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Alerta mundial leva governo estadual a recomendar vacinação contra o sarampo

Foto: Canva

A Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul (SES) aumentou a recomendação para que a população faça a vacina contra o sarampo. A doença tem apresentado aumento no número de casos no mundo e levanta preocupações por conta do deslocamento de pessoas em razão das férias de inverno e das Olimpíadas de Paris, que iniciam em 26 de julho. A orientação é voltada principalmente para pessoas que forem viajar para fora do país.

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Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), os casos notificados aumentaram 94% em 2024 em relação ao ano anterior, o que fez a entidade divulgar um alerta global sobre o avanço da doença. Nos últimos 12 meses, foi registrado grande número de casos na Europa: 5.778. Nesse período, houve 347 registros na França, onde ocorrerão as Olimpíadas 2024.

A vacina é indicada para grupos entre um e 29 anos (duas doses da vacina tríplice viral) e entre 30 e 59 anos (uma dose da vacina tríplice viral). Para estar protegido, quem for viajar deve tomar a vacina até, pelo menos, 15 dias antes de embarcar “Algumas pessoas do Estado irão para os jogos olímpicos ou viajarão para o exterior nas férias. Estamos alertando à população que verifique seus registros vacinais. O sarampo é uma doença que afeta todas as faixas etárias e pode levar à morte. As crianças menores de um ano são as que correm maiores riscos de complicações e evolução a óbito”, afirmou a especialista em Saúde do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), Lara Crescente.

Ainda de acordo com a Secretaria de Saúde, a recomendação para pessoas que não tiveram sarampo e não possuem registro da vacina, para que busquem as unidades de saúde para tomar o imunizante. “O vírus do sarampo é extremamente contagioso. A nossa arma é a vacina, que está disponível em todas as unidades de saúde. Quando um adulto se vacina, ele também está protegendo as crianças menores de um ano”, ressaltou.

O Brasil não apresenta casos confirmados desde 2022. No Rio Grande do Sul, os últimos registros ocorreram em abril de 2020. Entretanto, já foram verificados casos importados nesse período. No Estado, em janeiro deste ano, a doença foi diagnosticada em uma criança proveniente de país com circulação do vírus no continente asiático.

Em 2016, o país chegou a receber o certificado de eliminação da circulação do vírus. Depois, houve um surto na Venezuela. Esse fato, associado às baixas coberturas vacinais, propiciou a reintrodução do vírus no Brasil, o que levou à perda do certificado após um ano de circulação do microrganismo. Agora, o Brasil está em processo de solicitação da recertificação.

Sintomas

Além de febre e manchas avermelhadas (exantema) que começam geralmente na face e vão descendo para o tronco e membros do corpo, a pessoa infectada apresenta sintomas respiratórios, como tosse, coriza e conjuntivite).

Fonte: Rádio São Luiz com informações de Secom RS

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