Noé Teixeira destaca legado cultural do Canto dos Sete Povos e defende ampliação do evento

Foto: Rede social Noé Teixeira Machado

Durante sua gestão à frente do Executivo Municipal de São Luiz Gonzaga/RS, entre 1989 e 1992, o ex-prefeito Noé Teixeira Machado promoveu a realização da segunda e da terceira edições do festival Canto dos Sete Povos. O evento, criado na administração anterior do então prefeito Joaquim Nascimento, foi incorporado às diretrizes culturais do governo de Noé, que à época já acumulava mais de três décadas de trajetória na área artística e cultural. Segundo o ex-prefeito, dar continuidade à proposta do festival se alinhava naturalmente à sua vivência anterior ao poder público e representava um compromisso com o legado cultural que lhe antecedia.

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Em entrevista a Rádio São Luiz FM 100.9, Noé Teixeira destacou que as motivações para seguir promovendo o festival eram múltiplas: valorização da produção musical missioneira, revelação de talentos locais e regionais e fortalecimento da identidade cultural de São Luiz Gonzaga. A cidade, segundo ele, sempre se destacou como um polo de artistas, músicos e escritores, e manter viva uma iniciativa como o Canto dos Sete Povos seria uma forma de consolidar esse papel no cenário regional.

Ao ser questionado sobre as lembranças das edições que coordenou enquanto chefe do Executivo, Noé explicou que guarda na memória o conjunto da experiência. Segundo ele, o festival é, por si só, um marco para quem tem ligação com a música regional e com as manifestações culturais do interior do estado, como rodeios, bailes, trovas e festivais nativistas. Ainda que não tenha destacado episódios específicos, reforçou que a realização do evento integrava os objetivos de governo com as tradições culturais da cidade.

Com o retorno do Canto dos Sete Povos em 2025, na sua quarta edição, o ex-prefeito avaliou que a retomada reflete uma demanda histórica da comunidade artística da região. Segundo sua análise, houve um movimento persistente entre músicos, compositores e demais envolvidos com a cultura missioneira no sentido de questionar o motivo pelo qual o festival não havia sido mais realizado após os primeiros três encontros. Para ele, essa pressão contribuiu para a decisão do poder público municipal de reativar o projeto.

Noé Teixeira defende que, embora a realização de um festival cultural represente custos para a administração, o investimento é justificado por seu impacto na preservação e promoção da cultura local. Ele sustenta que tanto a Prefeitura quanto a comunidade devem compartilhar a responsabilidade de garantir a continuidade do evento, considerando que a ausência de ações nesse sentido pode levar à dispersão dos artistas locais para outros municípios que promovem iniciativas semelhantes. Noé enfatiza que São Luiz Gonzaga, por seu histórico e relevância, não deveria se abster de sediar um festival com esse perfil.

Por fim, Noé propôs que o festival seja não apenas mantido, mas também ampliado. Para ele, é necessário que o Canto dos Sete Povos ganhe mais expressão, qualidade organizacional e repercussão regional, consolidando-se como um produto cultural de destaque. Segundo a organização, “O Canto dos Sete Povos está retornando após 30 anos, valorizando a nossa música, a nossa região e nossos artistas”. O evento é gratuito e ocorrerá nos dias 29 e 30 de agosto 2025, no CTG Galpão de Estância, em São Luiz Gonzaga/RS.

Fonte: Rádio São Luiz