Ordem de serviço para obras da Ponte Internacional de Porto Xavier será assinada nesta sexta (19)

Ilustração: Prefeitura de Porto Xavier

Está marcada para esta sexta-feira, 19 de dezembro, a assinatura da ordem de serviço para o início das obras da Ponte Internacional Porto Xavier (Brasil) – San Javier (Argentina). O ato simbólico será realizado em reunião virtual a partir das 10h e marca a última etapa do processo licitatório. Após a assinatura, a empresa vencedora irá iniciar o processo de licenciamento ambiental e a previsão é de que as obras iniciem em julho de 2026.

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Secretário de Desenvolvimento, Turismo e Mercosul de Porto Xavier e coordenador da Comissão Pró-Ponte, Ovidio Kaiser descreveu o processo de diálogo e de articulação para viabilizar o projeto. O contrato para a obra foi assinado em outubro deste ano, após diferentes atrasos e impasses. A ponte é uma demanda regional de quatro décadas.

A ponte contará com 900 metros de extensão no lado brasileiro, interligando-se à BR-392, e 500 metros no lado argentino, conectando-se à cidade de San Javier, na província de Misiones. O consórcio responsável pela obra é liderado pela Rivoli Construtora, composto também por Vereda Engenharia, Construtora Mello Azevedo, Ambienger Engenharia Ambiental e Agrar Consultoria e Estudos Técnicos.

O valor do investimento para a obra da ponte é de R$ 214,6 milhões, com recursos provenientes do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Outro processo de licitação será feito para as obras dos complexos aduaneiros, com valores ainda não divulgados.

“O licenciamento ambiental será feito do lado brasileiro e simultaneamente também  do lado argentino. Concluída essa etapa, passa-se para obras”, explicou Ovidio. O prazo total para a conclusão da ponte é de pouco mais de 3 anos. O cronograma elaborado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) prevê a destinação de R$50 milhões do total do projeto em 2026.

Impactos

A expectativa é de que a ligação internacional contribua com o desenvolvimento regional, principalmente, para o escoamento da produção agrícola, com a redução de custos de transporte. “Nós podemos mandar para a Argentina, diminuindo distâncias por rodovia, por esse porto graneleiro, embarcado pela hidrovia do rio Paraná até os portos de exportação em Corrientes e Zarate”, exemplificou o secretário.

Outro impacto esperado é a instalação de novas empresas, especialmente, ligadas ao setor de logística, com geração de renda e empregos no município. Ovídio ressalta também o estímulo ao turismo missioneiro, com maior facilidade para o trânsito entre os dois países e a região, além das possibilidades de intercâmbio cultural.

Fonte: Rádio São Luiz