Rural

Professora da UERGS descreve pesquisas de análise dos solos na região das Missões

Foto: Evelise Oliveira/Rádio São Luiz

A professora Rosicler Backes participou nesta quarta-feira, 3 de dezembro, do programa Olho Vivo para comentar sobre as pesquisas e o trabalho na área de ciência do solo na região missioneira. Atualmente, a Unidade de São Luiz Gonzaga da UERGS (Universidade Estadual do Rio Grande do Sul) desenvolve três projetos de pesquisa e extensão sobre o tema, em parceria com a Escola Técnica Cruzeiro do Sul e com a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

Receba nossas notícias pelo WhatsApp

A ciência do solo estuda as características da terra, desde sua formação, até aspectos químicos e biológicos, incluindo as propriedades necessárias para garantir a fertilidade do solo para o crescimento de plantas. Rosicler ressaltou a importância das pesquisas na área, dado o papel da produção agrícola para a economia regional.

Uma das iniciativas de investigação de solos desenvolvidas pela UERGS inclui a participação da Escola Técnica Cruzeiro do Sul, envolvendo a extensão universitária. O foco da pesquisa são plantas de cobertura e técnicas de manejo para as lavouras de trigo. Os outros dois projetos têm foco nas lavouras de milho e soja e são realizados em conjunto com pesquisadores da UFSM.

A professora da UERGS também mencionou uma nova parceria com a Emater RS/Ascar e a Embrapa para criação de núcleos de análise de solo na região missioneira. Um dos núcleos é em São Luiz Gonzaga e fizemos avaliações aqui, em Caibaté, Garruchos e São Nicolau. Fizemos avaliações de manejos diferentes e estamos fazendo a computação dos dados”, explicou Rosicler.

A expectativa é de que os dados da pesquisa sejam divulgados no primeiro semestre de 2026. Nas Missões, a maioria dos solos é caracterizada como latossolos, geralmente avermelhados e bastante intemperizados e com determinadas limitações químicas (acidez, baixa fertilidade).

“Se não tivermos um solo bem estruturado, não teremos como reservar água no solo”, ressalta Rosicler, ao comentar sobre os desafios climáticos enfrentados nos últimos anos na região, principalmente, por conta de secas severas. Essas condições, somadas com o histórico de degradação e manejos inadequados, prejudicam a capacidade dos solos em reservar água e, consequentemente, diminuem a produtividade agrícola.

Mostra fotográfica

Nesta terça-feira (02/12), a UERGS realizou a cerimônia de premiação da mostra fotográfica “Um olhar sobre o solo missioneiro”. Segundo Rosicler, o projeto surgiu com foco em diagnósticos e prognósticos dos efeitos climáticos no solo. O objetivo foi incentivar as pessoas a documentarem fatos através de imagem ajudem na preservação do solo e água.

Ao total, foram mais de 100 fotos inscritas, incluindo, a participação de pessoas do campo e da cidade. A professora da UERGS mencionou a importância da mostra para aproximar o meio urbano do tema da ciência do solo. Durante a cerimônia, foram entregues certificados e premiações para fotografias nas categorias de conservação e degradação de solo, sustentabilidade ambiental e segurança alimentar.

Fonte: Rádio São Luiz

Fetag-RS prepara mobilização estadual por medidas de apoio aos produtores gaúchos

Foto: Divulgação/Fetag-RS

A Federação dos Trabalhadores da Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag-RS) anunciou a convocação de uma mobilização estadual no próximo dia 10 de dezembro, em Porto Alegre. O objetivo é cobrar medidas mais efetivas para suporte aos agricultores e pecuaristas familiares do Estado. Segundo o presidente da Fetag-RS, Carlos Joel da Silva, as ações anunciadas pelo governo federal são insuficientes para lidar com a crise do setor.

Receba nossas notícias pelo WhatsApp

Um dos principais pontos de cobrança dos produtores é com relação ao endividamento rural. De acordo com a entidade, as medidas criadas pelo governo não atendem a todos os produtores. Além disso, a situação se agravou diante da queda nos preços do leite, trigo e arroz.

Carlos Joel destaca que os preços são incompatíveis com os custos de produção, o que dificulta a sustentabilidade dos produtores. A mobilização foi convocada após reunião nesta quinta-feira (27/11) com participação de 312 representantes sindicais de todas as regionais. A expectativa é de reunir pelo menos 2 mil agricultores e pecuaristas na capital estadual no dia 10.

“Tivemos anos de quebra de safra e agora nós temos uma safra completa, mas não temos preço pelos produtos”, aponta o presidente da Fetag-RS. Ele criticou a entrada de produtos agrícolas de países vizinhos, como Paraguai e Argentina, defendendo medidas de proteção e valorização para a produção local.

Outras ações citadas pelo gestor incluem o incentivo à indústria de insumos agrícolas nacional, uma forma de reduzir os custos de produção. “Somos favoráveis que o consumidor tenha um preço baixo dos alimentos, mas que ele não seja às custas do produtor. Tem que ser às custas da política pública do governo”, acrescentou. Ele também citou a pressão feita junto a deputados e senadores por medidas de suporte ao setor.

Fonte: Rádio São Luiz

Produtores reforçam manejo do solo e técnicas de mitigação diante da confirmação do fenômeno La Niña

Há menos de um mês da entrada oficial do verão no hemisfério sul, a agricultura brasileira passa a operar sob maior vigilância diante do aviso emitido em 13 de novembro pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos, a Noaa, que confirmou a configuração do fenômeno La Niña no Pacífico Tropical. A previsão indica atuação de forma fraca nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil, com incidência direta sobre as culturas de soja e milho, que concentram etapas decisivas do ciclo produtivo nesse período. De acordo com o extensionista rural da Emater/RS-Ascar e meteorologista Nórton Franciscatto de Paula, o índice Enos permanece em valores negativos, caracterizando a persistência da fase fria de La Niña ao longo do verão 2025/2026, com expectativa de transição para neutralidade entre janeiro e março de 2026. Historicamente, esse cenário está associado à redução das chuvas no Rio Grande do Sul, especialmente em janeiro e fevereiro, o que compromete o armazenamento de água no solo e pode afetar o desempenho produtivo de culturas como soja, milho e feijão, refletindo em possíveis perdas de produtividade.

Receba nossas notícias pelo WhatsApp

No Estado, a incidência do fenômeno deve se concentrar em dezembro e janeiro e, apesar da projeção de períodos de estiagem e estresse hídrico, não são esperados impactos expressivos nas lavouras de grãos, considerando que aproximadamente 70% da área de milho já foi semeada, restando margem limitada para alterações no calendário agrícola. O engenheiro agrônomo Alencar Rugeri, também extensionista da Emater/RS-Ascar, aponta que o milho tende a ser mais sensível à estiagem em função de seu sistema de polinização e germinação, enquanto a soja dispõe de alternativas mais eficientes de enfrentamento ao déficit hídrico. Entre as estratégias destacadas está o plantio escalonado, que distribui diferentes estágios de desenvolvimento na lavoura e reduz o risco de perdas generalizadas. O especialista ressalta que, mesmo com informações climáticas antecipadas, as boas práticas de manejo seguem determinantes, sustentadas pelo tripé composto por solo bem estruturado, cobertura vegetal e rotação de culturas.

Na prática, produtores da Região Noroeste do Rio Grande do Sul já adotam medidas voltadas à mitigação dos riscos climáticos. Na propriedade de Emerson Walter, em Catuípe, o planejamento agrícola é conduzido com base em controle pluviométrico realizado há quatro décadas, aliado ao aprimoramento da estrutura do solo. A área, que utiliza mão de obra familiar e contratada e produz soja, milho, trigo e aveia, aplica técnicas como irrigação, cobertura de palhada, rotação com mix de culturas de inverno e verão, correção da acidez do solo e uso de curvas de nível, especialmente em função do relevo com declives. O objetivo é garantir maior proteção e estabilidade da estrutura do solo, compreendida como elemento central para a manutenção da capacidade produtiva da propriedade.

Fonte: Rádio São Luiz/Emater/RS-Ascar

Suinocultura impulsiona setor agropecuário em Roque Gonzales e projeta novo patamar em 2026

Foto: Canva/Ilustrativa

A produção de suínos em Roque Gonzales/RS apresenta crescimento expressivo nos últimos anos, posicionando o município como referência regional no setor. Entre 2021 e 2024, foi registrada elevação de 36% no número de abates de animais oriundos do território municipal, passando de pouco mais de 60 mil para mais de 92 mil suínos abatidos ao ano, destinados principalmente a frigoríficos de Santa Rosa e de outros municípios da região. O avanço da atividade está diretamente associado ao aumento de investimentos por parte dos produtores rurais e ao fortalecimento das parcerias com o poder público, especialmente nas áreas de infraestrutura e terraplanagem.

Receba nossas notícias pelo WhatsApp

Para 2025, o cenário indica nova etapa de expansão, com a implantação de nove granjas que se encontram em fase de execução ou conclusão. A projeção para 2026 aponta que o município poderá ultrapassar a marca de 120 mil suínos abatidos com origem local, ampliando a geração de trabalho no meio rural e fortalecendo a permanência das famílias nas propriedades. A suinocultura passa a ocupar papel estratégico dentro de um contexto produtivo diversificado, que inclui também a atividade leiteira, o cultivo de grãos e a produção de alfafa.

A dinâmica da cadeia produtiva evidencia ainda impactos logísticos relevantes. Parte significativa do milho utilizado na fabricação de ração em Santa Rosa é proveniente do Paraguai, transportado por rotas que atravessam Roque Gonzales, fator que indica potencial para futuros investimentos voltados à instalação de fábrica de ração ou até mesmo de um abatedouro local. A expectativa é de que esse cenário contribua para a redução de custos operacionais e para o fortalecimento da competitividade dos produtores do município.

As informações foram destacadas pelo prefeito de Roque Gonzales, Fernando Machry, que apresentou os dados sobre o desempenho da suinocultura, as projeções de crescimento e a relevância do setor para a economia local, ressaltando a importância da atividade na geração de renda e na estrutura produtiva do meio rural.

Fonte: Rádio São Luiz

Primeira usina de etanol de trigo do Brasil obtém licença para iniciar atividades em Santiago

Foto: Igor de Almeida/Ascom Sema

A Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) e a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) entregaram na segunda-feira (24/11), a Licença de Operação (LO) que autoriza o início das atividades da primeira usina de etanol de trigo do Brasil. O empreendimento da C.B Bioenergia LTDA será instalado em Santiago.

Receba nossas notícias pelo WhatsApp

A expectativa do governo estadual é de que a nova usina represente um avanço estratégico na produção de biocombustíveis e no fortalecimento da matriz energética limpa do Rio Grande do Sul.

A nova licença atesta o cumprimento de todas as exigências ambientais necessárias para a operação da usina, instalada em uma área de 150 mil m². A capacidade produtiva prevista ultrapassa 1.300 m³ mensais de álcool hidratado e 1.140 m³ de álcool neutro, além da fabricação de 810 toneladas de DDGS (Grãos Secos de Destilaria com Solúveis) e 2.160 toneladas de WDGS (Grãos de destilaria úmidos com solúveis), subprodutos de alto valor nutricional utilizados em rações animais.

A operação deve gerar 28 empregos diretos no município. A licença contempla todas as etapas produtivas, incluindo recepção e pesagem da matéria-prima (triticale, cevada, trigo, centeio e milho), moagem, preparação, sacarificação, fermentação, destilação, retificação, condensação e armazenamento do álcool produzido.

“Os energéticos e derivados não alimentícios da agricultura representam uma nova visão e oportunidade para valorização da cadeia agrícola, além de contribuir para descarbonização. Com responsabilidade ambiental e inovação, garantimos segurança jurídica aos empreendedores e avançamos na transição para modelos produtivos mais eficientes e de baixa emissão”, afirmou Marjorie Kauffmann, titular da Sema.

Para o presidente da Fepam, Renato Chagas, a usina agregar valor à produção ao industrializar esses insumos no próprio município. “Isso acaba contribuindo para a redução de emissões e para a expansão do setor de bioenergia no Estado”, complementou.

Fonte: Rádio São Luiz com informações de Secom-RS

Mobilização regional reúne produtores e lideranças da Regional Missões II para discutir a crise do leite

Foto: Monize Batista

A mobilização regional pela defesa da cadeia produtiva do leite reuniu agricultores e lideranças nesta quarta-feira, 19 de novembro 2025, em Santo Cristo/RS, onde foi realizado um ato público no Parque de Exposições José Reinaldo Steffens. A atividade, integrada à agenda da Regional Missões II, encerrou o ciclo de quatro encontros promovidos pela Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (FETAG/RS) nas principais bacias leiteiras do Estado.

O evento contou com a participação de agricultores, sindicatos, cooperativas, parlamentares e representantes de entidades da agricultura familiar. Durante a programação, foram apresentados diagnósticos sobre preço pago ao produtor, custos de produção, produtividade estadual e os impactos da sequência de baixas no valor do litro de leite. Representantes destacaram que o setor enfrenta uma das fases mais críticas dos últimos anos, com produtores recebendo valores inferiores ao custo, o que afeta diretamente a permanência das famílias na atividade e o desempenho econômico dos municípios rurais.

Receba nossas notícias pelo WhatsApp

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de São Luiz Gonzaga e Rolador e da Regional Missões II, Rafael Dalenogare Paz, ressaltou em entrevista a Rádio São Luiz, que o encontro tem o objetivo de ampliar a articulação entre agricultores, lideranças municipais, cooperativas e representantes de órgãos estaduais e federais. Segundo ele, a entrada de grandes volumes de leite importado segue como um dos principais fatores de desequilíbrio do mercado interno. Prefeitos, vereadores e demais lideranças regionais foram conclamados a enviar moções e ofícios ao governo federal para reforçar a necessidade de medidas emergenciais.

Foto: Monize Batista

O vice-presidente da FETAG e coordenador de Política Agrícola, Eugênio Zanetti, destacou que a entidade promoveu encontros em diferentes regiões para acompanhar a realidade das bacias leiteiras. Segundo ele, a crise atual se soma aos desafios impostos por estiagens, enchentes, endividamento e dificuldades de comercialização de outras culturas. Zanetti reforçou que o governo federal precisa ampliar o controle das importações, intensificar a fiscalização do leite importado e adotar políticas de mitigação de riscos que não transfiram todos os impactos ao produtor.

Além da situação do leite, o encontro abordou temas como o preço do trigo, impactos na cultura da alfafa e o endividamento acumulado por produtores afetados por eventos climáticos. Conforme a FETAG, as pautas construídas serão levadas às reuniões agendadas para a próxima semana em Brasília, incluindo agendas com o Ministério da Agricultura, o Ministério do Desenvolvimento Agrário, o Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Caso não haja retorno do governo federal, o movimento não descarta novas mobilizações.

Fonte: Rádio São Luiz

Serviços gratuitos de documentação atenderão comunidades rurais de São Luiz Gonzaga

Foto: Canva/Ilustrativa

Nesta sexta-feira, 7 de novembro, e no sábado, 8 de novembro 2025, São Luiz Gonzaga/RS sediará o Mutirão de Documentação da Trabalhadora Rural, iniciativa voltada à ampliação do acesso a serviços públicos para a população rural. Os atendimentos serão gratuitos e ocorrerão das 9h às 17h. Na sexta-feira, as atividades acontecem no Quiosque Tchê 168, localizado no assentamento 28 de Maio, e no sábado, na sede do assentamento Panorama.

Receba nossas notícias pelo WhatsApp

O evento é promovido pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária no Rio Grande do Sul (Incra/RS) e pela Superintendência Federal do Desenvolvimento Agrário no Rio Grande do Sul (SFDA/RS), integrando o Programa Nacional de Cidadania e Bem Viver para Mulheres Rurais.

Com o apoio de diversas entidades, o mutirão vai oferecer confecção e atualização da Carteira de Identidade Nacional (CIN), emissão do Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF), inscrição e atualização do Cadastro de Pessoa Física (CPF), além de orientações sobre aposentadoria, benefícios previdenciários e inclusão ou atualização no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). Também haverá fornecimento de certidões de nascimento e casamento atualizadas.

A ação prioriza o atendimento de assentadas e suas filhas, mas está aberta a toda a população rural interessada. O mutirão conta com a parceria do Instituto-Geral de Perícias (IGP/RS), Receita Federal — que atuará de forma remota —, Emater/RS-Ascar, Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e outras instituições públicas.

Segundo o Incra/RS e a SFDA/RS, novas edições do Mutirão de Documentação da Trabalhadora Rural estão previstas para ocorrer até dezembro de 2025, ampliando o alcance das ações do Programa Nacional de Cidadania e Bem Viver para Mulheres Rurais em diferentes regiões do estado.

Fonte: Rádio São Luiz

Paulo Pires avalia colheita do trigo e cenário econômico da agricultura regional

Foto: Canva/Ilustrativa

O presidente da Coopatrigo e da Fecoagro/RS, Paulo Cezar Vieira Pires, concedeu entrevista à Rádio São Luiz na manhã desta quarta ferade 5 de novembro de 2025, analisando o andamento da colheita do trigo, a conjuntura econômica da agricultura regional e as perspectivas para o próximo ciclo produtivo. Segundo ele, a colheita do trigo em 2025 já ultrapassa 60% da área, com 1.051 produtores entregando o grão em todas as unidades da cooperativa. A produtividade média registrada é de cerca de 50 a 60 sacas/ha, com variações de acordo com o nível tecnológico empregado.

Receba nossas notícias pelo WhatsApp

Pires destacou que o preço atual do trigo gira em torno de R$ 60,00 no porto, com cotação próxima de R$ 58,00 na cooperativa. O valor representa cerca da metade do que foi praticado no período de alta de 2022, quando a saca chegou a ultrapassar os R$ 120,00. Conforme o dirigente, o custo de produção permanece elevado, sem redução significativa dos insumos, o que provoca forte impacto na renda do produtor. Ele estimou que a rentabilidade média da cultura atinge cerca de R$ 3 mil por hectare, valor considerado insuficiente para cobrir as despesas da lavoura.

Em comparação com o trigo, a canola tem apresentado maior viabilidade econômica. Com preços próximos de R$ 140,00 por saca e menor custo de produção, a cultura oferece rendimento bruto cerca de 30% superior ao do trigo. A tendência, segundo o presidente, é de expansão significativa da área de canola e redução acentuada da área de trigo no próximo ano, caso o quadro de preços se mantenha.

O dirigente também abordou o impacto da taxa de juros, atualmente entre as mais altas do mundo. Segundo ele, não há atividade agrícola capaz de sustentar uma taxa de 15% ao ano, o que dificulta o financiamento das safras. Além disso, Pires avaliou que o cenário político e eleitoral tende a manter pressão sobre os preços dos alimentos, o que desestimula a valorização dos produtos agrícolas.

Em relação ao setor orizícola, Pires apontou que o arroz enfrenta uma das situações mais críticas do Estado, agravada pela importação sem taxação de países do Mercosul, como Uruguai e Argentina. Ele destacou que, mesmo após a duplicação do engenho da Coopatrigo, há queda no volume de beneficiamento devido à redução da produção e ao desestímulo econômico. O leite, segundo ele, segue trajetória semelhante, com preços em queda e dificuldades crescentes para os produtores.

Sobre as condições climáticas, o presidente relatou que a previsão indica possibilidade de chuvas de até 100 milímetros na região, o que poderia prejudicar lavouras de milho e trigo ainda não colhidas. Pires explicou que, embora o fenômeno La Niña tenda a reduzir o volume de precipitações, o maior desafio é a distribuição irregular das chuvas. Destacou ainda o avanço do uso da irrigação, que já abrange cerca de 15% da área de verão na região de atuação da cooperativa.

Além das questões produtivas, o presidente mencionou as ações comunitárias apoiadas pela Coopatrigo, como a reconstrução da sede da Associação Ferroviária, danificada por vendaval, e o apoio financeiro à reforma da recepção do Hospital São Luiz Gonzaga. Pires ressaltou que as melhorias foram executadas em parceria com empresas locais e que a cooperativa aguarda um momento oportuno para a inauguração oficial da obra.

Ao tratar do cooperativismo estadual, enquanto presidente da Fecoagro/RS, Pires comentou as dificuldades enfrentadas por algumas cooperativas, como a de Ibirubá, e destacou a importância da confiança e do pertencimento como pilares da sustentabilidade do sistema. Ele defendeu a união entre setor público e cooperativas na busca por novos investimentos, citando como exemplo o projeto de instalação de uma indústria de etanol a partir do milho, voltada a agregar valor e garantir liquidez à produção local.

Por fim, o presidente afirmou que, apesar da crise de rentabilidade no campo, a Coopatrigo mantém solidez e compromisso com o desenvolvimento regional, reforçando a função social do cooperativismo em equilibrar o resultado econômico e o interesse coletivo.

Fonte: Rádio São Luiz

Divulgadas famílias selecionadas para o Operação Terra Forte em São Luiz Gonzaga

Foto: Canva/Ilustrativa

A lista das famílias selecionadas para fazer parte do Programa Operação Terra Forte em São Luiz Gonzaga já está disponível para consulta. Ao todo, foram 165 famílias rurais inscritas no município e 48 foram selecionadas. A lista pode ser consultada junto à sede da Emater RS/Ascar, também na Secretaria Municipal de Agricultura e no Sindicato dos Trabalhadores Rurais.

Receba nossas notícias pelo WhatsApp

Chefe do escritório da Emater em São Luiz Gonzaga, Dante Trindade de Ávila explica que a seleção foi feita durante reunião do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural e seguiu critérios definidos pelo programa. Após o período de interposição de recursos, a listagem será publicada no Diário Oficial do Estado.

A iniciativa é promovida pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) do RS e pela Emater RS/Ascar. Cada famílias receberá capacitações e um diagnóstico do solo da sua propriedade. O objetivo principal é a recuperação socioprodutiva e ambiental das propriedades, com foco na conservação do solo.

As famílias beneficiárias receberão o repasse de auxílio financeiro de até R$ 30 mil para implementação das medidas previstas, sendo que 70% deverá ser investido em ações de conservação do solo. “O restante do recurso pode ser colocado em atividades ambientais, recuperação de uma nascente, por exemplo. Ou então, e também em atividades sociais”, explica Dante.

Segundo o chefe da Emater, existem exemplos de propriedades na região que já apresentaram resultados positivos em outras edições do programa. “O que a gente pretende é fazer com que os produtores compreendam e tenham um olhar diferente para o solo, olhar a lavoura da planta para baixo”, complementa. Após a finalização das etapas de seleção e habilitação, os diagnósticos irão começar com 16 famílias rurais.

Matéria relacionada: Operação Terra Forte tem 165 inscrições em São Luiz Gonzaga e segue para fases de habilitação e seleção

Fonte: Rádio São Luiz

Parceria para análise de solos vai beneficiar mais de cinco mil famílias na região

Foto: Divulgação/Emater RS-Ascar

Uma cooperação entre Emater/RS-Ascar e a Sociedade Educacional Três de Maio (Setrem) pretende viabilizar análises de solo em 45 municípios da região, incluindo São Luiz Gonzaga. A iniciativa faz parte do Operação Terra Forte, programa coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) do RS. A previsão é de que a iniciativa beneficie mais de 5 mil famílias.

Receba nossas notícias pelo WhatsApp

Na última semana, representantes da Emater e da Setrem se reuniram para alinhar as ações. As análises serão feitas no “Lab Solos”, laboratório mantido pela Setrem e integrante da Rede Oficial de Laboratórios de Análises de Solos (Rolas) do Rio Grande do Sul.

A expectativa é de que a cooperação contribua para a realização diagnósticos precisos, que irão subsidiar o trabalho da Extensão Rural junto às famílias envolvidas no programa. O Programa Operação Terra Forte tem como foco a recuperação de solos e teve mais de 52 mil famílias inscritas em todo o Estado. O investimento inicial da iniciativa é de R$ 300 milhões.

Compõem os 45 municípios de atuação da Emater/RS-Ascar na região administrativa de Santa Rosa: Alecrim, Alegria, Boa Vista do Buricá, Bossoroca, Caibaté, Campina das Missões, Cândido Godói, Cerro Largo, Dezesseis de Novembro, Doutor Maurício Cardoso, Entre-Ijuís, Eugênio de Castro, Garruchos, Giruá, Guarani das Missões, Horizontina, Independência, Mato Queimado, Nova Candelária, Novo Machado, Pirapó, Porto Lucena, Porto Mauá, Porto Vera Cruz, Porto Xavier, Rolador, Roque Gonzales, Salvador das Missões, Santa Rosa, Santo Ângelo, Santo Antônio das Missões, Santo Cristo, São José do Inhacorá, São Luiz Gonzaga, São Miguel das Missões, São Nicolau, São Paulo das Missões, São Pedro do Butiá, Senador Salgado Filho, Sete de Setembro, Três de Maio, Tucunduva, Tuparendi, Ubiretama e Vitória das Missões.

Fonte: Rádio São Luiz

Cooperativas acompanham obras do Porto de Rio Grande na expectativa de ampliar escoamento de grãos

Foto: Divulgação/RTC CCGL

Representantes de 22 cooperativas gaúchas, inclusive da Coopatrigo de São Luiz Gonzaga, participaram na última semana de visita ao Porto de Rio Grande. O objetivo foi acompanhar o avanço das obras de reestruturação do Termasa, terminal pertencente ao grupo CCGL. O local passa por um processo de reforma e modernização após acidente em maio de 2024.

Receba nossas notícias pelo WhatsApp

A visita técnica ocorreu na quinta-feira (23/10). O terminal é um importante ponto de escoamento da produção de grãos do Estado e da região missioneira. Em maio do ano passado, um navio graneleiro colidiu com o píer do terminal Termasa, causando danos estruturais e paralisando as operações.

O investimento total das reformas do terminal devem superar R$ 600 milhões. O projeto inclui a modernização do primeiro terminal graneleiro do Brasil, inaugurado na década de 1970. As obras devem se estender até outubro de 2026, ampliando a capacidade de escoamento. Atualmente, a reestruturação do Termasa é a maior obra portuária em andamento no país.

“O Termasa é motivo de orgulho para o cooperativismo. É a prova de que, quando trabalhamos juntos, entregamos resultados que transformam a realidade do produtor e fortalecem o agro do nosso Estado”, afirmou Paulo Pires, presidente da Coopatrigo e da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro).

Fonte: Rádio São Luiz com informações da RTC CCLG

Operação Terra Forte tem 165 inscrições em São Luiz Gonzaga e segue para fases de habilitação e seleção

Foto: Canva/Ilustrativa

O Programa Operação Terra Forte, promovido pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) e pela Emater RS/Ascar, teve 165 inscrições de famílias rurais em São Luiz Gonzaga. O prazo para produtores manifestarem interesse na iniciativa foi encerrado na sexta-feira (17/10) e a próxima fase será de habilitação e seleção dos beneficiários. No município, serão 48 famílias que participarão do programa que foca na recuperação de solos.

Receba nossas notícias pelo WhatsApp

Chefe do escritório da Emater RS/Ascar em São Luiz Gonzaga, Dante Trindade de Ávila explica que existem seis categorias de atividades: fruticultura, produção grãos, horticultura, produção de alfafa, pecuário de bovinos de corte e pecuário de bovinos de leite. O programa prevê a seleção de pelo menos um beneficiário em cada uma delas.

A escolha dos beneficiários será feita por um comitê com entidades ligadas ao setor, com representantes da Emater, da Secretaria Municipal de Agricultura, da Coopatrigo, da UERGS, do Sindicato dos Trabalhadores Rurais e do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural. Em todo o Rio Grande do Sul, foram 52.049 famílias rurais inscritas.

Cada família selecionada receberá visita técnica para diagnóstico do solo e elaboração de plano de ação individual. Segundo Dante, essas etapas devem ocorrer ao longo do final deste ano e início de 2026, sendo divididas em grupos com 16 propriedades. O programa também prevê o repasse de auxílio financeiro de até R$ 30 mil por unidade familiar, em parcela única, para implementação das medidas previstas.

O extensionista da Emater RS ressaltou que o processo será feito de forma transparente, com um período para que os produtores possam pedir esclarecimentos e ou interpor recursos. A previsão é de que a etapa de seleção seja finalizada entre 10 e 11 de novembro.

“O principal objetivo do programa é dar uma atenção maior ao solo, com uma visão sistêmica e um ohar a propriedade como um todo”, destaca Dante. A iniciativa tem como um dos eixos a assistência técnica e disseminação de tecnologias sustentáveis, especialmente voltadas à agricultura de baixa emissão de carbono. “Melhorar condições de conservação e manutenção do solo, sem deixar de assistir a parte ambiental e a parte social”, acrescenta o chefe do escritório da Emater RS de São Luiz Gonzaga.

Fonte: Rádio São Luiz

Sindicato Rural de São Luiz Gonzaga empossa nova diretoria para 2025/2028

Foto: Jilvan Santos

O Sindicato Rural de São Luiz Gonzaga realizou na segunda-feira, 20 de outubro 2025, a cerimônia de posse da nova diretoria para o triênio 2025/2028, dando continuidade à gestão de Lourdes Margareth Costa Beber, reeleita presidente da entidade. A eleição, realizada em 23 de setembro de 2025, contou com chapa única composta por produtores rurais e representantes do setor agropecuário regional.

Durante a cerimônia de posse, Margareth Costa Beber, em entrevista à Rádio São Luiz, destacou o compromisso da diretoria com a defesa do agronegócio e dos produtores da região. “É uma satisfação muito grande receber essa responsabilidade por mais três anos. Acredito muito no meu time, composto por pessoas experientes e jovens, dispostas a contribuir. O Sindicato tem papel importante não apenas na defesa do agricultor, mas também no apoio às entidades e à comunidade como um todo”, afirmou.

Receba nossas notícias pelo WhatsApp

O diretor Administrativo da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), Francisco Schardong, ressaltou a relevância da continuidade do trabalho de Margareth frente do Sindicato. “São Luiz Gonzaga é um dos sindicatos que mais se destacam no estado. A presidente tem conhecimento, dedicação e o apoio da sua diretoria e da Regional 12. O momento é difícil, mas precisamos continuar trabalhando, olhando para frente e buscando soluções que garantam o fôlego necessário ao produtor rural”, declarou.

O vice-presidente da Cermissões, Diomedes Rech, enfatizou a parceria entre a cooperativa e o Sindicato Rural, destacando investimentos e ações conjuntas em prol do desenvolvimento da agricultura irrigada. “A Cermissões é parceira do Sindicato e das cooperativas da região. Trabalhamos juntos para melhorar as condições de produção e ampliar o acesso à energia para os agricultores. Onde teve pivô e água, houve boa colheita, e seguimos investindo em infraestrutura para apoiar o setor produtivo”, explicou.

Representando a Câmara de Vereadores de São Luiz Gonzaga, o vereador Neri João Bilinski (Tito Bilinski) destacou a importância do setor primário para a economia municipal. “Sabemos da força do trabalho da Margareth e de sua equipe à frente do Sindicato Rural. O setor primário representa mais de 90% da economia do município, e é essencial que o Legislativo esteja ao lado de quem movimenta a economia local”, declarou.

Também em entrevista à Rádio São Luiz, o produtor rural e assessor da presidência da Farsul, Luiz Fernando Cavalheiro Pires ressaltou a relevância da atuação da presidente e a necessidade de políticas públicas voltadas à sustentabilidade econômica do campo. “Precisamos de medidas efetivas de securitização e de apoio aos produtores que enfrentam dificuldades. O agronegócio é a base da economia do município e do país, responsável pela produção de alimentos que abastecem milhões de pessoas”, pontuou.

A nova composição da diretoria é formada por Paulo Henrique Braga Pires como 1º vice-presidente e Luiz Antônio Mattioni como 2º vice-presidente. A secretaria tem à frente Fábio Fernandes Comparsi (1º secretário) e Joseana Mattioni Kurylo (2ª secretária). Na tesouraria, assumem Francisco Gioda (1º tesoureiro) e Marinete Herter Mattioni (2ª tesoureira). Também integram o quadro de suplentes Caroline Fensterseifer Mattioni, Cesar Antonio Fernandes Comparsi, Luiz Fernando Caetano Dorneles, Elizabeth Morais Dorneles, Amauri André Feron, Oscar Lourenço Vieira Pires e Carlos Eduardo Braga Pires.

O Conselho Fiscal será composto por Josemar Mattioni, Sonia Regina Gioda e Lucinei Donatto, com Lourenço Cavalheiro Pires, Sidney Luiz Brondani e Carlos Eduardo Loureiro Lopes como suplentes. Na representação junto às federações, Margarete Costa Beber permanece como delegada efetiva, tendo Francisco Gioda e Dislane Costa Beber Caino como suplentes.

Fonte: Rádio São Luiz

Programa Agricultura Missioneira quer fortalecer inovação e sustentabilidade em São Luiz Gonzaga

Foto: Divulgação/Prefeitura de São Luiz Gonzaga

O Programa Agricultura Missioneira pretende transformar a agropecuária de São Luiz Gonzaga em referência nas áreas de sustentabilidade e inovação. A iniciativa é uma parceria entre a Secretaria Municipal de Agricultura e Desenvolvimento Rural e o Coletivo de Educação Popular, Proteção Ambiental e Sustentabilidade Sepé Tiaraju (CEPPAS). A intenção é promover uma série de atividades e seminários sobre temas ligados à produção agrícola e ao meio ambiente, além de criar o Selo Missioneiro de Qualidade, para produtos locais.

Receba nossas notícias pelo WhatsApp

Lançada nesta semana, a iniciativa conta também com apoio da e com o apoio da Emater RS/Ascar e da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS). “O programa Agricultura Missioneira tem o foco em tornar a nossa região um polo de sustentabilidade e inovação“, explica Luiz Henrique Torres Weber, presidente do CEPPAS.

O programa contará com seminários divididos ao longo dos semestres de 2026. Entre os temas a serem discutidos estão: conservação do solo e água, pecuária sustentável, agroflorestas e bioinsumos, e abelhas e polinização. O cronograma ainda está sendo organizado e a intenção é envolver diversos produtores nos debates, além de criar o selo para agregar valor ao que é produzido nas Missões.

Segundo Luiz Henrique, o trabalho do CEPPAS envolve conectar a agricultura com a história e cultura missioneira. Uma das outras iniciativas desenvolvidas pelo coletivo é o programa de “Incentivo à Natureza Missioneira”, voltado à educação ambiental e defesa da biodiversidade local e regional. Atualmente, o grupo com 32 membros, incluindo, pessoas de outras cidades da região.

“Temos um alto gabarito para executar esses procedimentos. Nada mais justo que ao trabalharmos com inovação e sustentabilidade, agregarmos valor cultural com as nossas raízes de proteção ambiental. Estamos fazendo essa intersecção para valorizar ainda mais esses pontos que Sepé Tiaraju e o cacique Nheçu, entre outros líderes ancestrais da nossa terra, representavam”, complementa Luiz Henrique.

Fonte: Rádio São Luiz

Pavilhão da Agricultura Familiar movimentou cerca de R$110 mil na Expo São Luiz 2025

Foto: Dante Trindade de Ávila/Emater RS/Ascar

O Pavilhão da Agricultura Familiar na Expo São Luiz 2025 movimentou cerca de R$110 mil em produtos comercializados pelas agroindústrias familiares. Os dados foram divulgados por Dante Trindade de Ávila, chefe do escritório da Emater RS/Ascar em São Luiz Gonzaga. A organização do pavilhão contou com participação de 23 agroindústrias e diversas atividades durante a feira.

Receba nossas notícias pelo WhatsApp

O pavilhão foi organizado pela Emater RS/Ascar e pela Cooperativa de Agricultura Familiar (Cooparte), em parceria com outras entidades do meio rural, como o Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR), a Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS) e a Secretaria Municipal de Agricultura.

Durante a expo, o espaço foi palco de diversas oficinas, palestras e atividades gastronômicas, como o Café Colonial e o Festival de pratos à base de mandioca.

A infraestrutura do Pavilhão das Agroindústrias foi montada com recursos provenientes da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), por meio do programa estadual de apoio a Feiras Sabor Gaúcho. “Conseguimos esse recurso para fazer toda a estrutura, o que possibilitou uma melhor organização das agroindústrias e, de certa forma, isso auxiliou também nessa comercialização”, destaca Dante.

O extensionista da Emater ressaltou a importância de estimular a cadeia curta de comercialização de produtos da agricultura familiar, principalmente, considerando o fato de serem alimentos frescos e naturais, sem uso de conservantes e outros insumos químicos.

Dante também detalhou aspectos sobre o Programa Estadual de Agroindústria Familiar (Peaf) que visa incentivar o setor e permite a participação em eventos com o selo de Feiras Sabor Gaúcho. Segundo ele, a orientação para produtores que desejam fazer parte dessas iniciativas é buscar o escritório da Emater RS/Ascar.

Fonte: Rádio São Luiz

Reestruturação altera unidades e referências regionais de defesa agropecuária no RS

Foto: Seapi

A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) do Rio Grande do Sul publicou, na sexta-feira (10), a Instrução Normativa nº 09/2025, que redefine a estrutura do serviço de defesa e vigilância sanitária animal no Estado. A medida altera a configuração das Inspetorias e Escritórios de Defesa Agropecuária, promovendo uma redistribuição administrativa e funcional.

A reestruturação teve como base os relatórios de auditoria do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) por meio do programa QUALI-SV. O objetivo é modernizar o Departamento de Defesa e Vigilância Sanitária Animal (DDA/Seapi), considerando o atual quadro de pessoal da pasta, marcado por aposentadorias recentes e pela dificuldade de reposição de cargos.

Receba nossas notícias pelo WhatsApp

Com a nova normativa, algumas Inspetorias de Defesa Agropecuária (IDAs) foram transformadas em Escritórios de Defesa Agropecuária (EDAs), e vice-versa. As unidades mantêm os mesmos serviços administrativos e de atendimento ao público, mas diferem quanto à presença permanente ou periódica de médicos veterinários oficiais.

Na Região das Missões, ocorreram mudanças significativas. O município de Entre-Ijuís, que anteriormente possuía uma Inspetoria, passa a operar como Escritório de Defesa Agropecuária. Já Vitória das Missões passa a ter como referência a Inspetoria de São Miguel das Missões, centralizando parte das atividades de defesa e vigilância sob nova coordenação regional.

Além dessas alterações na região missioneira, outras mudanças foram aplicadas em diversas localidades do Estado. Entre as Inspetorias que foram convertidas em Escritórios estão Aceguá, Candiota, São Marcos, Machadinho, Planalto e Barra do Guarita. Já os Escritórios que passaram a ser Inspetorias incluem Santana da Boa Vista, Anta Gorda, Palmitinho, Alpestre, Rondinha, Chapada, Novo Hamburgo, Triunfo e Candelária.

Também houve redefinição das Inspetorias de referência de vários Escritórios. Entre os exemplos, Doutor Ricardo e Ilópolis passam a ser vinculados a Anta Gorda; Boqueirão do Leão, a Barros Cassal; Coqueiro Baixo, a Marques de Souza; Maximiliano de Almeida, a São José do Ouro; Vicente Dutra, a Iraí; Pinheirinho do Vale e Vista Alegre, a Palmitinho; Ronda Alta e Três Palmeiras, a Rondinha; Vista Gaúcha, a Tenente Portela; Almirante Tamandaré do Sul, a Chapada; Portão, a Esteio; Cachoeirinha, a Gravataí; Araricá, Campo Bom, Nova Hartz, São Leopoldo e Sapiranga, a Novo Hamburgo; General Câmara, a Triunfo; Vale do Sol, a Candelária; Silveira Martins, a Faxinal do Soturno; Pinhal Grande, a Júlio de Castilhos; Formigueiro, a Restinga Seca; e Vitória das Missões, a São Miguel das Missões.

Por fim, dois Escritórios tiveram tanto a Inspetoria quanto a Supervisão Regional de referência alterada: Muliterno e Santa Cecília do Sul, que agora passam a estar vinculados à Supervisão Regional de Lagoa Vermelha.

A reorganização da estrutura estadual da Seapi busca aprimorar a gestão territorial dos serviços de defesa agropecuária, ajustando o funcionamento das unidades às condições operacionais e logísticas atuais, com o propósito de assegurar a continuidade das ações de vigilância e proteção da saúde animal em todo o Rio Grande do Sul.

Fonte: Rádio São Luiz

La Niña deve ter intensidade entre leve e moderada e reduzir volume de chuvas na região

Foto: Reprodução/Inmet

A ocorrência do fenômeno La Niña foi oficialmente confirmada pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA). A tendência é de que essa condição cause uma redução no volume de chuvas no Rio Grande do Sul e na região das Missões ao longo dos próximos três meses, até o final do próximo verão. Apesar disso, a previsão indica um La Niña com intensidade leve e moderada.

Receba nossas notícias pelo WhatsApp

Meteorologia e professor da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Vagner Anabor explica os detalhes sobre como se configura o fenômeno, ligado ao resfriamento das temperaturas das águas no Oceano Pacífico equatorial central e oeste. Segundo os dados divulgados pela NOAA, as águas da região ficaram entre 1,0 °C e 0,5 °C mais baixas durante o mês de setembro, o que configura o La Niña.

Apesar disso, Vagner explica que a variação indica um fenômeno com intensidade leve e moderada, diferente do que foi observado em anos recentes, como 2022 e 2023. “É um momento para que façamos aí medidas de contenção, ou seja, observar e regular o uso da água e fazer um planejamento para um possível período de estiagem. Não vamos ter uma seca bem configurada, mas as chuvas vão ficar abaixo do normal”, acrescenta o meteorologista.

Essa condição de chuvas abaixo da média deve seguir por novembro, dezembro, janeiro e fevereiro, com uma redução a partir de março e abril. Vagner ressalta também que a diminuição nos acumulados de chuva não significa que não ocorrerão tempestades nesse período, uma vez que, ciclones extratropicais e outras frentes frias são comuns nesta época do ano na América do Sul.

Na entrevista à Rádio São Luiz FM 100.9, o professor da UFSM também comentou sobre a criação do Centro de Inteligência Climática (CIC) em Santana do Livramento, uma parceria entre UFSM, Universidade Federal do Pampa (Unipampa) e Universidade Tecnológica do Uruguai (UTEC). Segundo ele, o projeto deve fornecer serviços de monitoramento meteorológico e climático para grande parte da metade sul e oeste do Estado, incluindo áreas das Missões.

Fonte: Rádio São Luiz

Milk Summit Brazil debaterá sustentabilidade e inovações para o setor leiteiro em Ijuí

Foto: Divulgação

A sustentabilidade, as inovações e o futuro do setor leiteiro no Brasil estarão em debate no Milk Summit Brazil. O evento inicia nesta quarta-feira, 14 de outubro, em Ijuí. A iniciativa pretende reunir diferentes entidades, palestrantes e produtores em debates e trocas de conhecimento para fortalecer a cadeia de produção de leite.

Receba nossas notícias pelo WhatsApp

O Milk Summit Brazil inicia nesta quarta e segue na quinta-feira (15/10), no Parque de Exposições Wanderley Burmann. A proposta envolve criar um ambiente com oportunidades de negócios, oficinas práticas, degustações de produtos lácteos e atividades culturais.

Coordenador do Milk Summit Brazil, Darlan Palharini destacou a participação de palestrantes de diferentes estados no evento. Segundo ele, a intenção é estimular a busca por soluções para os desafios enfrentados pelos produtores, de forma a pensar em “ações em conjunto entre produtores, indústria e governo para que o setor lácteo possa efetivamente vencer essas dificuldades que a gente enfrenta no dia a dia”.

Segundo Darlan, a programação foi pensada e organizada para dar espaço e protagonismo aos produtores, além de oferecer o contato com conhecimentos. Mais de 700 pessoas já fizeram as suas inscrições que seguem abertas pela plataforma Sympla. O acesso a todos os eventos da programação é gratuito, mediante a doação de 1 kg de alimento não perecível.

A iniciativa é uma realização da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Estado do Rio Grande do Sul,  em parceria com o Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do RS (Sindilat/RS), a Prefeitura Municipal de Ijuí, o Sebrae, a Emater/RS-Ascar, além de Suport D Leite e Impulsa Ijuí.

Programação

O primeiro dia será dedicado a discussões sobre a Competitividade e o Consumo na cadeia do leite. O evento inicia com a recepção e o Milkbreak, seguido da Abertura Oficial e do 1º Ciclo de Palestras. Este ciclo terá participação especialistas como Edivilson Brum (Seapi), que abordará as Políticas Públicas para o setor, e Glauco Carvalho (Embrapa), com foco na Competitividade. As palestras serão seguidas por uma Mesa de Debates.

À tarde, o 2º Ciclo de Palestras será realizado em formato de Mesa Redonda. Os temas principais incluem o Consumo (com Gustavo Minasi da Tetra Pak e Diana Jank da Letti), Sanidade e Biosegurança (com Rogério Kerber da FUNDESA) e a apresentação do Relatório Socioeconômico (com Jaime Ries da Emater/RS). O painel também contará com a participação de representantes da CCGL e da Lactalis do Brasil. O dia encerra com um Milkbreak e networking.

O segundo dia focará em “Sustentabilidade e Inovação” na produção leiteira. A programação pela manhã inicia com o 3º Ciclo de Palestras, que abordará temas como: Desenvolvimento Rural (com Vilson Covatti), Inovação (com Paulo Martins da Embrapa e Marcelo Carvalho do Milkpoint) e Meio Ambiente (com Vivian Guerreiro da Tetra Pak e a secretária Marjorie Kauffmann).

Pela tarde, o 4º Ciclo de Palestras inclui discussões sobre Rastreabilidade (com Márcio Madalena da Seapi) e a apresentação de cases de sucesso. Serão destacados os 3 maiores produtores gaúchos (Top 100 Milkpoint), os 3 principais do Prêmio Referência Leiteira RS, e representantes de cooperativas e indústrias como Santa Clara, RAR e Deale. O evento será finalizado no fim da tarde com um Milkbreak e um último momento de networking.

Fonte: Rádio São Luiz

Produtividade e segurança no cultivo começam pela escolha da semente certificada

Foto: Jilvan Santos

O Roteiro Técnico 2025 – Culturas de Inverno, promovido pela Giovelli Sementes, ocorreu na sexta-feira, 10 de outubro 2025, em Rolador (RS), reunindo produtores rurais, técnicos e parceiros da cadeia produtiva para a troca de informações sobre manejo, desempenho e novas tecnologias voltadas às culturas de inverno. O evento, integrou o calendário técnico da região das Missões, apresentando inovações voltadas ao trigo, aveia e milheto.

Receba nossas notícias pelo WhatsApp

A atividade faz parte do conjunto de ações da empresa voltadas à difusão de conhecimento técnico e ao fortalecimento da agricultura regional, com o objetivo de promover práticas sustentáveis e resultados consistentes nas lavouras. No roteiro, os participantes acompanharam estações de campo com demonstrações de cultivares, manejo de solo e novas soluções em sementes certificadas.

Foi destacada a relevância da utilização de sementes certificadas como fator determinante para o vigor, uniformidade e produtividade das lavouras. Segundo os organizadores, a certificação garante maior segurança ao produtor, especialmente em um cenário de custos elevados e desafios climáticos. Além das variedades de trigo e aveia, foi apresentado o milheto BRS 1501, desenvolvido para cobertura vegetal, cuja introdução marca um avanço na diversificação das espécies cultivadas na região.

Em entrevista à Rádio São Luiz 100.9 FM, o diretor da empresa, Régis Augusto Giovelli, ressaltou que o roteiro técnico busca fortalecer a difusão de tecnologia e a troca de experiências entre os produtores. “Nosso foco é mostrar resultados e disponibilizar informações que contribuam para a tomada de decisão no campo. O uso de sementes certificadas é o primeiro passo para garantir qualidade e produtividade. É a base de todo o sistema produtivo”, destacou.

O evento contou com a participação de parceiros técnicos e comerciais, entre eles Biotrigo Genética, Barenbrug do Brasil, OR Sementes, Embrapa, TSI – Tratamento Industrial de Sementes, Syngenta e BASF, que colaboraram na apresentação de novas tecnologias de produção e no debate sobre manejo integrado e estratégias para o próximo ciclo produtivo.

O Roteiro Técnico 2025 foi espaço de atualização e integração entre os profissionais do campo, reafirmando o compromisso da Giovelli Sementes com o desenvolvimento tecnológico e a qualificação da agricultura missioneira.

Fonte: Rádio São Luiz

Conferência Territorial Missões debaterá demandas e políticas para o meio rural em Cerro Largo

Foto: Fernando Dias/SEAPI-RS

As demandas do meio rural e da agricultura familiar na região das Missões serão o foco do debate da Conferência Territorial Missões, marcada para 15 de outubro, no Campus Cerro Largo, da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS). O encontro faz parte das etapas regionais de discussão para a 3ª Conferência Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário (3ª CNDRSS), evento organizado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável (Condraf).

Receba nossas notícias pelo WhatsApp

Superintendente do MDA no Rio Grande do Sul, Milton Bernardes explica que o objetivo é construir propostas de desenvolvimento rural para a agricultura no Estado. Durante a conferência, serão escolhidas as demandas da região e os representantes para participar da etapa nacional, marcada para março de 2026.

Segundo Milton, um dos principais tópicos a serem abordados é a necessidade de ações para mitigação das emergências climáticas que afetam a agricultura e pecuária familiares no RS e região. “Temos sub-eixos que incluem a transição agroecológica como alternativa ao modelo hegemônico de agricultura, a reforma agrária e a regularização fundiária, o acesso a direitos sociais e promoção da qualidade de vida no campo e a importância da governança democrática e da participação social”, elenca o superintendente do MDA.

A região das Missões foi uma das mais atingidas por eventos extremos de estiagem e chuvas nos últimos anos, intensificados pelas mudanças climáticas causadas pela ação humana no planeta. Para Milton, esse contexto demanda reflexões sobre o modelo agrícola adotado no Estado e fazer isso de modo conjunto, em diálogo com os agricultores, pecuaristas e assentados.

Em relação ao endividamento dos produtores gaúchos diante das perdas de safra, o superintendente citou o suporte dado pelo governo federal via Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp).

Além de Cerro Largo, estão previstos outros encontros em regiões vizinhas, no dia 16/10 no Território Noroeste Colonial, em Ijuí, e no dia 17/10 no Território Fronteira Noroeste, em Santa Rosa.

Fonte: Rádio São Luiz