
Foto: Lessânia Brondani
A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de São Luiz Gonzaga realiza, entre 21 e 28 de agosto, a programação da Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla de 2026. As atividades seguem o tema “Deficiência não define. Oportunidade transforma. Inclua nossa voz!” e abordam direitos, saúde mental, redes de cuidado, acessibilidade, participação social e enfrentamento ao capacitismo.
A Semana Nacional é realizada anualmente no período de 21 a 28 de agosto, conforme a Lei Federal nº 13.585, de 2017. Em São Luiz Gonzaga, a divulgação do tema começou na quinta-feira, 20, por meio das mídias sociais e dos veículos de comunicação.
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A abertura ocorreu nesta sexta-feira, 21, no Salão de Atos da APAE, em uma atividade organizada em parceria com o Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência. A programação terá duração estimada de três horas e será destinada aos profissionais da educação, familiares dos alunos e autoridades convidadas. Além das palestras, o encontro terá espaço para diálogo, esclarecimento de dúvidas e debate com as participantes.
A defensora pública Andréia Rambo Moraes abordou as leis e os direitos das pessoas com deficiência. A professora de Educação Especial e psicopedagoga Débora Cristina Likes Bertuol tratou do tema “Saúde mental, família e pessoa com deficiência: construindo redes de cuidado, inclusão e cidadania”.
Segundo a diretora pedagógica da APAE de São Luiz Gonzaga, Lessânia Brondani, a programação busca ampliar o debate sobre as barreiras enfrentadas pelas pessoas com deficiência. Entre elas estão os obstáculos estruturais, sociais, atitudinais e de comunicação, que podem limitar o acesso aos espaços, aos serviços e à convivência comunitária. A discussão também inclui o combate ao preconceito, à discriminação, à exclusão e ao capacitismo.
Na terça-feira, 25, representantes das APAEs vinculadas ao 16º Conselho da Federação das APAEs do Estado do Rio Grande do Sul participarão do segundo Encontro dos Autodefensores, a partir das 8 horas, na APAE de Santo Antônio das Missões. Durante a atividade, será elaborada a Carta dos Autodefensores, documento que reunirá reivindicações e propostas das pessoas com deficiência destinadas ao poder público. Posteriormente, o conteúdo seguirá para as instâncias estadual e nacional do movimento.
A programação aberta à comunidade ocorre na quarta-feira, 26, com a quarta edição do Dia “D” de sensibilização. As atividades serão realizadas em frente à escola, das 9 às 11 horas e das 14 às 16 horas. Estão previstas mateada, apresentações musicais, karaokê, atividades artísticas e exposição dos trabalhos pedagógicos desenvolvidos pelos alunos. A ação será direcionada à comunidade escolar, às instituições de ensino do município, aos familiares, ao poder público e à população.
O Dia “D” também contará com a participação do serviço de equoterapia, que apresentará o trabalho desenvolvido com pessoas com deficiência. Durante a atividade, o público poderá visitar a instituição e conhecer as ações realizadas pela escola. Em caso de condições meteorológicas desfavoráveis, a programação será transferida para outra data.
O encerramento será na sexta-feira, 28, às 18h30, no Salão de Atos da APAE de São Luiz Gonzaga. A atividade será destinada às famílias atípicas e terá como tema “Criando Laços com a Mery”. O encontro contará com a participação de Mery, pessoa com síndrome de Down que realiza palestras em municípios da região e em atividades de âmbito estadual. A proposta é tratar das possibilidades de participação social, da convivência familiar e da compreensão das diferentes realidades das pessoas com deficiência.
Atualmente, a escola da APAE de São Luiz Gonzaga atende 97 alunos. Outras 12 a 13 pessoas participam das oficinas mantidas pela área de assistência social, incluindo ex-alunos e pessoas com deficiência inscritas nas atividades. A instituição possui profissionais de psicologia, assistência social e fisioterapia, mas atua como escola, sem oferecer atendimento clínico.
Conforme a direção pedagógica, parte dos estudantes necessita de terapias e atendimentos na área da saúde, especialmente de fonoaudiologia. Como muitas famílias dependem do Sistema Único de Saúde (SUS), os usuários permanecem em filas de espera quando não há vagas disponíveis, o que interfere na continuidade dos acompanhamentos necessários. A APAE mantém atendimento à comunidade para esclarecimentos e visitas destinadas ao conhecimento da estrutura e do trabalho realizado pela instituição.
Fonte: Rádio São Luiz
