
Foto: Canva/Ilustrativa
A Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul (SES) instituiu um plano emergencial para intensificar a vacinação contra o sarampo em 35 municípios considerados de alto risco para a reintrodução do vírus. A medida foi adotada após a confirmação de um caso importado da doença em Porto Alegre, no mês de abril de 2025, e diante do aumento expressivo de registros de sarampo nas Américas. De acordo com o boletim epidemiológico da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), divulgado com dados até 14 de junho, foram contabilizados 7.150 casos na região neste ano.
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O plano estadual de resposta, denominado “Intensificação da Vacinação contra o Sarampo”, foi elaborado com base na Nota Informativa nº 9 do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs) e prevê ações de mobilização entre os dias 23 de junho e 23 de setembro. O público-alvo da campanha abrange a população de 6 meses a 59 anos de idade que não tenha o esquema vacinal completo. O objetivo da Secretaria da Saúde é alcançar a cobertura vacinal mínima de 95%, considerada essencial para evitar surtos e manter o estado livre da circulação do vírus do sarampo.
A vacinação será realizada com os imunizantes Dupla Viral (sarampo e rubéola) e Tríplice Viral (sarampo, caxumba e rubéola), conforme a faixa etária de cada grupo. Entre as estratégias previstas, estão o bloqueio vacinal seletivo realizado até 72 horas após a notificação de casos suspeitos, a aplicação da chamada “dose zero” para crianças de 6 a 11 meses nos municípios priorizados, a busca ativa de não vacinados em locais de grande circulação e a verificação do status vacinal de trabalhadores das áreas da saúde e da educação. Todas as doses administradas deverão ser registradas nominalmente nos sistemas oficiais de informação.
A seleção dos municípios prioritários considera critérios como baixa cobertura vacinal, presença de áreas de fronteira, intensa mobilidade populacional e fluxo turístico elevado. Na região das Missões, os municípios contemplados pela intensificação da campanha são Garruchos, Pirapó, Porto Xavier, Roque Gonzales, São Borja e São Nicolau. Esses municípios fazem fronteira com países vizinhos ou possuem características que os tornam mais suscetíveis à reintrodução do vírus, demandando atenção especial das autoridades sanitárias.
Fonte: Rádio São Luiz
