Rural

Levantamento de 2025 registra 2.637 milímetros de chuva e 75 dias com precipitação em São Luiz Gonzaga

Foto: Canva/Ilustrativa

Um levantamento pluviométrico com base em registros diários ao longo de 2025, realizados pelo são-luizense Roque Nardon de Jesus residente no bairro presidente Vargas em São Luiz Gonzaga/RS, aponta que o ano encerrou com um acumulado de 2.637 milímetros de chuva, distribuídos em 75 dias com ocorrência de precipitação, evidenciando um regime marcado por irregularidade na distribuição ao longo dos meses no município.

Receba nossas notícias pelo WhatsApp

Os dados levantados por Roque indicam concentração significativa de volumes em determinados períodos e intervalos prolongados de estiagem em outros. Setembro apresentou o maior volume mensal, com 436 milímetros registrados em 10 dias de chuva, seguido por junho, com 377 milímetros em nove dias, e maio, com 374 milímetros em oito dias, caracterizando um período de maior intensidade pluviométrica entre o primeiro semestre e o início do segundo.

Em contraste, janeiro foi o mês menos chuvoso de 2025, com apenas 80 milímetros e quatro dias de precipitação, enquanto novembro somou 108 milímetros em três dias e julho registrou 151 milímetros também concentrados em três dias, reforçando a irregularidade observada no levantamento.

O maior volume diário ocorreu em 9 de maio, quando foram registrados 136 milímetros em um único dia, conforme os dados, caracterizando evento de alta intensidade em curto intervalo de tempo.

O levantamento também aponta que o maior período consecutivo sem precipitação foi registrado em novembro, com 22 dias seguidos de estiagem, o mais longo intervalo seco do ano.

A análise do comportamento climático de 2025, a partir dos registros de Roque Nardon de Jesus, demonstra que, apesar do elevado total anual de chuvas, a distribuição desigual ao longo dos meses impõe desafios ao planejamento agrícola, à gestão dos recursos hídricos e às estratégias de prevenção de impactos associados tanto à estiagem quanto a episódios de chuva intensa.

Roque Nardon de Jesus é ouvinte colaborador da Rádio São Luiz e mantém o registro dos volumes de chuva, informando regularmente os dados sempre que ocorrem precipitações.

Fonte: Rádio São Luiz

Coopatrigo encerra 2025 com distribuição antecipada de retorno aos associados após ano marcado por dificuldades climáticas

Foto: Assessoria de Comunicação e Marketing Coopatrigo

O encerramento de 2025 da Coopatrigo foi marcado pela liberação antecipada do retorno financeiro aos associados, mesmo diante de um cenário de dificuldades climáticas e frustração de safra, especialmente na soja. A medida foi anunciada no mês de dezembro, e antecede a prestação de contas oficial prevista para ocorrer até o final de março de 2026.

Em entrevista concedida à Rádio São Luiz na sexta-feira, 26 de dezembro de 2025, o presidente da Coopatrigo, Paulo Pires, explicou que o faturamento da cooperativa em 2025 será cerca de 20% menor em relação a 2024, enquanto o resultado econômico deverá apresentar redução aproximada de 30%. Mesmo com esse desempenho inferior ao do ano anterior, a cooperativa optou por manter o programa de retorno, fundamentado nos princípios do sistema cooperativo e na valorização do associado que concentrou seus negócios na entidade ao longo do ano.

Receba nossas notícias pelo WhatsApp

A distribuição do retorno considerou apenas as atividades que apresentaram resultado econômico positivo. Setores que registraram prejuízo, como o trigo, ficaram fora da composição. O valor destinado a cada associado foi calculado de forma proporcional à participação nas operações da cooperativa, incluindo a entrega e comercialização de soja e canola, a compra de sementes certificadas produzidas pela Coopatrigo, a aquisição de insumos e a utilização de serviços. Associados com maior volume de participação receberam retorno proporcionalmente maior, conforme critérios previamente definidos pelo Conselho de Administração.

Entre as novidades anunciadas para o exercício de 2025 está a criação de um segundo momento de retorno vinculado às compras realizadas a prazo. Os produtores que adquiriram insumos com pagamento futuro terão direito a um retorno adicional no momento da quitação dessas operações, ampliando o alcance do programa e adequando-o à realidade financeira dos associados em um período de renda agrícola limitada.

Durante a entrevista, Paulo Pires também contextualizou a importância da canola na estratégia da cooperativa. A Coopatrigo mantém protagonismo no desenvolvimento da cultura no Rio Grande do Sul, em parceria com a indústria Selena, e acompanha a ampliação da área cultivada, as discussões sobre exportação e as perspectivas de industrialização do óleo, especialmente voltadas ao setor de biocombustíveis.

Outro ponto destacado foi o avanço da plataforma digital SmartCoop, utilizada como ferramenta de gestão e organização dos associados. A cooperativa passou a conceder incentivos específicos aos produtores que utilizam plenamente a plataforma, entendendo que a digitalização da gestão rural contribui para o controle de custos, avaliação de resultados e tomada de decisões em um ambiente de maior restrição financeira.

O encerramento de 2025 também foi marcado por cautela nos investimentos da cooperativa. A direção optou por limitar novas obras, concentrando-se na conclusão da sementeira e na ampliação da capacidade de armazenagem da fábrica de ração, diante das taxas de juros elevadas e da redução da renda no setor agropecuário. A expectativa da administração é de que, com melhores condições climáticas e avanços no ambiente econômico, seja possível retomar gradualmente os investimentos nos próximos exercícios.

Os associados já podem consultar os valores do retorno nas unidades da Coopatrigo.

Fonte: Rádio São Luiz

Reunião da ARPA em São Luiz Gonzaga debate criação de Unidades de Conservação federais na região das Missões

Foto: Jilvan Santos

A Associação Regional dos Profissionais de Agronomia(ARPA) realizou, no dia 22 de dezembro de 2025, em sua sede em São Luiz Gonzaga, uma reunião regional ampliada para tratar do projeto de criação de Unidades de Conservação federais na região das Missões, proposta que envolve áreas dos municípios de Santiago, Unistalda, Itacurubi, Bossoroca e Santo Antônio das Missões. O encontro reuniu produtores rurais, profissionais da área técnica, lideranças sindicais, representantes de cooperativas, prefeitos, vereadores e parlamentares, consolidando um espaço de debate sobre os impactos territoriais, econômicos e produtivos decorrentes da possível instituição dessas áreas.

Receba nossas notícias pelo WhatsApp

Durante o encontro, o senador Luis Carlos Heinze alertou que os estudos conduzidos pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade abrangem aproximadamente 160 mil hectares e, embora não prevejam desapropriação formal das propriedades, tendem a impor restrições significativas ao uso produtivo da terra. Segundo o parlamentar, o processo pode resultar em novas exigências ambientais sobre atividades agropecuárias já pressionadas por estiagens recorrentes, custos elevados e preços reduzidos, com reflexos diretos não apenas sobre os produtores, mas também sobre o comércio, a indústria e os trabalhadores da região. Heinze destacou que a mobilização regional é necessária para influenciar decisões em âmbito estadual e federal, ressaltando que o avanço do projeto depende de decreto do Poder Executivo federal e que eventuais reações deverão ocorrer no campo político e legislativo.

A presidente do Sindicato Rural de São Luiz Gonzaga, Margareth Costa Beber, avaliou a reunião como parte de um processo contínuo de organização regional diante da proposta. Conforme exposto, municípios da área de abrangência podem ter percentuais elevados de seu território incluídos na unidade de conservação, o que comprometeria a base econômica local sustentada pela produção agropecuária. A dirigente afirmou que produtores e entidades estão acompanhando o andamento dos estudos e que, após o período de fim de ano, será estruturado um grupo de atuação com participação de assessorias jurídicas, lideranças e representantes do setor produtivo para acompanhar e contestar formalmente o processo.

O presidente da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul e da Coopatrigo, Paulo Cezar Vieira Pires, destacou que dados técnicos indicam que o Brasil já apresenta elevados índices de preservação ambiental, com significativa parcela das propriedades rurais submetidas a áreas de preservação permanente e reservas legais. Segundo ele, a proposta de novas unidades de conservação na região missioneira não dialoga com a realidade produtiva local e amplia um ambiente de insegurança jurídica, em que o produtor permanece proprietário da terra, mas perde autonomia sobre seu uso econômico. Pires defendeu a mobilização institucional como forma de demonstrar que o setor produtivo cumpre a legislação ambiental vigente e que novas restrições impactam diretamente a sustentabilidade econômica regional.

O presidente eleito da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul, Domingos Velho Lopes, que assume a entidade em 2026, explicou que o processo de criação de unidades de conservação envolve fases preliminares, analíticas e consultivas, incluindo a possibilidade de audiências públicas. Ele afirmou que a Farsul considera prematuro o avanço para a fase consultiva e defende o retorno às etapas iniciais para reavaliação dos estudos, uma vez que já existem instrumentos legais, previstos no Código Florestal e na legislação ambiental estadual, capazes de garantir a preservação do bioma sem comprometer o uso produtivo das propriedades.

O prefeito de Bossoroca, João Alberto Ourique do Nascimento, relatou que o município recebeu equipes técnicas para apresentação dos estudos e que a proposta gera preocupação diante da possibilidade de inclusão de cerca de 47 mil hectares do território municipal na unidade de conservação. O gestor afirmou que a pecuária e as atividades tradicionais da região são desenvolvidas há gerações com práticas de conservação ambiental e que a limitação do uso das áreas pode comprometer a produção, especialmente em períodos críticos como o inverno, quando áreas de pastagem são essenciais. Segundo o prefeito, a administração municipal atua em articulação com sindicatos rurais e lideranças regionais para impedir o avanço do projeto.

Representando o Sindicato Rural de Santiago, Rodrigo Millani Fet afirmou que a proposta atende a diretrizes de políticas ambientais internacionais e que sua implementação pode ocorrer por meio de decreto federal, sem necessidade de aprovação legislativa específica. Ele ressaltou que, na avaliação das entidades locais, a criação da área de proteção ambiental denominada Pau-Ferro representa risco ao modo de vida e à base econômica construída historicamente na região missioneira, caracterizada pela produção de grãos e pela pecuária. Segundo Fet, reuniões realizadas em diferentes municípios já manifestaram rejeição à proposta, e a estratégia passa por ampliar o debate junto à população urbana e às instâncias políticas estaduais e federais.

Ao final do encontro, as entidades presentes avaliaram a necessidade de acompanhamento permanente dos estudos em curso, de articulação institucional entre municípios, sindicatos e cooperativas e de esclarecimento à comunidade regional sobre os possíveis desdobramentos do processo. A reunião na ARPA integrou uma série de mobilizações que vêm ocorrendo nos municípios abrangentes, com o objetivo de formar uma posição regional diante da proposta de criação das Unidades de Conservação federais na região das Missões.

Fonte: Rádio São Luiz

STR de São Luiz Gonzaga e Rolador realiza Assembleia Geral com prestação de contas e planejamento financeiro para 2026

Foto: Luiz Oneide Nonemacher

O Sindicato dos Trabalhadores Rurais de São Luiz Gonzaga e Rolador realizou, nesta quarta feira dia 17 de dezembro de 2025, a Assembleia Geral da entidade, reunindo associados, diretoria e colaboradores para avaliação do exercício em andamento e deliberação de pautas administrativas. O encontro ocorreu na Associação dos Funcionários da Coopatrigo, com início às 9h30, almoço ao meio-dia e, no período da tarde, sorteio da premiação destinada ao quadro social.

Receba nossas notícias pelo WhatsApp

O presidente do STR de São Luiz Gonzaga e Rolador, Rafael Dalenogare Paz, destacou a assembleia teve como eixo central a apresentação dos números do sindicato, a análise do desempenho ao longo de 2025 e a discussão da previsão orçamentária para 2026. A prestação de contas e o planejamento financeiro foram apresentados ao quadro social como instrumentos de transparência e participação, em um contexto de ajustes, readequações e definição de prioridades para o próximo exercício.

Durante a assembleia, também foram tratadas deliberações relacionadas a formas de pagamento das contribuições sindicais, auxílio funeral e outras medidas administrativas voltadas ao funcionamento da entidade. A direção destacou que o cenário projetado para 2026 exige adequações orçamentárias, incluindo cortes e reorganização de despesas, diante de uma conjuntura considerada desafiadora para o meio rural e para as organizações representativas dos trabalhadores.

Outro ponto abordado foi a necessidade de fortalecimento do quadro social, com incentivo à filiação de agricultores que ainda não integram o sindicato, como estratégia para ampliar a representatividade e garantir a sustentabilidade da entidade. A participação dos associados foi apontada como elemento central para a manutenção das ações sindicais, da prestação de serviços e da atuação na construção de políticas públicas voltadas ao meio rural.

A assembleia também destacou parcerias institucionais firmadas ao longo do ano, com apoio da Sicredi União RS/ES, da Coopatrigo e de entidades do sistema sindical, que contribuíram para ações de mobilização regional em conjunto com a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag). Foram apresentadas ainda novas alternativas para facilitar o pagamento das mensalidades, como débito automático em conta, parcerias com cooperativas de crédito e a adesão a modalidades digitais, incluindo PIX automático e boletos bancários.

Fonte: Rádio São Luiz

Mobilização da FETAG-RS reúne agricultores em Porto Alegre para tratar de demandas da agricultura familiar

Foto: Monize Batista – Assessora da regional Sindical Missões II

A FETAG/RS promove nesta quarta-feira, 10 de dezembro de 2025, uma mobilização estadual em Porto Alegre/RS, reunindo agricultores familiares de diversas regiões do Rio Grande do Sul. A ação buscou pressionar os governos federal e estadual por medidas concretas relacionadas à situação dos produtores, com foco na queda dos preços de leite, arroz e trigo, no endividamento rural e nas limitações do seguro agrícola.

Receba nossas notícias pelo WhatsApp

Segundo a entidade, entre 1,5 mil e 2 mil agricultores participaram do ato, mesmo com a intensa chuva registrada na capital. As atividades incluíram reunião na Superintendência do Ministério da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário, agendas com deputados estaduais na Assembleia Legislativa e encontro com o Governo do Estado no período da tarde.

Ao detalhar o cenário enfrentado pelos produtores, o presidente da FETAG/RS, Carlos Joel da Silva, citou dificuldades nas três cadeias produtivas e ressaltou que, apesar da boa produtividade registrada no ano, os preços pagos ao produtor não acompanharam os custos. O dirigente destacou que o aumento das importações de lácteos do Mercosul, observado a partir de agosto, ampliou os impactos sobre a cadeia do leite. Dados do Conseleite apontam queda de 10,5% no preço de referência entre julho e outubro.

Entre as solicitações apresentadas pelo setor estão medidas como compra governamental de leite em pó nacional, política de incentivo fiscal às indústrias que adquirirem o produto brasileiro e aplicação de sobretaxa temporária a derivados importados da Argentina e do Uruguai. Também foi citada a necessidade de avanço na negociação das dívidas rurais, cuja tramitação no Congresso Nacional segue sem definição.

Durante as manifestações, lideranças regionais destacaram que sindicatos têm recebido demandas contínuas envolvendo zoneamento agrícola, cobertura de seguro, dificuldades de comercialização e efeito das importações. Representantes da Regional Missões 2 reforçaram o apoio de cooperativas, prefeituras e instituições financeiras para viabilizar o deslocamento dos agricultores à capital.

O Tesoureiro Geral Fetag/RS Agnaldo Barcelos, afirmou que a mobilização demonstra a busca dos produtores por respostas governamentais relacionadas à produção e comercialização. Agnaldo ressaltou que o custo de produção permanece elevado e que mecanismos de proteção, como políticas de garantia e controle de importações, são considerados essenciais para manter a atividade no campo.

O presidente da regional missões II, Rafael Dalenogare Paz, destacou que a mobilização é resultado de debates iniciados no início do ano e que foram se intensificando conforme o agravamento das dificuldades enfrentadas pelos produtores. Ele explicou que as pautas tratam de questões relacionadas ao preço de produtos agrícolas, à cadeia produtiva do leite, ao seguro rural e ao zoneamento agrícola. Ressaltou ainda que a presença da regional em Porto Alegre só foi possível em razão das parcerias estabelecidas e do apoio de entidades locais.

Rafael afirmou que a mobilização demonstra a busca dos agricultores por soluções para problemas como o custo elevado de produção, a falta de mecanismos de proteção efetivos e a necessidade de revisão das regras de importação. Observou também que produtores têm relatado valores de comercialização que não cobrem o custo operacional, o que reforça a urgência por medidas estruturantes.

A mobilização se estende ao longo do dia, com caminhadas, agendas institucionais e manifestações públicas, integrando sindicatos, cooperativas, federações e entidades ligadas às cadeias produtivas de leite, arroz e trigo. A FETAG-RS reafirmou que continuará articulando ações em defesa da agricultura familiar e acompanhando o andamento das pautas apresentadas aos poderes públicos.

Fonte: Rádio São Luiz

Projeto de Unidade de Conservação prevê combinar preservação e atividades econômicas sustentáveis

Campos com capim barba-de-bode (Foto: Eduardo Velez/Instituto Curicaca

A proposta para criação de uma Unidade de Conservação (UC) na região tem como foco à preservação dos campos missioneiros e das matas de pau-ferro. Ainda em fase inicial, o projeto está sendo elaborada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e não prevê a desapropriação forçada de produtores, mas combinar a preservação com atividades econômicas sustentáveis, como a pecuária e o turismo ecológico.

Receba nossas notícias pelo WhatsApp

Em entrevista à Rádio São Luiz FM 100.9, o agrônomo e coordenador técnico do Instituto Curicaca, Alexandre Krob, explicou detalhes sobre a proposta e desmentiu informações equivocadas que associam a criação da UC com processos antigos de desapropriação de terras e com o impedimento de atividades econômicas. A entidade sem fins lucrativas é uma das parceiras do ICMBio na elaboração de estudos técnicos do projeto.

Alexandre lembrou que o Pampa é um dos biomas menos protegidos do Brasil. Dados do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) confirmam que apenas 3% da área do bioma é protegida por unidades de conservação. A proposta da UC visa estimular a pecuária missioneira, o turismo ecológico e a pesquisa científica, além de preservação de espécies endêmicas do Pampa.

“As matas de pau-ferro passaram por um período muito forte de uso de exploração para a produção de carvão e compõem essas estratégias de conectividade que acompanham os grandes rios formadores de todo o Rio Grande do Sul. Nesse caso, especialmente da região missioneira, temos algumas espécies mais emblemáticas para a proposta dessa Unidade de Conservação, principalmente, o capim-barba-de-bode“, explica o agrônomo.

A proposta de elaborar estudos sobre a UC nasceu após oficina nacional em Brasília, que priorizou áreas para novas Unidades de Conservação federais em todos os biomas. O processo está em fase inicial e prevê diversas etapas de diálogo com as comunidades locais. O ICMBio já iniciou a primeira fase de contato com as prefeituras dos municípios da região, além de reuniões com especialistas.

O coordenador técnico do Instituto Curicaca ressaltou que a construção de uma área dedicada à preservação do Pampa inclui a participação e presença de atividades tradicionais do bioma, como a pecuária. Para isso, uma das possibilidades é a criação de uma Área de Preservação Permanente (APA), como já ocorre em outros locais do bioma.

“É um erro usar como referência situações que foram usadas lá na década de 1970. Em que algumas unidades de conservação que foram criadas buscavam que as pessoas fossem retiradas das suas áreas. Hoje em dia, principalmente pro Pampa, não se trabalha mais com essa estratégia. É uma estratégia de convivência das pessoas e das atividades sustentáveis tradicionais”, complementa Alexandre.

Ainda em relação às áreas que seriam destinadas para a Unidade de Conservação, o especialista destaca que são territórios com solos impróprios para a mecanização agrícola, ou seja, a criação da UC não iria trazer impactos negativos para a produção agrícola regional.

Matas de pau-ferro (Foto: Eduardo Velez/Instituto Curicaca)

Fonte: Rádio São Luiz

Luís Fernando Pires comenta preocupação e posição contrária à unidade de conservação na região

Foto: Evelise Oliveira/Rádio São Luiz

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) está discutindo uma proposta para criar a Unidade de Conservação (UC) do Pau-Ferro. A proposta visa a proteção dos campos missioneiros e das matas de pau-ferro, no noroeste do Rio Grande do Sul. O tema foi abordado em entrevista, nesta sexta-feira (05/12), pelo advogado e assessor da assessor da presidência da Farsul (Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul), Luís Fernando Cavalheiro Pires, que manifestou posição contrária à proposta.

Receba nossas notícias pelo WhatsApp

A proposta da nova UC, ainda em fase preliminar, prevê a destinação de 117 mil hectares assegurar a conservação dos remanescentes de vegetação nativa. A intenção do ICMBio e do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) é valorizar a pecuária missioneira, além de fomentar atividades de turismo ecológico e pesquisa científica.

Segundo dados do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), o Pampa possui apenas 3% de sua área protegida por unidades de conservação, menor proporção entre todos os biomas brasileiros. As matas de pau-ferro abrigam algumas espécies endêmicas do Pampa, como a barba-de-bode e o espinilho.

De acordo com Luís Fernando, já existem legislações para proteger às matas de pau-ferro, além de áreas de proteção ambiental permanente (APP) que devem ser respeitadas pelos produtores. Entre os municípios que teriam áreas destinadas para a UC estão: Santiago, Unistalda, Bossoroca, Itacurubi e Santo Antônio das Missões.

O advogado explicou detalhes sobre os diferentes tipos de UC e citou os impactos econômicos da destinação dessas áreas, atuais propriedades privadas, para a conservação ambiental. No caso das desapropriações, os produtores recebem uma indenização, porém, Luís Fernando mencionou a preocupação com o andamento desse processo e os valores.

O assessor da Farsul alegou que a nova UC iria prejudicar a economia regional e trazer incerteza para os produtores. “Estamos nos colocando fortemente contra isso”, afirmou. Como alternativa, o advogado citou a possibilidade do governo pagar por serviços ambientais para os produtores, visando a preservação das matas de pau-ferro.

Luís Fernando descreveu a mobilização das prefeituras e sindicatos rurais para pressionar o governo federal contra a proposta. Segundo ele, a região perderia investimentos e oportunidades econômicas com a instalação da nova UC.

Confira a entrevista na íntegra no Facebook da Rádio São Luiz.

Fonte: Rádio São Luiz

Professora da UERGS descreve pesquisas de análise dos solos na região das Missões

Foto: Evelise Oliveira/Rádio São Luiz

A professora Rosicler Backes participou nesta quarta-feira, 3 de dezembro, do programa Olho Vivo para comentar sobre as pesquisas e o trabalho na área de ciência do solo na região missioneira. Atualmente, a Unidade de São Luiz Gonzaga da UERGS (Universidade Estadual do Rio Grande do Sul) desenvolve três projetos de pesquisa e extensão sobre o tema, em parceria com a Escola Técnica Cruzeiro do Sul e com a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

Receba nossas notícias pelo WhatsApp

A ciência do solo estuda as características da terra, desde sua formação, até aspectos químicos e biológicos, incluindo as propriedades necessárias para garantir a fertilidade do solo para o crescimento de plantas. Rosicler ressaltou a importância das pesquisas na área, dado o papel da produção agrícola para a economia regional.

Uma das iniciativas de investigação de solos desenvolvidas pela UERGS inclui a participação da Escola Técnica Cruzeiro do Sul, envolvendo a extensão universitária. O foco da pesquisa são plantas de cobertura e técnicas de manejo para as lavouras de trigo. Os outros dois projetos têm foco nas lavouras de milho e soja e são realizados em conjunto com pesquisadores da UFSM.

A professora da UERGS também mencionou uma nova parceria com a Emater RS/Ascar e a Embrapa para criação de núcleos de análise de solo na região missioneira. Um dos núcleos é em São Luiz Gonzaga e fizemos avaliações aqui, em Caibaté, Garruchos e São Nicolau. Fizemos avaliações de manejos diferentes e estamos fazendo a computação dos dados”, explicou Rosicler.

A expectativa é de que os dados da pesquisa sejam divulgados no primeiro semestre de 2026. Nas Missões, a maioria dos solos é caracterizada como latossolos, geralmente avermelhados e bastante intemperizados e com determinadas limitações químicas (acidez, baixa fertilidade).

“Se não tivermos um solo bem estruturado, não teremos como reservar água no solo”, ressalta Rosicler, ao comentar sobre os desafios climáticos enfrentados nos últimos anos na região, principalmente, por conta de secas severas. Essas condições, somadas com o histórico de degradação e manejos inadequados, prejudicam a capacidade dos solos em reservar água e, consequentemente, diminuem a produtividade agrícola.

Mostra fotográfica

Nesta terça-feira (02/12), a UERGS realizou a cerimônia de premiação da mostra fotográfica “Um olhar sobre o solo missioneiro”. Segundo Rosicler, o projeto surgiu com foco em diagnósticos e prognósticos dos efeitos climáticos no solo. O objetivo foi incentivar as pessoas a documentarem fatos através de imagem ajudem na preservação do solo e água.

Ao total, foram mais de 100 fotos inscritas, incluindo, a participação de pessoas do campo e da cidade. A professora da UERGS mencionou a importância da mostra para aproximar o meio urbano do tema da ciência do solo. Durante a cerimônia, foram entregues certificados e premiações para fotografias nas categorias de conservação e degradação de solo, sustentabilidade ambiental e segurança alimentar.

Fonte: Rádio São Luiz

Fetag-RS prepara mobilização estadual por medidas de apoio aos produtores gaúchos

Foto: Divulgação/Fetag-RS

A Federação dos Trabalhadores da Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag-RS) anunciou a convocação de uma mobilização estadual no próximo dia 10 de dezembro, em Porto Alegre. O objetivo é cobrar medidas mais efetivas para suporte aos agricultores e pecuaristas familiares do Estado. Segundo o presidente da Fetag-RS, Carlos Joel da Silva, as ações anunciadas pelo governo federal são insuficientes para lidar com a crise do setor.

Receba nossas notícias pelo WhatsApp

Um dos principais pontos de cobrança dos produtores é com relação ao endividamento rural. De acordo com a entidade, as medidas criadas pelo governo não atendem a todos os produtores. Além disso, a situação se agravou diante da queda nos preços do leite, trigo e arroz.

Carlos Joel destaca que os preços são incompatíveis com os custos de produção, o que dificulta a sustentabilidade dos produtores. A mobilização foi convocada após reunião nesta quinta-feira (27/11) com participação de 312 representantes sindicais de todas as regionais. A expectativa é de reunir pelo menos 2 mil agricultores e pecuaristas na capital estadual no dia 10.

“Tivemos anos de quebra de safra e agora nós temos uma safra completa, mas não temos preço pelos produtos”, aponta o presidente da Fetag-RS. Ele criticou a entrada de produtos agrícolas de países vizinhos, como Paraguai e Argentina, defendendo medidas de proteção e valorização para a produção local.

Outras ações citadas pelo gestor incluem o incentivo à indústria de insumos agrícolas nacional, uma forma de reduzir os custos de produção. “Somos favoráveis que o consumidor tenha um preço baixo dos alimentos, mas que ele não seja às custas do produtor. Tem que ser às custas da política pública do governo”, acrescentou. Ele também citou a pressão feita junto a deputados e senadores por medidas de suporte ao setor.

Fonte: Rádio São Luiz

Produtores reforçam manejo do solo e técnicas de mitigação diante da confirmação do fenômeno La Niña

Há menos de um mês da entrada oficial do verão no hemisfério sul, a agricultura brasileira passa a operar sob maior vigilância diante do aviso emitido em 13 de novembro pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos, a Noaa, que confirmou a configuração do fenômeno La Niña no Pacífico Tropical. A previsão indica atuação de forma fraca nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil, com incidência direta sobre as culturas de soja e milho, que concentram etapas decisivas do ciclo produtivo nesse período. De acordo com o extensionista rural da Emater/RS-Ascar e meteorologista Nórton Franciscatto de Paula, o índice Enos permanece em valores negativos, caracterizando a persistência da fase fria de La Niña ao longo do verão 2025/2026, com expectativa de transição para neutralidade entre janeiro e março de 2026. Historicamente, esse cenário está associado à redução das chuvas no Rio Grande do Sul, especialmente em janeiro e fevereiro, o que compromete o armazenamento de água no solo e pode afetar o desempenho produtivo de culturas como soja, milho e feijão, refletindo em possíveis perdas de produtividade.

Receba nossas notícias pelo WhatsApp

No Estado, a incidência do fenômeno deve se concentrar em dezembro e janeiro e, apesar da projeção de períodos de estiagem e estresse hídrico, não são esperados impactos expressivos nas lavouras de grãos, considerando que aproximadamente 70% da área de milho já foi semeada, restando margem limitada para alterações no calendário agrícola. O engenheiro agrônomo Alencar Rugeri, também extensionista da Emater/RS-Ascar, aponta que o milho tende a ser mais sensível à estiagem em função de seu sistema de polinização e germinação, enquanto a soja dispõe de alternativas mais eficientes de enfrentamento ao déficit hídrico. Entre as estratégias destacadas está o plantio escalonado, que distribui diferentes estágios de desenvolvimento na lavoura e reduz o risco de perdas generalizadas. O especialista ressalta que, mesmo com informações climáticas antecipadas, as boas práticas de manejo seguem determinantes, sustentadas pelo tripé composto por solo bem estruturado, cobertura vegetal e rotação de culturas.

Na prática, produtores da Região Noroeste do Rio Grande do Sul já adotam medidas voltadas à mitigação dos riscos climáticos. Na propriedade de Emerson Walter, em Catuípe, o planejamento agrícola é conduzido com base em controle pluviométrico realizado há quatro décadas, aliado ao aprimoramento da estrutura do solo. A área, que utiliza mão de obra familiar e contratada e produz soja, milho, trigo e aveia, aplica técnicas como irrigação, cobertura de palhada, rotação com mix de culturas de inverno e verão, correção da acidez do solo e uso de curvas de nível, especialmente em função do relevo com declives. O objetivo é garantir maior proteção e estabilidade da estrutura do solo, compreendida como elemento central para a manutenção da capacidade produtiva da propriedade.

Fonte: Rádio São Luiz/Emater/RS-Ascar

Suinocultura impulsiona setor agropecuário em Roque Gonzales e projeta novo patamar em 2026

Foto: Canva/Ilustrativa

A produção de suínos em Roque Gonzales/RS apresenta crescimento expressivo nos últimos anos, posicionando o município como referência regional no setor. Entre 2021 e 2024, foi registrada elevação de 36% no número de abates de animais oriundos do território municipal, passando de pouco mais de 60 mil para mais de 92 mil suínos abatidos ao ano, destinados principalmente a frigoríficos de Santa Rosa e de outros municípios da região. O avanço da atividade está diretamente associado ao aumento de investimentos por parte dos produtores rurais e ao fortalecimento das parcerias com o poder público, especialmente nas áreas de infraestrutura e terraplanagem.

Receba nossas notícias pelo WhatsApp

Para 2025, o cenário indica nova etapa de expansão, com a implantação de nove granjas que se encontram em fase de execução ou conclusão. A projeção para 2026 aponta que o município poderá ultrapassar a marca de 120 mil suínos abatidos com origem local, ampliando a geração de trabalho no meio rural e fortalecendo a permanência das famílias nas propriedades. A suinocultura passa a ocupar papel estratégico dentro de um contexto produtivo diversificado, que inclui também a atividade leiteira, o cultivo de grãos e a produção de alfafa.

A dinâmica da cadeia produtiva evidencia ainda impactos logísticos relevantes. Parte significativa do milho utilizado na fabricação de ração em Santa Rosa é proveniente do Paraguai, transportado por rotas que atravessam Roque Gonzales, fator que indica potencial para futuros investimentos voltados à instalação de fábrica de ração ou até mesmo de um abatedouro local. A expectativa é de que esse cenário contribua para a redução de custos operacionais e para o fortalecimento da competitividade dos produtores do município.

As informações foram destacadas pelo prefeito de Roque Gonzales, Fernando Machry, que apresentou os dados sobre o desempenho da suinocultura, as projeções de crescimento e a relevância do setor para a economia local, ressaltando a importância da atividade na geração de renda e na estrutura produtiva do meio rural.

Fonte: Rádio São Luiz

Primeira usina de etanol de trigo do Brasil obtém licença para iniciar atividades em Santiago

Foto: Igor de Almeida/Ascom Sema

A Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) e a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) entregaram na segunda-feira (24/11), a Licença de Operação (LO) que autoriza o início das atividades da primeira usina de etanol de trigo do Brasil. O empreendimento da C.B Bioenergia LTDA será instalado em Santiago.

Receba nossas notícias pelo WhatsApp

A expectativa do governo estadual é de que a nova usina represente um avanço estratégico na produção de biocombustíveis e no fortalecimento da matriz energética limpa do Rio Grande do Sul.

A nova licença atesta o cumprimento de todas as exigências ambientais necessárias para a operação da usina, instalada em uma área de 150 mil m². A capacidade produtiva prevista ultrapassa 1.300 m³ mensais de álcool hidratado e 1.140 m³ de álcool neutro, além da fabricação de 810 toneladas de DDGS (Grãos Secos de Destilaria com Solúveis) e 2.160 toneladas de WDGS (Grãos de destilaria úmidos com solúveis), subprodutos de alto valor nutricional utilizados em rações animais.

A operação deve gerar 28 empregos diretos no município. A licença contempla todas as etapas produtivas, incluindo recepção e pesagem da matéria-prima (triticale, cevada, trigo, centeio e milho), moagem, preparação, sacarificação, fermentação, destilação, retificação, condensação e armazenamento do álcool produzido.

“Os energéticos e derivados não alimentícios da agricultura representam uma nova visão e oportunidade para valorização da cadeia agrícola, além de contribuir para descarbonização. Com responsabilidade ambiental e inovação, garantimos segurança jurídica aos empreendedores e avançamos na transição para modelos produtivos mais eficientes e de baixa emissão”, afirmou Marjorie Kauffmann, titular da Sema.

Para o presidente da Fepam, Renato Chagas, a usina agregar valor à produção ao industrializar esses insumos no próprio município. “Isso acaba contribuindo para a redução de emissões e para a expansão do setor de bioenergia no Estado”, complementou.

Fonte: Rádio São Luiz com informações de Secom-RS

Mobilização regional reúne produtores e lideranças da Regional Missões II para discutir a crise do leite

Foto: Monize Batista

A mobilização regional pela defesa da cadeia produtiva do leite reuniu agricultores e lideranças nesta quarta-feira, 19 de novembro 2025, em Santo Cristo/RS, onde foi realizado um ato público no Parque de Exposições José Reinaldo Steffens. A atividade, integrada à agenda da Regional Missões II, encerrou o ciclo de quatro encontros promovidos pela Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (FETAG/RS) nas principais bacias leiteiras do Estado.

O evento contou com a participação de agricultores, sindicatos, cooperativas, parlamentares e representantes de entidades da agricultura familiar. Durante a programação, foram apresentados diagnósticos sobre preço pago ao produtor, custos de produção, produtividade estadual e os impactos da sequência de baixas no valor do litro de leite. Representantes destacaram que o setor enfrenta uma das fases mais críticas dos últimos anos, com produtores recebendo valores inferiores ao custo, o que afeta diretamente a permanência das famílias na atividade e o desempenho econômico dos municípios rurais.

Receba nossas notícias pelo WhatsApp

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de São Luiz Gonzaga e Rolador e da Regional Missões II, Rafael Dalenogare Paz, ressaltou em entrevista a Rádio São Luiz, que o encontro tem o objetivo de ampliar a articulação entre agricultores, lideranças municipais, cooperativas e representantes de órgãos estaduais e federais. Segundo ele, a entrada de grandes volumes de leite importado segue como um dos principais fatores de desequilíbrio do mercado interno. Prefeitos, vereadores e demais lideranças regionais foram conclamados a enviar moções e ofícios ao governo federal para reforçar a necessidade de medidas emergenciais.

Foto: Monize Batista

O vice-presidente da FETAG e coordenador de Política Agrícola, Eugênio Zanetti, destacou que a entidade promoveu encontros em diferentes regiões para acompanhar a realidade das bacias leiteiras. Segundo ele, a crise atual se soma aos desafios impostos por estiagens, enchentes, endividamento e dificuldades de comercialização de outras culturas. Zanetti reforçou que o governo federal precisa ampliar o controle das importações, intensificar a fiscalização do leite importado e adotar políticas de mitigação de riscos que não transfiram todos os impactos ao produtor.

Além da situação do leite, o encontro abordou temas como o preço do trigo, impactos na cultura da alfafa e o endividamento acumulado por produtores afetados por eventos climáticos. Conforme a FETAG, as pautas construídas serão levadas às reuniões agendadas para a próxima semana em Brasília, incluindo agendas com o Ministério da Agricultura, o Ministério do Desenvolvimento Agrário, o Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Caso não haja retorno do governo federal, o movimento não descarta novas mobilizações.

Fonte: Rádio São Luiz

Serviços gratuitos de documentação atenderão comunidades rurais de São Luiz Gonzaga

Foto: Canva/Ilustrativa

Nesta sexta-feira, 7 de novembro, e no sábado, 8 de novembro 2025, São Luiz Gonzaga/RS sediará o Mutirão de Documentação da Trabalhadora Rural, iniciativa voltada à ampliação do acesso a serviços públicos para a população rural. Os atendimentos serão gratuitos e ocorrerão das 9h às 17h. Na sexta-feira, as atividades acontecem no Quiosque Tchê 168, localizado no assentamento 28 de Maio, e no sábado, na sede do assentamento Panorama.

Receba nossas notícias pelo WhatsApp

O evento é promovido pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária no Rio Grande do Sul (Incra/RS) e pela Superintendência Federal do Desenvolvimento Agrário no Rio Grande do Sul (SFDA/RS), integrando o Programa Nacional de Cidadania e Bem Viver para Mulheres Rurais.

Com o apoio de diversas entidades, o mutirão vai oferecer confecção e atualização da Carteira de Identidade Nacional (CIN), emissão do Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF), inscrição e atualização do Cadastro de Pessoa Física (CPF), além de orientações sobre aposentadoria, benefícios previdenciários e inclusão ou atualização no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). Também haverá fornecimento de certidões de nascimento e casamento atualizadas.

A ação prioriza o atendimento de assentadas e suas filhas, mas está aberta a toda a população rural interessada. O mutirão conta com a parceria do Instituto-Geral de Perícias (IGP/RS), Receita Federal — que atuará de forma remota —, Emater/RS-Ascar, Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e outras instituições públicas.

Segundo o Incra/RS e a SFDA/RS, novas edições do Mutirão de Documentação da Trabalhadora Rural estão previstas para ocorrer até dezembro de 2025, ampliando o alcance das ações do Programa Nacional de Cidadania e Bem Viver para Mulheres Rurais em diferentes regiões do estado.

Fonte: Rádio São Luiz

Paulo Pires avalia colheita do trigo e cenário econômico da agricultura regional

Foto: Canva/Ilustrativa

O presidente da Coopatrigo e da Fecoagro/RS, Paulo Cezar Vieira Pires, concedeu entrevista à Rádio São Luiz na manhã desta quarta ferade 5 de novembro de 2025, analisando o andamento da colheita do trigo, a conjuntura econômica da agricultura regional e as perspectivas para o próximo ciclo produtivo. Segundo ele, a colheita do trigo em 2025 já ultrapassa 60% da área, com 1.051 produtores entregando o grão em todas as unidades da cooperativa. A produtividade média registrada é de cerca de 50 a 60 sacas/ha, com variações de acordo com o nível tecnológico empregado.

Receba nossas notícias pelo WhatsApp

Pires destacou que o preço atual do trigo gira em torno de R$ 60,00 no porto, com cotação próxima de R$ 58,00 na cooperativa. O valor representa cerca da metade do que foi praticado no período de alta de 2022, quando a saca chegou a ultrapassar os R$ 120,00. Conforme o dirigente, o custo de produção permanece elevado, sem redução significativa dos insumos, o que provoca forte impacto na renda do produtor. Ele estimou que a rentabilidade média da cultura atinge cerca de R$ 3 mil por hectare, valor considerado insuficiente para cobrir as despesas da lavoura.

Em comparação com o trigo, a canola tem apresentado maior viabilidade econômica. Com preços próximos de R$ 140,00 por saca e menor custo de produção, a cultura oferece rendimento bruto cerca de 30% superior ao do trigo. A tendência, segundo o presidente, é de expansão significativa da área de canola e redução acentuada da área de trigo no próximo ano, caso o quadro de preços se mantenha.

O dirigente também abordou o impacto da taxa de juros, atualmente entre as mais altas do mundo. Segundo ele, não há atividade agrícola capaz de sustentar uma taxa de 15% ao ano, o que dificulta o financiamento das safras. Além disso, Pires avaliou que o cenário político e eleitoral tende a manter pressão sobre os preços dos alimentos, o que desestimula a valorização dos produtos agrícolas.

Em relação ao setor orizícola, Pires apontou que o arroz enfrenta uma das situações mais críticas do Estado, agravada pela importação sem taxação de países do Mercosul, como Uruguai e Argentina. Ele destacou que, mesmo após a duplicação do engenho da Coopatrigo, há queda no volume de beneficiamento devido à redução da produção e ao desestímulo econômico. O leite, segundo ele, segue trajetória semelhante, com preços em queda e dificuldades crescentes para os produtores.

Sobre as condições climáticas, o presidente relatou que a previsão indica possibilidade de chuvas de até 100 milímetros na região, o que poderia prejudicar lavouras de milho e trigo ainda não colhidas. Pires explicou que, embora o fenômeno La Niña tenda a reduzir o volume de precipitações, o maior desafio é a distribuição irregular das chuvas. Destacou ainda o avanço do uso da irrigação, que já abrange cerca de 15% da área de verão na região de atuação da cooperativa.

Além das questões produtivas, o presidente mencionou as ações comunitárias apoiadas pela Coopatrigo, como a reconstrução da sede da Associação Ferroviária, danificada por vendaval, e o apoio financeiro à reforma da recepção do Hospital São Luiz Gonzaga. Pires ressaltou que as melhorias foram executadas em parceria com empresas locais e que a cooperativa aguarda um momento oportuno para a inauguração oficial da obra.

Ao tratar do cooperativismo estadual, enquanto presidente da Fecoagro/RS, Pires comentou as dificuldades enfrentadas por algumas cooperativas, como a de Ibirubá, e destacou a importância da confiança e do pertencimento como pilares da sustentabilidade do sistema. Ele defendeu a união entre setor público e cooperativas na busca por novos investimentos, citando como exemplo o projeto de instalação de uma indústria de etanol a partir do milho, voltada a agregar valor e garantir liquidez à produção local.

Por fim, o presidente afirmou que, apesar da crise de rentabilidade no campo, a Coopatrigo mantém solidez e compromisso com o desenvolvimento regional, reforçando a função social do cooperativismo em equilibrar o resultado econômico e o interesse coletivo.

Fonte: Rádio São Luiz

Divulgadas famílias selecionadas para o Operação Terra Forte em São Luiz Gonzaga

Foto: Canva/Ilustrativa

A lista das famílias selecionadas para fazer parte do Programa Operação Terra Forte em São Luiz Gonzaga já está disponível para consulta. Ao todo, foram 165 famílias rurais inscritas no município e 48 foram selecionadas. A lista pode ser consultada junto à sede da Emater RS/Ascar, também na Secretaria Municipal de Agricultura e no Sindicato dos Trabalhadores Rurais.

Receba nossas notícias pelo WhatsApp

Chefe do escritório da Emater em São Luiz Gonzaga, Dante Trindade de Ávila explica que a seleção foi feita durante reunião do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural e seguiu critérios definidos pelo programa. Após o período de interposição de recursos, a listagem será publicada no Diário Oficial do Estado.

A iniciativa é promovida pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) do RS e pela Emater RS/Ascar. Cada famílias receberá capacitações e um diagnóstico do solo da sua propriedade. O objetivo principal é a recuperação socioprodutiva e ambiental das propriedades, com foco na conservação do solo.

As famílias beneficiárias receberão o repasse de auxílio financeiro de até R$ 30 mil para implementação das medidas previstas, sendo que 70% deverá ser investido em ações de conservação do solo. “O restante do recurso pode ser colocado em atividades ambientais, recuperação de uma nascente, por exemplo. Ou então, e também em atividades sociais”, explica Dante.

Segundo o chefe da Emater, existem exemplos de propriedades na região que já apresentaram resultados positivos em outras edições do programa. “O que a gente pretende é fazer com que os produtores compreendam e tenham um olhar diferente para o solo, olhar a lavoura da planta para baixo”, complementa. Após a finalização das etapas de seleção e habilitação, os diagnósticos irão começar com 16 famílias rurais.

Matéria relacionada: Operação Terra Forte tem 165 inscrições em São Luiz Gonzaga e segue para fases de habilitação e seleção

Fonte: Rádio São Luiz

Parceria para análise de solos vai beneficiar mais de cinco mil famílias na região

Foto: Divulgação/Emater RS-Ascar

Uma cooperação entre Emater/RS-Ascar e a Sociedade Educacional Três de Maio (Setrem) pretende viabilizar análises de solo em 45 municípios da região, incluindo São Luiz Gonzaga. A iniciativa faz parte do Operação Terra Forte, programa coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) do RS. A previsão é de que a iniciativa beneficie mais de 5 mil famílias.

Receba nossas notícias pelo WhatsApp

Na última semana, representantes da Emater e da Setrem se reuniram para alinhar as ações. As análises serão feitas no “Lab Solos”, laboratório mantido pela Setrem e integrante da Rede Oficial de Laboratórios de Análises de Solos (Rolas) do Rio Grande do Sul.

A expectativa é de que a cooperação contribua para a realização diagnósticos precisos, que irão subsidiar o trabalho da Extensão Rural junto às famílias envolvidas no programa. O Programa Operação Terra Forte tem como foco a recuperação de solos e teve mais de 52 mil famílias inscritas em todo o Estado. O investimento inicial da iniciativa é de R$ 300 milhões.

Compõem os 45 municípios de atuação da Emater/RS-Ascar na região administrativa de Santa Rosa: Alecrim, Alegria, Boa Vista do Buricá, Bossoroca, Caibaté, Campina das Missões, Cândido Godói, Cerro Largo, Dezesseis de Novembro, Doutor Maurício Cardoso, Entre-Ijuís, Eugênio de Castro, Garruchos, Giruá, Guarani das Missões, Horizontina, Independência, Mato Queimado, Nova Candelária, Novo Machado, Pirapó, Porto Lucena, Porto Mauá, Porto Vera Cruz, Porto Xavier, Rolador, Roque Gonzales, Salvador das Missões, Santa Rosa, Santo Ângelo, Santo Antônio das Missões, Santo Cristo, São José do Inhacorá, São Luiz Gonzaga, São Miguel das Missões, São Nicolau, São Paulo das Missões, São Pedro do Butiá, Senador Salgado Filho, Sete de Setembro, Três de Maio, Tucunduva, Tuparendi, Ubiretama e Vitória das Missões.

Fonte: Rádio São Luiz

Cooperativas acompanham obras do Porto de Rio Grande na expectativa de ampliar escoamento de grãos

Foto: Divulgação/RTC CCGL

Representantes de 22 cooperativas gaúchas, inclusive da Coopatrigo de São Luiz Gonzaga, participaram na última semana de visita ao Porto de Rio Grande. O objetivo foi acompanhar o avanço das obras de reestruturação do Termasa, terminal pertencente ao grupo CCGL. O local passa por um processo de reforma e modernização após acidente em maio de 2024.

Receba nossas notícias pelo WhatsApp

A visita técnica ocorreu na quinta-feira (23/10). O terminal é um importante ponto de escoamento da produção de grãos do Estado e da região missioneira. Em maio do ano passado, um navio graneleiro colidiu com o píer do terminal Termasa, causando danos estruturais e paralisando as operações.

O investimento total das reformas do terminal devem superar R$ 600 milhões. O projeto inclui a modernização do primeiro terminal graneleiro do Brasil, inaugurado na década de 1970. As obras devem se estender até outubro de 2026, ampliando a capacidade de escoamento. Atualmente, a reestruturação do Termasa é a maior obra portuária em andamento no país.

“O Termasa é motivo de orgulho para o cooperativismo. É a prova de que, quando trabalhamos juntos, entregamos resultados que transformam a realidade do produtor e fortalecem o agro do nosso Estado”, afirmou Paulo Pires, presidente da Coopatrigo e da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro).

Fonte: Rádio São Luiz com informações da RTC CCLG

Operação Terra Forte tem 165 inscrições em São Luiz Gonzaga e segue para fases de habilitação e seleção

Foto: Canva/Ilustrativa

O Programa Operação Terra Forte, promovido pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) e pela Emater RS/Ascar, teve 165 inscrições de famílias rurais em São Luiz Gonzaga. O prazo para produtores manifestarem interesse na iniciativa foi encerrado na sexta-feira (17/10) e a próxima fase será de habilitação e seleção dos beneficiários. No município, serão 48 famílias que participarão do programa que foca na recuperação de solos.

Receba nossas notícias pelo WhatsApp

Chefe do escritório da Emater RS/Ascar em São Luiz Gonzaga, Dante Trindade de Ávila explica que existem seis categorias de atividades: fruticultura, produção grãos, horticultura, produção de alfafa, pecuário de bovinos de corte e pecuário de bovinos de leite. O programa prevê a seleção de pelo menos um beneficiário em cada uma delas.

A escolha dos beneficiários será feita por um comitê com entidades ligadas ao setor, com representantes da Emater, da Secretaria Municipal de Agricultura, da Coopatrigo, da UERGS, do Sindicato dos Trabalhadores Rurais e do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural. Em todo o Rio Grande do Sul, foram 52.049 famílias rurais inscritas.

Cada família selecionada receberá visita técnica para diagnóstico do solo e elaboração de plano de ação individual. Segundo Dante, essas etapas devem ocorrer ao longo do final deste ano e início de 2026, sendo divididas em grupos com 16 propriedades. O programa também prevê o repasse de auxílio financeiro de até R$ 30 mil por unidade familiar, em parcela única, para implementação das medidas previstas.

O extensionista da Emater RS ressaltou que o processo será feito de forma transparente, com um período para que os produtores possam pedir esclarecimentos e ou interpor recursos. A previsão é de que a etapa de seleção seja finalizada entre 10 e 11 de novembro.

“O principal objetivo do programa é dar uma atenção maior ao solo, com uma visão sistêmica e um ohar a propriedade como um todo”, destaca Dante. A iniciativa tem como um dos eixos a assistência técnica e disseminação de tecnologias sustentáveis, especialmente voltadas à agricultura de baixa emissão de carbono. “Melhorar condições de conservação e manutenção do solo, sem deixar de assistir a parte ambiental e a parte social”, acrescenta o chefe do escritório da Emater RS de São Luiz Gonzaga.

Fonte: Rádio São Luiz

Sindicato Rural de São Luiz Gonzaga empossa nova diretoria para 2025/2028

Foto: Jilvan Santos

O Sindicato Rural de São Luiz Gonzaga realizou na segunda-feira, 20 de outubro 2025, a cerimônia de posse da nova diretoria para o triênio 2025/2028, dando continuidade à gestão de Lourdes Margareth Costa Beber, reeleita presidente da entidade. A eleição, realizada em 23 de setembro de 2025, contou com chapa única composta por produtores rurais e representantes do setor agropecuário regional.

Durante a cerimônia de posse, Margareth Costa Beber, em entrevista à Rádio São Luiz, destacou o compromisso da diretoria com a defesa do agronegócio e dos produtores da região. “É uma satisfação muito grande receber essa responsabilidade por mais três anos. Acredito muito no meu time, composto por pessoas experientes e jovens, dispostas a contribuir. O Sindicato tem papel importante não apenas na defesa do agricultor, mas também no apoio às entidades e à comunidade como um todo”, afirmou.

Receba nossas notícias pelo WhatsApp

O diretor Administrativo da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), Francisco Schardong, ressaltou a relevância da continuidade do trabalho de Margareth frente do Sindicato. “São Luiz Gonzaga é um dos sindicatos que mais se destacam no estado. A presidente tem conhecimento, dedicação e o apoio da sua diretoria e da Regional 12. O momento é difícil, mas precisamos continuar trabalhando, olhando para frente e buscando soluções que garantam o fôlego necessário ao produtor rural”, declarou.

O vice-presidente da Cermissões, Diomedes Rech, enfatizou a parceria entre a cooperativa e o Sindicato Rural, destacando investimentos e ações conjuntas em prol do desenvolvimento da agricultura irrigada. “A Cermissões é parceira do Sindicato e das cooperativas da região. Trabalhamos juntos para melhorar as condições de produção e ampliar o acesso à energia para os agricultores. Onde teve pivô e água, houve boa colheita, e seguimos investindo em infraestrutura para apoiar o setor produtivo”, explicou.

Representando a Câmara de Vereadores de São Luiz Gonzaga, o vereador Neri João Bilinski (Tito Bilinski) destacou a importância do setor primário para a economia municipal. “Sabemos da força do trabalho da Margareth e de sua equipe à frente do Sindicato Rural. O setor primário representa mais de 90% da economia do município, e é essencial que o Legislativo esteja ao lado de quem movimenta a economia local”, declarou.

Também em entrevista à Rádio São Luiz, o produtor rural e assessor da presidência da Farsul, Luiz Fernando Cavalheiro Pires ressaltou a relevância da atuação da presidente e a necessidade de políticas públicas voltadas à sustentabilidade econômica do campo. “Precisamos de medidas efetivas de securitização e de apoio aos produtores que enfrentam dificuldades. O agronegócio é a base da economia do município e do país, responsável pela produção de alimentos que abastecem milhões de pessoas”, pontuou.

A nova composição da diretoria é formada por Paulo Henrique Braga Pires como 1º vice-presidente e Luiz Antônio Mattioni como 2º vice-presidente. A secretaria tem à frente Fábio Fernandes Comparsi (1º secretário) e Joseana Mattioni Kurylo (2ª secretária). Na tesouraria, assumem Francisco Gioda (1º tesoureiro) e Marinete Herter Mattioni (2ª tesoureira). Também integram o quadro de suplentes Caroline Fensterseifer Mattioni, Cesar Antonio Fernandes Comparsi, Luiz Fernando Caetano Dorneles, Elizabeth Morais Dorneles, Amauri André Feron, Oscar Lourenço Vieira Pires e Carlos Eduardo Braga Pires.

O Conselho Fiscal será composto por Josemar Mattioni, Sonia Regina Gioda e Lucinei Donatto, com Lourenço Cavalheiro Pires, Sidney Luiz Brondani e Carlos Eduardo Loureiro Lopes como suplentes. Na representação junto às federações, Margarete Costa Beber permanece como delegada efetiva, tendo Francisco Gioda e Dislane Costa Beber Caino como suplentes.

Fonte: Rádio São Luiz