Coopatrigo encerra 2025 com distribuição antecipada de retorno aos associados após ano marcado por dificuldades climáticas

Foto: Assessoria de Comunicação e Marketing Coopatrigo
O encerramento de 2025 da Coopatrigo foi marcado pela liberação antecipada do retorno financeiro aos associados, mesmo diante de um cenário de dificuldades climáticas e frustração de safra, especialmente na soja. A medida foi anunciada no mês de dezembro, e antecede a prestação de contas oficial prevista para ocorrer até o final de março de 2026.
Em entrevista concedida à Rádio São Luiz na sexta-feira, 26 de dezembro de 2025, o presidente da Coopatrigo, Paulo Pires, explicou que o faturamento da cooperativa em 2025 será cerca de 20% menor em relação a 2024, enquanto o resultado econômico deverá apresentar redução aproximada de 30%. Mesmo com esse desempenho inferior ao do ano anterior, a cooperativa optou por manter o programa de retorno, fundamentado nos princípios do sistema cooperativo e na valorização do associado que concentrou seus negócios na entidade ao longo do ano.
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A distribuição do retorno considerou apenas as atividades que apresentaram resultado econômico positivo. Setores que registraram prejuízo, como o trigo, ficaram fora da composição. O valor destinado a cada associado foi calculado de forma proporcional à participação nas operações da cooperativa, incluindo a entrega e comercialização de soja e canola, a compra de sementes certificadas produzidas pela Coopatrigo, a aquisição de insumos e a utilização de serviços. Associados com maior volume de participação receberam retorno proporcionalmente maior, conforme critérios previamente definidos pelo Conselho de Administração.
Entre as novidades anunciadas para o exercício de 2025 está a criação de um segundo momento de retorno vinculado às compras realizadas a prazo. Os produtores que adquiriram insumos com pagamento futuro terão direito a um retorno adicional no momento da quitação dessas operações, ampliando o alcance do programa e adequando-o à realidade financeira dos associados em um período de renda agrícola limitada.
Durante a entrevista, Paulo Pires também contextualizou a importância da canola na estratégia da cooperativa. A Coopatrigo mantém protagonismo no desenvolvimento da cultura no Rio Grande do Sul, em parceria com a indústria Selena, e acompanha a ampliação da área cultivada, as discussões sobre exportação e as perspectivas de industrialização do óleo, especialmente voltadas ao setor de biocombustíveis.
Outro ponto destacado foi o avanço da plataforma digital SmartCoop, utilizada como ferramenta de gestão e organização dos associados. A cooperativa passou a conceder incentivos específicos aos produtores que utilizam plenamente a plataforma, entendendo que a digitalização da gestão rural contribui para o controle de custos, avaliação de resultados e tomada de decisões em um ambiente de maior restrição financeira.
O encerramento de 2025 também foi marcado por cautela nos investimentos da cooperativa. A direção optou por limitar novas obras, concentrando-se na conclusão da sementeira e na ampliação da capacidade de armazenagem da fábrica de ração, diante das taxas de juros elevadas e da redução da renda no setor agropecuário. A expectativa da administração é de que, com melhores condições climáticas e avanços no ambiente econômico, seja possível retomar gradualmente os investimentos nos próximos exercícios.
Os associados já podem consultar os valores do retorno nas unidades da Coopatrigo.
Fonte: Rádio São Luiz



