Fetag-RS divulga nota contra a cobrança de royalties da soja na moega

Foto: Divulgação/CNA
A Fetag-RS (Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul) divulgou nota em que manifesta sua posição contrária à cobrança de royalties da soja de patentes expiradas e da “multa na moega”. A manifestação aborda uma disputa judicial com a empresa Bayer que exige dos produtores o pagamento de uma multa de 7,5% na moega na safra 2025/202o6.
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Presidente da Fetag-RS, Carlos Joel da Silva explica que a entidade não é contra a cobrança pelo uso da tecnologia das transgênicas, sementes geneticamente modificadas comercializadas por empresas como a Bayer. O ponto central da disputa é a cobrança na armazenagem dos grãos, nas chamadas moegas. A discussão em torno do tema teve início com ainda na época da Monsanto, comprada pela Bayer em 2016.
“Nós entendemos que todos os produtores devem ter o direito de salvar a sua semente. A tecnologia não pode ser jogada para frente, tem de ser cobrada na hora de comprar a semente”, pontua Carlos Joel. O presidente da Fetag-RS menciona a dificuldade de diálogo com a empresa, com grande poder econômico para influenciar decisões judiciais.
A nota da Federação busca ainda desmentir boatos de que um acordo havia sido assinado para regularizar a cobrança. “O diálogo com a Bayer foi realizado até o seu completo esgotamento, não restando alternativa senão o ingresso com ação judicial. A Fetag-RS reafirma que jamais assinou qualquer acordo com empresa que implique renúncia de direitos dos agricultores”, diz um trecho da nota.
Atualmente, três diferentes ações na Justiça estão discutindo o tema. Um dos aspectos abordados é a cobrança por tecnologias que já tiveram a patente expirada, como é o caso das sementes modificadas RR1 e RR2, desenvolvidas pela Monsanto. Entenda cada uma das ações:
- A primeira ação questiona a cobrança da tecnologia RR1 mesmo após o vencimento da patente, o que ocorreu em 2010, bem como a exigência de pagamento na moega. Em primeira instância, a decisão foi contra a cobrança, porém, a Bayer recorreu e venceu no TJRS e no STJ. A Fetag-RS busca reverter o resultado no Supremo Tribunal Federal (STF), com expectativa de julgamento em 2026;
- A segunda ação, ajuizada em 2013, contesta a imposição de acordo vinculado à soja RR2 que obrigava o produtor a renunciar a direitos sobre royalties pós-patente. A primeira decisão foi favorável aos agricultores, mas o processo segue em tramitação;
- Já a terceira, ajuizada em 2015, discute a legalidade da cobrança de royalties da soja Intacta RR2 PRO em mais de um momento da cadeia produtiva, defendendo o direito do agricultor de guardar e replantar sementes para uso próprio e questionando cláusulas contratuais consideradas abusivas. O processo ainda aguarda decisão de primeira instância.
A entidade avalia entrar com uma nova ação na Justiça, específica contra a cobrança da “multa na moega”. “Em meio à estiagem e às perdas recorrentes que atingem as famílias do campo, essa cobrança compromete ainda mais a renda, o investimento e a permanência dos agricultores na atividade, aumentando a insegurança e aprofundando desigualdades”, acrescenta a nota da Fetag-RS.
Segundo Carlos Joel, a entidade trabalha em diálogo com sindicatos do setor, com outras instituições e com parlamentares para buscar garantir os direitos dos produtores, além de seguir tentando diálogo com a Bayer.
O que são royalties da soja? São valores cobrados pelo proprietário de uma patente de um produto para autorizar seu uso. No caso, a tecnologia embutida na soja transgênica com o objetivo de conferir tolerância a condições climáticas desfavoráveis ou a agrotóxicos e herbicidas, como o glifosato. Em geral, a cobrança é feita no momento da compra da semente.
Fonte: Rádio São Luiz
Rolador avalia decreto de emergência após reunião que discutiu impactos da estiagem no setor produtivo

Foto: Assessoria de comunicação
A Administração Municipal de Rolador/RS realizou, na quarta-feira, 18 de fevereiro 2026, uma reunião emergencial para discutir os impactos da estiagem que atinge o município e já provoca perdas expressivas na produção agropecuária. O encontro reuniu a coordenação da Defesa Civil, Secretaria Municipal da Agricultura, representantes da Coopatrigo, Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Emater/RS-Ascar, assistência social e demais lideranças locais, com o objetivo de avaliar dados preliminares e definir estratégias diante do cenário climático adverso.
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Durante a reunião, foi definida a realização de um levantamento técnico detalhado nas propriedades rurais e em outros setores afetados. A proposta é consolidar relatórios com informações atualizadas sobre perdas produtivas, impactos econômicos e reflexos sociais, permitindo que o município avalie de forma técnica a necessidade de decretar situação de emergência. A administração municipal indicou que a decisão dependerá da conclusão dos dados oficiais e da análise conjunta com os órgãos de assistência técnica e defesa civil.
Segundo informações apresentadas por entidades técnicas durante as discussões, a estiagem já registra prejuízos significativos, com estimativas iniciais que ultrapassam 50% de perdas na cultura da soja, além de impactos em outras atividades agrícolas, como a produção de alfafa. O prefeito João Alberto Aquino Gomes afirmou que o município acompanha a situação de forma permanente e destacou que a decretação de emergência poderá ser adotada novamente caso os relatórios confirmem a gravidade dos danos. O gestor relembrou que, desde o início da atual administração, diferentes decretos emergenciais foram necessários em razão de eventos climáticos e da pandemia, evidenciando a recorrência de situações críticas enfrentadas pelo município nos últimos anos.
Durante a entrevista à Rádio São Luiz, o prefeito também mencionou que equipes técnicas da Emater/RS-Ascar estão finalizando um relatório mais detalhado, que deverá orientar as próximas decisões administrativas. Ele ressaltou que o decreto de emergência, caso confirmado, busca viabilizar apoio institucional e acesso a políticas públicas voltadas ao setor agrícola, especialmente diante das dificuldades enfrentadas pelos produtores rurais com a redução das chuvas.
Além das discussões sobre a estiagem, o gestor municipal comentou agendas recentes em Brasília, onde acompanhou tratativas relacionadas às comemorações dos 400 anos das Missões Jesuíticas Guaranis e apresentou demandas do município a parlamentares e representantes institucionais, incluindo pedidos de emendas para investimentos locais. Também foi destacada a previsão de uma homenagem à região missioneira no Tribunal de Contas da União, prevista para março, dentro do contexto das atividades alusivas ao ciclo histórico das Missões.
Mesmo diante da possibilidade de novo decreto emergencial, a administração municipal informou que a programação referente ao aniversário de 30 anos de emancipação de Rolador, celebrado em abril, permanece organizada e deverá ser mantida. O encontro reforçou a articulação entre poder público, entidades rurais e assistência técnica na busca por respostas institucionais diante da estiagem, enquanto o município aguarda a conclusão dos levantamentos para definir as próximas medidas administrativas.
Fonte: Rádio São Luiz
9° Cavalgada Caminho das Tropas relembra rota dos tropeiros na região das Missões

Foto: Canva/Ilustrativa
A 9° Cavalgada Caminho das Tropas está marcada para começar na próxima quinta-feira (19/02) e vai relembrar a rota percorrida pelos tropeiros na região das Missões. A concentração será no Santuário do Caaró e o percurso segue por diferentes comunidades rurais de Caibaté e Mato Queimado. Além de estimular o turismo e relembrar a história regional, o evento promove a integração e a valorização da natureza regional.
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“Essa cavalgada surgiu com o intuito de resgatar o caminho percorrido pelos antigos tropeiros que levavam tropas de gado para serem abatidas na Colônia Serro Azul (atual Cerro Largo) e em abatedouros de Santa Rosa”, explica o professor Charlei Willers, um dos organizadores da iniciativa.
A cavalgada também tem o intuito de estimular o tradicionalismo e a cultura gaúcha. Para participar, é necessário ter os exames veterinários dos animais em dia e pagar a taxa de inscrição no valor de R$120, o que pode ser feito no início do percurso. Confira a programação completa:
- 19/02 – 15h — Recepção no Santuário do Caaró e janta compartilhada;
- 20/02 – 7h30 saída; 12h almoço na propriedade Brizola Lopes; 20h janta e pouso no mesmo local;
- 21/02 – 7h30 saída; 12h almoço no Parque de Rodeios de Caibaté; 20h janta e pouso no Parque de Rodeio de Mato Queimado (Piquete Tauras do Rio Grande);
- 22/02 – 7h30 saída; 12h almoço na propriedade Sítio da Vovó (Pontão do Ijuí); 13h encerramento e entrega de certificados.
No total, os cavalarianos percorrem cerca de 80 km e, em geral, o evento costuma atrair cerca de 70 pessoas, porém, na última edição participaram 102 cavaleiros.
Charlei ressalta que o evento também se relaciona com os 400 anos das Missões e resgata o legado deixado pelos padres jesuítas. “Não podemos esquecer que foram os padres jesuítas que introduziram o cavalo aqui no Rio Grande do Sul e formaram as primeiras tropas de gado”, pontua.
A cavalgada conta com apoio dos executivos e legislativos de Caibaté e Mato Queimado. Mais informações podem ser obtidas com os coordenadores: Brizola Lopes (55) 9 9664-8973; Charlei Willers (55) 9 9631-7802; Conrado (55) 9 9918-5354; José Krewer (55) 9 9994-7429 ou com o veterinário responsável, Eduardo Segatto, (55) 9 8421-5747.
Fonte: Rádio São Luiz
Coopatrigo define agenda de encontros regionais que antecedem assembleia geral

Foto: Assessoria de Comunicação e Marketing Coopatrigo
O cenário agropecuário da região missioneira esteve no centro da entrevista concedida à Rádio São Luiz nesta sexta-feira, 13 de fevereiro 2026, pelo presidente da Coopatrigo, Paulo Cezar Vieira Pires, que analisou os efeitos das variações climáticas recentes, o comportamento dos preços agrícolas e os reflexos diretos na sustentabilidade financeira das propriedades rurais. Durante a conversa, foi destacado que a distribuição irregular das chuvas tem provocado perdas de produtividade e aumentado a necessidade de estratégias de adaptação, como a irrigação complementar e o armazenamento de água. O dirigente também mencionou que, mesmo em safras com produção considerada satisfatória em algumas culturas, os valores praticados no mercado têm limitado a capacidade de pagamento dos custos de custeio, ampliando a discussão sobre endividamento e a necessidade de políticas públicas específicas para o estado, diante de realidades distintas em relação a outras regiões produtoras do país.
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Paulo destacou que a cooperativa organiza um ciclo de reuniões regionais com os associados, etapa considerada estratégica para alinhar informações antes da assembleia geral. A programação inicia em 23 de fevereiro, em Garruchos, reunindo produtores vinculados às unidades locais.
Os encontros têm como foco a prestação de contas, a avaliação das atividades desenvolvidas e o debate sobre decisões que impactam diretamente a gestão coletiva da cooperativa, reforçando o papel dos associados nas deliberações e preparando o processo assembleia geral previsto para o dia 6 de março, quando ocorre também a renovação anual do Conselho Fiscal, conforme exigência legal.
O presidente também comentou sobre a realização da 3ª edição Plant Show, programado para 18 de março, evento que conecta produtor, cooperativa e inovação, integra demonstrações de tecnologias agrícolas, manejo de solo e práticas voltadas à eficiência produtiva. A atividade será realizada área experimental Coopatrigo – São Luiz Gonzaga vinculada à Esc Técnica Est Cruzeiro do Sul e deve reunir produtores, técnicos e parceiros da cadeia produtiva para apresentar resultados de experimentação agronômica e discutir alternativas para enfrentar as adversidades climáticas. Segundo o dirigente, a cooperativa tem incentivado desde 2012 investimentos em irrigação, considerando que a região apresenta volumes de chuva ao longo do ano, porém com distribuição irregular, o que exige soluções estruturais para manter a estabilidade produtiva das lavouras.
Cronograma – Regionais 2026
Regional 1 – 23/02
10h30min – Garruchos – Salão Comunitário S. José Velho
19h30min – Rolador – Salão Paroquial
Regional 2 – 24/02
10h30min – Bossoroca – Salão Paroquial
Regional 3 – 25/02
15h30min – Santiago – Associação Comunitária Passo do Rosário – Vila Florida
19h30min – Capão do Cipó – Salão do Nezito
Regional 4 – 26/02
10h30min – São Nicolau – Salão da 3ª Idade
19h30min – Roque Gonzales (XVI de Novembro / Rincão Vermelho) – Clube 3ª Idade
Regional 5 – 27/02
10h30min – Pirapó – Salão Paroquial
Regional 6 – 02/03
10h30min – Mato Queimado (Caibaté / Vista Alegre) – Centro de Convivência
19h30min – Santo Antônio das Missões (São José / São Gregório / São Borja) – Sindicato dos Trabalhadores Rurais
Regional 7 – 03/03
19h30min – São Luiz Gonzaga (Sede / São Lourenço) – Associação dos Funcionários da Coopatrigo
06/03
Assembleia Geral Ordinária
Fonte: Rádio São Luiz
Irregularidade das chuvas ameaça produtividade das lavouras de soja na região

Foto: Arquivo/FecoAgro
As lavouras de soja em São Luiz Gonzaga e na região das Missões estão novamente ameaçadas pela irregularidade das chuvas nas últimas semanas, o que deve afetar a produtividade da safra 2025/2026. Engenheiro agrônomo e coordenador técnico da Coopatrigo, Bento Buttenbender descreve um cenário preocupante no campo, com perdas significativas, especialmente, em áreas que apresentam maior déficit hídrico pela falta de chuvas.
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Em algumas localidades, o número de dias sem precipitação se aproxima de 30. Após um dezembro com chuvas regulares, o que favoreceu a implantação da safra, a situação atual gera riscos de novas dificuldades para os produtores. Segundo Bento, em determinadas lavouras as perdas podem chegar a 50%.
Uma melhor avaliação do impacto do estresse hídrico depende do retorno das chuvas. “Precisamos ter essa previsão se consolidando e que retorne essas chuvas para a nossa região, para podermos fazer uma avaliação”, comentou o engenheiro agrônomo.
A situação observada na região é semelhante com o restante do Rio Grande do Sul. Dados da Emater RS/Ascar apontam que a maior parte das lavouras de soja se encontra em fases de elevada exigência hídrica, com 46% na etapa de floração (46%) e 27% em formação de vagens e enchimento de grãos. Para a Safra 2025/2026, a entidade projeta cultivo de 6.742.236 hectares e produtividade média de 3.180 quilos por hectare, em todo o RS.
Milho
Na cultura do milho, o engenheiro agrônomo pondera que a colheita na região está praticamente concluída, com produtividade média de 100 sacas por hectare nas áreas de sequeiro e média de 190 sacas nas áreas irrigadas. “A cultura do milho, na média geral, trouxe renda para o produtor, com resultado positivo”, aponta Bento.
Fonte: Rádio São Luiz
Dante Trindade explica detalhes da nova lei geral do licenciamento ambiental

Foto: Canva/Ilustrativa
Entrou em vigor na última quarta-feira (04/02) a nova Lei Geral do Licenciamento Ambiental – a Lei 15.190/2025. A norma foi aprovada pelo Congresso Nacional e passou a valer após os parlamentares derrubarem diversos vetos feitos em sua sanção. Responsável pelo escritório da Emater RS/Ascar em São Luiz Gonzaga, Dante Trindade de Ávila comenta sobre as mudanças e orientações aos produtores rurais.
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A Emater RS/Ascar não é responsável por processos de licenciamento, a entidade orienta e encaminha para o setor de meio ambiente dos municípios. Segundo Dante, a nova norma “acredita mais no produtor”, com possibilidades de autodeclaração pelos produtores.
Entre as atividades que passam a ser isentas de licenciamento estão a instalação de projetos de irrigação em áreas de até cinco hectares, a instalação de pontos de dessendentação e tanques de até dois hectares de piscicultura. A nova norma também isenta de licença os plantios de eucalipto e pinus em áreas de até 50 hectares. Todas essas atividades podem ser feitas apenas com o registro pelos produtores.
O extensionista orienta que os produtores declarem suas atividades de forma correta no Cadastro Ambiental Rural (CAR), uma forma de evitar possíveis multas por irregularidades. “A nova lei não isenta o produtor de suas responsabilidades”, disse Dante.
O processo também foi modernizado e passa a ser feito de forma on-line. “O fiscal não vai mais antes da obra, mas depois. Então, tudo que foi declarado no sistema, precisa estar condizente com o campo”, pondera o extensionista da Emater RS/Ascar.
Outras informações podem ser obtidas junto ao escritório da entidade, localizado na rua João Goularte, n° 1388, no bairro Pedreira. Também é possível buscar orientação na Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade de São Luiz Gonzaga, na rua Treze de Maio, n° 1491, no centro da cidade.
Lei é questionada na Justiça
A norma é questionada por diversas entidades ligadas à proteção do meio ambiente por promover diversas flexibilizações em processos de licenciamento ambiental. Além disso, três Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) foram apresentadas no Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando a revogação da lei.
Entre as mudanças criticadas estão: o autolicenciamento, uma regra que facilita a obtenção de licenças para empreendimentos considerados de baixo e pequeno impacto ambiental; a dispensa de licença para procedimentos para projetos ligados à mineração e transição energética, e a Licença Ambiental Especial (LAC), um instrumento para acelerar processos de licenciamento de obras consideradas “estratégicas”.
Outro ponto questionado na Justiça é a possibilidade de que municípios e estados passem a criar procedimentos próprios de licenciamento, o que gera padrões diferentes entre unidades da federação e pode gerar insegurança jurídica.
Fonte: Rádio São Luiz
Reunião do Dicrab sobre crime rurais reúne produtores em São Luiz Gonzaga

Foto: Kelvin Morais/Arquivo/Rádio São Luiz
A Divisão de Repressão aos Crimes Rurais e de Abigeato (Dicrab), da Polícia Civil, realizou nesta quinta-feira (05/02) um encontro com representantes de sindicatos rurais da região das Missões. O encontro foi realizado no Parque de Eventos do Sindicato Rural, em São Luiz Gonzaga. O objetivo foi discutir as ações de fiscalização e combate aos crimes rurais nos municípios que pertencem a área da Delegacia de Polícia Especializada na Repressão aos Crimes Rurais e Abigeato (Decrab) de Santo Ângelo.
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Delegado de polícia e diretor da Dicrab, Heleno dos Santos explica que essas reuniões buscam aproximar a divisão dos sindicatos e orientar os produtores sobre a importância do registro de crimes rurais. “A partir do registro de ocorrência é que as delegacias que apuram os crimes rurais e conseguem planejar melhor as suas ações”, enfatiza.
Criada no final de 2024, a Dicrab possui foco cada em crimes cometidos no meio rural, como abigeato, falsificação de sementes e defensivos agrícolas, pirataria e desvios de fertilizantes, comércio ilegal de insumos agrícolas. As principais regiões de atuação das Decrabs são no Sul e no Noroeste gaúcho.
Segundo Heleno, o abigeato – roubo de animais – é o principal crime investigado pelas delegacias da divisão de crimes rurais. Porém, na macrorregião das Missões e da Fronteira Oeste, as ocorrências mais frequentes estão ligadas à equipamentos e insumos agrícolas. Ao todo, a área de atuação da Decrab de Santo Ângelo abrange 66 municípios, incluindo São Luiz Gonzaga.
Dados da Polícia Civil indicam que as Decrabs já causaram prejuízo superior a R$ 10 bilhões ao crime rural, especialmente no furto de animais, desde 2024. Em 2025, os abigeatos no Rio Grande do Sul diminuíram de 3.277 para 3.244 casos (-1%), já na comparação com 2016, a queda é de 69%, quando foram 10.478 ocorrências.
“Sabemos que o produtor rural tem uma rotina que dificulta, por exemplo, a saída do produtor da sua propriedade. As propriedades são distantes dos centros urbanos, às vezes com dificuldade de contato até telefônico. Então, nós disponibilizamos telefone de contato para que o produtor não precise ir até uma delegacia”, pontua Heleno.
O telefone para contato com a Decrab de Santo Ângelo é (55) 98439-5141. O registro de ocorrências de crimes no campo também pode ser feitos pelo produtor em uma Delegacia da Polícia Civil ou na Delegacia de Polícia Online do Agro (Agrodol).
O delegado ressalta que o registro da ocorrência confere agilidade ao trabalho de investigação. Uma das orientações complementares é para que os produtores enviem sua localização no momento de registrar a ocorrência, o que facilita o deslocamento dos policiais para coletar possíveis provas. O contato com as delegacias rurais pode ser feito em qualquer horário.
Fonte: Rádio São Luiz
Jogos Rurais Sol a Sol voltam a ser realizados em São Pedro do Butiá após 20 anos

Foto: Divulgação/Emater RS/Ascar
Os Jogos Rurais Sol a Sol voltarão a ser realizados em São Pedro do Butiá após 20 anos da última edição. A iniciativa está sendo organizada pelo escritório local da Emater RS/Ascar, em parceria com a administração do município. Os jogos estão marcados para o dia 20 de março, a partir das 9h, no campo do Butiá Futebol Clube.
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O objetivo dos Jogos Rurais Sol a Sol é promover a integração entre as comunidades, além de incentivar o esporte e o lazer. As atividades também procuram valorizar as tradições da vida no campo. Em São Pedro do Butiá, a primeira edição foi realizada em 1982 e a mais recente havia sido em 2006.
Extensionista rural da Emater no município, Olir Vier explica que foram feitas algumas alterações no modelo dos jogos, principalmente, para viabilizar a participação de mais pessoas. Podem se inscrever moradores, trabalhadores e pessoas vinculadas a entidades locais, além de estudantes do município que residem fora, desde que dependentes dos pais. Cada atleta deverá representar apenas uma comunidade ou entidade.
As inscrições devem ser realizadas até o dia 27 de fevereiro, por meio dos líderes de cada comunidade ou entidade. A participação não possui custo e será servido um almoço no local, além de animação musical. A programação integra também as celebrações do aniversário de São Pedro do Butiá
A programação contempla diversas modalidades coletivas e individuais, como futebol, voleibol, bocha, canastra, cabo de guerra, corridas, salto em distância, debulha de milho e outras provas tradicionais. A premiação será com medalhas para os primeiros e segundos colocados.
“O objetivo é proporcionar às pessoas do meio rural, principalmente, momentos de lazer e de integração entre as comunidades e as famílias rurais”, enfatiza Olir Vier. Mais informações sobre a programação e as inscrições podem ser obtidas pelo número: (55) 99710-4513.
Fonte: Rádio São Luiz
Abertura da Colheita do Milho ocorreu em São Borja com presença do governador Eduardo Leite

Foto: Vitor Rosa/Secom
A 13ª Abertura da Colheita do Milho do Rio Grande do Sul ocorreu nesta sexta-feira, 23 de janeiro, em São Borja, marcando oficialmente o início da safra 2025/2026 no Estado. O ato foi realizado na propriedade da família Sallet, que cultiva 105 hectares de milho e adota práticas como irrigação e rotação de culturas, voltadas à manutenção da produtividade e à conservação do solo. O evento contou com a participação do governador Eduardo Leite, do secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, Edivilson Brum, além de técnicos, produtores rurais e lideranças regionais.
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A abertura ocorre em um contexto de ampliação da área cultivada com milho no Rio Grande do Sul, com crescimento próximo de 10%. Atualmente, a cultura está presente em 487 dos 497 municípios gaúchos. A produção total para a safra 2025/2026 está estimada em 5,79 milhões de toneladas, volume 9,45% superior ao da safra anterior, que foi de 5,29 milhões de toneladas. A área plantada alcança 785.030 hectares, aumento de 9,31% em relação aos 718.190 hectares registrados em 2024/2025, enquanto a produtividade média permanece em torno de 7,3 toneladas por hectare.
Durante o evento, foi destacado que o milho ocupa posição central na organização da produção agropecuária do Estado, sendo base para cadeias como aves, suínos e leite, além de ter ampla utilização na produção de silagem. Até meados de janeiro, cerca de 11% da área havia sido colhida, com resultados iniciais considerados regulares no Noroeste e expectativa de melhor desempenho em outras regiões do Rio Grande do Sul.
A irrigação segue como um dos principais fatores de incremento de produtividade na cultura do milho. Na região das Missões e no Noroeste, municípios como São Borja, São Luiz Gonzaga, Palmeira das Missões, Cruz Alta e São Miguel das Missões concentram as maiores áreas irrigadas. Na safra passada, a área irrigada somou 117 mil hectares, com produtividade média de 11 mil quilos por hectare, resultado 63% superior ao das lavouras de sequeiro. Em contraste, municípios como Bom Jesus, Muitos Capões, Vacaria e Venâncio Aires se destacam na produção sem irrigação.
O setor enfrenta desafios relacionados ao custo de produção, à variação de preços e à incidência de pragas, especialmente a cigarrinha-do-milho. O preço médio da saca no Estado está em torno de sessenta e dois reais, abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior. O consumo anual de milho no Rio Grande do Sul gira em torno de sete milhões de toneladas, o que mantém um déficit estrutural de produção e exige a importação de grãos de outros Estados e países. Em 2024, essas aquisições representaram uma evasão estimada de três bilhões de reais da economia gaúcha. A cultura do milho integra as ações voltadas ao fortalecimento da produção agropecuária, à difusão de tecnologias e ao desenvolvimento regional.
Fonte: Rádio São Luiz
Quais as estratégias para o controle do carrapato bovino?

Foto: Divulgação/Seapi RS
O carrapato bovino é uma das principais preocupações de pecuaristas em diferentes localidades. Dados da Emater/RS-Ascar estimam perdas de R$ 300 milhões por ano, no Rio Grande do Sul, devido aos impactos do parasita na pecuária. Na região das Missões, o carrapato gera perdas tanto na produção de leite, quanto na pecuária de corte.
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O principal reflexo da presença do carrapato é a queda no ganho de peso dos animais, além de ser vetor da tristeza parasitária bovina, considerada a principal causa de morte de bovinos no Estado.
Médica veterinária e fiscal da Inspetoria de Defesa Agropecuária de São Luiz Gonzaga, Manuela Manta explica que um dos principais desafios no controle do parasita é a resistência aos produtos usados no seu manejo.
Manuela explica ainda que a maioria dos carrapatos são encontrados no ambiente e não nos animais. Estimativas indicam que 95% da população de carrapatos permanece no solo e no pasto. “Todo o controle do carrapato é em cima de um planejamento estratégico. Uma das principais causas da resistência aos carrapatos é o uso desenfreado dos princípios ativos”, aponta a médica veterinária.
Levantamento do Centro Estadual de Diagnóstico e Pesquisa em Saúde Animal Desidério Finamor (IPVDF), da Secretaria de Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), revela que 70% das propriedades gaúchas já apresentam multirresistências. Isso significa que os parasitas não respondem a pelo menos quatro das sete classes de produtos disponíveis. Em 5% das propriedades, não há eficácia em nenhum dos produtos comercializados.
Diante desse contexto, ganha ênfase o manejo correto e o uso de produtos apropriados para o contexto local de cada propriedade, algo vital para reduzir os impactos do parasita. Segundo Manuela, o período de tratamento e manejo é mais um fator que incide sobre a presença do carrapato.
“O principal manejo estratégico é começar o tratamento antes do início do verão, do período de calor e período chuvoso”, destaca. Além disso, ela menciona a importância do combate à primeira geração dos parasitas.
Uma das ferramentas utilizadas para o controle correto é o biocarrapaticidograma, teste que ajuda a identificar os tipos de princípios ativos que podem ser utilizados na propriedade. Esse processo é feito em parceria com um laboratório em Eldorado do Sul, onde são feitas as análises de amostras do parasita.
Os pecuaristas podem buscar o apoio da Inspetoria para realizar o diagnóstico e outras orientações. “Eliminar 100% do carrapato numa propriedade, além de difícil e quase inviável, não é o que a gente quer. A gente precisa de uma baixa carga parasitária para desenvolver imunidade nesses animais e evitar as mortes por tristeza parasitária bovina”, complementa a médica veterinária.
Em São Luiz Gonzaga, a Inspetoria fica na Rua Bento Soeiro de Souza, número 2448, e pode ser contata pelo telefone: (55) 3352-1438.
Fonte: Rádio São Luiz
34º Rodeio Crioulo de Bossoroca encerra neste domingo com premiação superior a R$ 50 mil

Foto: Reprodução/Rádio São Luiz
Bossoroca sediou, entre quinta-feira (15/01) e este domingo (18/01), o 34º Rodeio Crioulo, evento tradicional do calendário campeiro regional. A programação ocorreu no Parque Marcos Fabricio da Silva e foi promovida pelo Sindicato Rural de Bossoroca.
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O rodeio distribuiu mais de R$ 50 mil em prêmios, contemplando diversas modalidades campeiras. Conforme a comissão organizadora, mais de 200 trios participaram das disputas, com representantes de vários municípios do Rio Grande do Sul, além de competidores de Santa Catarina e Paraná, superando a expectativa inicial.
O ingresso foi livre durante todos os dias do evento. Na portaria, houve a possibilidade de colaboração espontânea destinada à APAE de Bossoroca, ação que integrou o caráter social da programação.
A estrutura do parque foi um dos pontos observados pelos participantes, com extensa área de sombra, incluindo árvores nativas. Acampados destacaram as condições do espaço e indicaram retorno para próximas edições.
No sábado à noite, a programação social contou com baile animado pelo grupo Xixando. O encerramento neste domingo consolida mais uma edição com ampla participação regional e presença de público ao longo dos dias de atividades.
Confira a cobertura do 34° Rodeio Crioulo de Bossoroca no Facebook da Rádio São Luiz.
Fonte: Rádio São Luiz
Paulo Pires comenta sobre colheita do milho e reunião do conselho da Coopatrigo

Foto: Rádio São Luiz
A colheita do milho está avançando na região e 70% das áreas das chamadas lavouras de sequeiro já foram colhidas. A informação foi repassada pelo presidente da Coopatrigo, Paulo Pires, em entrevista ao Olho Vivo nesta sexta-feira, 16 de janeiro. O gestor comentou sobre as expectativas com a safra e as pautas da primeira reunião do conselho da cooperativa neste ano.
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Ainda em relação ao milho, Paulo Pires estimou em 30% a 40% as áreas já colhidas de lavouras irrigadas. Segundo ele, a produtividade das lavouras é essencial para lidar com um cenário de preços baixos para os grãos, em um cenário de equilíbrio nas exportações com as vendas no mercado interno.
Também presidente da FecoAgro-RS (Federação das Cooperativas Agrícolas do Rio Grande do Sul), Paulo abordou também a preparação dos produtores para o plantio do soja até fevereiro e defendeu maiores investimentos em irrigação, como alternativa para estimular a produção na região.
Em relação à reunião mensal do conselho da Coopatrigo, o gestor destacou a importância da transparência. “Fechamos um ano com resultado positivo, distribuímos sobras para os funcionários. Acho que é um bom momento, apesar de toda essa adversidade na agricultura”, disse.
Fonte: Rádio São Luiz
Sindicato dos Trabalhadores Rurais de 16 de Novembro completou 37 anos de atuação

Foto: Str Dezesseis de Novembro
O Sindicato dos Trabalhadores Rurais de 16 de Novembro/RS completou 37 anos de atuação no dia 10 de janeiro 2026, consolidando uma trajetória marcada pela organização da agricultura familiar, pela participação em mobilizações regionais e estaduais e pela defesa de pautas ligadas aos trabalhadores e trabalhadoras do meio rural. A data marcou o aniversário da entidade, que teve sua formação vinculada ao fortalecimento do movimento sindical rural no noroeste do Rio Grande do Sul.
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Ao longo de sua história, o sindicato integrou ações coletivas desde a década de 1980, com participação em mobilizações como a marcha, em São Luiz Gonzaga, e passou a atuar de forma permanente na Regional Sindical Missões II, espaço de articulação que reúne sindicatos da região e mantém atuação conjunta em reivindicações e debates relacionados às políticas públicas para o campo.
A trajetória institucional inclui diferentes gestões e lideranças desde a fundação, com destaque para o primeiro presidente, Darci Antônio Colbek, seguido por Airton Gründemann, Francisco Nunes da Rosa, e Leonicio Berwaldt, além da atual presidência de Celso Ostwald, que participa da direção sindical desde a década de 1990. Segundo o presidente, a atuação do sindicato ao longo desses 37 anos esteve sustentada pelo trabalho coletivo das diretorias e pela participação dos associados.
Atualmente, a entidade mantém estrutura técnica própria para atendimento aos agricultores, com elaboração de projetos voltados à produção rural, e desenvolve parcerias com a Prefeitura Municipal de 16 de Novembro, Emater/RS-Ascar e outras instituições locais. Além do atendimento cotidiano, o sindicato segue envolvido nas mobilizações do movimento sindical, incluindo a organização da participação dos associados na Romaria da Terra, prevista para fevereiro, no Santuário do Caaró, em Caibaté, dentro do contexto das comemorações dos 400 Anos das Missões Jesuíticas Guaranis.
Fonte: Rádio São Luiz
Levantamento de 2025 registra 2.637 milímetros de chuva e 75 dias com precipitação em São Luiz Gonzaga

Foto: Canva/Ilustrativa
Um levantamento pluviométrico com base em registros diários ao longo de 2025, realizados pelo são-luizense Roque Nardon de Jesus residente no bairro presidente Vargas em São Luiz Gonzaga/RS, aponta que o ano encerrou com um acumulado de 2.637 milímetros de chuva, distribuídos em 75 dias com ocorrência de precipitação, evidenciando um regime marcado por irregularidade na distribuição ao longo dos meses no município.
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Os dados levantados por Roque indicam concentração significativa de volumes em determinados períodos e intervalos prolongados de estiagem em outros. Setembro apresentou o maior volume mensal, com 436 milímetros registrados em 10 dias de chuva, seguido por junho, com 377 milímetros em nove dias, e maio, com 374 milímetros em oito dias, caracterizando um período de maior intensidade pluviométrica entre o primeiro semestre e o início do segundo.
Em contraste, janeiro foi o mês menos chuvoso de 2025, com apenas 80 milímetros e quatro dias de precipitação, enquanto novembro somou 108 milímetros em três dias e julho registrou 151 milímetros também concentrados em três dias, reforçando a irregularidade observada no levantamento.
O maior volume diário ocorreu em 9 de maio, quando foram registrados 136 milímetros em um único dia, conforme os dados, caracterizando evento de alta intensidade em curto intervalo de tempo.
O levantamento também aponta que o maior período consecutivo sem precipitação foi registrado em novembro, com 22 dias seguidos de estiagem, o mais longo intervalo seco do ano.
A análise do comportamento climático de 2025, a partir dos registros de Roque Nardon de Jesus, demonstra que, apesar do elevado total anual de chuvas, a distribuição desigual ao longo dos meses impõe desafios ao planejamento agrícola, à gestão dos recursos hídricos e às estratégias de prevenção de impactos associados tanto à estiagem quanto a episódios de chuva intensa.
Roque Nardon de Jesus é ouvinte colaborador da Rádio São Luiz e mantém o registro dos volumes de chuva, informando regularmente os dados sempre que ocorrem precipitações.
Fonte: Rádio São Luiz
Coopatrigo encerra 2025 com distribuição antecipada de retorno aos associados após ano marcado por dificuldades climáticas

Foto: Assessoria de Comunicação e Marketing Coopatrigo
O encerramento de 2025 da Coopatrigo foi marcado pela liberação antecipada do retorno financeiro aos associados, mesmo diante de um cenário de dificuldades climáticas e frustração de safra, especialmente na soja. A medida foi anunciada no mês de dezembro, e antecede a prestação de contas oficial prevista para ocorrer até o final de março de 2026.
Em entrevista concedida à Rádio São Luiz na sexta-feira, 26 de dezembro de 2025, o presidente da Coopatrigo, Paulo Pires, explicou que o faturamento da cooperativa em 2025 será cerca de 20% menor em relação a 2024, enquanto o resultado econômico deverá apresentar redução aproximada de 30%. Mesmo com esse desempenho inferior ao do ano anterior, a cooperativa optou por manter o programa de retorno, fundamentado nos princípios do sistema cooperativo e na valorização do associado que concentrou seus negócios na entidade ao longo do ano.
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A distribuição do retorno considerou apenas as atividades que apresentaram resultado econômico positivo. Setores que registraram prejuízo, como o trigo, ficaram fora da composição. O valor destinado a cada associado foi calculado de forma proporcional à participação nas operações da cooperativa, incluindo a entrega e comercialização de soja e canola, a compra de sementes certificadas produzidas pela Coopatrigo, a aquisição de insumos e a utilização de serviços. Associados com maior volume de participação receberam retorno proporcionalmente maior, conforme critérios previamente definidos pelo Conselho de Administração.
Entre as novidades anunciadas para o exercício de 2025 está a criação de um segundo momento de retorno vinculado às compras realizadas a prazo. Os produtores que adquiriram insumos com pagamento futuro terão direito a um retorno adicional no momento da quitação dessas operações, ampliando o alcance do programa e adequando-o à realidade financeira dos associados em um período de renda agrícola limitada.
Durante a entrevista, Paulo Pires também contextualizou a importância da canola na estratégia da cooperativa. A Coopatrigo mantém protagonismo no desenvolvimento da cultura no Rio Grande do Sul, em parceria com a indústria Selena, e acompanha a ampliação da área cultivada, as discussões sobre exportação e as perspectivas de industrialização do óleo, especialmente voltadas ao setor de biocombustíveis.
Outro ponto destacado foi o avanço da plataforma digital SmartCoop, utilizada como ferramenta de gestão e organização dos associados. A cooperativa passou a conceder incentivos específicos aos produtores que utilizam plenamente a plataforma, entendendo que a digitalização da gestão rural contribui para o controle de custos, avaliação de resultados e tomada de decisões em um ambiente de maior restrição financeira.
O encerramento de 2025 também foi marcado por cautela nos investimentos da cooperativa. A direção optou por limitar novas obras, concentrando-se na conclusão da sementeira e na ampliação da capacidade de armazenagem da fábrica de ração, diante das taxas de juros elevadas e da redução da renda no setor agropecuário. A expectativa da administração é de que, com melhores condições climáticas e avanços no ambiente econômico, seja possível retomar gradualmente os investimentos nos próximos exercícios.
Os associados já podem consultar os valores do retorno nas unidades da Coopatrigo.
Fonte: Rádio São Luiz
Reunião da ARPA em São Luiz Gonzaga debate criação de Unidades de Conservação federais na região das Missões

Foto: Jilvan Santos
A Associação Regional dos Profissionais de Agronomia(ARPA) realizou, no dia 22 de dezembro de 2025, em sua sede em São Luiz Gonzaga, uma reunião regional ampliada para tratar do projeto de criação de Unidades de Conservação federais na região das Missões, proposta que envolve áreas dos municípios de Santiago, Unistalda, Itacurubi, Bossoroca e Santo Antônio das Missões. O encontro reuniu produtores rurais, profissionais da área técnica, lideranças sindicais, representantes de cooperativas, prefeitos, vereadores e parlamentares, consolidando um espaço de debate sobre os impactos territoriais, econômicos e produtivos decorrentes da possível instituição dessas áreas.
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Durante o encontro, o senador Luis Carlos Heinze alertou que os estudos conduzidos pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade abrangem aproximadamente 160 mil hectares e, embora não prevejam desapropriação formal das propriedades, tendem a impor restrições significativas ao uso produtivo da terra. Segundo o parlamentar, o processo pode resultar em novas exigências ambientais sobre atividades agropecuárias já pressionadas por estiagens recorrentes, custos elevados e preços reduzidos, com reflexos diretos não apenas sobre os produtores, mas também sobre o comércio, a indústria e os trabalhadores da região. Heinze destacou que a mobilização regional é necessária para influenciar decisões em âmbito estadual e federal, ressaltando que o avanço do projeto depende de decreto do Poder Executivo federal e que eventuais reações deverão ocorrer no campo político e legislativo.
A presidente do Sindicato Rural de São Luiz Gonzaga, Margareth Costa Beber, avaliou a reunião como parte de um processo contínuo de organização regional diante da proposta. Conforme exposto, municípios da área de abrangência podem ter percentuais elevados de seu território incluídos na unidade de conservação, o que comprometeria a base econômica local sustentada pela produção agropecuária. A dirigente afirmou que produtores e entidades estão acompanhando o andamento dos estudos e que, após o período de fim de ano, será estruturado um grupo de atuação com participação de assessorias jurídicas, lideranças e representantes do setor produtivo para acompanhar e contestar formalmente o processo.
O presidente da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul e da Coopatrigo, Paulo Cezar Vieira Pires, destacou que dados técnicos indicam que o Brasil já apresenta elevados índices de preservação ambiental, com significativa parcela das propriedades rurais submetidas a áreas de preservação permanente e reservas legais. Segundo ele, a proposta de novas unidades de conservação na região missioneira não dialoga com a realidade produtiva local e amplia um ambiente de insegurança jurídica, em que o produtor permanece proprietário da terra, mas perde autonomia sobre seu uso econômico. Pires defendeu a mobilização institucional como forma de demonstrar que o setor produtivo cumpre a legislação ambiental vigente e que novas restrições impactam diretamente a sustentabilidade econômica regional.
O presidente eleito da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul, Domingos Velho Lopes, que assume a entidade em 2026, explicou que o processo de criação de unidades de conservação envolve fases preliminares, analíticas e consultivas, incluindo a possibilidade de audiências públicas. Ele afirmou que a Farsul considera prematuro o avanço para a fase consultiva e defende o retorno às etapas iniciais para reavaliação dos estudos, uma vez que já existem instrumentos legais, previstos no Código Florestal e na legislação ambiental estadual, capazes de garantir a preservação do bioma sem comprometer o uso produtivo das propriedades.
O prefeito de Bossoroca, João Alberto Ourique do Nascimento, relatou que o município recebeu equipes técnicas para apresentação dos estudos e que a proposta gera preocupação diante da possibilidade de inclusão de cerca de 47 mil hectares do território municipal na unidade de conservação. O gestor afirmou que a pecuária e as atividades tradicionais da região são desenvolvidas há gerações com práticas de conservação ambiental e que a limitação do uso das áreas pode comprometer a produção, especialmente em períodos críticos como o inverno, quando áreas de pastagem são essenciais. Segundo o prefeito, a administração municipal atua em articulação com sindicatos rurais e lideranças regionais para impedir o avanço do projeto.
Representando o Sindicato Rural de Santiago, Rodrigo Millani Fet afirmou que a proposta atende a diretrizes de políticas ambientais internacionais e que sua implementação pode ocorrer por meio de decreto federal, sem necessidade de aprovação legislativa específica. Ele ressaltou que, na avaliação das entidades locais, a criação da área de proteção ambiental denominada Pau-Ferro representa risco ao modo de vida e à base econômica construída historicamente na região missioneira, caracterizada pela produção de grãos e pela pecuária. Segundo Fet, reuniões realizadas em diferentes municípios já manifestaram rejeição à proposta, e a estratégia passa por ampliar o debate junto à população urbana e às instâncias políticas estaduais e federais.
Ao final do encontro, as entidades presentes avaliaram a necessidade de acompanhamento permanente dos estudos em curso, de articulação institucional entre municípios, sindicatos e cooperativas e de esclarecimento à comunidade regional sobre os possíveis desdobramentos do processo. A reunião na ARPA integrou uma série de mobilizações que vêm ocorrendo nos municípios abrangentes, com o objetivo de formar uma posição regional diante da proposta de criação das Unidades de Conservação federais na região das Missões.
Fonte: Rádio São Luiz
STR de São Luiz Gonzaga e Rolador realiza Assembleia Geral com prestação de contas e planejamento financeiro para 2026

Foto: Luiz Oneide Nonemacher
O Sindicato dos Trabalhadores Rurais de São Luiz Gonzaga e Rolador realizou, nesta quarta feira dia 17 de dezembro de 2025, a Assembleia Geral da entidade, reunindo associados, diretoria e colaboradores para avaliação do exercício em andamento e deliberação de pautas administrativas. O encontro ocorreu na Associação dos Funcionários da Coopatrigo, com início às 9h30, almoço ao meio-dia e, no período da tarde, sorteio da premiação destinada ao quadro social.
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O presidente do STR de São Luiz Gonzaga e Rolador, Rafael Dalenogare Paz, destacou a assembleia teve como eixo central a apresentação dos números do sindicato, a análise do desempenho ao longo de 2025 e a discussão da previsão orçamentária para 2026. A prestação de contas e o planejamento financeiro foram apresentados ao quadro social como instrumentos de transparência e participação, em um contexto de ajustes, readequações e definição de prioridades para o próximo exercício.
Durante a assembleia, também foram tratadas deliberações relacionadas a formas de pagamento das contribuições sindicais, auxílio funeral e outras medidas administrativas voltadas ao funcionamento da entidade. A direção destacou que o cenário projetado para 2026 exige adequações orçamentárias, incluindo cortes e reorganização de despesas, diante de uma conjuntura considerada desafiadora para o meio rural e para as organizações representativas dos trabalhadores.
Outro ponto abordado foi a necessidade de fortalecimento do quadro social, com incentivo à filiação de agricultores que ainda não integram o sindicato, como estratégia para ampliar a representatividade e garantir a sustentabilidade da entidade. A participação dos associados foi apontada como elemento central para a manutenção das ações sindicais, da prestação de serviços e da atuação na construção de políticas públicas voltadas ao meio rural.
A assembleia também destacou parcerias institucionais firmadas ao longo do ano, com apoio da Sicredi União RS/ES, da Coopatrigo e de entidades do sistema sindical, que contribuíram para ações de mobilização regional em conjunto com a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag). Foram apresentadas ainda novas alternativas para facilitar o pagamento das mensalidades, como débito automático em conta, parcerias com cooperativas de crédito e a adesão a modalidades digitais, incluindo PIX automático e boletos bancários.
Fonte: Rádio São Luiz
Mobilização da FETAG-RS reúne agricultores em Porto Alegre para tratar de demandas da agricultura familiar

Foto: Monize Batista – Assessora da regional Sindical Missões II
A FETAG/RS promove nesta quarta-feira, 10 de dezembro de 2025, uma mobilização estadual em Porto Alegre/RS, reunindo agricultores familiares de diversas regiões do Rio Grande do Sul. A ação buscou pressionar os governos federal e estadual por medidas concretas relacionadas à situação dos produtores, com foco na queda dos preços de leite, arroz e trigo, no endividamento rural e nas limitações do seguro agrícola.
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Segundo a entidade, entre 1,5 mil e 2 mil agricultores participaram do ato, mesmo com a intensa chuva registrada na capital. As atividades incluíram reunião na Superintendência do Ministério da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário, agendas com deputados estaduais na Assembleia Legislativa e encontro com o Governo do Estado no período da tarde.
Ao detalhar o cenário enfrentado pelos produtores, o presidente da FETAG/RS, Carlos Joel da Silva, citou dificuldades nas três cadeias produtivas e ressaltou que, apesar da boa produtividade registrada no ano, os preços pagos ao produtor não acompanharam os custos. O dirigente destacou que o aumento das importações de lácteos do Mercosul, observado a partir de agosto, ampliou os impactos sobre a cadeia do leite. Dados do Conseleite apontam queda de 10,5% no preço de referência entre julho e outubro.
Entre as solicitações apresentadas pelo setor estão medidas como compra governamental de leite em pó nacional, política de incentivo fiscal às indústrias que adquirirem o produto brasileiro e aplicação de sobretaxa temporária a derivados importados da Argentina e do Uruguai. Também foi citada a necessidade de avanço na negociação das dívidas rurais, cuja tramitação no Congresso Nacional segue sem definição.
Durante as manifestações, lideranças regionais destacaram que sindicatos têm recebido demandas contínuas envolvendo zoneamento agrícola, cobertura de seguro, dificuldades de comercialização e efeito das importações. Representantes da Regional Missões 2 reforçaram o apoio de cooperativas, prefeituras e instituições financeiras para viabilizar o deslocamento dos agricultores à capital.
O Tesoureiro Geral Fetag/RS Agnaldo Barcelos, afirmou que a mobilização demonstra a busca dos produtores por respostas governamentais relacionadas à produção e comercialização. Agnaldo ressaltou que o custo de produção permanece elevado e que mecanismos de proteção, como políticas de garantia e controle de importações, são considerados essenciais para manter a atividade no campo.
O presidente da regional missões II, Rafael Dalenogare Paz, destacou que a mobilização é resultado de debates iniciados no início do ano e que foram se intensificando conforme o agravamento das dificuldades enfrentadas pelos produtores. Ele explicou que as pautas tratam de questões relacionadas ao preço de produtos agrícolas, à cadeia produtiva do leite, ao seguro rural e ao zoneamento agrícola. Ressaltou ainda que a presença da regional em Porto Alegre só foi possível em razão das parcerias estabelecidas e do apoio de entidades locais.
Rafael afirmou que a mobilização demonstra a busca dos agricultores por soluções para problemas como o custo elevado de produção, a falta de mecanismos de proteção efetivos e a necessidade de revisão das regras de importação. Observou também que produtores têm relatado valores de comercialização que não cobrem o custo operacional, o que reforça a urgência por medidas estruturantes.
A mobilização se estende ao longo do dia, com caminhadas, agendas institucionais e manifestações públicas, integrando sindicatos, cooperativas, federações e entidades ligadas às cadeias produtivas de leite, arroz e trigo. A FETAG-RS reafirmou que continuará articulando ações em defesa da agricultura familiar e acompanhando o andamento das pautas apresentadas aos poderes públicos.
Fonte: Rádio São Luiz
Projeto de Unidade de Conservação prevê combinar preservação e atividades econômicas sustentáveis

Campos com capim barba-de-bode (Foto: Eduardo Velez/Instituto Curicaca
A proposta para criação de uma Unidade de Conservação (UC) na região tem como foco à preservação dos campos missioneiros e das matas de pau-ferro. Ainda em fase inicial, o projeto está sendo elaborada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e não prevê a desapropriação forçada de produtores, mas combinar a preservação com atividades econômicas sustentáveis, como a pecuária e o turismo ecológico.
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Em entrevista à Rádio São Luiz FM 100.9, o agrônomo e coordenador técnico do Instituto Curicaca, Alexandre Krob, explicou detalhes sobre a proposta e desmentiu informações equivocadas que associam a criação da UC com processos antigos de desapropriação de terras e com o impedimento de atividades econômicas. A entidade sem fins lucrativas é uma das parceiras do ICMBio na elaboração de estudos técnicos do projeto.
Alexandre lembrou que o Pampa é um dos biomas menos protegidos do Brasil. Dados do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) confirmam que apenas 3% da área do bioma é protegida por unidades de conservação. A proposta da UC visa estimular a pecuária missioneira, o turismo ecológico e a pesquisa científica, além de preservação de espécies endêmicas do Pampa.
“As matas de pau-ferro passaram por um período muito forte de uso de exploração para a produção de carvão e compõem essas estratégias de conectividade que acompanham os grandes rios formadores de todo o Rio Grande do Sul. Nesse caso, especialmente da região missioneira, temos algumas espécies mais emblemáticas para a proposta dessa Unidade de Conservação, principalmente, o capim-barba-de-bode“, explica o agrônomo.
A proposta de elaborar estudos sobre a UC nasceu após oficina nacional em Brasília, que priorizou áreas para novas Unidades de Conservação federais em todos os biomas. O processo está em fase inicial e prevê diversas etapas de diálogo com as comunidades locais. O ICMBio já iniciou a primeira fase de contato com as prefeituras dos municípios da região, além de reuniões com especialistas.
O coordenador técnico do Instituto Curicaca ressaltou que a construção de uma área dedicada à preservação do Pampa inclui a participação e presença de atividades tradicionais do bioma, como a pecuária. Para isso, uma das possibilidades é a criação de uma Área de Preservação Permanente (APA), como já ocorre em outros locais do bioma.
“É um erro usar como referência situações que foram usadas lá na década de 1970. Em que algumas unidades de conservação que foram criadas buscavam que as pessoas fossem retiradas das suas áreas. Hoje em dia, principalmente pro Pampa, não se trabalha mais com essa estratégia. É uma estratégia de convivência das pessoas e das atividades sustentáveis tradicionais”, complementa Alexandre.
Ainda em relação às áreas que seriam destinadas para a Unidade de Conservação, o especialista destaca que são territórios com solos impróprios para a mecanização agrícola, ou seja, a criação da UC não iria trazer impactos negativos para a produção agrícola regional.

Matas de pau-ferro (Foto: Eduardo Velez/Instituto Curicaca)
Fonte: Rádio São Luiz
Luís Fernando Pires comenta preocupação e posição contrária à unidade de conservação na região

Foto: Evelise Oliveira/Rádio São Luiz
O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) está discutindo uma proposta para criar a Unidade de Conservação (UC) do Pau-Ferro. A proposta visa a proteção dos campos missioneiros e das matas de pau-ferro, no noroeste do Rio Grande do Sul. O tema foi abordado em entrevista, nesta sexta-feira (05/12), pelo advogado e assessor da assessor da presidência da Farsul (Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul), Luís Fernando Cavalheiro Pires, que manifestou posição contrária à proposta.
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A proposta da nova UC, ainda em fase preliminar, prevê a destinação de 117 mil hectares assegurar a conservação dos remanescentes de vegetação nativa. A intenção do ICMBio e do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) é valorizar a pecuária missioneira, além de fomentar atividades de turismo ecológico e pesquisa científica.
Segundo dados do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), o Pampa possui apenas 3% de sua área protegida por unidades de conservação, menor proporção entre todos os biomas brasileiros. As matas de pau-ferro abrigam algumas espécies endêmicas do Pampa, como a barba-de-bode e o espinilho.
De acordo com Luís Fernando, já existem legislações para proteger às matas de pau-ferro, além de áreas de proteção ambiental permanente (APP) que devem ser respeitadas pelos produtores. Entre os municípios que teriam áreas destinadas para a UC estão: Santiago, Unistalda, Bossoroca, Itacurubi e Santo Antônio das Missões.
O advogado explicou detalhes sobre os diferentes tipos de UC e citou os impactos econômicos da destinação dessas áreas, atuais propriedades privadas, para a conservação ambiental. No caso das desapropriações, os produtores recebem uma indenização, porém, Luís Fernando mencionou a preocupação com o andamento desse processo e os valores.
O assessor da Farsul alegou que a nova UC iria prejudicar a economia regional e trazer incerteza para os produtores. “Estamos nos colocando fortemente contra isso”, afirmou. Como alternativa, o advogado citou a possibilidade do governo pagar por serviços ambientais para os produtores, visando a preservação das matas de pau-ferro.
Luís Fernando descreveu a mobilização das prefeituras e sindicatos rurais para pressionar o governo federal contra a proposta. Segundo ele, a região perderia investimentos e oportunidades econômicas com a instalação da nova UC.
Confira a entrevista na íntegra no Facebook da Rádio São Luiz.
Fonte: Rádio São Luiz



