
Foto: Rádio São Luiz
Na noite de 3 de outubro de 2025, São Luiz Gonzaga tornou-se o centro das atenções do agronegócio nacional ao sediar a inauguração da primeira fábrica brasileira dedicada exclusivamente ao processamento de canola. O empreendimento integra o parque industrial do Grupo Camera, em parceria com a empresa Celena Alimentos, formando a Aliança Canola, que une experiência e tecnologia voltadas à expansão da cultura da canola no país.
A solenidade foi realizada no auditório do Sindicato Rural, durante a programação oficial da Expo São Luiz 2025, reunindo autoridades, empresários, lideranças setoriais e produtores rurais. Estiveram presentes o prefeito José Antônio Flach Werle (Piti Werle), vereadores do município, o presidente da Emater/Ascar, Luciano Schwertz, o presidente da Associação Comercial e Industrial (ACI), Felipe Araújo Miranda, e a presidente da Expo São Luiz, Roberta Flores, além de representantes de instituições regionais e da imprensa.
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A nova unidade passa a operar com duas linhas industriais independentes, possibilitando o processamento diário de 750 toneladas de canola e 1.500 toneladas de soja, sem interrupções nas operações. A estrutura moderna, instalada no Parque Industrial do Grupo Camera, representa um salto tecnológico e produtivo, reforçando a verticalização e a agregação de valor às cadeias de óleos e proteínas vegetais. O investimento também consolida São Luiz Gonzaga como um polo agroindustrial estratégico no noroeste gaúcho.
A iniciativa amplia as possibilidades para o produtor rural, ao consolidar a canola como cultura de inverno estratégica, fortalecendo o conceito de “soja de inverno” e promovendo a diversificação agrícola no Estado. A Aliança Canola tem como objetivo impulsionar o cultivo de grãos de alta qualidade, atender à demanda crescente por óleo vegetal e subprodutos para alimentação animal, além de fomentar a inovação no campo.
Durante a cerimônia, o diretor de commodities do Grupo Camera, Júnior Rosa de Almeida, natural de São Luiz Gonzaga, destacou que a planta é resultado de décadas de trabalho na região e simboliza um marco na evolução da cultura da canola. Segundo ele, o projeto gera novas oportunidades econômicas e amplia a demanda por produtos e serviços locais. “A fábrica representa um passo para o futuro do agronegócio missioneiro, com mais oportunidades de emprego, mais frete e maior oferta de farelo e óleo vegetal produzidos aqui”, afirmou.
O prefeito Piti Werle ressaltou que a implantação do empreendimento contou com o apoio da administração municipal desde a fase inicial. Segundo ele, o poder público atuou na viabilização de infraestrutura e na articulação com as empresas envolvidas. “O investimento moderniza uma estrutura existente, gera empregos qualificados e fortalece a economia local. São Luiz Gonzaga é uma terra de oportunidades, e essa fábrica representa um divisor de águas no desenvolvimento do nosso município”, afirmou o prefeito.
O diretor da Celena Alimentos, Emilio Figer, enfatizou que o projeto é resultado de uma construção conjunta entre empresas que acreditaram na cultura da canola quando ela ainda era incipiente no Brasil. Segundo ele, a Aliança Canola é fruto de uma trajetória de mais de 20 anos de cooperação e pesquisa. “Começamos com poucos campos de cultivo, em uma época em que quase ninguém falava em canola no país. Hoje, ver essa planta funcionando é um símbolo de perseverança e de visão de futuro. Trabalhamos para transformar a canola em um pilar sólido do agronegócio brasileiro”, declarou.
Figueiredo também abordou o potencial de expansão da cultura na América do Sul, que já supera 600 mil hectares cultivados, e destacou que o Brasil pode atingir 1 milhão de hectares nos próximos anos, com São Luiz Gonzaga como base dessa transformação. “A indústria instalada aqui é mais do que um investimento: é um compromisso com a inovação, a sustentabilidade e o desenvolvimento regional”, concluiu.
O presidente da ACI, Felipe Araújo Miranda, avaliou que a nova planta representa um passo importante para atrair novas indústrias e diversificar a economia local, destacando que o setor empresarial está à disposição para futuras parcerias. Já o presidente da Emater/Ascar, Luciano Schwerz, salientou que o avanço da canola reforça a necessidade de políticas públicas voltadas à diversificação de culturas e à geração de renda no campo.
A presidente da Expo São Luiz 2025, Roberta Flores, enfatizou que a escolha da feira para sediar a inauguração simboliza o fortalecimento da união entre o agronegócio e os setores produtivos locais. “A Expo representa a integração de cultura, comércio, indústria e educação, e abrigar um evento dessa magnitude reafirma o papel da feira como espaço de desenvolvimento regional”, declarou.
O fundador e diretor do Grupo Camera, Vanoli Kist, finalizou o evento lembrando a trajetória de mais de cinco décadas da empresa, fundada por Orestes Camera em 1971, e destacou a importância da nova fábrica para o futuro do agro gaúcho. “Esta planta é moderna, tecnológica e representa o que há de melhor em processamento de grãos. São Luiz Gonzaga ganha uma estrutura que ficará como legado, movimentando a economia e qualificando a mão de obra local”, afirmou.
O ato solene encerrou-se com o descerramento da placa comemorativa, conduzido por Vitória Kist, bisneta do fundador do grupo e representante da quarta geração da família. A placa foi fixada na área fabril, marcando oficialmente a inauguração da primeira planta industrial de canola do Brasil.
Com a consolidação da Aliança Canola, São Luiz Gonzaga assume papel de destaque na cadeia nacional de óleos e proteínas vegetais, reforçando o protagonismo da região das Missões no cenário agroindustrial do Rio Grande do Sul e do Brasil.
Fonte: Rádio São Luiz
