São Luiz Gonzaga e municípios da região integram programa de monitoramento da ferrugem asiática

Foto: Douglas Ceconi, Divulgação, Emater/RS-Ascar

A Emater/RS-Ascar iniciou, na safra 2026/2027, o monitoramento da ferrugem asiática da soja por meio da instalação de coletores de esporos em diferentes municípios do Rio Grande do Sul. A ação integra o Programa Monitora Ferrugem RS, coordenado pela Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e pela Emater/RS-Ascar, com o objetivo de identificar a presença do fungo Phakopsora pachyrhizi, responsável pela doença que pode provocar perdas na produtividade das lavouras.

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Nesta safra, o programa conta com 100 pontos de coleta distribuídos pelo Estado. Desse total, 11 estão localizados na região administrativa de Santa Rosa, nos municípios de São Paulo das Missões, Garruchos, Bossoroca, São Luiz Gonzaga, Santo Ângelo, Giruá, Santa Rosa, Três de Maio, Novo Machado, Santo Antônio das Missões e São Miguel das Missões. A região deverá cultivar mais de 784,5 mil hectares de soja no ciclo 2026/2027.

A ferrugem asiática é uma doença que atinge as folhas da soja e pode provocar desfolha antecipada, comprometendo o desenvolvimento das plantas e a formação dos grãos. O monitoramento da presença de esporos permite acompanhar a circulação do fungo e fornecer informações aos produtores e técnicos para o planejamento das medidas de controle. A detecção dos esporos, entretanto, não significa necessariamente que a doença já esteja instalada nas lavouras.

O Programa Monitora Ferrugem RS começou na safra 2019/2020, com acompanhamento em 24 municípios. Desde então, a rede foi ampliada e passou a incorporar novas tecnologias. Para a safra atual, estão sendo utilizados novos modelos de coletores, além do desenvolvimento de uma página para divulgação dos resultados e da adoção de inteligência artificial como ferramenta de apoio à identificação dos esporos. Também está em desenvolvimento um sistema para encaminhar os resultados diretamente aos telefones celulares dos produtores e demais públicos atendidos.

A instalação dos equipamentos e a colocação das primeiras lâminas ocorreram em 5 de outubro. O monitoramento será realizado semanalmente, com substituição das lâminas às segundas-feiras e encaminhamento do material aos laboratórios parceiros. As coletas estão previstas até 8 de março de 2027.

As análises envolvem instituições de pesquisa e ensino, entre elas a Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Universidade Federal de Santa Maria, Universidade Federal do Pampa, Instituto Federal do Rio Grande do Sul, Universidade Estadual do Rio Grande do Sul, Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões, Sociedade Educacional Três de Maio, além do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária, da Emater/RS-Ascar e da empresa Madalosso Pesquisas.

Conforme a coordenação da área de Culturas e Defesa Sanitária Vegetal da Emater/RS-Ascar, os dados obtidos permitem acompanhar a ocorrência dos esporos e auxiliar na definição das estratégias de manejo, especialmente quanto ao momento de adoção das medidas de controle da doença.

Após as análises laboratoriais, os resultados são disponibilizados aos produtores rurais e profissionais da assistência técnica. As informações podem ser consultadas na página do Programa Monitora Ferrugem RS, no site da Emater/RS-Ascar, e também por meio do aplicativo para smartphones.

Fonte: Rádio São Luiz