Vitor Hugo Nascimento relembra criação do Canto dos Sete Povos e destaca contribuição de seu pai à valorização da cultura missioneira

Foto: Facebook/Vitor Hugo Pereira Nascimento
A trajetória do festival Canto dos Sete Povos tem início em março de 1985, quando a administração municipal de São Luiz Gonzaga/RS era conduzida por Joaquim Luiz Nascimento. À época, o prefeito desenvolvia uma gestão voltada à valorização da cultura local e à preservação do patrimônio histórico da região missioneira. Foi nesse contexto que nasceu a proposta de criação de um evento artístico-cultural capaz de resgatar, por meio da música nativista, as raízes históricas dos Sete Povos das Missões, herança jesuítico-guarani que caracteriza profundamente a identidade do município e de seus habitantes.
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A concepção do festival previa sua realização em um dos mais emblemáticos sítios arqueológicos do Estado: as Ruínas de São Lourenço Mártir, localidade que integra o conjunto dos Sete Povos e que carrega forte simbolismo para a cultura missioneira. Toda a estrutura foi montada nas ruínas, e o cronograma seguiu conforme o previsto até a noite de abertura. Contudo, por volta das 19h, uma chuva intensa impossibilitou a realização do evento ao ar livre, forçando a equipe organizadora a transferir, em caráter emergencial, toda a logística para o Ginásio de Esportes João Belchior Loureiro.
Apesar do contratempo, o festival manteve sua programação: no sábado, foram realizadas, no mesmo dia, as eliminatórias inicialmente previstas para sexta e sábado. Já no domingo, ocorreu a final. A estrutura improvisada não comprometeu o êxito do evento, que foi amplamente prestigiado pela comunidade local e regional.
Vitor Hugo Pereira Nascimento, filho do prefeito Joaquim Luiz Nascimento, relembra com riqueza de detalhes o envolvimento familiar na criação do festival. Em entrevista à Rádio São Luiz, ele destacou que a iniciativa representava a materialização de um sonho antigo de seu pai, que sempre defendeu a necessidade de resgatar e fortalecer a cultura missioneira. Segundo Vitor Hugo, o Canto dos Sete Povos não apenas cumpriu esse propósito à época, como também consolidou um legado de valorização da identidade regional.
Após sua primeira edição, o festival teve continuidade pontual em outras administrações, como na gestão do ex-prefeito Noé Teixeira, quando foram realizadas mais duas edições. Agora, quatro décadas após sua criação, o evento é retomado em sua 4ª edição, sob a gestão do atual prefeito José Antônio Flach Werle (Piti Werle), do MDB, partido ao qual também era filiado Joaquim Luís Nascimento.
Vitor Hugo enfatiza a importância do reconhecimento histórico da iniciativa e a necessidade de continuidade dessa política cultural. Para ele, o Canto dos Sete Povos representa uma semente plantada em 1985, que hoje floresce com novas gerações, reafirmando o compromisso da comunidade são-luizense com suas raízes e com a preservação do legado missioneiro.
Fonte: Rádio São Luiz



