Encceja 2026 ocorre neste domingo(23) com provas para certificação dos ensinos fundamental e médio

Foto: Canva/Ilustrativa
Os participantes do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) 2026 já podem consultar o local onde realizarão as provas por meio de um novo canal de atendimento. Além da Página do Participante, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) disponibilizou a consulta automatizada pelo telefone 0800 616161, utilizando um assistente virtual para informar o endereço de aplicação do exame.
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A aplicação do Encceja está marcada para o próximo domingo, 23 de agosto, em todos os estados e no Distrito Federal. As provas também serão realizadas em São Luiz Gonzaga/RS, onde candidatos inscritos farão os exames nos turnos da manhã e da tarde, conforme a modalidade escolhida.
Para consultar o local de prova por telefone, o participante deve ligar para a Central de Atendimento, selecionar a opção específica do Encceja, informar o CPF e confirmar os dados pessoais. Após a validação, o sistema fornece o endereço do local de aplicação. A consulta também permanece disponível na Página do Participante, onde é possível acessar o Cartão de Confirmação da Inscrição, que reúne informações sobre endereço, data, horários e demais orientações para a realização do exame.
As provas serão divididas em dois períodos. Pela manhã, os portões abrem às 8h e fecham às 8h45, com aplicação das 9h às 13h. À tarde, a abertura ocorre às 14h30, o fechamento às 15h15 e as provas serão realizadas das 15h30 às 20h30. O Inep orienta os participantes a verificarem previamente o endereço de aplicação e os horários para evitar imprevistos no dia do exame.
Criado em 2002, o Encceja é destinado a jovens e adultos que não concluíram o ensino fundamental ou médio na idade prevista. Os resultados podem ser utilizados pelas secretarias de Educação e por institutos federais que aderem ao exame como referência para a certificação de conclusão dos estudos, de acordo com os critérios de cada instituição certificadora.
Fonte: Rádio São Luiz
São Luiz Gonzaga recebe atividades de preparação para desastres

Foto: 4º RCB
O 4º Regimento de Cavalaria Blindado (4º RCB) realizou, entre os dias 19 e 21 de agosto, uma série de atividades voltadas à cooperação entre instituições e à preparação para possíveis operações de ajuda humanitária durante eventos climáticos extremos. As ações, coordenadas pela 1ª Brigada de Cavalaria Mecanizada, integram o exercício Mão Amiga, desenvolvido pela 3ª Divisão de Exército.
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A programação começou na quarta-feira(19), com uma videoconferência entre o Regimento e o Gabinete Integrado de Gerenciamento de Desastres (GIGED), estrutura da Defesa Civil do Rio Grande do Sul responsável pela integração, pelo monitoramento e pela capacitação em âmbito estadual.
Na mesma data, o 4º RCB recebeu o 1º tenente da Polícia Militar Joaquim Omarati Gonçalves Monteiro, integrante da Defesa Civil estadual. Durante a visita, ele ministrou uma palestra aos militares sobre procedimentos e experiências registrados em situações reais de catástrofes climáticas. A atividade abordou a integração entre agências, a troca de informações e o alinhamento de medidas para ocorrências que necessitem da atuação coordenada de diferentes instituições.
Na quinta-feira(20), o Regimento recebeu o comandante da 1ª Companhia de Bombeiros Militar, capitão Freitas, para tratar da cooperação entre as organizações militares. Também durante a quinta-feira, o Pelotão de Exploradores dos Dragões do Rio Grande manteve contato com autoridades e realizou o reconhecimento de estruturas que poderão ser utilizadas como pontos de apoio e locais para a instalação de abrigos destinados à população em caso de emergência.
As ações prosseguiram nesta sexta-feira(21), com o acionamento do plano de chamada da Força de Resposta Sul “Golf”, destinada às operações de ajuda humanitária. Também foi realizada uma reunião de coordenação com representantes dos órgãos de segurança pública e da Defesa Civil.
Durante o encontro, as instituições acompanharam o apronto operacional da tropa e os procedimentos preparados pelo 4º RCB para uma eventual atuação em operações de ajuda humanitária. Participaram da atividade representantes do 14º Batalhão de Polícia Militar, do 1º Pelotão de Bombeiros Militar, da Polícia Civil, do 1º Pelotão de Polícia Ambiental e da Defesa Civil de São Luiz Gonzaga.
Fonte: Rádio São Luiz
APAE de São Luiz Gonzaga realiza programação da Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla

Foto: Lessânia Brondani
A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de São Luiz Gonzaga realiza, entre 21 e 28 de agosto, a programação da Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla de 2026. As atividades seguem o tema “Deficiência não define. Oportunidade transforma. Inclua nossa voz!” e abordam direitos, saúde mental, redes de cuidado, acessibilidade, participação social e enfrentamento ao capacitismo.
A Semana Nacional é realizada anualmente no período de 21 a 28 de agosto, conforme a Lei Federal nº 13.585, de 2017. Em São Luiz Gonzaga, a divulgação do tema começou na quinta-feira, 20, por meio das mídias sociais e dos veículos de comunicação.
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A abertura ocorreu nesta sexta-feira, 21, no Salão de Atos da APAE, em uma atividade organizada em parceria com o Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência. A programação terá duração estimada de três horas e será destinada aos profissionais da educação, familiares dos alunos e autoridades convidadas. Além das palestras, o encontro terá espaço para diálogo, esclarecimento de dúvidas e debate com as participantes.
A defensora pública Andréia Rambo Moraes abordou as leis e os direitos das pessoas com deficiência. A professora de Educação Especial e psicopedagoga Débora Cristina Likes Bertuol tratou do tema “Saúde mental, família e pessoa com deficiência: construindo redes de cuidado, inclusão e cidadania”.
Segundo a diretora pedagógica da APAE de São Luiz Gonzaga, Lessânia Brondani, a programação busca ampliar o debate sobre as barreiras enfrentadas pelas pessoas com deficiência. Entre elas estão os obstáculos estruturais, sociais, atitudinais e de comunicação, que podem limitar o acesso aos espaços, aos serviços e à convivência comunitária. A discussão também inclui o combate ao preconceito, à discriminação, à exclusão e ao capacitismo.
Na terça-feira, 25, representantes das APAEs vinculadas ao 16º Conselho da Federação das APAEs do Estado do Rio Grande do Sul participarão do segundo Encontro dos Autodefensores, a partir das 8 horas, na APAE de Santo Antônio das Missões. Durante a atividade, será elaborada a Carta dos Autodefensores, documento que reunirá reivindicações e propostas das pessoas com deficiência destinadas ao poder público. Posteriormente, o conteúdo seguirá para as instâncias estadual e nacional do movimento.
A programação aberta à comunidade ocorre na quarta-feira, 26, com a quarta edição do Dia “D” de sensibilização. As atividades serão realizadas em frente à escola, das 9 às 11 horas e das 14 às 16 horas. Estão previstas mateada, apresentações musicais, karaokê, atividades artísticas e exposição dos trabalhos pedagógicos desenvolvidos pelos alunos. A ação será direcionada à comunidade escolar, às instituições de ensino do município, aos familiares, ao poder público e à população.
O Dia “D” também contará com a participação do serviço de equoterapia, que apresentará o trabalho desenvolvido com pessoas com deficiência. Durante a atividade, o público poderá visitar a instituição e conhecer as ações realizadas pela escola. Em caso de condições meteorológicas desfavoráveis, a programação será transferida para outra data.
O encerramento será na sexta-feira, 28, às 18h30, no Salão de Atos da APAE de São Luiz Gonzaga. A atividade será destinada às famílias atípicas e terá como tema “Criando Laços com a Mery”. O encontro contará com a participação de Mery, pessoa com síndrome de Down que realiza palestras em municípios da região e em atividades de âmbito estadual. A proposta é tratar das possibilidades de participação social, da convivência familiar e da compreensão das diferentes realidades das pessoas com deficiência.
Atualmente, a escola da APAE de São Luiz Gonzaga atende 97 alunos. Outras 12 a 13 pessoas participam das oficinas mantidas pela área de assistência social, incluindo ex-alunos e pessoas com deficiência inscritas nas atividades. A instituição possui profissionais de psicologia, assistência social e fisioterapia, mas atua como escola, sem oferecer atendimento clínico.
Conforme a direção pedagógica, parte dos estudantes necessita de terapias e atendimentos na área da saúde, especialmente de fonoaudiologia. Como muitas famílias dependem do Sistema Único de Saúde (SUS), os usuários permanecem em filas de espera quando não há vagas disponíveis, o que interfere na continuidade dos acompanhamentos necessários. A APAE mantém atendimento à comunidade para esclarecimentos e visitas destinadas ao conhecimento da estrutura e do trabalho realizado pela instituição.
Fonte: Rádio São Luiz
Fórum das Margaridas e Grito de Alerta reúne debates sobre mulheres, sucessão rural e políticas para o campo

Foto: João Lucas Oliveira
O município de Rolador/RS recebeu nesta sexta-feira, 21 de agosto, o Fórum das Margaridas Missioneiras e a etapa regional do 12º Grito de Alerta – Missões Fronteira Noroeste. As atividades foram realizadas no Salão Paroquial e reuniram agricultores e agricultoras familiares, representantes sindicais, lideranças, cooperativas, agentes financeiros, entidades e integrantes dos poderes Executivo e Legislativo. Os dois eventos foram organizados de forma conjunta, com debates relacionados à participação das mulheres no meio rural e às demandas da agricultura familiar da região.
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A programação reuniu momentos relacionados ao Fórum das Margaridas Missioneiras e a pauta regional do Grito de Alerta. Entre os temas do Fórum estiveram os desafios enfrentados pelas mulheres no campo e as conquistas do Movimento de Mulheres Trabalhadoras Rurais em parceria com a agricultura familiar. O encontro também contou com atividades integrativas.
O prefeito de Rolador e presidente da Associação dos Municípios das Missões (AMM), João Alberto Aquino Gomes, afirmou que o encontro serviu para reunir no município as discussões realizadas anteriormente em outros locais e consolidar as propostas. Segundo ele, o objetivo era “finalizar, digamos assim, aqui no Rolador” a pauta construída ao longo do processo. O prefeito também destacou a relação do município com a atividade agrícola e disse que o encontro permitiu “alinhar algumas decisões” tomadas por agricultores e sindicatos para posterior encaminhamento às instâncias estadual e federal.

Foto: João Lucas Oliveira
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de São Luiz Gonzaga e da Regional Missões II, Rafael Dalenogare Paz, explicou que a realização conjunta do Fórum das Margaridas e do Grito de Alerta faz parte de uma nova metodologia adotada neste ano. Segundo ele, apesar de terem protocolos e aberturas diferentes, os encontros fazem parte de “um mesmo conjunto”, já que os temas discutidos estão relacionados. Rafael informou que a Regional Missões II possui mais de 30 grupos de mulheres distribuídos pelos municípios da regional e apontou a sucessão rural como um dos assuntos que conectam as duas programações.
O Grito de Alerta deste ano passou por uma mudança no formato. Em vez de concentrar a mobilização em um único encontro com milhares de participantes, foram realizados debates nos municípios para levantar propostas e demandas locais. Conforme Rafael, mais de 300 lideranças participaram das discussões na região das Missões e a expectativa é superar mil participantes considerando todo o processo. “O objetivo do Grito é nós somar forças”, afirmou. Segundo ele, a proposta é estabelecer uma agenda de discussão sobre o desenvolvimento regional e construir um documento coletivo envolvendo sindicatos, agricultores, assistência técnica, cooperativas, municípios e outras entidades.
Entre os assuntos tratados na etapa regional do Grito de Alerta estiveram crédito rural, renegociação do endividamento agrícola, fortalecimento da agricultura e da pecuária familiar, diversificação da produção e políticas públicas destinadas ao campo. Rafael afirmou ainda que o documento resultante deverá reunir propostas destinadas às esferas municipal, estadual e federal. Segundo ele, a intenção é que o material represente uma construção regional. “Não é a pauta do sindicato, não é a pauta regional, mas a pauta da região das Missões”, declarou.

Foto: João Lucas Oliveira
No Fórum das Margaridas Missioneiras, a coordenadora da Comissão das Mulheres Regional Missões II, Claudete Druzian, destacou que a programação também recuperou a trajetória das mulheres que participaram da organização sindical e da construção de políticas destinadas à população rural. Entre os temas citados por ela estão previdência, aposentadoria, auxílio-maternidade e auxílio-doença. “Falar do hoje, falar da terra, falar da nossa produção”, resumiu Claudete ao tratar das discussões do encontro, que também abordaram a produção e a transformação de alimentos.
Outro tema incluído na programação foi a violência contra as mulheres. Claudete defendeu que a discussão não permaneça restrita aos grupos femininos e seja levada também às famílias, escolas e espaços frequentados por homens. “Nós temos que envolver os homens nesse debate”, afirmou. Para a coordenadora, questões relacionadas à violência precisam ser abordadas desde a educação familiar e também no ambiente escolar.
A programação contou ainda com palestra de Lérida Pavanello, da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag-RS), sobre os desafios da mulher no campo e as conquistas do movimento de mulheres trabalhadoras rurais. Ela apresentou aspectos relacionados aos 26 anos da Marcha das Margaridas, iniciada em 2000, e observou que algumas políticas conquistadas ao longo desse período ainda enfrentam dificuldades para chegar às trabalhadoras rurais. “Os desafios nossos, eles são permanentes”, afirmou ao citar casos em que a falta de documentação ainda interfere no acesso a processos previdenciários e linhas de crédito.
Entre as mudanças citadas por Lérida estão o acesso das mulheres ao crédito, à propriedade e a programas habitacionais, além dos quintais produtivos incluídos entre as medidas mais recentes relacionadas ao Plano Safra. Segundo ela, além da criação das políticas, é necessário acompanhar sua aplicação. “A implementação das políticas é o mais importante”, afirmou, atribuindo aos sindicatos e aos grupos organizados de mulheres parte do trabalho de fazer com que esses instrumentos cheguem às propriedades rurais.
Lérida também abordou a violência contra mulheres que vivem no meio rural. Segundo a representante da Fetag-RS, a distância entre propriedades e serviços pode dificultar a identificação de determinadas situações. Ela citou formas de violência que não se limitam às agressões físicas e defendeu que o assunto seja discutido com as famílias. “A gente não fala só de mulher pra mulher, a gente fala com as famílias”, declarou.
Fonte: Rádio São Luiz


