Cobertura vacinal abaixo da meta demanda mobilização para evitar reintrodução da pólio no RS

Foto: Canva/Ilustrativa

A cobertura vacinal para a pólio no Rio Grande do Sul em 2026 está em 88,47%, abaixo da meta do Ministério da Saúde de 95%. Além disso mais de 70% dos municípios apresentam risco alto ou muito alto de reintrodução do vírus da poliomelite. A cobertura vacinal abaixo da meta estabelecida nos últimos anos é um dos principais fatores que contribuem para esse cenário.

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Em 2025, a cobertura vacinal ficou em 91,51% no Estado. O Rio Grande do Sul não alcança a meta de 95% há mais de dez anos. O próximo sábado (24/10) marca o Dia Mundial de Combate à Pólio. Em alusão à data, a Secretaria da Saúde (SES) do RS divulgou comunicado para reforçar o alerta para a importância da vacinação contra a doença.

Enfermeira e coordenadora do Centro de Saúde de São Luiz Gonzaga, Águeda Martins Balbé reforça que a vacina está disponível em todas as unidades básicas (UBS) do município. Ela também cita dados sobre a baixa cobertura em São Luiz Gonzaga, especialmente, das doses de reforço, atualmente, em torno de 75%. Na faixa de crianças menores de 1 ano de idade, a cobertura também não atinge a meta e está em 92,82%.

A pólio, também conhecida como poliomielite ou paralisia infantil, é uma doença infecciosa causada pelo poliovírus. A transmissão ocorre principalmente por meio do consumo de água ou alimentos contaminados pelo vírus e pelo contato com secreções de pessoas infectadas. A doença pode provocar paralisia permanente, sequelas incapacitantes e, nos casos mais graves, levar à morte.

Embora o Brasil esteja livre da circulação do poliovírus selvagem há décadas, o risco de reintrodução da doença ainda existe. Como persiste a transmissão do vírus em algumas partes do mundo, todos os países permanecem vulneráveis ao seu retorno. A principal recomendação da SES-RS é manter a caderneta de vacinação das crianças atualizada.

Segundo Águeda, a preocupação com a pólio cresce, na medida que a desinformação sobre vacinas avança entre as pessoas. Ela pontua que os imunizantes são seguros e que o sistema público possui uma ampla estrutura para oferecer essa proteção à população. “Não adianta o serviço público, no caso, oferecer as vacinas e as pessoas não procurarem para se vacinar”, pontua.

Ao longo dos anos, o Brasil realizou uma transição gradual da vacina oral poliomielite (VOP), conhecida como “gotinha” e atualmente não utilizada no calendário de rotina, para a vacina inativada poliomielite (VIP), aplicada por injeção. Atualmente, o esquema vacinal recomendado pelo Programa Nacional de Imunizações é composto por cinco doses, incluindo um segundo reforço aos 4 anos de idade, introduzido em agosto deste ano:

  • 1ª dose: aos dois meses de idade
  • 2ª dose: aos quatro meses de idade
  • 3ª dose: aos seis meses de idade
  • 1º reforço: aos 15 meses de idade
  • 2º reforço: aos quatro anos de idade

As vacinas são disponibilizadas gratuitamente em unidades de saúde por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Além da vacinação, a vigilância epidemiológica é uma ferramenta usada para detectar precocemente suspeitas de poliomielite. A estratégia utilizada é o monitoramento dos casos de paralisia flácida aguda (PFA), caracterizada pela diminuição ou perda repentina da força muscular, acompanhada de flacidez dos músculos e redução ou ausência dos reflexos.

Fonte: Rádio São Luiz com informações de SES-RS