidiados em empreendimentos que prevejam supressão de vegetação nativa. Outra alteração determina que os contratos de crédito rural passem a informar a origem dos recursos utilizados, medida voltada à ampliação da transparência das operações.
O programa também amplia os incentivos à regularização ambiental e à adoção de práticas sustentáveis. Produtores com Cadastro Ambiental Rural (CAR) regular e aqueles que adotarem práticas agropecuárias sustentáveis poderão obter redução de até um ponto percentual na taxa de juros de custeio. Além disso, o Plano Safra reforça a utilização do Proagro e do seguro rural como instrumentos de gestão de riscos, vinculando a possibilidade de renegociação das operações de custeio agrícola à existência de cobertura por esses mecanismos.
Outra medida prevista é a modernização do InvestAgro, com apoio a sistemas de geração e distribuição de energia renovável, incluindo energia solar, biomassa, energia eólica, cogeração e armazenamento de energia elétrica. O plano também destina recursos para ampliação, reforma e construção de armazéns e câmaras frias, buscando reduzir perdas, melhorar a logística e ampliar a capacidade de conservação e comercialização da produção agropecuária.
Fonte: Rádio São Luiz
Prazo da Declaração Anual de Rebanhos é prorrogado até 10 de julho no RS

Foto: Canva/Ilustrativa
Os produtores rurais do Rio Grande do Sul têm até o dia 10 de julho 2026, para realizar a Declaração Anual de Rebanhos 2026 e a Atualização Cadastral das Explorações Agropecuárias. O prazo foi prorrogado em caráter excepcional pelo governo do Estado, por meio da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), conforme estabelece a Instrução Normativa nº 05/2026, publicada no Diário Oficial do Estado na segunda-feira (29).
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A declaração é obrigatória para todos os produtores que possuem animais de interesse da defesa sanitária animal. Devem ser informados os rebanhos existentes nas propriedades, incluindo bovinos, bubalinos, equinos, asininos, muares, ovinos, caprinos, suínos, aves, peixes, abelhas e outras espécies previstas na legislação estadual.
As informações atualizam o cadastro pecuário do Estado e servem de base para as ações de vigilância sanitária, prevenção, controle e erradicação de doenças animais. Os dados também contribuem para a rastreabilidade da produção, reforçam a segurança sanitária e auxiliam na manutenção dos mercados consumidores para os produtos de origem animal do Rio Grande do Sul.
A declaração pode ser feita de forma presencial nas Inspetorias Veterinárias e Escritórios de Defesa Agropecuária da Seapi ou pela internet, por meio do sistema Produtor Online. Também é possível preencher os formulários disponibilizados em PDF e concluir o processo com o auxílio dos servidores da Seapi, realizando a assinatura digital por meio da senha do Produtor Online.
Fonte: Rádio São Luiz
Produtores rurais realizam mobilização em São Luiz Gonzaga e cobram avanço da PL 5.122/2023

Foto: Luiz Oneide Nonemacher
Produtores rurais, representantes de entidades do setor e lideranças ligadas ao agronegócio realizaram, na manhã desta quinta-feira (25/06), uma mobilização em frente à agência do Banco do Brasil, em São Luiz Gonzaga/RS, em apoio à aprovação do Projeto de Lei nº 5.122/2023, que trata da securitização das dívidas rurais. O ato integra um movimento estadual promovido simultaneamente em diversos municípios do Rio Grande do Sul e tem como principal objetivo cobrar do Congresso Nacional e do Governo Federal uma solução para o endividamento acumulado pelos produtores após sucessivas perdas provocadas por eventos climáticos adversos.
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Durante a mobilização, representantes das entidades destacaram que a reivindicação não se refere ao perdão das dívidas, mas à renegociação dos débitos por meio do alongamento dos prazos de pagamento, com taxas de juros consideradas compatíveis com a realidade do setor. Segundo os organizadores, a medida é apontada como necessária para permitir que produtores permaneçam aptos a acessar crédito rural e financiar as próximas safras.
Conforme o documento lido durante o ato, a região das Missões, cuja economia é baseada principalmente na produção de soja, milho, trigo, pecuária de corte e bovinocultura de leite, acumula sucessivas perdas decorrentes de estiagens registradas nas últimas safras. O manifesto afirma que a safra 2024/2025 representa o quinto ciclo consecutivo com impactos climáticos significativos, citando perdas superiores a setenta por cento em áreas de soja semeadas nas primeiras épocas permitidas e prejuízos superiores a cinquenta por cento em parte das lavouras de milho implantadas entre outubro e novembro. O documento também aponta redução na produção de alimentos para os rebanhos, dificuldades no abastecimento de água para os animais e reflexos econômicos em toda a cadeia produtiva.
As entidades participantes argumentam que a situação ultrapassa o ambiente rural e afeta cooperativas, cerealistas, empresas fornecedoras de insumos, instituições financeiras, comércio e prestadores de serviços dos municípios. Segundo os relatos apresentados durante a mobilização, muitos produtores enfrentam restrições de crédito devido ao vencimento de financiamentos e ao acúmulo de dívidas, o que compromete o acesso aos recursos para custeio da próxima safra. Também foi mencionado que parte dos agricultores tem recorrido à venda de patrimônio para manter as atividades, enquanto outros enfrentam dificuldades para renovar financiamentos e preservar a capacidade produtiva.
Durante as manifestações, representantes defenderam maior agilidade na tramitação das propostas em Brasília e afirmaram que a demora na definição de uma solução amplia a insegurança para o planejamento da próxima safra. Também foi ressaltado que a reivindicação contempla produtores de diferentes portes e busca criar condições para que as operações financeiras possam ser reorganizadas sem interrupção das atividades agrícolas.
O manifesto encaminhado durante o ato solicita o empenho dos parlamentares e do Governo Federal para que seja votada uma proposta de securitização considerada abrangente, capaz de atender os produtores atingidos pelas sucessivas perdas climáticas no Rio Grande do Sul. Conforme os organizadores, mobilizações semelhantes ocorreram em mais de vinte municípios gaúchos como forma de reforçar a cobrança por uma definição sobre o tema.
Fonte: Rádio São Luiz
Encontro Regional de Jovens da Sindical Missões II pretende discutir futuro do campo

Foto: Magnific/Ilustrativa
A Regional Sindical Missões II, vinculada à Federação dos Trabalhadores Rurais do Rio Grande do Sul (Fetag-RS), está organizando um Encontro Regional de Jovens. O evento está marcado para o dia 3 de julho, no Pavilhão da ACISB, em São Borja. O objetivo é reunir representantes e lideranças jovens para discutir temas ligadas ao futuro da produção no campo, como crédito rural e diversificação de culturas e atividades.
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O encontro pretende reunir cerca de 150 jovens dos 12 municípios com sindicatos vinculados à Regional Missões II, incluindo o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de São Luiz Gonzaga/Rolador. A proposta da programação é a participação de representantes dos diversos sindicatos vinculados à regional, com debates sobre temas como agricultura familiar, empreendedorismo, educação financeira, políticas públicas e sucessão rural.
O evento está previsto para iniciar às 8h com café da manhã, seguido da abertura oficial. A partir das 9h15, inicia o ciclo de palestras da parte da manhã que terá participação de Rafael Dalenogare, coordenador da Regional Missões II, além de outros representantes da região, como: João Cezar Larrosa, presidente da Fetar, Aline Prestes Roque, professora do IFF São Borja, entre outros.
Presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de São Borja, José Airton de França Júnior destaca que o evento pretende promover uma troca de conhecimentos e experiências. Segundo ele, envolver os jovens é essencial para lidar com os desafios do setor. “Precisamos pensar a sucessão familiar rural no campo, para que a gente possa não só continuar produzindo da forma que a gente vem produzindo, mas diversificar a matriz produtiva”.
José Airton lembra das adversidades que atingem produtores da região, como o endividamento e os extremos climáticos de seca e chuva. Neste contexto, ele menciona a necessidade de se aproximar das escolas técnicas e de órgãos de pesquisa e tecnologia, como a Embrapa, de forma a recuperar a pecuária de leite e de corte, além de outras atividades como a ovinocultura, tanto para produção de lã, quanto para corte.
Confira a programação completa:
- 08h00 Café da manhã
- 09h00 – Abertura com José Airton de França Junior, Presidente do STR de São Borja, e autoridades.
- 09h15 – Rafael Dalenogar, coordenador da Regional Missões II e Presidente do STR de São Luiz Gonzaga | Diana Dutra Coordenadora de Jovens
- 09h20 – João Cezar Larrosa, Presidente da FETAR.
- 09h30 – Marlon Pereira – Presidente do Sindicato Rural
- 09h35 – Roberto Dorneles – Presidente da ACISB. Tema: Importância do Empreendedorismo.
- 09h45 Danieli Broch – Tema: Movimento Sindical Conquistando Espaço para a Juventude Rural.
- 10h15 – Edilmar Azambuja Trindade (Gerente de Negócios Sicredi) e Danrlei Melo Maciel (Assistente de Negócios Agro). Tema: Educação Financeira Sicredi.
- 10h45 – Lucas Machry – Presidente do STR de Roque Gonzales. Tema: Políticas Públicas de Desenvolvimento da Juventude Rural na Agricultura Familiar.
- 11h15 – Leandro Teichmann – Vice-Presidente do Sindicato Rural (CIAGRO). Tema: Gestão de Pessoas e Sucessão no Campo com Diversificação da Matriz Produtiva.
- 11h25 – Aline Prestes Roque – IFF São Borja. Tema: Dados de Guem Permanecerá no Campo? Transformações Demográficas e Produtivas na Agricultura Familiar.
- 12h00 – Almoço
- 13h15 – Sergio Ivan Furquim – Escola Técnica Encruzilhada. Tema: Educação no Campo.
- 13h45 – Dr. José Henrique. Tema: Direitos dos Assalariados e Agricultores Familiares.
- 13h55 – Bruna Belmonte de Ávila (Convidada, Assalariada Rural). Tema: Assalariados Rurais.
- 14h05 – Oseias de Abreu Dobler – Agricultor Familiar e Assentado da Reforma Agrária. Tema: Sucessão na Agricultura Familiar.
- 14h20 – José Airton de França Junior – Presidente do STR São Borja. Tema: Desafios na Agricultura.
- 14h50 – Danieli Broch – FETAG-RS. Tema: Importância do Jovem no Movimento Sindical.
- 15h20 Encerramento.
Fonte: Rádio São Luiz
9° Encontro da Agrobiodiversidade Missioneira terá palestras e troca de sementes em Dezesseis de Novembro

Foto: Canva
A 9° edição do Encontro da Agrobiodiversidade Missioneira está marcada para o dia 3 de julho. O evento será realizado a partir das 8h30, no Salão Paroquial, em Dezesseis de Novembro. Promovida pela Emater RS/Ascar, em parceria com prefeituras e entidades da região, a iniciativa busca promover debates sobre temas relacionados à produção no campo, soberania alimentar e regeneração ecológica dos biomas Pampa e Mata Atlântica.
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Após a acolhida e abertura oficial, estão três palestras relacionadas à demandas e desafios dos produtores rurais na região. A partir das 9h30, acontece a apresentação com o tema: “Políticas Públicas Municipais de Dezesseis de Novembro”, com o vice-prefeito do município, Darci Colbeck. Em seguida, é a vez do professor Sebastião Pinheiro, que falará sobre “Biopoder camponês”.
Às 12h, a programação continua com a palestra “Plantas bioativas do bioma Pampa”, com Andreia Loviane, do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). Às 12h30 está previsto o almoço, gratuito. O encontro recomeça às 14h com a Feira das Cooperativas e da Agricultura Familiar e um momento cultural. Em seguida, às 15 está previsto a realização da troca de sementes e mudas entre os participantes e, por fim, o encerramento às 16h.
Chefe do escritório da Emater de Dezesseis de Novembro, Inajara Batista explica que a expectativa é receber em torno de 500 a 600 pessoas. A entidade está organizando as inscrições e a possibilidade de oferecer transporte de outros municípios.
Segundo Inajara, o foco do evento é discutir alternativas para a produção agrícola, especialmente, ligadas à agroecologia. Ela menciona ainda a valorização das expressões culturais que emergem no contexto da vida no campo. “Estamos falando de tudo aquilo que nós temos de diverso na nossa região. Agrobiodiversidade envolve muito mais do que somente plantas, remete à preservação de saberes originários, além de prática agrícolas, também a questão das expressões culturais, artesanatos, entre outros”.
Fonte: Rádio São Luiz
Jovens de 15 a 29 anos podem se inscrever no Bolsa Juventude Rural até 3 de julho

Foto: Canva/Ilustrativa
As inscrições para o Programa Bolsa Juventude Rural 2026 estão abertas até o dia 3 de julho. A iniciativa do Governo do Estado busca incentivar a permanência dos jovens no meio rural, promovendo a continuidade dos estudos e contribuindo para o fortalecimento da agricultura familiar e da sucessão rural.
Nesta edição, serão disponibilizadas 146 bolsas no valor de R$ 300 mensais, pagas durante dez meses. Os pagamentos estão previstos para iniciar em julho de 2026, independentemente da data de concessão do benefício.
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O programa é destinado a jovens com idade entre 15 e 29 anos, matriculados no 1º ano do Ensino Médio ou na etapa equivalente da Educação de Jovens e Adultos (EJA), em escolas públicas estaduais ou instituições comunitárias que adotam a Pedagogia da Alternância. Também é voltado a estudantes vinculados a famílias do meio rural, incluindo agricultores familiares, assentados, pescadores artesanais, quilombolas e povos originários.
A proposta é criar condições para que os estudantes permaneçam no processo de formação escolar sem se afastarem da realidade das propriedades e comunidades rurais. Por meio da Pedagogia da Alternância, os conhecimentos desenvolvidos em sala de aula são articulados com as atividades realizadas no campo, aproximando a educação das práticas vivenciadas pelos jovens em seu cotidiano.
O Programa Bolsa Juventude Rural integra as políticas públicas voltadas à valorização da juventude no campo, buscando ampliar as oportunidades educacionais e estimular a permanência das novas gerações nas atividades rurais. O edital, o manual do programa e a relação de documentos necessários para inscrição estão disponíveis junto à Secretaria de Desenvolvimento Rural.
Fonte: Rádio São Luiz
Senado aprova projeto para renegociação de dívidas do agro

Foto: Canva/Ilustrativa – Arte Evelise oliveira
O Senado Federal aprovou na quarta-feira 10 de junho 2026, o Projeto de Lei 5.122/2023, que cria uma linha especial de financiamento destinada à renegociação de dívidas do setor agropecuário. A proposta foi construída em meio ao aumento das dificuldades enfrentadas por produtores rurais em diferentes regiões do país, decorrentes de eventos climáticos severos, oscilações nos mercados internacionais, elevação dos custos de produção e redução das margens de rentabilidade observadas nos últimos ciclos agrícolas. Como o texto recebeu alterações durante a tramitação no Senado, a matéria retorna agora à Câmara dos Deputados para nova análise.
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Originalmente, o projeto tinha como foco principal os produtores atingidos por eventos climáticos extremos, especialmente aqueles que registraram perdas em decorrência das enchentes que afetaram o Rio Grande do Sul em 2024. No entanto, durante as discussões no Senado, o alcance da proposta foi ampliado para incluir também produtores impactados por fatores econômicos externos, como os reflexos de conflitos geopolíticos internacionais sobre os preços de insumos, fertilizantes, combustíveis e commodities agrícolas.
O texto prevê que produtores rurais, associações, cooperativas de produção e condomínios rurais que atendam critérios relacionados a perdas produtivas e situações de calamidade possam acessar a linha especial de crédito. O objetivo é permitir a reorganização financeira de empreendimentos que acumulam dívidas e enfrentam dificuldades para manter suas atividades produtivas.
Pela proposta aprovada, poderão ser renegociadas operações de crédito rural, empréstimos e Cédulas de Produto Rural contratadas até 31 de dezembro de 2025. Os débitos serão recalculados sem incidência de multas, juros de mora e outros encargos decorrentes da inadimplência. Os financiamentos poderão alcançar até R$ 10 milhões por produtor e até R$ 50 milhões para cooperativas, associações e condomínios rurais. O prazo para pagamento poderá chegar a dez anos, acrescido de até três anos de carência, conforme as condições estabelecidas.
As taxas de juros previstas variam conforme o perfil do beneficiário. Agricultores familiares e pequenos produtores enquadrados no Pronaf poderão acessar financiamentos com juros de 3,5% ao ano. Para médios produtores vinculados ao Pronamp, a taxa será de 5,5% ao ano. Os demais produtores terão acesso a operações com juros de 7,5% ao ano. As operações poderão ser realizadas por instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito e pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Para viabilizar a medida, o projeto autoriza a utilização de recursos do Fundo Social do Pré-Sal, formado por receitas da exploração de petróleo, além de superávits financeiros do próprio fundo e de outros fundos supervisionados pelo Ministério da Fazenda. O texto também permite o uso de recursos dos fundos constitucionais de financiamento das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, além do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), observada a disponibilidade financeira de cada instrumento.
Outra medida prevista é a possibilidade de prorrogação, por até 180 dias, dos vencimentos das parcelas das operações abrangidas pela proposta. Durante esse período, ficam suspensas cobranças administrativas, execuções judiciais e extrajudiciais, inscrições em cadastros restritivos de crédito e os respectivos prazos processuais relacionados às dívidas contempladas.
A aprovação ocorre em um cenário marcado por sucessivas discussões sobre a sustentabilidade financeira da atividade agropecuária. Nos últimos anos, produtores de diversas regiões enfrentaram perdas provocadas por estiagens, enchentes e outros fenômenos climáticos, ao mesmo tempo em que lidaram com oscilações cambiais, aumento dos custos de produção e alterações nos mercados internacionais. Nesse contexto, a proposta busca criar mecanismos para reestruturar passivos e ampliar as condições de recuperação financeira do setor.
Fonte: Rádio São Luiz
Projeto para renegociação de dívidas rurais avança no Senado

Foto: Canva
O projeto de lei que cria uma linha especial de crédito para renegociação de dívidas rurais foi aprovado nesta quarta-feira (27/05), pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal. O PL 5.122/2023 estabelece o uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal e segue para votação no plenário. Entidades ligadas ao setor defendem a medida como forma de mitigar os impactos de quebras de safra e extremos climáticos na produção agrícola.
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O projeto é de autoria do deputado Domingos Neto (PSD-CE) e teve como relator o presidente da CAE, senador Renan Calheiros (MDB-AL). O relatório indica que poderão ser contemplados produtores rurais e cooperativas que tenham registrado perdas em pelo menos duas safras entre 2019 e 2025, com redução mínima de 30% da renda agropecuária esperada.
A proposta passou pela CAE em votação simbólica, com voto contrário do líder do governo, senador Jaques Wagner (PT-BA). O relatório do senador Renan Calheiros foi favorável ao projeto. Ele manteve parte do parecer inicial atendendo ajustes do governo, mas sem incorporar o substitutivo integral do Ministério da Fazenda.
Originalmente, a proposta previa ajuda apenas para produtores afetados por eventos climáticos extremos, como secas e enchentes. No Senado, o texto final foi ampliado para incluir produtores rurais com dívidas consideradas “estressadas”, categoria que engloba contratos inadimplentes, renegociados ou prorrogados.
O parecer aprovado na CAE também prevê suspensão temporária de cobranças administrativas e judiciais das dívidas enquadradas, além da possibilidade de ampliação de prazos de pagamento em casos excepcionais.
A votação estava prevista para a semana passada, mas acabou adiada após pedido da equipe econômica do governo federal. Estimativas do Ministério da Fazenda indica que o impacto fiscal do PL pode chegar a R$ 1,4 trilhão em dívidas rurais e gerar impacto fiscal de R$ 817 bilhões em 13 anos. O relator, porém, discorda dos dados do governo e afirma que o impacto deve ser de R$ 100 bilhões ao longo de dez anos.
Entidades celebram aprovação
Diferentes entidades ligadas ao agronegócio pressionavam pela aprovação do projeto. Após a aprovação na CAE, representantes do setor celebraram. “A aprovação da proposta é de suma importância para garantir a permanência dos pequenos e médios produtores na atividade e uma demonstração de alinhamento entre as entidades do agro e a Frente Parlamentar da Agropecuária”, comentou o presidente da Aprosoja Brasil, Maurício Buffon.
O presidente da Farsul, Domingos Velho Lopes, também comemorou a aprovação. “Vai resolver os problemas do endividamento do Estado do Rio Grande do Sul sob o ponto de vista dos produtores rurais”, disse. Já o presidente da Fetag-RS, Eugênio Zanetti, lamentou a falta de consenso com o governo federal. “Nós estávamos dispostos a dialogar. Agora o projeto aprovado como foi, construído por várias mãos, por todos os setores da agricultura, atende, na íntegra, a necessidade da agricultura, tanto a familiar, como a patronal”.
Fonte: Rádio São Luiz
Crédito rural, estiagem e diversificação produtiva pautam encontro do 12º Grito de Alerta

Foto: Monize Batista – Assessora da regional Sindical Missões II
O 12º Grito de Alerta da Regional Missões II foi realizado na quarta-feira, 14 de maio 2026, na Câmara de Vereadores de São Luiz Gonzaga, reunindo lideranças políticas, entidades ligadas ao setor rural, cooperativas, representantes da agricultura familiar e agricultores da região. A mobilização integra uma série de encontros promovidos pelos sindicatos dos trabalhadores rurais nos municípios das regiões Missões, Fronteira e Noroeste, com foco em debates sobre agricultura familiar, acesso às políticas públicas, crédito rural, endividamento agrícola e alternativas de matriz produtiva para a região.
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Conforme as discussões apresentadas durante o encontro, o novo formato do Grito de Alerta busca promover debates locais e ampliar a participação das lideranças municipais e regionais na construção de propostas voltadas ao meio rural. A programação iniciou em Roque Gonzales e segue por outros municípios da regional Missões II, incluindo Santo Antônio das Missões, Itacurubi, Porto Xavier, Pirapó, São Nicolau e Dezesseis de Novembro.
Entre os principais pontos abordados esteve a situação econômica enfrentada pelos agricultores em razão das sucessivas perdas climáticas registradas nos últimos anos. Durante o encontro, foram apresentados dados relacionados à redução do crédito rural e às limitações de acesso às políticas públicas de proteção agrícola. Segundo informações debatidas no evento, São Luiz Gonzaga registrou redução de aproximadamente R$ 133 milhões em crédito rural no comparativo entre os planos safra 2023/2024 e 2025/2026, além de diminuição nas áreas cobertas pelo Proagro.
As discussões também trataram da necessidade de diversificação produtiva e da busca por alternativas econômicas para pequenas propriedades rurais diante das mudanças climáticas e da dependência de culturas voltadas à exportação. Representantes presentes defenderam a ampliação de debates regionais envolvendo universidades, entidades técnicas, cooperativas e órgãos ligados ao setor agropecuário para construção de estratégias voltadas à agricultura familiar e ao desenvolvimento regional.
Durante o encontro em São Luiz Gonzaga participaram representantes do Executivo Municipal, vereadores, entidades do setor agropecuário, cooperativas, Emater, Sindicato Rural e instituições de ensino superior. O debate também abordou questões relacionadas à saúde física e mental dos agricultores diante do cenário de endividamento e das dificuldades enfrentadas pelo setor primário nos últimos anos.
Fonte: Rádio São Luiz
12° Grito de Alerta Missões Fronteira Noroeste chega em São Luiz Gonzaga nesta quinta (14)

Foto: Fernando Dias/SEAPI-RS
São Luiz Gonzaga recebe nesta quinta-feira (14/05) um dos debates do 12° Grito de Alerta Missões Fronteira Noroeste. Nesta edição, a mobilização acontece em um formato diferente, com diferentes encontros nos municípios de abrangência da região. Em entrevista à Rádio São Luiz, no programa Olho Vivo, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) de São Luiz Gonzaga e presidente da Sindical Missões II, Rafael Dalenogare Paz, explicou os detalhes do encontro.
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Em São Luiz Gonzaga, o encontro será realizado a partir das 14h, na Câmara de Vereadores. Segundo Rafael, um dos objetivos é apresentar dados e discutir a situação dos produtores rurais, especialmente, com relação ao endividamento no campo e aos impactos dos eventos climáticos extremos na produção agrícola.
A mobilização, organizada pela Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar do Rio Grande do Sul (Fetag-RS) já contou com debates semelhantes em Roque Gonzalez e Santo Antônio das Missões. A expectativa é de reunir também lideranças do setor e autoridades políticas.
Uma das preocupações citadas por Rafael é com relação ao acesso ao crédito rural, além da diminuição de produtores com possibilidade de ingressar no Proagro (Programa de Garantia da Atividade Agropecuária), justamente, por conta das dívidas acumuladas em anos de quebra de safra.
“É um tema que preocupa a todos e temos que olhar que a região das Missões é diferenciada, não podemos tratar como as demais partes do estado. Nós discutimos um amplo debate de renegociação de dívida para o Estado inteiro, o que é uma coisa, mas se nós olharmos a região das Missões, é muito mais grave a situação que nós vivenciamos por causa da questão climática“, destaca o presidente da Sindical Missões II.
Rafael comentou sobre o trabalho realizado pela Fetag-RS, em conjunto com outras entidades, para pressionar o Congresso pela aprovação de medidas para apoiar o setor, como a chamada securitização com o Projeto de Lei n° 5.122/2025, em tramitação no Senado Federal.
Os encontros do 12° Grito de Alerta Missões Fronteira Noroeste também visam discutir alternativas para outras matrizes agrícolas e formas para diversificar a renda no campo, considerando a alta dos custos de produção e as questões climáticas. Rafael enfatiza que é preciso discutir políticas específicas para a agricultura familiar e os pequenos produtores, o que envolve também os municípios, o Estado e a União.
Matéria relacionada: Presidente do Sindicato Rural de São Luiz Gonzaga descreve mobilização para cobrar securitização
Fonte: Rádio São Luiz
Presidente do Sindicato Rural de São Luiz Gonzaga descreve mobilização para cobrar securitização

Foto: Sindicato Rural de São Luiz Gonzaga
A presidente do Sindicato Rural de São Luiz Gonzaga, Margareth Costa Beber, concedeu entrevista na manhã desta terça-feira (12/05) ao programa Olho Vivo, da Rádio São Luiz. Na ocasião, ela comentou sobre reunião realizada com produtores da 12° Coordenadoria Regional da Farsul para discutir a securitização das dívidas rurais e medidas de apoio à produção agrícola na região das Missões e no Rio Grande do Sul.
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O encontro reuniu diferentes lideranças do setor e teve a participação do senador Luiz Carlos Heinze (PP), responsável por elaborar documento que pede a suspensão de dívidas rurais pelo prazo de 120 dias. A securitização de dívidas de custeio e investimentos é uma das demais centrais dos produtores, em virtude, das perdas acumuladas em anos recentes, com quebras de safra e queda na produtividade das lavouras.
O objetivo é pressionar pela aprovação do Projeto de Lei n° 5.122/2025, de autoria do deputado federal Domingos Neto (PSD/CE) e que pretende autorizar o uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para criar uma linha especial de financiamento destinada a produtores rurais afetados por eventos climáticos. A matéria está atualmente em análise na Comissão de Assuntos Econômicos, do Senado Federal.
Margareth mencionou a diminuição dos preços dos grãos, o que impacta na rentabilidade dos produtores. Segundo ela, caso a situação não seja resolvida, muitos produtores podem desistir de seguir na atividade. “Não tendo produtividade, não tem como você pagar suas contas”, enfatiza a presidente do Sindicato Rural e também agricultora.
Outra preocupação citada por Margareth é com relação aos impactos na economia regional, decorrente da diminuição da capacidade de compra dos produtores. Ela ressaltou também a necessidade de união entre diferentes setores para cobrar medidas de apoio por parte do poder público.
“Nós precisamos desse alongamento, o pedido desses 120 dias é pra ver se, se nós ainda consigamos que o Congresso aprove a securitização”, explica Margareth. A presidente do sindicato citou ainda a necessidade de políticas de subsídio ao setor primário, com juros mais baixos para possibilitar o pagamento das dívidas.
Fonte: Rádio São Luiz
Alerta sanitário para raiva em herbívoros é emitido após confirmação de focos em municípios da região

Foto: André Witt/Divulgação Seapdr
A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul emitiu, no dia 17 de abril, um alerta sanitário para a ocorrência de raiva em herbívoros nos municípios de Tiradentes do Sul e São Nicolau, após a confirmação de focos da doença nessas localidades. O comunicado considera o aumento de agressões a animais de produção na região e a ausência de identificação dos refúgios de morcegos hematófagos, principais transmissores do vírus.
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O alerta também indica a possibilidade de expansão dos focos para municípios próximos. Na área de influência de Tiradentes do Sul, estão sob monitoramento localidades como Esperança do Sul, Crissiumal e Derrubadas. Já no entorno de São Nicolau, o acompanhamento inclui municípios como Pirapó, Garruchos e Dezesseis de Novembro, em razão do risco de disseminação da doença.

Foto: IA
De acordo com a coordenação do programa estadual de controle, equipes técnicas atuam no monitoramento dos focos confirmados, no atendimento a notificações de suspeitas e na adoção de medidas sanitárias para conter a circulação do vírus. As ações envolvem a busca ativa por abrigos de morcegos hematófagos e a orientação aos produtores rurais quanto à necessidade de vacinação dos rebanhos, considerada a principal medida preventiva contra a doença.
A orientação técnica estabelece que, ao identificar possíveis refúgios de morcegos, os produtores não realizem captura por conta própria e comuniquem imediatamente os órgãos de defesa agropecuária. Os abrigos mais frequentes incluem troncos ocos, cavernas, fendas em rochas, túneis e edificações abandonadas. A captura dos morcegos é realizada exclusivamente pelos Núcleos de Controle da Raiva do Estado, compostos por equipes técnicas capacitadas e imunizadas contra a doença. O acionamento ocorre por meio das regionais da Secretaria da Agricultura, tanto em situações com confirmação laboratorial de raiva em herbívoros quanto diante da verificação de elevados índices de mordeduras em animais de produção, como bovinos, equinos, ovinos e suínos, em determinada região.
Sintomas:
Animais de produção: geralmente apresentam raiva paralítica, começando com mudança de comportamento e evoluindo para perda de apetite, andar cambaleante, dificuldade de respirar e engolir, paralisia e morte.
Cães e gatos: geralmente apresentam a raiva furiosa, tornando-se agitados, agressivos e procurando lugares escuros. Outros sintomas são salivação intensa e apetite estranho, com ingestão de objetos que não fazem parte da alimentação.
A vigilância sanitária reforça que a notificação rápida de casos suspeitos e a adoção de medidas preventivas são determinantes para evitar a ampliação dos focos e reduzir impactos na produção pecuária.
Fonte: Rádio São Luiz/Seapi
Umidade do solo gera preocupações para a colheita de soja na região

Foto: Luiz Oneide / Rádio São Luiz
A colheita das lavouras de soja na região das Missões tem avançado nas últimas semanas, atingindo cerca de 50% a 70% de área colhida em algumas localidades. Porém, as recentes chuvas levantam preocupações com relação à umidade do solo, o que pode prejudicar a entrega dos grãos e atrasar a finalização da colheita.
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Segundo o presidente da Coopatrigo, Paulo Pires, a produtividade média varia de forma considerável entre diferentes áreas da região. Esse contexto, somado às dificuldades relacionadas ao endividamento dos produtores rurais, deve prejudicar os resultados da safra atual.
Pires aponta a possibilidade de redução das áreas plantadas em virtude dessas condições econômicas desfavoráveis. “A situação é muito difícil, porque além dos preços dos produtos agrícolas estarem baixos, há a questão de não ter uma política pública que trate o endividamento do produtor”, acrescenta.
Apesar da apreensão com o retorno das chuvas, o engenheiro agrônomo e coordenador técnico da Coopatrigo, Bento Buttenbender, destaca que ainda não foram registradas perdas por conta de excesso de umidade. “O que nós temos no momento são baixas produtividades em função da estiagem que ocorreu na nossa região”, pontua.
A previsão é de que, mesmo com a volta da regularidade das chuvas, os produtores consigam finalizar a colheita no tempo previsto. O presidente da Coopatrigo lembra, contudo, que os preços baixos dos grãos também geram preocupações para a rentabilidade das lavouras.
Sobre a safra de inverno, a expectativa é de um aumento da área plantada com canola na região. “A canola é uma atividade que o produtor está buscando, porque ela ainda traz renda para o produtor”, explica Bento. Em contrapartida, a área de lavouras de trigo devem diminuir cerca de 35%.
Fonte: Rádio São Luiz
Caibaté decreta situação de emergência por conta de impactos da estiagem

Foto: Divulgação / Prefeitura de Caibaté
O município de Caibaté decretou nesta terça-feira, 7 de abril, situação de emergência por conta da estiagem. O documento menciona os reflexos da falta de chuvas na redução da produção agrícola e das reservas hidrológicas locais. Outros munícipios da região já haviam adotado a mesma medida.
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O decreto nº 4916/2026 descreve a redução dos volumes de chuva desde o início do ano, com queda nos fluxos dos rios, comprometendo o abastecimento de água. Com a declaração de emergência, o município passa a poder dispensar a realização de licitações para aquisições de bens necessários ao atendimento da situação de emergência ou do estado de calamidade pública.
Em nota, a prefeitura informou que a situação já estava sendo monitorada de forma preventiva. “Com a decretação da Situação de Emergência, o Município passa a ter maior agilidade nos processos administrativos, podendo mobilizar recursos, buscar apoio dos governos estadual e federal e ampliar as medidas de enfrentamento”, acrescenta o texto.
Em todo o Rio Grande do Sul, mais de 60 municípios já decretaram situação de emergência por conta da atual estiagem. A lista inclui municípios das Missões, como São Luiz Gonzaga, Bossoroca, São Nicolau, Santo Antônio das Missões e Rolador.
Fonte: Rádio São Luiz
Entrega de máquinas agrícolas do Promaq contempla municípios das Missões

Foto Klisman Felix/Mapa
O Ministério da Agricultura e Pecuária realizou, na segunda-feira, 30 de março de 2026, em Porto Alegre/RS, a entrega técnica de máquinas e equipamentos agrícolas a municípios do Rio Grande do Sul, em ação vinculada ao Programa Nacional de Modernização e Apoio à Produção Agrícola (Promaq). Ao todo, foram repassados 158 equipamentos a 141 municípios, com previsão de ampliação para 178 unidades até o mês de abril.
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A iniciativa integra uma estratégia federal voltada à mecanização no campo, com foco na qualificação da produção agropecuária, ampliação da produtividade e redução de desigualdades regionais. Instituído em fevereiro de 2025 por meio da Portaria nº 775, o programa completa um ano com a distribuição de mais de 3 mil máquinas em aproximadamente 1.700 municípios brasileiros, alcançando cerca de 2 milhões de produtores rurais.
Os equipamentos entregues incluem caminhões basculantes, escavadeiras hidráulicas, motoniveladoras, pás carregadeiras, caminhões-pipa, retroescavadeiras e rolos compactadores, adquiridos com recursos oriundos de emendas parlamentares. A distribuição contempla diversas regiões do estado, entre elas as Missões, onde municípios foram diretamente beneficiados com novos maquinários destinados à infraestrutura rural e ao suporte à produção agrícola.
Na região missioneira, São Luiz Gonzaga foi contemplado com um caminhão plataforma de 11 metros, um rolo compactador de solo e um caminhão caçamba basculante trucado, equipamentos que passam a integrar a estrutura de atendimento ao setor rural. Em Bossoroca, foi destinado um rolo compactador com capacidade de 12,2 toneladas, voltado à manutenção de estradas e apoio à logística agrícola. O município de Dezesseis de Novembro recebeu uma escavadeira hidráulica e um caminhão caçamba basculante trucado, ampliando a capacidade operacional dos serviços públicos.
Roque Gonzales passou a contar com uma motoniveladora, equipamento utilizado na recuperação e conservação de vias rurais. Já Ubiretama recebeu um caminhão 6×4 e um rolo compactador, destinados à Secretaria de Obras e Transportes, com aplicação em melhorias na infraestrutura urbana e rural. Também foram contemplados os municípios de São Pedro do Butiá e Entre-Ijuís, dentro da mesma política de distribuição de máquinas agrícolas.
Com a nova entrega, o volume de equipamentos repassados ao Rio Grande do Sul pelo programa ultrapassa 400 unidades, consolidando a atuação do Promaq como instrumento de apoio à estrutura produtiva dos municípios e ao desenvolvimento do setor agropecuário.
Fonte: Rádio São Luiz
Prazo para realizar a Declaração Anual de Rebanho começa em abril

Foto: Canva
O prazo para que criadores de animais realizem a Declaração Anual de Rebanho 2026 começa na próxima quarta-feira (01/04). A entrega dos formulários com as informações acerca das características dos animais e da propriedades é uma forma de reunir informações sobre a produção pecuária gaúcha e facilitar o trabalho de defesa sanitária no Rio Grande do Sul.
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O prazo para preenchimento da declaração segue até 30 de junho. O processo pode ser feito on-line pela plataforma SDA – Produtor Online, para isso, existe um tutorial para orientar os produtores. Também é possível fazer presencialmente, levando os formulários em PDF já preenchidos ou informando verbalmente nas Inspetorias ou Escritórios de Defesa Agropecuária.
Médica veterinária e fiscal estadual agropecuária, Renata Franco Antocheviez Stacowski destaca que a entrega da declaração é obrigatória para todos os produtores que possuem cadastro ativo, independente de terem saldo. Fazem parte da lista de animais que devem ser informados: ovinos, caprinos, suínos, equinos, aves, além de peixes e abelhas -nos casos de piscicultores e apicultores.
“Existe a possibilidade de realizar de forma on-line. assim como nós continuamos com a possibilidade de realização através do atendimento presencial nas inspetorias”, reforça Renata, responsável pela Supervisão Regional de São Luiz Gonzaga. No município, a inspetoria está localizada na Rua Bento Soeiro de Souza, número 2448. A lista completa com os endereços dos escritórios na região está disponível no site da Secretaria de Agricultura do RS.
A médica veterinária destaca que a declaração possuir informações muito importantes também para os produtores. Por meio desse levantamento, as inspetorias conseguem melhorar os serviços de atendimento aos pecuaristas gaúchos, além de responder com mais agilidade à possíveis emergências sanitárias.
“Ele nos traz um panorama atualizado do sistema de criação de todo o Estado. Esse panorama vai servir como um subsídio para a implantação de políticas públicas”, complementa Renata. Nos 31 municípios da região, são esperadas cerca de 29 mil declarações e, em São Luiz Gonzaga, a expectativa é de 1.142.
Em caso de não entrega no prazo ou de alguma inconsistência, o produtor passa a ser impedido de realizar movimentações do seu rebanho. Além disso, produtores com mais de 3 anos de atividades também recebem um auto de infração e têm de pagar uma multa.
Fonte: Rádio São Luiz
FecoAgro/RS elege nova diretoria para o triênio 2026–2029

Foto: CCGL e Cotrisoja/Divulgação
A Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS) elegeu na terça-feira 24 de março 2026, por aclamação, a nova diretoria para o triênio 2026–2029 durante assembleia realizada em Cruz Alta. O produtor rural Adriano José Borghetti foi escolhido para a presidência da entidade, sucedendo Paulo Pires, que esteve à frente da federação por quatro mandatos consecutivos e, na nova composição, passa a ocupar o cargo de vice-presidente.
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A eleição mantém a continuidade administrativa da FecoAgro/RS, uma vez que Borghetti integrou a gestão anterior como vice-presidente no período de 2023 a 2026. A federação representa as cooperativas agropecuárias do Rio Grande do Sul e atua na articulação institucional e na defesa das demandas do setor.
Ao assumir a presidência, Borghetti indicou que a gestão terá como diretriz a aproximação com as cooperativas e produtores, além do fortalecimento da representatividade institucional. Segundo ele, a federação atua como espaço de convergência do cooperativismo agropecuário gaúcho, com base na experiência acumulada e na participação das cooperativas filiadas.
Com 43 anos, o dirigente é produtor rural na região do Alto Jacuí, com atuação na produção de grãos. A propriedade é conduzida em conjunto com a família, com foco na gestão produtiva e operacional. Associado à Cotrisoja, com sede em Tapera, desde 2005, exerceu a presidência da cooperativa a partir de 2016 e, atualmente, ocupa os cargos de vice-presidente e diretor comercial, atuando nas áreas de negócios de grãos e insumos. Também integra o conselho fiscal do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo do Estado do Rio Grande do Sul (Sescoop/RS) e é vice-presidente da Cooperativa Central de Serviços Agropecuários (CCSA).
A nova diretoria da FecoAgro/RS ficou composta por Adriano José Borghetti na presidência e Paulo Pires na vice-presidência. O Conselho de Administração, na condição de titulares, é formado por Alexandre Guerra, da Santa Clara, de Carlos Barbosa; Claudimir José Piccin, da Camnpal, de Nova Palma; Caio Cezar Fernandez Vianna, da CCGL, de Cruz Alta; Tiago Sartori, da Cotripal, de Panambi; Nei César Mânica, da Cotrijal, de Não-Me-Toque; e Luís Fernando Sossella, da Cotapel, de Tapejara. O Conselho Fiscal 2026, na condição de titulares, é composto por Gelson Bridi, da Cotricampo, de Campo Novo; Renato Severo de Almeida, da Agropan, de Tupanciretã; e Rudinei Luis Richter, da Coagril, de Chapada.
Fonte: Rádio São Luiz



