Policial penal é afastado por suspeita de corrupção e ligação com facção criminosa em São Borja

Foto: Grégori Bertó | GABCOM/MPRS

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Rio Grande do Sul (GAECO/MPRS) e a Corregedoria da Polícia Penal deflagraram, nesta quarta-feira, 28, a Operação PESB2 para desarticular um esquema criminoso envolvendo um policial penal e detentos do Presídio Estadual de São Borja (PESB).

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Segundo a investigação, o servidor público recebia valores em dinheiro para facilitar o ingresso de drogas, celulares e outros objetos ilícitos nas celas. Foram constatadas irregularidades em pelo menos duas situações.

A operação foi realizada nos municípios de São Borja, Itaqui e Farroupilha, com a participação de aproximadamente 80 agentes do GAECO, do Grupo de Ações Especiais (GAES) da Polícia Penal e da Brigada Militar. Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão, além de medidas como quebra de sigilos telemáticos, pessoais, bancários, fiscais e informáticos.

Durante o cumprimento dos mandados, o policial penal investigado foi conduzido à Delegacia de Polícia após serem encontradas drogas em sua residência. No interior do presídio, também foram apreendidos celulares e entorpecentes nas celas dos dois apenados investigados.

De acordo com o promotor de Justiça João Afonso Beltrame, coordenador do 8º Núcleo Regional do GAECO – Central, o servidor investigado atuava em benefício de uma facção criminosa com atuação na Fronteira Oeste. Os apenados alvos da operação são apontados como líderes do grupo, com envolvimento em crimes como homicídio, extorsão, tráfico de drogas, corrupção e lavagem de dinheiro.

A investigação apura os crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, e busca determinar a extensão do esquema, que teria ocorrido por pelo menos um ano. O objetivo da operação foi cumprir o afastamento cautelar do policial penal e apreender documentos, mídias e objetos que possam ampliar as provas do caso.

As investigações começaram após denúncia da Corregedoria da Polícia Penal ao GAECO. Em novembro do ano passado, câmeras de segurança flagraram o servidor recebendo um envelope de dois apenados dentro da cadeia. Após o episódio, ele foi abordado e encontrado com cerca de R$ 1 mil nos bolsos do uniforme, valor que levantou suspeitas e foi comunicado à direção do presídio e ao Ministério Público.

Além disso, o policial penal também teria mantido contatos com outros detentos e pessoas de fora do presídio, ligadas a atividades criminosas.

Os mandados judiciais foram cumpridos em cinco endereços de São Borja — incluindo três no próprio presídio —, dois em Itaqui (na casa e no veículo de uma mulher ligada ao grupo) e um em Farroupilha, também na residência de uma suspeita.

Fonte: Rádio São Luiz com informações do MPRS