
Foto: Alcides Figueiredo
Uma manifestação foi realizada na manhã desta terça-feira, 25 de agosto 2026, em frente à Prefeitura de São Luiz Gonzaga/RS. O ato começou por volta das 8h30, os participantes cobraram providências diante das recorrentes interrupções no abastecimento de água no município.
A mobilização ocorreu após o desabastecimento registrado durante o ultimo fim de semana, quando moradores de pelo menos dez bairros permaneceram sem fornecimento por períodos que ultrapassaram 30 horas. O ato defendeu o acesso à água como um direito da população e solicitou soluções para os problemas no serviço. A manifestação ocorreu de forma pacífica.
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O veredor Leonardo Vargas, organizador da mobilização, afirmou que a mobilização foi convocada entre segunda-feira, 24, e a manhã desta terça-feira. Segundo o vereador, além da falta de água, os usuários questionam os valores cobrados nas contas e as taxas de religação que, conforme relatos recebidos por ele, ultrapassariam R$ 1 mil.
De acordo com o parlamentar, o horário foi definido para que a Prefeitura estivesse em funcionamento e pudesse receber as reivindicações dos moradores. Conforme o vereador, novas mobilizações poderão ser organizadas caso ocorram outros episódios de desabastecimento.
O prefeito José Antônio Flach Werle(Piti Werle) classificou o ato como legítimo. Ele reconheceu a demora no restabelecimento do serviço após o problema registrado no fim de semana e informou que os setores jurídico e de planejamento, juntamente com o fiscal do contrato, estavam preparando uma nova notificação à Corsan/Aegea.
O chefe do Executivo afirmou que o município pretende realizar, nos próximos dias, uma reunião com a direção da companhia para cobrar informações sobre os investimentos previstos e em execução em São Luiz Gonzaga. Segundo ele, parte da rede de distribuição de água é antiga e necessita de intervenções para reduzir a ocorrência de falhas e o tempo necessário para restabelecer o serviço.
O prefeito também citou problemas recorrentes na estação de recalque localizada na região do Chimbocu e declarou que a estrutura necessita de avaliação técnica e investimentos da concessionária. A Corsan/Aegea deverá apresentar ao município quais medidas serão adotadas para evitar novas interrupções e diminuir o tempo de resposta quando houver falhas.
Questionado sobre uma eventual rescisão do contrato, o prefeito afirmou que todas as alternativas podem ser analisadas, mas observou que o rompimento exigiria capacidade financeira para uma possível indenização contratual. Conforme o chefe do Executivo, a administração municipal considera que a negociação com a concessionária e a definição dos investimentos necessários pode produzir uma solução em prazo menor.
Fonte: Rádio São Luiz
