
Foto: Reprodução / Governo do RS
Morreu neste domingo (02/08) o músico e tradicionalista Bagre Fagundes. Aos 86 anos de idade. o compositor sofreu uma parada cardiorrespiratória no Hospital Ernesto Dornelles, em Porto Alegre, onde estava internado desde maio. O velório será realizado nesta segunda-feira (03) a partir das 10h, no Palácio Piratini, na capital gaúcha.
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Euclides Fagundes Filho nasceu em Uruguaiana em 3 de outubro de 1939, mas cresceu em Alegrete ao lado de lado de seus seis irmãos e cinco irmãs. Ainda na adolescência, ganhou o apelido que carregaria ao longo de toda a vida. Bagre se destacou pela ligação com a música e a cultura gaúcha e, ao lado do irmão Nico Fagundes, foi um dos responsáveis pela composição de “Canto Alegretense”, uma das canções mais tradicionais e simbólicas do RS.
Bagre começou sua trajetória em programas de rádio em São Borja. Graduou-se em Direito pela Universidade de Cruz Alta, em 1974. No ano seguinte, ganhou projeção ao se apresentar com o grupo “Os Angüeras” na Califórnia da Canção Nativa de Uruguaiana. Em 1980, foi um dos idealizadores do “Grupo Inhanduí”, que fez sucesso em diferentes festivais pelo Estado. Mais tarde, ele também integrou o grupo “Os Fagundes”, formado por artistas da família.
Bagre Fagundes trabalhou como escriturário no Banrisul e fez carreira na política, tendo sido eleito vereador de Alegrete em 1976. Em anos seguintes, o músico chegou a concorrer ao cargo de prefeito do município e, nas eleições de 199o, foi candidato à deputado estadual pelo Rio Grande do Sul.
Ao longo de sua trajetória, o tradicionalista também presidiu o Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore (IGTF) e atuou como colunista de jornal. Em 1962, casou-se com Marlene Vilaverde, com quem teve quatro filhos: Euclides – conhecido como Neto Fagundes -, Ernesto Fagundes, Luciana e Paulinho.
O Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG) divulgou uma nota de pesar pelo falecimento do artista. “Com sua inseparável gaita de quatro baixos, Bagre percorreu os rincões do Estado, tocando, cantando e celebrando, junto à família, a história, os costumes e os valores do povo gaúcho. Neste momento de dor, o MTG se solidariza com os familiares, amigos, fãs e toda a comunidade tradicionalista. Sua trajetória, sua obra e sua contribuição permanecerão vivas na memória e na cultura do Rio Grande do Sul”.
Fonte: Rádio São Luiz
