“Estamos brigando pelo direito de continuar produzindo”, diz presidente da FETAG

Foto: Divulgação/FETAG

Desde ontem, 20, a Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (FETAG-RS), em conjunto com sindicatos e regionais sindicais, iniciou uma nova etapa de mobilizações em defesa dos agricultores familiares. A medida, segundo o presidente da entidade, Carlos Joel da Silva, ocorre devido à ausência de respostas concretas por parte dos governos às reivindicações que vêm sendo feitas desde fevereiro.

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Em Porto Alegre, produtores ocupam os prédios do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar. “Dormimos no chão. Quem deveria estar fazendo acontecer, não está. O produtor, que poderia estar em casa, trabalhando, tem que estar se manifestando”, afirmou Carlos Joel.

A principal pauta do movimento é a busca por soluções efetivas diante das recorrentes perdas causadas por eventos climáticos extremos, como secas e enchentes, que afetam o estado há cinco anos. “As negociações não avançam. As notícias que chegam são de promessas, mas o que precisamos é de resolução. Dívidas estão vencendo, e nós estamos aqui, lutando pelo direito de continuar produzindo alimentos e gerando renda”, declarou o presidente da FETAG.

Carlos Joel parabenizou os agricultores que atenderam ao chamado da entidade e permanecem mobilizados em Porto Alegre, assim como as ações que ocorrem em municípios do interior, como São Luiz Gonzaga e Ijuí. “É um problema da sociedade gaúcha, não apenas dos produtores. Não basta reunião, tem que ter resolução”, reforçou.

Nesta terça-feira, 21, estão previstas reuniões com representantes do Banco Central, do Ministério da Fazenda e do Ministério da Agricultura, em Brasília. Na quarta, 22, uma comitiva do Ministério do Desenvolvimento Agrário deverá comparecer ao acampamento na capital do estado.

Entre as reivindicações estão a securitização ou prorrogação de dívidas e a criação de políticas que atendam efetivamente às necessidades do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro). “Estamos fazendo de tudo para que o governo entenda a dimensão do problema”, concluiu o dirigente.

Fonte: Rádio São Luiz