Segurança

Operação Volta às Aulas 2026 procura reforçar segurança nas escolas da região

Foto: Divulgação/14°BPM

Teve início nesta quarta-feira (18/02) a Operação Volta às Aulas 2026 em São Luiz Gonzaga e região. A ação faz parte das medidas adotadas pelo 14° Batalhão de Polícia Militar (BPM) para garantir a segurança nas escolas. Além do reforço no patrulhamento no entorno das instituições, a operação prevê a realização de palestras e a continuidade do Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (PROERD).

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Tenente-coronel e comandante do 14°BPM, Eduardo dos Santos Brum explica que a operação ocorre em âmbito estadual e não é restrita apenas ao início do ano letivo. “Também fazemos policiamento de trânsito em torno das escolas, principalmente naquelas escolas em que tem linhas mais movimentadas, na área central da cidade”, acrescenta.

O trabalho é feito em diálogo com as direções das instituições de ensino. Em relação ao PROERD, o tenente-coronel pontua a importância de trabalhar no enfrentamento de violências e do consumo de entorpecentes com jovens. “É uma semente que a gente planta nesta geração de quinto e sétimo ano das escolas”, enfatiza.

Em relação ao trânsito, Brum destaca a necessidade de que os pais e responsáveis observem as leis de trânsito, evitando cometer infrações, como estacionar em fila dupla na frente das escolas, além do uso de cinto de segurança.

O 14° BPM atende atualmente 14 municípios da micro-região das Missões, além de São Luiz Gonzaga, fazem parte desse grupo de cidades: Bossoroca, Santo Antônio das Missões, São Nicolau, Dezesseis de Novembro, Roque Gonzales, Pirapó, Caibaté, Rolador, Mato Queimado, São Paulo das Missões, São Pedro do Butiá, Porto Xavier e Garruchos.

Fonte: Rádio São Luiz

“Caminhada pela Vida” visa conscientizar população de São Luiz Gonzaga sobre violência de gênero e feminicídios

Foto: Divulgação

Procuradoria da Mulher da Câmara Municipal de São Luiz Gonzaga promove no sábado, 7 de março, a “Caminhada pela Vida”, um ato de conscientização contra a violência de gênero e os feminicídios. A manifestação será realizada a partir das 10h, com concentração na Praça Cícero Cavalheiro. O objetivo é chamar atenção da população local para o elevado número de casos de violência contra as mulheres.

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O ato foi organizado diante dos consecutivos casos de feminicídios, quando mulheres são mortas em razão do gênero, neste início de 2026 no Rio Grande do Sul. Desde janeiro, já foram 15 casos no Estado, além de outros dois ainda em investigação.

Dados de uma Comissão da Câmara dos Deputados mostram que, entre 2012 e 2025, ocorreu um feminicídio a cada 4 dias e uma tentativa de feminicídio a cada 31 horas. No total, foram 1.284 mulheres assassinadas, na quase totalidade dos casos, por homens. Em muitos casos, as vítimas foram mortas por ex-companheiros e mesmo após obterem medida protetiva.

“Sem falar em inúmeros casos de violências que acontecem todos os dias aqui na nossa cidade, aqui na nossa região, no nosso estado e no nosso Brasil. Nós vamos fazer essa caminhada conscientizando e estamos convidando não só mulheres mas também homens”, destaca Ângela Cassola, assessora da Procuradoria da Mulher de São Luiz Gonzaga.

Segundo ela, a ideia é fazer um percurso por algumas quadras, no entorno da praça, envolvendo o comércio local. A assessora pontua a importância do trabalho de conscientização em conjunto com empresas e instituições do município, como uma forma de ampliar a mensagem de combate à violência de gênero.

O principal canal para denúncia é a Central de Atendimento à Mulher, pelo número 180. Em casos de violência, também é possível acionar diretamente a Brigada Militar, pelo número 190. A denúncia pode ser feita também por parentes, vizinhos, amigos ou outras pessoas que tenham conhecimento da violência.

Matéria relacionada: Procuradoria da Mulher oferece aulas gratuitas de defesa pessoal para mulheres de São Luiz Gonzaga

Fonte: Rádio São Luiz

 

Restrição de tráfego para veículos de carga é definida nas rodovias federais durante o Carnaval

Foto: Canva/Ilustrativa

A Polícia Rodoviária Federal divulgou restrições temporárias de tráfego para veículos de carga durante o período de Carnaval nas rodovias federais do Rio Grande do Sul. A medida integra ações voltadas à segurança viária, especialmente em trechos de pista simples, onde há maior fluxo de veículos em datas festivas e deslocamentos regionais.

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Conforme a orientação, não poderão circular veículos ou combinações de veículos, com ou sem Autorização Especial de Trânsito ou Autorização Específica, cujas dimensões ou peso ultrapassem 2,60 metros de largura, 4,40 metros de altura, 19,80 metros de comprimento ou 58,50 toneladas de PBTC. As restrições ocorrem na sexta-feira, 13 de fevereiro, das 16h às 22h; no sábado, 14 de fevereiro, das 6h às 12h; na terça-feira, 17 de fevereiro, das 16h às 22h; e na quarta-feira, 18 de fevereiro, das 6h às 12h.

Segundo a PRF, a limitação temporária busca organizar o fluxo de veículos e reduzir riscos de acidentes em períodos de maior circulação nas rodovias federais. A orientação é para que transportadores e motoristas planejem seus deslocamentos com antecedência, observando os horários definidos pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e pelo Governo Federal.

Fonte: Rádio São Luiz

Homem é morto a tiros em via pública em São Luiz Gonzaga

Foto: Canva/Ilustrativa

Um homicídio foi registrado na madrugada desta terça-feira, 10 de fevereiro, no município de São Luiz Gonzaga/RS. O fato ocorreu por volta das 0h20min, quando a equipe da Força Tática foi acionada via Centro de Operações da Polícia Militar (COPOM) para atender a ocorrência.

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No local, entre as ruas Barão da Passagem e Raposo Tavares, no bairro Harmonia, foi encontrado sem vida Elias da Luz Silva, de 38 anos, vítima de disparos de arma de fogo. Conforme informações apuradas, a vítima e o suspeito possuíam desavenças anteriores e teriam se envolvido em luta corporal antes do crime.

Após a confirmação do homicídio, a Força Tática iniciou buscas na região e localizou o suspeito, um homem de 56 anos, nas proximidades do Posto Coopatrigo, no sentido do município de Santo Antônio das Missões. Durante a abordagem policial e a busca no veículo, foi encontrada no banco do carona uma pistola calibre.380, contendo cinco munições intactas no carregador e outras 20 munições sobressalentes.

Diante da situação, foi dada voz de prisão ao indivíduo, que foi encaminhado à Delegacia de Polícia para o registro da ocorrência e a realização dos procedimentos legais.

Fonte: Rádio São Luiz

Novo equipamento amplia monitoramento ambiental na área de atuação do 2º Pelotão Ambiental em São Luiz Gonzaga

Foto: Ministério Público do Rio Grande do Sul

A Polícia Ambiental de São Luiz Gonzaga passou a contar, com um reforço tecnológico voltado ao aprimoramento das ações de fiscalização e controle ambiental, por meio da aquisição de um drone DJI Mavic 3 Enterprise, viabilizada com recursos destinados pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul ao Grupo de Apoio à Polícia Ambiental. O investimento fortalece a estrutura operacional do 2º Pelotão Ambiental, responsável pelo monitoramento de uma área aproximada de 8.496 quilômetros quadrados, que abrange 14 municípios da região das Missões e atende uma população estimada em mais de 117 mil habitantes, caracterizada por atividades agropecuárias, áreas de preservação permanente, cursos d’água, remanescentes florestais e propriedades rurais que demandam fiscalização contínua.

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Os recursos utilizados na aquisição do equipamento são oriundos de acordos firmados em processos e execuções judiciais relacionados à reparação de danos ambientais ocorridos na Comarca de São Luiz Gonzaga, mecanismo que permite a aplicação direta desses valores em ações estruturantes de prevenção, controle e repressão a ilícitos ambientais. Com a incorporação do drone, a Polícia Ambiental amplia a capacidade de atuação em operações de campo, especialmente no combate a desmatamentos irregulares, supressão de vegetação nativa, intervenções em áreas de preservação, crimes contra a fauna, poluição hídrica e ocupações ilegais, além de otimizar o levantamento de informações técnicas, a produção de imagens georreferenciadas e a coleta de provas para instrução de procedimentos administrativos e judiciais.

A entrega simbólica do equipamento ocorreu na quarta-feira, 4 de fevereiro 2026, no Auditório do Ministério Público de São Luiz Gonzaga, com a presença do promotor de Justiça diretor das Promotorias do município, Sandro Loureiro Marones, do 1º Sargento PM Cristhian Cappa Cardoso, comandante do 2º Grupo de Polícia Ambiental, e da soldado Kristie Moraes Pereira. Durante o ato, foi destacado que a destinação dos recursos oriundos de acordos judiciais representa uma forma de retorno social das sanções aplicadas, ao transformar penalidades em investimentos permanentes na estrutura de fiscalização. A iniciativa está inserida no contexto das políticas públicas de proteção ambiental previstas na Constituição Federal, que reconhece o meio ambiente como bem de uso comum do povo, e reforça a integração entre Ministério Público, forças de segurança e demais órgãos de controle na preservação dos recursos naturais da região.

Fonte: Rádio São Luiz/ Ministério Público do Rio Grande do Sul

Procuradoria da Mulher oferece aulas gratuitas de defesa pessoal para mulheres de São Luiz Gonzaga

Foto: Canva/Ilustrativa

A Procuradoria da Mulher da Câmara de Vereadores de São Luiz Gonzaga está oferecendo aulas gratuitas de defesa pessoal para mulheres do município. O objetivo da iniciativa é promover a autonomia e segurança, com aprendizado de estratégias práticas de prevenção e autoproteção em situações de risco ou de violência.

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As aulas são realizadas utilizando técnicas de Krav Magá, sistema de defesa pessoal de origem israelense, focado em situações reais de perigo e em neutralizar ameaças de forma rápida e eficiente. As aulas ocorrem todas as terças-feiras, às 18h30, no Centro de Artes Lucas Franco de Lima, localizado na Rua São João, 1670-1810, no centro da cidade. Não é necessário realizar inscrição ou ter experiência prévia.

Assessora da Procuradoria da Mulher de São Luiz Gonzaga, Ângela Cassola explica que o curso de defesa pessoal tem sido bastante procurado pelas mulheres, especialmente, em um contexto de crescimento de casos de violência doméstica e de gênero.

Dados da Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher apontam que 3,7 milhões de brasileiras sofreram algum tipo de violência doméstica ou familiar em 2025. Quase 6 em cada 10 mulheres ouvidas na pesquisa relatam que as agressões ocorrem há menos de seis meses, enquanto 21% afirmam conviver com episódios há mais de um ano.

“Está no momento certo  de nós mulheres aprendermos essas aulas de autodefesa, porque a gente não sabe o dia de amanhã. A agressão pode ser de um companheiro ou pode ser em um assalto na rua”, recorda Ângela. As aulas são abertas a mulheres de diferentes faixas etárias e a assessora orienta a participação de jovens a partir dos 12 anos de idade.

A assessora menciona dados que mostram o avanço dos crimes de violência e feminicídios no Rio Grande do Sul. Apenas em janeiro, foram 11 casos registrados no Estado. Em 2025, foram registradas 52 mil ocorrências de violência contra a mulher no RS, 80 resultaram em feminicídio e 264 foram tentativas.

As interessadas em participar podem obter mais informações e orientações pelo telefone (55) 9 9696-1169.

Fonte: Rádio São Luiz

Treinamento com embarcações mobiliza bombeiros militares em Roque Gonzales

Foto: Divulgação/CBMRS

O 11º Batalhão de Bombeiro Militar, do Corpo de Bombeiro Militar do Rio Grande do Sul (CBMRS), realizou nesta terça-feira, 13 de janeiro, um treinamento com embarcações em Roque Gonzales. A atividade ocorreu na Prainha e reuniu aproximadamente 40 militares de diferentes cidades da região, incluindo São Luiz Gonzaga. Ao todo, 10 embarcações foram utilizadas nas ações.

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Comandante da 1ª Companhia do 11° Batalhão, o capitão Leonardo dos Santos Freitas destaca que o treinamento busca preparar os bombeiros para responder à situações de perigo na água. Com o período de férias e verão, o número de casos de afogamentos e acidentes em rios, córregos e barragens costuma aumentar, o que demanda um reforço na mobilização das forças de resgate.

“Fizemos treinamentos com as embarcações e de técnicas de salvamento aquático. Nós também utilizamos os equipamentos sonar para quando tem alguma busca de pessoas”, detalha o capitão. Estiveram presentes efetivos de cidades como Santo Ângelo, Horizontina, Três Passos, Três de Maio e Giruá.

O capitão reforça a importância dos treinamentos como uma forma de melhorar o atendimento à população, considerando as particularidades da região. “Dentro da nossa área do batalhão a gente faz esse treinamento como uma forma de alinhamento, de prevenção também, sempre treinando os militares em relação à preparação com os equipamentos, a segurança adequada, porque cada localidade tem a sua peculiaridade”, complementa.

Fonte: Rádio São Luiz

Período de verão demanda atenção para evitar afogamentos; confira orientações de segurança

Foto: Canva/Ilustrativa

O período de verão e de férias costuma ser acompanhado de um aumento da busca por locais para banho e lazer na água, como piscinas, barragens, praias e rios. Comandante da 1° companhia do Corpo de Bombeiro Militar do RS (CBMRS), o capitão Leonardo dos Santos Freitas explica as principais orientações de segurança para evitar afogamentos e acidentes na água.

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Na área do 11° Batalhão de Bombeiro Militar e que inclui São Luiz Gonzaga, existe apenas um local com presença de guarda-vidas, a Prainha de Roque Gonzales. Neste local, a principal orientação é para respeitar as sinalizações dos guarda-vidas e as medidas descritas em placas.

Já em locais que não possuem a presença de um guarda-vidas, os cuidados devem ser redobrados. Leonardo ressalta a importância de reconhecer os limites do próprio corpo e não subestimar riscos que envolvem correntezas, além de evitar o consumo de bebidas alcóolicas antes de entrar na água. Confira outras recomendações:

  • Crianças devem ser mantidas dentro do campo de visão de adultos e com uma distância aproximada de um braço, de forma a possibilitar uma ação rápida de ajuda. O mesmo vale para pessoas idosas e/ou que não sabem nadar e possuem pouca experiência;
  • Não se afastar muito da margem de barragens e conferir a correnteza no momento de entrar na água;
  • Uso de coletes salva-vidas em atividades como canoagem, pescaria e passeios com motos aquáticas.

Em casos de afogamento, o bombeiro destaca a importância de que as pessoas não tentem entrar na água, caso não possuam o conhecimento do método de resgate e elevada experiência em natação. Diversos casos de mortes na água já foram registrados de pessoas que tentaram salvar outras em situações de risco.

“Nesses casos, onde tem uma pessoa se afogando, o importante é manter a calma, lançar objetos que flutuem para essa pessoa, como boia, uma corda, até mesmo um galho de árvore, em que essa pessoa possa se apoiar e ajudar a sair da água”, explica Leonardo.

Desde o início da Operação Verão 2025/2026, não foram registrados acidentes envolvendo afogamentos na região. Ainda assim, o bombeiro menciona a importância de que as pessoas mantenham sua atenção e acionem o serviço de emergência pelo 193 em casos de acidentes.

Fonte: Rádio São Luiz

Comandante do 14°BPM explica organização do trânsito e medidas de segurança para a virada do ano

Foto: Evelise Oliveira/Rádio São Luiz

O major Eduardo dos Santos Brum, comandante do 14° BPM da Brigada Militar (BM), concedeu entrevista nesta quinta-feira, 4 de dezembro, ao programa Olho Vivo. Brum detalhou os encaminhamentos de reunião entre a BM e a Associação Comercial e Industrial (ACI) para discutir a organização do trânsito e as ações para garantir a segurança durante a virada de ano, no tradicional Reveillon.

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Segundo Brum, as sugestões da comunidade são sempre bem vindas e serão analisadas pela corporação, sempre priorizando a segurança da população. “A cada ano temos que fazer uma análise do cenário que vivenciamos e fazer adaptações”, destacou o comandante do 14° BPM.

De acordo com ele, já existe uma preparação em andamento para o patrulhamento durante o dia 31 de dezembro, em especial, na área central do município e na Praça Matriz. “Isso é uma medida preventiva que diz respeito não só às obrigações constitucionais e legais de manutenção da ordem pública da Brigada Militar”, complementou.

Brum explicou que não haverá interrupção do trânsito nos arredores da praça, mas apenas o isolamento do estacionamento oblíquo da praça a partir das 6h do dia 31, como tem sido feito nos últimos anos. O major ressaltou a importância da colaboração dos comerciantes para garantir o bem-estar de todos.

Roque Gonzales

Durante a entrevista, o comandante do 14°BPM também abordou o reforço do patrulhamento em Roque Gonzales a partir do dia 22 e na virada do ano, na área da Prainha. “Acompanhamos o evento dos últimos anos, tem alguns ajustes, mas sabemos que há um compromisso da administração em fazer isso”, comentou.

Entre os pontos citados pelo major está o aumento do número de banheiros químicos, a disponibilidade de mais pontos de recolhimento de lixo, a presença de uma ambulância e de uma brigada de incêndio.

Confira a entrevista na íntegra no Facebook da Rádio São Luiz.

Fonte: Rádio São Luiz

Operação Papai Noel visa reforçar segurança em áreas comerciais de São Luiz Gonzaga e região

Foto: Divulgação/14°BPM

O 14°BPM da Brigada Militar deu início nesta quinta-feira (27/11) à Operação Papai Noel. O objetivo é reforçar o efetivo e o patrulhamento em áreas comerciais de São Luiz Gonzaga e dos demais municípios de atuação do batalhão, principalmente, devido ao aumento do movimento durante as datas de Natal e Ano Novo.

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Segundo o comandante do 14°BPM, major Eduardo dos Santos Brum, a operação é uma forma de preparar o efetivo para o aumento do movimento no comércio e para eventos tradicionais deste período do ano. “Nós fizemos um trabalho de levantamento de informações, principalmente das áreas comerciais, das áreas centrais e praças”, explica.

A Operação Papai Noel contará com o emprego do efetivo administrativo e também da Força Tática da BM. A intenção é garantir segurança e tranquilidade para a população.

Em relação às recomendações para a população, o major menciona evitar andar com dinheiro em bolsos e priorizar o pagamento eletrônico, além de cuidados em viagens, evitando deixar residências abandonadas. “Aqueles que puderem deixar seus sistemas de vídeo monitoramento, revisar, e também que às vezes as pessoas pensam o seu sistema e está com um problema, ou uma câmera que não está funcionando, tem que dar uma revisada”, acrescenta.

Além de São Luiz Gonzaga, o 14°BPM atende os municípios de Bossoroca, Santo Antônio das Missões, São Nicolau, Dezesseis de Novembro, Roque Gonzáles, Pirapó, Caibaté, Rolador, Mato Queimado, São Paulo das Missões, São Pedro do Butiá e Porto Xavier. O telefone de atendimento regional da Brigada Militar é o 3352-4190 e Whatsapp pelo número (55) 98411-8185.

Fonte: Rádio São Luiz

Combate à violência de gênero será tema de palestra da Secretaria da Mulher em São Luiz Gonzaga

Foto: Divulgação/Secretaria da Mulher

A Secretária da Mulher do Rio Grande do Sul, Fábia Richter, estará em São Luiz Gonzaga e fará uma palestra sobre o combate à violência contra as mulheres. A atividade está marcada para quarta-feira (03/12) e integra programação da Procuradoria da Mulher da Câmara Municipal de São Luiz Gonzaga. Na mesma data, também será feita a inauguração de um “Banco Vermelho”, na Praça Cícero Cavalheiro.

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A atividade está sendo organizada em parceria com a equipe do CRAS (Centro de Referência de Assistência Social). A ação faz parte de uma mobilização diante do número elevado de casos de violência doméstica e de gênero no município e região. Desde o início do ano, já foram três casos de feminicídio em São Luiz Gonzaga e 69 em todo o Estado, além de 220 tentativas, segundo dados atualizados em novembro.

Recriada em setembro, após aprovação de projeto pela Assembleia Legislativa, a Secretaria da Mulher atua para fortalecer políticas públicas voltadas à promoção dos direitos das mulheres, além de promover o combate à violência e a autonomia socioeconômica das gaúchas.

Assessora da Procuradoria da Mulher, Ângela Casola destaca a importância de espaços de discussão e escuta para que as mulheres tenham instrumentos e condições para reconhecer e denunciar as violências. “Muitas mulheres estão sofrendo violências caladas. Então, no momento que alguém se coloca à disposição para falar e mostrar para elas que não estão sozinhas, essas mulheres começam a aparecer e relatar os casos de violência”, explica.

A atividade com Fábia Richter terá início às 9h, com um encontro na Plenária da Câmara. Em seguida, às 11h está prevista a inauguração do Banco Vermelho. Na parte da tarde, acontece a palestra com a secretária no Clube União Operária, a partir das 14h. Enfermeira e ex-prefeita de Cristal, Fábia já foi integrante do He For She, movimento da Organização das Nações Unidas (ONU) Mulheres e vice-presidente da Famurs.

Segundo Ângela, a recriação da Secretaria da Mulher foi uma “grande vitória” e tem trazido reflexos positivos do ponto de vista da estrutura e da rede para apoiar mulheres vítimas de violência. Ela ressalta ainda que a sala da Procuradoria da Mulher está aberta para receber quem precisar de acolhimento.

Banco Vermelho

Os bancos vermelhos são reconhecidos como símbolos de conscientização para o fim da violência contra a mulher. A iniciativa de usar esses mobiliários para chamar atenção sobre o tema surgiu na Itália, em 2016, e chegou ao Brasil em 2023, primeiro em Pernambuco. Graças à campanha liderada pelo Instituto Banco Vermelho, o mobiliário foi reconhecido oficialmente como símbolo da causa pela Lei 14.942/2024.

Instalados em locais públicos e com ampla circulação de pessoas, os bancos vermelhos servem como instrumento de alerta e de denúncia, com frases de impacto e números de contato, como o da Central de Atendimento à Mulher – 180 e o 190 da Polícia.

Fonte: Rádio São Luiz

Ministério Público denuncia homem por feminicídio em São Luiz Gonzaga

Foto: Freepik/Ilustrativa

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) formalizou nesta segunda-feira, 20 de outubro, a denúncia de feminicídio contra o homem que matou a companheira em São Luiz Gonzaga. A denúncia foi assinada pelo promotor de Justiça Henrique Maciel Knipp. O crime ocorreu em contexto de violência doméstica e familiar, no dia 4 de outubro, na residência do casal.

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Segundo a denúncia do MPRS, o crime foi motivado por razões de condição do sexo feminino, envolvendo menosprezo e discriminação à condição de mulher. O denunciado agiu movido por sentimento de posse e intolerância à autonomia da companheira, com quem mantinha relacionamento há mais de 15 anos e tinha uma filha adolescente.

O promotor apontou também a evidência de motivação fútil para o crime, supostamente pela incapacidade do agressor em aceitar a negativa da vítima em acompanhá-lo a uma festa, após já terem saído de outro evento festivo: “a reação desproporcional do denunciado revela um padrão de controle e dominação incompatível com a dignidade feminina”, escreveu Henrique Maciel Knipp.

Após discussão iniciada na volta do evento, o homem perseguiu e agrediu a companheira. Depois, ele efetuou um disparo de arma de fogo a curta distância que causou a morte da companheira. O crime foi cometido mediante traição, já que a vítima, em ambiente doméstico e íntimo, não tinha qualquer razão para crer que seria morta por seu companheiro. Também foi praticado com recurso que dificultou a defesa da vítima, que não teve chance de reagir ou escapar.

Além do feminicídio, o homem foi denunciado por posse ilegal de arma de fogo. Na denúncia apresentada à Justiça, o promotor Henrique Knipp também solicitou o pagamento de indenização mínima de R$ 100 mil à família da vítima pelos danos causados.

Fonte: Rádio São Luiz com informações do MPRS

Expo São Luiz 2025 terá videomonitoramento aprimorado e integração de forças de segurança

Foto: Evelise Oliveira/Rádio São Luiz

A Expo São Luiz 2025 terá um planejamento de segurança especial para os dias da feira, com vigilantes contratados, videomonitoramento e controle de acesso ao Parque do Sindicato Rural. Em entrevista ao programa Olho Vivo desta segunda-feira, 22 de setembro, o major Eduardo dos Santos Brum, comandante do 14° BPM da Brigada Militar, explicou os detalhes sobre a segurança do evento que acontece de 1° a 5 de outubro.

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Uma das novidades na segurança da Expo São Luiz será a integração entre as forças de segurança em um único espaço, com presença das policias civil, penal e militar, além do Corpo de Bombeiros e dos serviços de saúde. Segundo o major e membro da comissão de segurança do evento, isso facilita a resposta diante de situações de emergência.

Brum ressaltou o reforço do patrulhamento na Arena de Shows que deve reunir o maior público, com cerca de 35 policiais e vigilantes nos horários de maior movimento. “Sensivelmente, nos temos a arena de shows e os portões de entrada, porque é onde conseguimos fazer o filtro do que pode gerar problema”, explicou. Outra novidade é o aprimoramento do sistema de videomonitoramento, com cerca de 50 câmeras espalhadas pelo parque.

O major também explicou as estratégias de controle de acesso, com portões específicos para pedestres e veículos, além da regulação do trânsito nas imediações do parque. “Teremos vigilantes escalados para fazer revistas por amostragem para se identificar qualquer produto proibido de entrada”, complementou.

Confira a entrevista na íntegra no Facebook da Rádio São Luiz.

Fonte: Rádio São Luiz

Delegado Heleno dos Santos assume a direção da Dicrab e anuncia intensificação no combate a crimes rurais

 

Foto: Polícia Civil

O delegado Heleno dos Santos tomou posse como diretor da Divisão de Repressão aos Crimes Rurais e de Abigeato (Dicrab) em cerimônia realizada no dia 5 de setembro 2025, durante a Expointer, na sede da Federacite. O ato contou com a presença de autoridades estaduais, entre elas o secretário adjunto da Segurança Pública, Mário Ikeda, o chefe de Polícia, Heraldo Chaves Guerreiro, a subchefe de Polícia, Adriana Regina da Costa, e o diretor do Departamento de Polícia do Interior, Cléber dos Santos Lima.

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Em seu pronunciamento, Heleno relembrou a origem das forças especializadas criadas em 2016 e destacou que a instalação da Dicrab representa a consolidação desse trabalho. Segundo ele, o compromisso da nova gestão é aprimorar a eficiência das Delegacias de Repressão aos Crimes Rurais (Decrabs) e manter como prioridade a proteção do produtor rural. A divisão, criada oficialmente em agosto de 2024, está vinculada ao Departamento de Polícia do Interior e já coordena cinco delegacias no estado, com previsão de novas unidades em Santo Antônio da Patrulha, Vacaria e Santa Maria.

A Divisão de Repressão aos Crimes Rurais e de Abigeato (Dicrab) foi criada em 19 de agosto de 2024, por meio do Decreto nº 57.754, como órgão vinculado ao Departamento de Polícia do Interior (DPI). Sua função é coordenar, operacionalizar e fiscalizar as atividades das Delegacias de Polícia Especializadas na Repressão aos Crimes Rurais e de Abigeato (Decrabs) no Rio Grande do Sul.

O foco da atuação da Dicrab está em crimes cometidos no meio rural, incluindo abigeato, falsificação de sementes e defensivos agrícolas, pirataria, desvios de fertilizantes, comércio ilegal de insumos agrícolas, entre outros delitos que impactam diretamente a produção agropecuária e a economia regional.

Atualmente, a estrutura da divisão contempla cinco Decrabs instaladas nos municípios de Bagé, Alegrete, Camaquã, Cruz Alta e Santo Ângelo. A previsão é de expansão nos próximos meses, com a instalação de uma nova unidade em Santo Antônio da Patrulha e, posteriormente, em Vacaria e Santa Maria, ampliando a rede de combate à criminalidade rural.

O delegado Heleno dos Santos é o atual diretor da Dicrab. Formado em Direito pela Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI) em 2003, possui trajetória diversificada no serviço público.

Antes de ingressar na Polícia Civil, atuou como militar do Exército Brasileiro e como servidor do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, exercendo as funções de oficial ajudante, assessor de juiz e oficial escrevente.

Em 2010, ingressou na Polícia Civil do RS, assumindo a titularidade da Delegacia de Polícia de Santo Ângelo. Desde então, atuou em diferentes unidades do interior do estado, como Guarani das Missões, Porto Xavier e na Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) de São Luiz Gonzaga.

Atualmente, além da direção da Dicrab, Heleno dos Santos exerce a função de coordenador estadual da Operação Protetor das Divisas e Fronteiras, ação vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública no âmbito da Polícia Civil do Rio Grande do Sul.

Antes de assumir formalmente o cargo, o delegado participou da Operação Sementes Segura 2, considerada a maior já realizada no Brasil contra o mercado ilegal de insumos agrícolas. A ação, conduzida pela Polícia Civil em conjunto com o Ministério da Agricultura e Pecuária e a Secretaria da Agricultura do Estado, resultou na apreensão de mais de 3 mil toneladas de grãos de soja e 6 mil litros de defensivos clandestinos em 14 municípios gaúchos, alcançando valor estimado de R$ 35 milhões.

Segundo Heleno, operações como essa deverão ser intensificadas ao longo da sua gestão na Dicrab. Ele reforçou que a pirataria de sementes traz prejuízos significativos ao agronegócio, estimados em R$ 10 bilhões anuais apenas na soja, além de comprometer a inovação e expor os produtores a riscos legais e ambientais. A atuação conjunta entre órgãos públicos e entidades do setor produtivo, destacou o delegado, será fundamental para reduzir esses crimes e fortalecer a segurança no campo.

Fonte: Rádio São Luiz

COMDEMULHER de São Luiz Gonzaga promove ação de conscientização sobre o sinal vermelho

Foto: Divulgação/CNJ

O Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Mulher (COMDEMULHER) de São Luiz Gonzaga realiza nesta sexta-feira, 29 de agosto, uma ação de conscientização sobre o sinal vermelho para alerta sobre a violência contra a mulher. A iniciativa será realizada em diversos pontos do comércio local, com o objetivo de divulgar as orientações de como identificar os sinais que podem indicar que uma mulher está em risco.

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Instituído por meio da Lei 14.188/2021, o sinal vermelho é uma estratégia para o enfrentamento da violência doméstica e familiar contra a mulher. A iniciativa surgiu a partir de campanha do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e visa possibilitar que mulheres solicitem ajuda com um X desenhado em vermelho na palma da mão. 

Segundo a presidente do COMDEMULHER, Thais Vargas, o objetivo da ação com o comércio é capacitar as pessoas que atuam nas empresas e instituições para reconhecer o sinal e denunciar a violência. “As pessoas estão denunciando mais, o que é bom porque, se não tiver denúncia, não se consegue fazer nenhuma política pública”, destaca Thais.

Outra orientação que também serve para como pedido de socorro é o movimento de colocar o polegar no meio da palma mão, fechando e abrindo a mão por alguns segundos. Thais ressalta que identificar esses gestos pode contribuir para salvar a vida de uma mulher que está sofrendo violência doméstica.

Ao longo do Agosto Lilás, mês dedicado à conscientização contra a violência de gênero, a entidade tem realizado diversas palestras sobre o tema. “Muitos homens ainda veem a mulher como um objeto de posse e essa questão do controle”, alerta a presidente do COMDEMULHER. A intenção do Conselho é descontruir ideais machistas que circulam na sociedade.

“Nós estamos sim falando sobre essa questão da violência, porque se não falarmos, acabamos por ser cúmplices. Então, mesmo que seja uma suspeita e não denunciarmos, vamos ser cumplices”, ressalta Thais. No Brasil, é possível ligar para o número 180 – Central de Atendimento à Mulher – para denunciar, obter orientação e acolhimento de pessoas em situação de violência contra a mulher.

Como funciona a campanha do sinal vermelho do CNJ:

  • O sinal “X” feito com batom vermelho (ou qualquer outro material) na palma da mão ou em um pedaço de papel, o que for mais fácil, permitirá que a pessoa que atende reconheça que aquela mulher foi vítima de violência doméstica e, assim, promova o acionamento da Polícia Militar.
  • Quando a pessoa mostrar o “X”, o atendente, de forma reservada, usando os meios à sua disposição, registra o nome, o telefone e o endereço da suposta vítima, e liga para o 190 para acionar a Polícia Militar. Em seguida, se possível, conduz a vítima a um espaço reservado, para aguardar a chegada da polícia. Se a vítima disser que não quer a polícia naquele momento, entenda. Após a saída dela, transmita as informações pelo telefone 190. Para a segurança de todos e o sucesso da operação, sigilo e discrição são muito importantes. A pessoa atendente não será chamada à delegacia para servir de testemunha.
  • Se houver flagrante, a Polícia Militar encaminha a vítima e o agressor para a delegacia de polícia. Caso contrário, o fato será informado à delegacia de polícia por meio de sistema próprio para dar os encaminhamentos necessários – boletim de ocorrência e pedido de medida protetiva.

Fonte: Rádio São Luiz

Brasil registra recorde de feminicídios em 2024; especialistas apontam sinais de alerta e estratégias de combate à violência

Foto: Freepik/Ilustrativa

O Brasil registrou 1.492 feminicídios em 2024, um aumento de 0,7% em relação ao ano anterior e recorde de casos. Os dados foram divulgados no Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025, produzido com informações do ano passado. Os números também indicam um aumento de 19% nas tentativas de feminicídio, que somaram 3.870 casos. A Rádio São Luiz FM 100.9 conversou com duas especialistas para entender o contexto da violência de gênero e dos feminicídios.

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Segundo os dados divulgados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, os casos cresceram principalmente em ambientes domésticos, 64,5% das mulheres foram vítimas de feminicídio em casa, além disso, 8 em cada 10 foram assassinadas pelos companheiros ou ex-companheiros. 70,5% das vítimas tinha entre 18 e 44 anos e a maioria, 63,6%, eram mulheres negras. 97% dos feminicídios foram cometidos por homens.

“O feminicídio em si é uma violência de gênero que viola os direitos humanos, se manifestando de uma forma extrema, até chegar ao feminicídio que é o assassinato de mulheres, motivado pela principal razão de gênero”, explica Patrícia Lunardi Martins, pesquisadora da temática de gênero e doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Educação: Ciências, Química da Vida e Saúde da UFSM (Universidade Federal de Santa Maria).

No contexto da violência contra as mulheres e de gênero, existem cinco categorias de violência: psicológica, física, patrimonial, sexual e moral. “A mulher começa a passar por por situações que num primeiro momento parecem ser situações tranquilas de de administrar”, alerta Eliz Tatsch, advogada da Casa Verônica, ligada ao Observatório de Direitos Humanos da UFSM. 

Essa escalada de violência que inicia com pequenos gestos, muitas vezes, acaba por resultar nos casos de feminicídios, principalmente em relacionamentos. Segundo Eliz, os feminicídios também fazem parte de um conjunto de preconceitos, como o machismo, e a estrutura patriarcal da sociedade. Ela também relaciona o aumento de casos com a crise financeira no país, o que afeta as famílias e, em especial, as mulheres.

A advogada também pontua a questão do isolamento e da dependência financeira, que podem dificultar as respostas de mulheres em situações de violência. “Quando um homem quer praticar uma violência contra uma mulher, a primeira coisa que ele vai fazer é tentar que essa mulher se isole. Que ela não conviva com família, que ela não conviva com as amigas e amigos”, aponta Eliz.

O contexto socioeconômico, explica Patrícia, faz também com que algumas mulheres retornem para relacionamentos abusivos, devido a dificuldades para se sustentar ou sustentar os filhos. “São casos que a gente precisa dar mais atenção e sim, precisamos meter a colher mesmo em brigas de marido e mulher, principalmente para não aumentar esses números de feminicídio”, afirma a pesquisadora.

Outras violências

O Anuário também indica chama atenção para o recorde de estupros em 2024, um total de 87.545 registros, sendo 76,8% de pessoas vulneráveis e 87,7% de pessoas do sexo feminino. Foram registradas altas também no número de medidas protetivas concedidas em 2024, um total de 555.001, crescimento 6,6%, e de violência psicológica, um total de 51.866 registros, alta de 6,3%.

Para Eliz Tatsch, esses números são reflexos da construção de um ideal masculino que leva homens e meninos a agirem de modo agressivo. Ao mesmo tempo, a advogada aponta a necessidade de levar informações para as mulheres e em diferentes ambientes da sociedade, inclusive, sobre legislações e serviços de amparo. 

Eliz também aborda a questão do consentimento e como ela se relaciona com os casos de violência sexual. “Isso significa desconstruir um pouco aquela cultura do ‘não é não’ e dizer que somente o sim é sim, porque muitas vezes uma mulher ou menina não tem condições de dizer ‘não’ diante de uma situação e isso não pode significar que ela tenha concordado com o que está acontecendo”.

No Brasil, a lei 14.994, aprovada em 2024, tornou o feminicídio um crime autônomo e elevou a pena para 20 a 40 anos de reclusão. Para a advogada da Casa Verônica, essa e outras normas, como a Lei Maria da Penha, são essenciais para o combate ao feminicídio e as violência de gênero. Ela também aponta a necessidade de leis específicas para crimes que envolvem a comunidade LGBTQIAP+.

Prevenção e diálogo em escolas

Uma das alternativas citadas pelas duas especialistas para a construção de uma sociedade menos violenta, e consequentemente, para buscar a redução do número de feminicídios, é trabalhar o tema em escolas. Segundo Patrícia Lunardi, essas orientações de como discutir isso com alunos deveriam estar presentes na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e na Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

Patrícia também aponta a necessidade de que questões de prevenção à violência de gênero sejam trabalhadas em cursos de graduação e oficinas formativas com professores e professoras. “É importante ter a presença de pelo menos uma disciplina que dialogue sobre essas questões, hoje a gente também não tem, nas leis dos cursos superiores, uma disciplina que aborda mais especificamente essas temáticas. Isso é uma grande dificuldade para uma professora que vai falar sobre isso dentro da sala de aula”, exemplifica ela.

Sobre o diálogo com jovens sobre violência de gênero, Eliz Tatsch aponta que rodas de conversa são necessárias para desnaturalizar comportamentos que são reproduzidos pelos meninos. “Eles não enxergam como um problema ou violência, então precisam estar com a mente aberta, inclusive, para receber um toque do colega que vai chegar e dizer que aquilo não é legal”, descreve a advogada.

Sinais de alerta

Confira as principais formas de violência, descritas no site da Casa Verônica, e que servem como sinais de alerta para buscar redes de apoio:

  • Violência física: É a agressão à integridade física ou à saúde corporal, que pode ou não deixar marcas.  Exemplos: Empurrões, Arremesso de objetos, Tapas, Sacudidas, Socos, Beliscões.
  • Violência moral: Qualquer ofensa contra a honra. Exemplos: Injúria, Calúnia, Difamação.
  • Violência patrimonial: Retenção, subtração, destruição parcial ou total de posses: dinheiro, objetos, documentos, bens, etc; Exemplos: Furto, Dano, Extorsão, Estelionato, Privação do acesso a recursos econômicos, Destruição de documentos pessoais, Recusa em pagar a pensão alimentícia.
  • Violência psicológica: Qualquer conduta que cause dano emocional, prejudique a autoestima, vise controlar ações, crenças, comportamentos e decisões. Exemplos: Ameaças, Humilhação, Manipulação, Isolamento, Insultos, Chantagem, Vigilância constante, Divulgação de imagens íntimas.
  • Violência sexual: Constrangimento com o propósito de limitar a autodeterminação sexual e reprodutiva da vítima. Exemplos: Obrigar a se envolver em atos sexuais que causam desconforto ou repulsa sexual, Impedir o uso de métodos contraceptivos, Forçar a abortar, Forçar matrimônio, gravidez ou prostituição por meio de coação, chantagem, suborno ou manipulação.

Em caso de emergência, ligue 180 para a central de atendimento à mulher.

Fonte: Rádio São Luiz

Operação conjunta contra o tráfico de drogas cumpre mandados e prende cinco pessoas em São Luiz Gonzaga

Foto: Reprodução/Polícia Civil

Uma operação realizada nesta sexta-feira, 11 de julho, pela Polícia Civil, com apoio do 14° BPM da Brigada Militar, prendeu cinco pessoas e realizou sete mandados de busca e apreensão na região. Batizada de “Operação Bullock”, a ação teve como foco o combate ao tráfico de drogas e associação para o tráfico. A operação resultou também em várias apreensões de materiais utilizados por criminosos, como balanças de precisão, valores em dinheiro e uma motocicleta, além de porções de entorpecentes.

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Delegado da Polícia Civil. Rogério Junges explicou que a operação permitiu identificar lideranças do tráfico de drogas da região, inclusive o principal distribuidor de drogas da cidade, atualmente no sistema prisional de Ijuí, de onde continuava exercendo influência e comando sobre a rede criminosa.

A investigação também encontrou outros envolvidos no esquema criminoso. “Conseguimos identificar pessoas que faziam também a gestão financeira desse grupo e uma pessoa responsável por guardar esses entorpecentes antes deles serem distribuídos nos pontos de venda”, acrescentou o delegado.

Ainda segundo informações da Polícia Civil, operação é desdobramento de uma ação realizada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) no dia 12 de maio deste ano, ocasião em que um indivíduo foi preso e diversas porções de drogas foram apreendidas, com valor estimado superior a R$ 40 mil.

O subcomandante do 14°BPM, capitão Mateus Soares, descreveu a importância do trabalho em conjunto entre a Polícia Civil e a Brigada Militar. “Essa união traz frutos em prol da população e mais segurança para as 14 cidades do 14°BPM”, enfatizou.

Foto: Reprodução/Polícia Civil

Fonte: Rádio São Luiz

Operação Fecha Quartel reforça segurança em escolas de São Luiz Gonzaga

Foto: 14º Batalhão de Polícia Militar (BPM)

O 14º Batalhão de Polícia Militar (BPM) de São Luiz Gonzaga/RS iniciou, na tarde da terça-feira, 8 de junho 2025, a Operação Fecha Quartel, programada para ocorrer ao longo desta semana com foco na segurança dos estabelecimentos de ensino de São Luiz Gonzaga e municípios do entorno. O planejamento prevê o reforço do policiamento ostensivo em áreas consideradas sensíveis, em horários de maior circulação de alunos e profissionais da educação.

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A ação integra a estratégia da Brigada Militar de ampliar a presença policial em locais vulneráveis e de consolidar canais de interlocução com gestores escolares. As guarnições designadas realizam visitas às instituições de ensino para avaliar medidas de prevenção, orientar equipes diretivas e estabelecer fluxos de comunicação em caso de ocorrências. Além do contato presencial, permanece disponível o telefone de emergência 190, acionado diretamente pelo Centro Integrado de Operações da Brigada Militar.

No eixo repressivo, a operação mobiliza efetivo qualificado em patrulhamento tático e patrulhamento de saturação, com utilização de viaturas e barreiras policiais em vias de acesso estratégico. O emprego destes recursos busca inibir deslocamentos de grupos envolvidos em conflitos entre organizações criminosas e aumentar a sensação objetiva de segurança a sociedade gaúcha.

A Operação Fecha Quartel mantém caráter preventivo, mas contempla pronta resposta a eventuais incidentes, respeitando protocolos operacionais.

Fonte: Rádio São Luiz

Homem é assassinado a facadas em Santo Antônio das Missões

Divulgação/Canva

Um homem de 39 anos foi assassinado a facadas na madrugada deste domingo, 22 de junho, em Santo Antônio das Missões. A vítima foi identificada como Carlos Alexandre Gomes da Rosa, popularmente conhecido como Carlão. Informações extraoficiais apontam que ele teria se envolvido em uma briga com outro homem na mesma noite em que o homicídio ocorreu.

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O corpo já sem vida de Carlos Alexandre foi encontrado por volta das 3h, na Avenida Prefeito José Nunes de Abreu, nas proximidades da agência dos Correios, no centro da cidade. Ele teria sido ferido oito vezes com golpes de faca. O SAMU chegou a ser acionado, mas constatou a morte no local. Carlos era natural de São Luiz Gonzaga e morava em Santo Antônio das Missões.

Na mesma noite do crime, Carlos Alexandre teria se desentendido com um homem e, em briga, ferido este indivíduo com um corte de faca. Porém, ainda não se sabe se os episódios possuem relação. Conforme o comandante do 14°BPM da Brigada Militar, major Eduardo dos Santos Brum, informações preliminares indicam que parentes desse homem envolvido na briga com Carlos poderiam ser os autores do crime.

Carlos possuía uma extensa ficha criminal, com diversas passagens pela polícia, incluindo antecedentes por homicídio e já havia sido preso várias vezes. Ainda de acordo com o major Brum, a Brigada Militar atua em parceria com a Polícia Civil para apurar as circunstâncias do assassinato e identificar os seus autores.

Fonte: Rádio São Luiz com informações da Brigada Militar

OAB Vai à Escola promove palestras sobre combate à violência contra a mulher em São Luiz Gonzaga

Foco foi conscientizar estudantes sobre questões de gênero e violência contra a mulher – Foto: Divulgação

O projeto OAB Vai à Escola promoveu uma série de palestras sobre o combate a violência contra a mulher em escolas de São Luiz Gonzaga. O objetivo foi conscientizar os estudantes sobre esse problema social diante da alta de feminicídios no Rio Grande do Sul. Ao todo, foram sete palestras em cinco escolas na terça-feira, 20 de maio, com um público de 831 pessoas presentes.

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A série de palestras foi batizada como “Dia D” e teve coordenação da Subseção de São Luiz Gonzaga da OAB/RS, em conjunto com a Ordem dos Advogados do Rio Grande do Sul (OAB/RS). Foram realizadas atividades nas seguintes escolas estaduais de ensino: Instituto Osmar Poppe e Instituto Rui Barbosa – em dois turnos – e na Escola São Luiz, Escola Técnica Cruzeiro do Sul e Colégio Polivalente – em um turno cada.

Em entrevista à Rádio São Luiz FM 100.9, Monique Cunha, presidente da Comissão OAB Vai à Escola, pontuou que a educação é a ferramenta mais eficaz de combate à violência contra a mulher. Segundo ela, a recepção das escolas foi bastante positiva. “Todos foram muito receptivos e se mostraram muito atentos e interessados. Foram participativos quando solicitados”, descreveu.

A ação foi realizada com apoio de um conjunto de voluntários, formado por advogados e advogadas da OAB. Vice presidente da comissão, Natinayan Nonemacher Cruz ressaltou a importância dessas formações para estimular o um senso de responsabilidade, de ética e de justiça nos jovens, como futuros cidadãos.

“A importância foi conscientizar os jovens sobre a necessidade de respeitarmos um ao outro, para frear realmente os alarmantes índices de violência contra a mulher”, acrescentou Natinayan. Dados da Secretaria de Segurança Pública do RS mostram que foram 11 feminicídios apenas em abril no RS. Em 2025, já foram 27 casos de mulheres mortas por conta do seu gênero e um total de 99 tentativas registradas, além de mais de 18 mil ocorrências de violência, incluindo ameaças, lesão corporal e estupro.

A vice-presidente também abordou as próximas ações previstas pelo projeto OAB Vai à Escola para debater os direitos e deveres das crianças e adolescentes. “Além disso, nós também tratamos sobre o combate ao bullying, ao cyberbullying, que são problemas ainda muito recorrentes nas escolas da nossa cidade, conforme nos foi relatado pela grande parte da equipe diretiva do município”, complementou.

Fonte: Rádio São Luiz