
A direção da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de São Luiz Gonzaga procurou a reportagem da Rádio São Luiz para relatar que a ausência de dois professores cedidos pelo município está prejudicando o atendimento de alunos desde o início do ano letivo. Segundo o presidente da instituição, professor Acelino Bomfim, os profissionais deveriam ter sido repostos ainda no início de 2025, após a saída de dois docentes no ano passado, mas até o momento a demanda não foi atendida. “Estamos de mãos amarradas, pois temos um convênio com o município. Os pais estão cobrando, estamos perdendo alunos, e isso impacta diretamente nas verbas públicas que recebemos”, afirmou. A instituição alega que já procurou o prefeito e a secretária de Educação diversas vezes, mas não obteve retorno efetivo. “Soubemos que houve nomeações, mas nenhum professor foi direcionado para cá”, completou.
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A diretora da Apae, Lessânia Brondani, explicou que o problema atinge duas turmas com 10 alunos cada. “Esses estudantes estão há quase dois meses sem atendimento. Isso prejudica a aprendizagem, o vínculo com a escola e sobrecarrega as famílias. Houve promessa de envio desses profissionais, mas seguimos aguardando”, destacou.
A secretária de Educação, Nara Mendes, informou que o município já cedeu à APAE 13 professores, duas merendeiras, um operário e um motorista, e explicou que cada professor da instituição recebe, além do salário, uma gratificação de 50%, tendo o limite de atendimento de até 10 alunos por turma. Nara afirmou que, segundo levantamento da pasta, algumas turmas da APAE não atingem esse número de alunos, o que motivou a sugestão de reestruturação interna. “Sabemos que cada aluno tem sua particularidade, mas essa realidade também está presente em todas as escolas. Não temos como contratar mais, nosso índice de pessoal já extrapolou, e temos que respeitar os limites da folha de pagamento. Se nomearmos além da capacidade, corremos o risco de não conseguir efetuar os pagamentos.”
Ela garantiu que a cedência dos dois professores não está descartada, mas pediu mais tempo para organizar os quadros. “Estamos enfrentando carências em outras escolas também. Acreditamos que a direção da APAE compreende nossa situação. Valorizamos e respeitamos o trabalho da instituição, mas pedimos que também entendam as nossas limitações no momento”.
Fonte: Rádio São Luiz