Aumento de casos de covid-19 exige reforço em medidas preventivas e vacinação

Foto: Canva/Ilustrativa

A Secretaria Estadual da Saúde (SES) emitiu nota informativa recomendando maior atenção dos municípios diante da tendência de crescimento dos casos de covid-19 no Rio Grande do Sul. O alerta considera o aumento de registros em atendimentos ambulatoriais, o padrão de hospitalizações observado em anos anteriores e a recente confirmação da circulação da variante XFG do coronavírus, identificada pelo Laboratório Central do Estado (Lacen).

Receba nossas notícias pelo WhatsApp

Em São Luiz Gonzaga/RS, a enfermeira Águeda Balbé, destacou durante entrevistava Rádio São Luiz que a testagem tem diminuído, o que dificulta o monitoramento real da circulação viral. Segundo ela, em abril foi registrado apenas um caso confirmado no município, e em agosto dois novos casos, mas o número pode ser maior em razão da baixa procura por exames. Para Águeda, é essencial que pessoas com sintomas gripais façam a testagem e evitem frequentar locais fechados, a fim de conter a transmissão.

O município mantém um ambulatório exclusivo para atendimento de infecções respiratórias de segunda a sexta-feira, das 18h30 às 21h30, no Centro de Saúde. A profissional reforçou que o espaço é voltado exclusivamente para quadros respiratórios, onde os pacientes recebem orientação sobre testagem e tratamento adequado.

No cenário estadual, a SES recomenda a vacinação de todos os grupos previstos no Calendário Nacional. Crianças de seis meses a menores de cinco anos devem receber três doses da Pfizer (Comirnaty), idosos têm indicação de dose a cada seis meses, gestantes devem se vacinar em cada gestação e imunocomprometidos devem manter esquema de três doses, com reforço semestral. Para a população geral de cinco a 59 anos sem histórico vacinal, a recomendação é de dose única

Além da covid-19, Águeda Balbé alertou para a importância de manter em dia a vacinação contra a gripe e outras doenças, como o sarampo, que já apresenta casos em países vizinhos. Ela reforçou que a baixa cobertura vacinal infantil aumenta o risco de surtos locais. O objetivo é reduzir complicações e hospitalizações.

Assim, as autoridades de saúde reforçam a necessidade de retomar cuidados básicos, como o uso de máscara em caso de sintomas, evitar aglomerações e buscar a imunização disponível nas unidades de saúde, considerada a principal forma de prevenir casos graves e óbitos.

Fonte: Rádio São Luiz