Defensoria Pública alerta para golpes com uso de dados de processos e inteligência artificial

Canva/Ilustrativa
A Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Sul (DPE/RS) alerta para golpes em que criminosos utilizam informações de processos judiciais, logotipos institucionais, mensagens falsas e até clonagem de voz por inteligência artificial para se passar por defensores públicos ou servidores da instituição. As abordagens geralmente ocorrem por ligações, chamadas de vídeo ou mensagens pelo WhatsApp e podem envolver pedidos de pagamentos para uma suposta liberação de indenizações ou andamento de processos.
O defensor público Juliano Pedroso, que atua na Defensoria Pública em São Luiz Gonzaga, explicou que os golpistas podem utilizar dados reais para dar aparência de legitimidade às abordagens. Segundo ele, informações como nomes e números de processos podem ser encontradas na internet porque, em regra, os processos judiciais são públicos e determinados atos processuais precisam ser divulgados. Os dados podem ser localizados em consultas aos sistemas do Tribunal de Justiça e também por mecanismos de busca. Conforme o defensor, isso não significa que os criminosos tenham acessado sistemas internos da Defensoria Pública.
Uma das principais características do golpe é a cobrança de valores. Pedroso ressaltou que a assistência jurídica prestada pela Defensoria Pública é gratuita e que a instituição não solicita depósitos, taxas ou pagamentos para realizar atendimentos, movimentar processos ou liberar indenizações. Por isso, pedidos de PIX, transferências bancárias ou outras formas de pagamento feitos em nome da Defensoria devem ser verificados antes de qualquer operação financeira.
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Outro procedimento citado nas tentativas de fraude é o envio de links. De acordo com o defensor, a Defensoria não encaminha links aos assistidos para permitir acesso remoto ao celular ou realizar procedimentos dessa natureza. Os contatos são realizados pelos canais oficiais da instituição, incluindo telefones, e-mail institucional e, em determinadas situações, WhatsApp vinculado aos números utilizados pela própria Defensoria.
A orientação é que mensagens, áudios ou contatos recebidos por WhatsApp de pessoas que se apresentem como defensores ou servidores sejam confirmados diretamente com a instituição, principalmente quando houver envio de links, promessa de vantagem financeira, informação sobre suposta atualização de processo ou solicitação de dinheiro. O acompanhamento processual dos assistidos pode ser feito presencialmente, pelo e-mail institucional e pelos telefones oficiais.
Entre os canais disponíveis está o telefone 129, uma central estadual gratuita da Defensoria Pública. Pelo número, o assistido pode solicitar a consulta de informações relacionadas ao atendimento e ao andamento do processo. Também é possível procurar diretamente a sede da Defensoria Pública em São Luiz Gonzaga.
Para quem já clicou em um link encaminhado por golpistas e teve o aparelho comprometido, Pedroso orienta procurar as autoridades competentes para que o caso possa ser investigado. Segundo ele, como se trata de um endereço eletrônico externo à Defensoria, a instituição não possui controle sobre o acesso realizado pelos criminosos, cabendo às autoridades com atribuição na área analisar as circunstâncias e buscar a identificação dos responsáveis.
A Defensoria reforça que não cobra por atendimento, andamento processual ou liberação de valores e orienta que a população não realize PIX, transferências ou pagamentos solicitados por aplicativos de mensagens e não abra links suspeitos enviados por números desconhecidos. Em caso de dúvida, a recomendação é confirmar as informações pelo telefone 129 ou presencialmente.
Em São Luiz Gonzaga, a sede da Defensoria Pública fica na Rua Coronel Fernando Machado, 2929, no bairro Agrícola. A orientação é procurar os canais oficiais sempre que um contato atribuído à instituição envolver pedidos de dinheiro ou transferências financeiras.
Fonte: Rádio São Luiz


