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Condições climáticas afetam lavouras de inverno e atrasam plantio da soja na Região das Missões

Foto: Canva/Ilustrativa

O excesso de umidade no solo e as condições meteorológicas das últimas semanas continuam interferindo nas atividades agrícolas da Região das Missões e de outras áreas do Noroeste do Rio Grande do Sul. Conforme o Boletim Integrado Agrometeorológico nº 43/2026, elaborado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), referente ao período de 15 a 21 de outubro, a semeadura da soja permanece lenta, enquanto as culturas de inverno apresentam diferenças de produtividade e qualidade dos grãos. Entre os dias 15 e 18 de outubro, o tempo permaneceu predominantemente estável na porção oeste do Estado, favorecendo temporariamente as atividades nas lavouras. Entretanto, a elevada umidade acumulada anteriormente ainda restringe a entrada de máquinas em determinadas áreas. Na quarta-feira (21), novas instabilidades provocaram chuva em localidades isoladas do oeste gaúcho.

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A implantação da safra de soja 2026/2027 atingiu apenas 3% da área prevista no Rio Grande do Sul. Segundo o levantamento, as chuvas frequentes e a umidade elevada reduziram os períodos disponíveis para a semeadura. Além disso, as temperaturas mais baixas e a menor incidência de radiação solar retardaram o desenvolvimento das primeiras lavouras implantadas. No milho, o plantio alcançou 78% da área estadual, embora o avanço ocorra de maneira desigual entre as regiões. Das lavouras estabelecidas, 98% permanecem em desenvolvimento vegetativo e 2% iniciaram a floração. Em relação ao trigo, a colheita chegou a 19% da área cultivada no Estado, com 35% das lavouras em enchimento de grãos e 45% em maturação. A estimativa estadual de produtividade foi revisada para 2.833 quilos por hectare, enquanto a área cultivada totaliza 763.121 hectares, redução de 34,56% em comparação com 2025. Apesar da revisão positiva na produtividade, parte das regiões apresenta problemas de qualidade, incluindo redução do peso hectolitro, grãos avariados e chochos.

A canola está entre as culturas afetadas pelas condições meteorológicas no Noroeste gaúcho, região que abrange as Missões. Conforme o boletim, o excesso de chuva, as ocorrências de granizo e os ventos fortes durante o ciclo provocaram perdas nas lavouras, principalmente pela abertura de síliquas, debulha natural e danos mecânicos. A cultura encontra-se predominantemente colhida, e a estimativa estadual de produtividade foi reduzida de 1.619 para 1.340 quilos por hectare, queda de 17,23%. Mesmo com as perdas, a área cultivada aumentou 117,83% em relação a 2025, alcançando 379.887 hectares, com produção estimada em 508.863 toneladas. Na aveia-branca, a colheita está avançada, mas persistem problemas relacionados ao baixo peso hectolitro, que restringem a comercialização para a indústria. A produtividade projetada é de 2.177 quilos por hectare, redução de 6,24% em relação à estimativa inicial. Na pecuária, as baixas temperaturas e a menor incidência de radiação solar limitaram o crescimento das pastagens em parte do Estado, enquanto a transição das forrageiras de inverno para as de verão exige complementação alimentar em algumas propriedades leiteiras. Para o período de 22 a 25 de outubro, a Seapi prevê o retorno das instabilidades, com possibilidade de chuva e rajadas pontuais de vento em diversas regiões. A partir de segunda-feira (26), a tendência é de diminuição das precipitações, com tempo predominantemente estável na maior parte do Estado entre os dias 27 e 28. O mapa meteorológico apresentado no boletim indica acumulados previstos de aproximadamente 10 a 30 milímetros em grande parte da Região das Missões entre 22 e 28 de outubro, com variações locais. A continuidade das operações de plantio dependerá das condições de umidade do solo nos próximos dias.

Fonte: Rádio São Luiz

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