Serviços gratuitos de documentação atenderão comunidades rurais de São Luiz Gonzaga

Foto: Canva/Ilustrativa
Nesta sexta-feira, 7 de novembro, e no sábado, 8 de novembro 2025, São Luiz Gonzaga/RS sediará o Mutirão de Documentação da Trabalhadora Rural, iniciativa voltada à ampliação do acesso a serviços públicos para a população rural. Os atendimentos serão gratuitos e ocorrerão das 9h às 17h. Na sexta-feira, as atividades acontecem no Quiosque Tchê 168, localizado no assentamento 28 de Maio, e no sábado, na sede do assentamento Panorama.
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O evento é promovido pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária no Rio Grande do Sul (Incra/RS) e pela Superintendência Federal do Desenvolvimento Agrário no Rio Grande do Sul (SFDA/RS), integrando o Programa Nacional de Cidadania e Bem Viver para Mulheres Rurais.
Com o apoio de diversas entidades, o mutirão vai oferecer confecção e atualização da Carteira de Identidade Nacional (CIN), emissão do Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF), inscrição e atualização do Cadastro de Pessoa Física (CPF), além de orientações sobre aposentadoria, benefícios previdenciários e inclusão ou atualização no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). Também haverá fornecimento de certidões de nascimento e casamento atualizadas.
A ação prioriza o atendimento de assentadas e suas filhas, mas está aberta a toda a população rural interessada. O mutirão conta com a parceria do Instituto-Geral de Perícias (IGP/RS), Receita Federal — que atuará de forma remota —, Emater/RS-Ascar, Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e outras instituições públicas.
Segundo o Incra/RS e a SFDA/RS, novas edições do Mutirão de Documentação da Trabalhadora Rural estão previstas para ocorrer até dezembro de 2025, ampliando o alcance das ações do Programa Nacional de Cidadania e Bem Viver para Mulheres Rurais em diferentes regiões do estado.
Fonte: Rádio São Luiz
Paulo Pires avalia colheita do trigo e cenário econômico da agricultura regional

Foto: Canva/Ilustrativa
O presidente da Coopatrigo e da Fecoagro/RS, Paulo Cezar Vieira Pires, concedeu entrevista à Rádio São Luiz na manhã desta quarta ferade 5 de novembro de 2025, analisando o andamento da colheita do trigo, a conjuntura econômica da agricultura regional e as perspectivas para o próximo ciclo produtivo. Segundo ele, a colheita do trigo em 2025 já ultrapassa 60% da área, com 1.051 produtores entregando o grão em todas as unidades da cooperativa. A produtividade média registrada é de cerca de 50 a 60 sacas/ha, com variações de acordo com o nível tecnológico empregado.
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Pires destacou que o preço atual do trigo gira em torno de R$ 60,00 no porto, com cotação próxima de R$ 58,00 na cooperativa. O valor representa cerca da metade do que foi praticado no período de alta de 2022, quando a saca chegou a ultrapassar os R$ 120,00. Conforme o dirigente, o custo de produção permanece elevado, sem redução significativa dos insumos, o que provoca forte impacto na renda do produtor. Ele estimou que a rentabilidade média da cultura atinge cerca de R$ 3 mil por hectare, valor considerado insuficiente para cobrir as despesas da lavoura.
Em comparação com o trigo, a canola tem apresentado maior viabilidade econômica. Com preços próximos de R$ 140,00 por saca e menor custo de produção, a cultura oferece rendimento bruto cerca de 30% superior ao do trigo. A tendência, segundo o presidente, é de expansão significativa da área de canola e redução acentuada da área de trigo no próximo ano, caso o quadro de preços se mantenha.
O dirigente também abordou o impacto da taxa de juros, atualmente entre as mais altas do mundo. Segundo ele, não há atividade agrícola capaz de sustentar uma taxa de 15% ao ano, o que dificulta o financiamento das safras. Além disso, Pires avaliou que o cenário político e eleitoral tende a manter pressão sobre os preços dos alimentos, o que desestimula a valorização dos produtos agrícolas.
Em relação ao setor orizícola, Pires apontou que o arroz enfrenta uma das situações mais críticas do Estado, agravada pela importação sem taxação de países do Mercosul, como Uruguai e Argentina. Ele destacou que, mesmo após a duplicação do engenho da Coopatrigo, há queda no volume de beneficiamento devido à redução da produção e ao desestímulo econômico. O leite, segundo ele, segue trajetória semelhante, com preços em queda e dificuldades crescentes para os produtores.
Sobre as condições climáticas, o presidente relatou que a previsão indica possibilidade de chuvas de até 100 milímetros na região, o que poderia prejudicar lavouras de milho e trigo ainda não colhidas. Pires explicou que, embora o fenômeno La Niña tenda a reduzir o volume de precipitações, o maior desafio é a distribuição irregular das chuvas. Destacou ainda o avanço do uso da irrigação, que já abrange cerca de 15% da área de verão na região de atuação da cooperativa.
Além das questões produtivas, o presidente mencionou as ações comunitárias apoiadas pela Coopatrigo, como a reconstrução da sede da Associação Ferroviária, danificada por vendaval, e o apoio financeiro à reforma da recepção do Hospital São Luiz Gonzaga. Pires ressaltou que as melhorias foram executadas em parceria com empresas locais e que a cooperativa aguarda um momento oportuno para a inauguração oficial da obra.
Ao tratar do cooperativismo estadual, enquanto presidente da Fecoagro/RS, Pires comentou as dificuldades enfrentadas por algumas cooperativas, como a de Ibirubá, e destacou a importância da confiança e do pertencimento como pilares da sustentabilidade do sistema. Ele defendeu a união entre setor público e cooperativas na busca por novos investimentos, citando como exemplo o projeto de instalação de uma indústria de etanol a partir do milho, voltada a agregar valor e garantir liquidez à produção local.
Por fim, o presidente afirmou que, apesar da crise de rentabilidade no campo, a Coopatrigo mantém solidez e compromisso com o desenvolvimento regional, reforçando a função social do cooperativismo em equilibrar o resultado econômico e o interesse coletivo.
Fonte: Rádio São Luiz
Divulgadas famílias selecionadas para o Operação Terra Forte em São Luiz Gonzaga

Foto: Canva/Ilustrativa
A lista das famílias selecionadas para fazer parte do Programa Operação Terra Forte em São Luiz Gonzaga já está disponível para consulta. Ao todo, foram 165 famílias rurais inscritas no município e 48 foram selecionadas. A lista pode ser consultada junto à sede da Emater RS/Ascar, também na Secretaria Municipal de Agricultura e no Sindicato dos Trabalhadores Rurais.
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Chefe do escritório da Emater em São Luiz Gonzaga, Dante Trindade de Ávila explica que a seleção foi feita durante reunião do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural e seguiu critérios definidos pelo programa. Após o período de interposição de recursos, a listagem será publicada no Diário Oficial do Estado.
A iniciativa é promovida pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) do RS e pela Emater RS/Ascar. Cada famílias receberá capacitações e um diagnóstico do solo da sua propriedade. O objetivo principal é a recuperação socioprodutiva e ambiental das propriedades, com foco na conservação do solo.
As famílias beneficiárias receberão o repasse de auxílio financeiro de até R$ 30 mil para implementação das medidas previstas, sendo que 70% deverá ser investido em ações de conservação do solo. “O restante do recurso pode ser colocado em atividades ambientais, recuperação de uma nascente, por exemplo. Ou então, e também em atividades sociais”, explica Dante.
Segundo o chefe da Emater, existem exemplos de propriedades na região que já apresentaram resultados positivos em outras edições do programa. “O que a gente pretende é fazer com que os produtores compreendam e tenham um olhar diferente para o solo, olhar a lavoura da planta para baixo”, complementa. Após a finalização das etapas de seleção e habilitação, os diagnósticos irão começar com 16 famílias rurais.
Matéria relacionada: Operação Terra Forte tem 165 inscrições em São Luiz Gonzaga e segue para fases de habilitação e seleção
Fonte: Rádio São Luiz
Parceria para análise de solos vai beneficiar mais de cinco mil famílias na região

Foto: Divulgação/Emater RS-Ascar
Uma cooperação entre Emater/RS-Ascar e a Sociedade Educacional Três de Maio (Setrem) pretende viabilizar análises de solo em 45 municípios da região, incluindo São Luiz Gonzaga. A iniciativa faz parte do Operação Terra Forte, programa coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) do RS. A previsão é de que a iniciativa beneficie mais de 5 mil famílias.
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Na última semana, representantes da Emater e da Setrem se reuniram para alinhar as ações. As análises serão feitas no “Lab Solos”, laboratório mantido pela Setrem e integrante da Rede Oficial de Laboratórios de Análises de Solos (Rolas) do Rio Grande do Sul.
A expectativa é de que a cooperação contribua para a realização diagnósticos precisos, que irão subsidiar o trabalho da Extensão Rural junto às famílias envolvidas no programa. O Programa Operação Terra Forte tem como foco a recuperação de solos e teve mais de 52 mil famílias inscritas em todo o Estado. O investimento inicial da iniciativa é de R$ 300 milhões.
Compõem os 45 municípios de atuação da Emater/RS-Ascar na região administrativa de Santa Rosa: Alecrim, Alegria, Boa Vista do Buricá, Bossoroca, Caibaté, Campina das Missões, Cândido Godói, Cerro Largo, Dezesseis de Novembro, Doutor Maurício Cardoso, Entre-Ijuís, Eugênio de Castro, Garruchos, Giruá, Guarani das Missões, Horizontina, Independência, Mato Queimado, Nova Candelária, Novo Machado, Pirapó, Porto Lucena, Porto Mauá, Porto Vera Cruz, Porto Xavier, Rolador, Roque Gonzales, Salvador das Missões, Santa Rosa, Santo Ângelo, Santo Antônio das Missões, Santo Cristo, São José do Inhacorá, São Luiz Gonzaga, São Miguel das Missões, São Nicolau, São Paulo das Missões, São Pedro do Butiá, Senador Salgado Filho, Sete de Setembro, Três de Maio, Tucunduva, Tuparendi, Ubiretama e Vitória das Missões.
Fonte: Rádio São Luiz
Cooperativas acompanham obras do Porto de Rio Grande na expectativa de ampliar escoamento de grãos

Foto: Divulgação/RTC CCGL
Representantes de 22 cooperativas gaúchas, inclusive da Coopatrigo de São Luiz Gonzaga, participaram na última semana de visita ao Porto de Rio Grande. O objetivo foi acompanhar o avanço das obras de reestruturação do Termasa, terminal pertencente ao grupo CCGL. O local passa por um processo de reforma e modernização após acidente em maio de 2024.
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A visita técnica ocorreu na quinta-feira (23/10). O terminal é um importante ponto de escoamento da produção de grãos do Estado e da região missioneira. Em maio do ano passado, um navio graneleiro colidiu com o píer do terminal Termasa, causando danos estruturais e paralisando as operações.
O investimento total das reformas do terminal devem superar R$ 600 milhões. O projeto inclui a modernização do primeiro terminal graneleiro do Brasil, inaugurado na década de 1970. As obras devem se estender até outubro de 2026, ampliando a capacidade de escoamento. Atualmente, a reestruturação do Termasa é a maior obra portuária em andamento no país.
“O Termasa é motivo de orgulho para o cooperativismo. É a prova de que, quando trabalhamos juntos, entregamos resultados que transformam a realidade do produtor e fortalecem o agro do nosso Estado”, afirmou Paulo Pires, presidente da Coopatrigo e da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro).
Fonte: Rádio São Luiz com informações da RTC CCLG
Operação Terra Forte tem 165 inscrições em São Luiz Gonzaga e segue para fases de habilitação e seleção

Foto: Canva/Ilustrativa
O Programa Operação Terra Forte, promovido pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) e pela Emater RS/Ascar, teve 165 inscrições de famílias rurais em São Luiz Gonzaga. O prazo para produtores manifestarem interesse na iniciativa foi encerrado na sexta-feira (17/10) e a próxima fase será de habilitação e seleção dos beneficiários. No município, serão 48 famílias que participarão do programa que foca na recuperação de solos.
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Chefe do escritório da Emater RS/Ascar em São Luiz Gonzaga, Dante Trindade de Ávila explica que existem seis categorias de atividades: fruticultura, produção grãos, horticultura, produção de alfafa, pecuário de bovinos de corte e pecuário de bovinos de leite. O programa prevê a seleção de pelo menos um beneficiário em cada uma delas.
A escolha dos beneficiários será feita por um comitê com entidades ligadas ao setor, com representantes da Emater, da Secretaria Municipal de Agricultura, da Coopatrigo, da UERGS, do Sindicato dos Trabalhadores Rurais e do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural. Em todo o Rio Grande do Sul, foram 52.049 famílias rurais inscritas.
Cada família selecionada receberá visita técnica para diagnóstico do solo e elaboração de plano de ação individual. Segundo Dante, essas etapas devem ocorrer ao longo do final deste ano e início de 2026, sendo divididas em grupos com 16 propriedades. O programa também prevê o repasse de auxílio financeiro de até R$ 30 mil por unidade familiar, em parcela única, para implementação das medidas previstas.
O extensionista da Emater RS ressaltou que o processo será feito de forma transparente, com um período para que os produtores possam pedir esclarecimentos e ou interpor recursos. A previsão é de que a etapa de seleção seja finalizada entre 10 e 11 de novembro.
“O principal objetivo do programa é dar uma atenção maior ao solo, com uma visão sistêmica e um ohar a propriedade como um todo”, destaca Dante. A iniciativa tem como um dos eixos a assistência técnica e disseminação de tecnologias sustentáveis, especialmente voltadas à agricultura de baixa emissão de carbono. “Melhorar condições de conservação e manutenção do solo, sem deixar de assistir a parte ambiental e a parte social”, acrescenta o chefe do escritório da Emater RS de São Luiz Gonzaga.
Fonte: Rádio São Luiz
Sindicato Rural de São Luiz Gonzaga empossa nova diretoria para 2025/2028

Foto: Jilvan Santos
O Sindicato Rural de São Luiz Gonzaga realizou na segunda-feira, 20 de outubro 2025, a cerimônia de posse da nova diretoria para o triênio 2025/2028, dando continuidade à gestão de Lourdes Margareth Costa Beber, reeleita presidente da entidade. A eleição, realizada em 23 de setembro de 2025, contou com chapa única composta por produtores rurais e representantes do setor agropecuário regional.
Durante a cerimônia de posse, Margareth Costa Beber, em entrevista à Rádio São Luiz, destacou o compromisso da diretoria com a defesa do agronegócio e dos produtores da região. “É uma satisfação muito grande receber essa responsabilidade por mais três anos. Acredito muito no meu time, composto por pessoas experientes e jovens, dispostas a contribuir. O Sindicato tem papel importante não apenas na defesa do agricultor, mas também no apoio às entidades e à comunidade como um todo”, afirmou.
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O diretor Administrativo da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), Francisco Schardong, ressaltou a relevância da continuidade do trabalho de Margareth frente do Sindicato. “São Luiz Gonzaga é um dos sindicatos que mais se destacam no estado. A presidente tem conhecimento, dedicação e o apoio da sua diretoria e da Regional 12. O momento é difícil, mas precisamos continuar trabalhando, olhando para frente e buscando soluções que garantam o fôlego necessário ao produtor rural”, declarou.
O vice-presidente da Cermissões, Diomedes Rech, enfatizou a parceria entre a cooperativa e o Sindicato Rural, destacando investimentos e ações conjuntas em prol do desenvolvimento da agricultura irrigada. “A Cermissões é parceira do Sindicato e das cooperativas da região. Trabalhamos juntos para melhorar as condições de produção e ampliar o acesso à energia para os agricultores. Onde teve pivô e água, houve boa colheita, e seguimos investindo em infraestrutura para apoiar o setor produtivo”, explicou.
Representando a Câmara de Vereadores de São Luiz Gonzaga, o vereador Neri João Bilinski (Tito Bilinski) destacou a importância do setor primário para a economia municipal. “Sabemos da força do trabalho da Margareth e de sua equipe à frente do Sindicato Rural. O setor primário representa mais de 90% da economia do município, e é essencial que o Legislativo esteja ao lado de quem movimenta a economia local”, declarou.
Também em entrevista à Rádio São Luiz, o produtor rural e assessor da presidência da Farsul, Luiz Fernando Cavalheiro Pires ressaltou a relevância da atuação da presidente e a necessidade de políticas públicas voltadas à sustentabilidade econômica do campo. “Precisamos de medidas efetivas de securitização e de apoio aos produtores que enfrentam dificuldades. O agronegócio é a base da economia do município e do país, responsável pela produção de alimentos que abastecem milhões de pessoas”, pontuou.
A nova composição da diretoria é formada por Paulo Henrique Braga Pires como 1º vice-presidente e Luiz Antônio Mattioni como 2º vice-presidente. A secretaria tem à frente Fábio Fernandes Comparsi (1º secretário) e Joseana Mattioni Kurylo (2ª secretária). Na tesouraria, assumem Francisco Gioda (1º tesoureiro) e Marinete Herter Mattioni (2ª tesoureira). Também integram o quadro de suplentes Caroline Fensterseifer Mattioni, Cesar Antonio Fernandes Comparsi, Luiz Fernando Caetano Dorneles, Elizabeth Morais Dorneles, Amauri André Feron, Oscar Lourenço Vieira Pires e Carlos Eduardo Braga Pires.
O Conselho Fiscal será composto por Josemar Mattioni, Sonia Regina Gioda e Lucinei Donatto, com Lourenço Cavalheiro Pires, Sidney Luiz Brondani e Carlos Eduardo Loureiro Lopes como suplentes. Na representação junto às federações, Margarete Costa Beber permanece como delegada efetiva, tendo Francisco Gioda e Dislane Costa Beber Caino como suplentes.
Fonte: Rádio São Luiz
Programa Agricultura Missioneira quer fortalecer inovação e sustentabilidade em São Luiz Gonzaga

Foto: Divulgação/Prefeitura de São Luiz Gonzaga
O Programa Agricultura Missioneira pretende transformar a agropecuária de São Luiz Gonzaga em referência nas áreas de sustentabilidade e inovação. A iniciativa é uma parceria entre a Secretaria Municipal de Agricultura e Desenvolvimento Rural e o Coletivo de Educação Popular, Proteção Ambiental e Sustentabilidade Sepé Tiaraju (CEPPAS). A intenção é promover uma série de atividades e seminários sobre temas ligados à produção agrícola e ao meio ambiente, além de criar o Selo Missioneiro de Qualidade, para produtos locais.
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Lançada nesta semana, a iniciativa conta também com apoio da e com o apoio da Emater RS/Ascar e da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS). “O programa Agricultura Missioneira tem o foco em tornar a nossa região um polo de sustentabilidade e inovação“, explica Luiz Henrique Torres Weber, presidente do CEPPAS.
O programa contará com seminários divididos ao longo dos semestres de 2026. Entre os temas a serem discutidos estão: conservação do solo e água, pecuária sustentável, agroflorestas e bioinsumos, e abelhas e polinização. O cronograma ainda está sendo organizado e a intenção é envolver diversos produtores nos debates, além de criar o selo para agregar valor ao que é produzido nas Missões.
Segundo Luiz Henrique, o trabalho do CEPPAS envolve conectar a agricultura com a história e cultura missioneira. Uma das outras iniciativas desenvolvidas pelo coletivo é o programa de “Incentivo à Natureza Missioneira”, voltado à educação ambiental e defesa da biodiversidade local e regional. Atualmente, o grupo com 32 membros, incluindo, pessoas de outras cidades da região.
“Temos um alto gabarito para executar esses procedimentos. Nada mais justo que ao trabalharmos com inovação e sustentabilidade, agregarmos valor cultural com as nossas raízes de proteção ambiental. Estamos fazendo essa intersecção para valorizar ainda mais esses pontos que Sepé Tiaraju e o cacique Nheçu, entre outros líderes ancestrais da nossa terra, representavam”, complementa Luiz Henrique.
Fonte: Rádio São Luiz
Pavilhão da Agricultura Familiar movimentou cerca de R$110 mil na Expo São Luiz 2025

Foto: Dante Trindade de Ávila/Emater RS/Ascar
O Pavilhão da Agricultura Familiar na Expo São Luiz 2025 movimentou cerca de R$110 mil em produtos comercializados pelas agroindústrias familiares. Os dados foram divulgados por Dante Trindade de Ávila, chefe do escritório da Emater RS/Ascar em São Luiz Gonzaga. A organização do pavilhão contou com participação de 23 agroindústrias e diversas atividades durante a feira.
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O pavilhão foi organizado pela Emater RS/Ascar e pela Cooperativa de Agricultura Familiar (Cooparte), em parceria com outras entidades do meio rural, como o Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR), a Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS) e a Secretaria Municipal de Agricultura.
Durante a expo, o espaço foi palco de diversas oficinas, palestras e atividades gastronômicas, como o Café Colonial e o Festival de pratos à base de mandioca.
A infraestrutura do Pavilhão das Agroindústrias foi montada com recursos provenientes da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), por meio do programa estadual de apoio a Feiras Sabor Gaúcho. “Conseguimos esse recurso para fazer toda a estrutura, o que possibilitou uma melhor organização das agroindústrias e, de certa forma, isso auxiliou também nessa comercialização”, destaca Dante.
O extensionista da Emater ressaltou a importância de estimular a cadeia curta de comercialização de produtos da agricultura familiar, principalmente, considerando o fato de serem alimentos frescos e naturais, sem uso de conservantes e outros insumos químicos.
Dante também detalhou aspectos sobre o Programa Estadual de Agroindústria Familiar (Peaf) que visa incentivar o setor e permite a participação em eventos com o selo de Feiras Sabor Gaúcho. Segundo ele, a orientação para produtores que desejam fazer parte dessas iniciativas é buscar o escritório da Emater RS/Ascar.
Fonte: Rádio São Luiz
Reestruturação altera unidades e referências regionais de defesa agropecuária no RS

Foto: Seapi
A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) do Rio Grande do Sul publicou, na sexta-feira (10), a Instrução Normativa nº 09/2025, que redefine a estrutura do serviço de defesa e vigilância sanitária animal no Estado. A medida altera a configuração das Inspetorias e Escritórios de Defesa Agropecuária, promovendo uma redistribuição administrativa e funcional.
A reestruturação teve como base os relatórios de auditoria do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) por meio do programa QUALI-SV. O objetivo é modernizar o Departamento de Defesa e Vigilância Sanitária Animal (DDA/Seapi), considerando o atual quadro de pessoal da pasta, marcado por aposentadorias recentes e pela dificuldade de reposição de cargos.
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Com a nova normativa, algumas Inspetorias de Defesa Agropecuária (IDAs) foram transformadas em Escritórios de Defesa Agropecuária (EDAs), e vice-versa. As unidades mantêm os mesmos serviços administrativos e de atendimento ao público, mas diferem quanto à presença permanente ou periódica de médicos veterinários oficiais.
Na Região das Missões, ocorreram mudanças significativas. O município de Entre-Ijuís, que anteriormente possuía uma Inspetoria, passa a operar como Escritório de Defesa Agropecuária. Já Vitória das Missões passa a ter como referência a Inspetoria de São Miguel das Missões, centralizando parte das atividades de defesa e vigilância sob nova coordenação regional.
Além dessas alterações na região missioneira, outras mudanças foram aplicadas em diversas localidades do Estado. Entre as Inspetorias que foram convertidas em Escritórios estão Aceguá, Candiota, São Marcos, Machadinho, Planalto e Barra do Guarita. Já os Escritórios que passaram a ser Inspetorias incluem Santana da Boa Vista, Anta Gorda, Palmitinho, Alpestre, Rondinha, Chapada, Novo Hamburgo, Triunfo e Candelária.
Também houve redefinição das Inspetorias de referência de vários Escritórios. Entre os exemplos, Doutor Ricardo e Ilópolis passam a ser vinculados a Anta Gorda; Boqueirão do Leão, a Barros Cassal; Coqueiro Baixo, a Marques de Souza; Maximiliano de Almeida, a São José do Ouro; Vicente Dutra, a Iraí; Pinheirinho do Vale e Vista Alegre, a Palmitinho; Ronda Alta e Três Palmeiras, a Rondinha; Vista Gaúcha, a Tenente Portela; Almirante Tamandaré do Sul, a Chapada; Portão, a Esteio; Cachoeirinha, a Gravataí; Araricá, Campo Bom, Nova Hartz, São Leopoldo e Sapiranga, a Novo Hamburgo; General Câmara, a Triunfo; Vale do Sol, a Candelária; Silveira Martins, a Faxinal do Soturno; Pinhal Grande, a Júlio de Castilhos; Formigueiro, a Restinga Seca; e Vitória das Missões, a São Miguel das Missões.
Por fim, dois Escritórios tiveram tanto a Inspetoria quanto a Supervisão Regional de referência alterada: Muliterno e Santa Cecília do Sul, que agora passam a estar vinculados à Supervisão Regional de Lagoa Vermelha.
A reorganização da estrutura estadual da Seapi busca aprimorar a gestão territorial dos serviços de defesa agropecuária, ajustando o funcionamento das unidades às condições operacionais e logísticas atuais, com o propósito de assegurar a continuidade das ações de vigilância e proteção da saúde animal em todo o Rio Grande do Sul.
Fonte: Rádio São Luiz
La Niña deve ter intensidade entre leve e moderada e reduzir volume de chuvas na região

Foto: Reprodução/Inmet
A ocorrência do fenômeno La Niña foi oficialmente confirmada pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA). A tendência é de que essa condição cause uma redução no volume de chuvas no Rio Grande do Sul e na região das Missões ao longo dos próximos três meses, até o final do próximo verão. Apesar disso, a previsão indica um La Niña com intensidade leve e moderada.
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Meteorologia e professor da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Vagner Anabor explica os detalhes sobre como se configura o fenômeno, ligado ao resfriamento das temperaturas das águas no Oceano Pacífico equatorial central e oeste. Segundo os dados divulgados pela NOAA, as águas da região ficaram entre 1,0 °C e 0,5 °C mais baixas durante o mês de setembro, o que configura o La Niña.
Apesar disso, Vagner explica que a variação indica um fenômeno com intensidade leve e moderada, diferente do que foi observado em anos recentes, como 2022 e 2023. “É um momento para que façamos aí medidas de contenção, ou seja, observar e regular o uso da água e fazer um planejamento para um possível período de estiagem. Não vamos ter uma seca bem configurada, mas as chuvas vão ficar abaixo do normal”, acrescenta o meteorologista.
Essa condição de chuvas abaixo da média deve seguir por novembro, dezembro, janeiro e fevereiro, com uma redução a partir de março e abril. Vagner ressalta também que a diminuição nos acumulados de chuva não significa que não ocorrerão tempestades nesse período, uma vez que, ciclones extratropicais e outras frentes frias são comuns nesta época do ano na América do Sul.
Na entrevista à Rádio São Luiz FM 100.9, o professor da UFSM também comentou sobre a criação do Centro de Inteligência Climática (CIC) em Santana do Livramento, uma parceria entre UFSM, Universidade Federal do Pampa (Unipampa) e Universidade Tecnológica do Uruguai (UTEC). Segundo ele, o projeto deve fornecer serviços de monitoramento meteorológico e climático para grande parte da metade sul e oeste do Estado, incluindo áreas das Missões.
Fonte: Rádio São Luiz
Milk Summit Brazil debaterá sustentabilidade e inovações para o setor leiteiro em Ijuí

Foto: Divulgação
A sustentabilidade, as inovações e o futuro do setor leiteiro no Brasil estarão em debate no Milk Summit Brazil. O evento inicia nesta quarta-feira, 14 de outubro, em Ijuí. A iniciativa pretende reunir diferentes entidades, palestrantes e produtores em debates e trocas de conhecimento para fortalecer a cadeia de produção de leite.
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O Milk Summit Brazil inicia nesta quarta e segue na quinta-feira (15/10), no Parque de Exposições Wanderley Burmann. A proposta envolve criar um ambiente com oportunidades de negócios, oficinas práticas, degustações de produtos lácteos e atividades culturais.
Coordenador do Milk Summit Brazil, Darlan Palharini destacou a participação de palestrantes de diferentes estados no evento. Segundo ele, a intenção é estimular a busca por soluções para os desafios enfrentados pelos produtores, de forma a pensar em “ações em conjunto entre produtores, indústria e governo para que o setor lácteo possa efetivamente vencer essas dificuldades que a gente enfrenta no dia a dia”.
Segundo Darlan, a programação foi pensada e organizada para dar espaço e protagonismo aos produtores, além de oferecer o contato com conhecimentos. Mais de 700 pessoas já fizeram as suas inscrições que seguem abertas pela plataforma Sympla. O acesso a todos os eventos da programação é gratuito, mediante a doação de 1 kg de alimento não perecível.
A iniciativa é uma realização da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Estado do Rio Grande do Sul, em parceria com o Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do RS (Sindilat/RS), a Prefeitura Municipal de Ijuí, o Sebrae, a Emater/RS-Ascar, além de Suport D Leite e Impulsa Ijuí.
Programação
O primeiro dia será dedicado a discussões sobre a Competitividade e o Consumo na cadeia do leite. O evento inicia com a recepção e o Milkbreak, seguido da Abertura Oficial e do 1º Ciclo de Palestras. Este ciclo terá participação especialistas como Edivilson Brum (Seapi), que abordará as Políticas Públicas para o setor, e Glauco Carvalho (Embrapa), com foco na Competitividade. As palestras serão seguidas por uma Mesa de Debates.
À tarde, o 2º Ciclo de Palestras será realizado em formato de Mesa Redonda. Os temas principais incluem o Consumo (com Gustavo Minasi da Tetra Pak e Diana Jank da Letti), Sanidade e Biosegurança (com Rogério Kerber da FUNDESA) e a apresentação do Relatório Socioeconômico (com Jaime Ries da Emater/RS). O painel também contará com a participação de representantes da CCGL e da Lactalis do Brasil. O dia encerra com um Milkbreak e networking.
O segundo dia focará em “Sustentabilidade e Inovação” na produção leiteira. A programação pela manhã inicia com o 3º Ciclo de Palestras, que abordará temas como: Desenvolvimento Rural (com Vilson Covatti), Inovação (com Paulo Martins da Embrapa e Marcelo Carvalho do Milkpoint) e Meio Ambiente (com Vivian Guerreiro da Tetra Pak e a secretária Marjorie Kauffmann).
Pela tarde, o 4º Ciclo de Palestras inclui discussões sobre Rastreabilidade (com Márcio Madalena da Seapi) e a apresentação de cases de sucesso. Serão destacados os 3 maiores produtores gaúchos (Top 100 Milkpoint), os 3 principais do Prêmio Referência Leiteira RS, e representantes de cooperativas e indústrias como Santa Clara, RAR e Deale. O evento será finalizado no fim da tarde com um Milkbreak e um último momento de networking.
Fonte: Rádio São Luiz
Produtividade e segurança no cultivo começam pela escolha da semente certificada

Foto: Jilvan Santos
O Roteiro Técnico 2025 – Culturas de Inverno, promovido pela Giovelli Sementes, ocorreu na sexta-feira, 10 de outubro 2025, em Rolador (RS), reunindo produtores rurais, técnicos e parceiros da cadeia produtiva para a troca de informações sobre manejo, desempenho e novas tecnologias voltadas às culturas de inverno. O evento, integrou o calendário técnico da região das Missões, apresentando inovações voltadas ao trigo, aveia e milheto.
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A atividade faz parte do conjunto de ações da empresa voltadas à difusão de conhecimento técnico e ao fortalecimento da agricultura regional, com o objetivo de promover práticas sustentáveis e resultados consistentes nas lavouras. No roteiro, os participantes acompanharam estações de campo com demonstrações de cultivares, manejo de solo e novas soluções em sementes certificadas.
Foi destacada a relevância da utilização de sementes certificadas como fator determinante para o vigor, uniformidade e produtividade das lavouras. Segundo os organizadores, a certificação garante maior segurança ao produtor, especialmente em um cenário de custos elevados e desafios climáticos. Além das variedades de trigo e aveia, foi apresentado o milheto BRS 1501, desenvolvido para cobertura vegetal, cuja introdução marca um avanço na diversificação das espécies cultivadas na região.
Em entrevista à Rádio São Luiz 100.9 FM, o diretor da empresa, Régis Augusto Giovelli, ressaltou que o roteiro técnico busca fortalecer a difusão de tecnologia e a troca de experiências entre os produtores. “Nosso foco é mostrar resultados e disponibilizar informações que contribuam para a tomada de decisão no campo. O uso de sementes certificadas é o primeiro passo para garantir qualidade e produtividade. É a base de todo o sistema produtivo”, destacou.
O evento contou com a participação de parceiros técnicos e comerciais, entre eles Biotrigo Genética, Barenbrug do Brasil, OR Sementes, Embrapa, TSI – Tratamento Industrial de Sementes, Syngenta e BASF, que colaboraram na apresentação de novas tecnologias de produção e no debate sobre manejo integrado e estratégias para o próximo ciclo produtivo.
O Roteiro Técnico 2025 foi espaço de atualização e integração entre os profissionais do campo, reafirmando o compromisso da Giovelli Sementes com o desenvolvimento tecnológico e a qualificação da agricultura missioneira.
Fonte: Rádio São Luiz
Conferência Territorial Missões debaterá demandas e políticas para o meio rural em Cerro Largo

Foto: Fernando Dias/SEAPI-RS
As demandas do meio rural e da agricultura familiar na região das Missões serão o foco do debate da Conferência Territorial Missões, marcada para 15 de outubro, no Campus Cerro Largo, da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS). O encontro faz parte das etapas regionais de discussão para a 3ª Conferência Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário (3ª CNDRSS), evento organizado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável (Condraf).
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Superintendente do MDA no Rio Grande do Sul, Milton Bernardes explica que o objetivo é construir propostas de desenvolvimento rural para a agricultura no Estado. Durante a conferência, serão escolhidas as demandas da região e os representantes para participar da etapa nacional, marcada para março de 2026.
Segundo Milton, um dos principais tópicos a serem abordados é a necessidade de ações para mitigação das emergências climáticas que afetam a agricultura e pecuária familiares no RS e região. “Temos sub-eixos que incluem a transição agroecológica como alternativa ao modelo hegemônico de agricultura, a reforma agrária e a regularização fundiária, o acesso a direitos sociais e promoção da qualidade de vida no campo e a importância da governança democrática e da participação social”, elenca o superintendente do MDA.
A região das Missões foi uma das mais atingidas por eventos extremos de estiagem e chuvas nos últimos anos, intensificados pelas mudanças climáticas causadas pela ação humana no planeta. Para Milton, esse contexto demanda reflexões sobre o modelo agrícola adotado no Estado e fazer isso de modo conjunto, em diálogo com os agricultores, pecuaristas e assentados.
Em relação ao endividamento dos produtores gaúchos diante das perdas de safra, o superintendente citou o suporte dado pelo governo federal via Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp).
Além de Cerro Largo, estão previstos outros encontros em regiões vizinhas, no dia 16/10 no Território Noroeste Colonial, em Ijuí, e no dia 17/10 no Território Fronteira Noroeste, em Santa Rosa.
Fonte: Rádio São Luiz
Comunidades do interior cobram melhorias nas estradas de São Luiz Gonzaga

Na manhã de quarta-feira, 8 de outubro 2025, ocorreu uma reunião na Prefeitura Municipal de São Luiz Gonzaga/RS para tratar da situação das estradas das comunidades do Rincão do Santana, São Lourenço e Assentamento Campos do Pontão. O encontro iniciou às 8 horas e contou com a presença do vice-prefeito Paulo César da Trindade Garcia (Paulo Fraga), do secretário de Secretaria de Infraestrutura Luiz Carlos Karnikowski de Oliveira, de moradores das localidades e de representantes da imprensa regional.
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Durante a reunião, os moradores relataram as dificuldades enfrentadas com as más condições das vias, que têm prejudicado o transporte escolar e o escoamento da produção agrícola. Clenio Pieniz, representante da comunidade de São Lourenço, destacou que o tráfego de caminhões está comprometido, especialmente em períodos de chuva, e solicitou que os trabalhos de manutenção sejam mais amplos, com abertura de sarjetas e colocação de bueiros. Ele mencionou que o último serviço de patrolamento na região ocorreu há quase dois anos e que, diante da necessidade, os próprios produtores vêm executando ações emergenciais com o uso de lâminas, em alguns casos, para garantir a passagem de veículos.
De acordo com o vice-prefeito Paulo Fraga, o município tem trabalhado com um cronograma de manutenção das estradas, enfrentando dificuldades relacionadas a intempéries e ao maquinário. Segundo ele, as máquinas da Secretaria de Obras já estão atuando na região, e ficou acertado que, com as condições climáticas favoráveis, os trabalhos de patrolamento e melhorias devem ser iniciados ainda nesta semana no trecho que liga São Lourenço à localidade de Santana, considerado um dos pontos mais críticos.
O vice-prefeito também informou que a administração municipal avalia alternativas técnicas para aprimorar o sistema de manutenção, entre elas um projeto experimental que utiliza uma mistura de cimento na base das estradas vicinais, o que poderá reduzir a dependência de cascalheiras e oferecer maior durabilidade ao pavimento.
Durante o encontro, houve momentos de divergência entre lideranças locais e representantes do Executivo. O vereador Cláudio Pereira (PDT) chegou a se retirar da reunião após um desentendimento sobre a inclusão do Rincão do Santana no cronograma de obras. A situação foi posteriormente esclarecida com a presença do secretário de Infraestrutura e do vereador João Iuri Oliveira (Cidadania), que confirmaram que a localidade está contemplada no planejamento.
Ao final da reunião, as partes concordaram em acompanhar de forma mais próxima à execução dos serviços e garantir que o maquinário permaneça na região até a conclusão dos trabalhos. O compromisso firmado prevê o início imediato das ações de patrolamento, conforme as condições do tempo.
Fonte: Rádio São Luiz
Domingos Velho Lopes é eleito para assumir presidência da Farsul

Foto: Divulgação/Assessoria de Comunicação da Farsul
Domingos Velho Lopes foi eleito como novo presidente da Farsul (Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul). O início do mandato será em janeiro de 2026, quando o atual presidente Gedeão Pereira Silveira deixará o cargo. A eleição foi realizada na última quinta-feira, 2 de outubro, em disputa com chapa única. Foram 120 votos a favor da eleição de Domingos, dois nulos e um em branco.
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Dos 134 sindicatos aptos a votar, 123 participaram da eleição presencial, a 44ª da história da Farsul, Formado como engenheiro agrônomo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e produtor rural, Domingos exerce suas atividades em Mostardas e Palmares do Sul. Desde 2003, integra a diretoria da entidade, além de ser membro da Comissão de Arroz da federação.
Em 2022, Domingos foi Secretário de Estado da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural e atualmente ocupa o cargo de diretor vice-presidente da Farsul. “Quero colocar o produtor rural no centro das atenções da população urbana”, afirmou o gestor sobre o foco de suas ações na entidade e a importância da agricultura para a economia do Rio Grande do Sul.
O presidente eleito da Farsul também comentou sobre a importância de combinar a produção com questões ambientais e a necessidade de incentivar a irrigação e a inovação no campo. “Nós não acreditamos numa atividade de forma isolada, e sim em um tripé de meio ambiente, produção na área econômica e ganhos sociais. Em última análise, é o que nós todos queremos, uma sociedade melhor para viver”, afirmou.
Domingos também pontuou a necessidade de defender os interesses dos produtores e de dialogar com os governos estadual e federal. “Vou continuar defendendo os nossos valores, sem arredar um centímetro da defesa do produtor rural”, complementou.
A nova diretoria terá uma renovação de 30% nos quadros, com 31 membros eleitos. Completam a diretoria executiva Elmar Konrad como 1º vice-presidente, Francisco Schardong, diretor-Administrativo, e José Alcindo Ávila, diretor-financeiro, com Manoel Ignácio Vieira Valim como 2º Diretor-Financeiro, e Fábio Avancini Rodrigues, 2º Diretor-Administrativo.
Fonte: Rádio São Luiz
Aliança Canola: Camera e Celena inauguram em São Luiz Gonzaga indústria pioneira no país

Foto: Rádio São Luiz
Na noite de 3 de outubro de 2025, São Luiz Gonzaga tornou-se o centro das atenções do agronegócio nacional ao sediar a inauguração da primeira fábrica brasileira dedicada exclusivamente ao processamento de canola. O empreendimento integra o parque industrial do Grupo Camera, em parceria com a empresa Celena Alimentos, formando a Aliança Canola, que une experiência e tecnologia voltadas à expansão da cultura da canola no país.
A solenidade foi realizada no auditório do Sindicato Rural, durante a programação oficial da Expo São Luiz 2025, reunindo autoridades, empresários, lideranças setoriais e produtores rurais. Estiveram presentes o prefeito José Antônio Flach Werle (Piti Werle), vereadores do município, o presidente da Emater/Ascar, Luciano Schwertz, o presidente da Associação Comercial e Industrial (ACI), Felipe Araújo Miranda, e a presidente da Expo São Luiz, Roberta Flores, além de representantes de instituições regionais e da imprensa.
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A nova unidade passa a operar com duas linhas industriais independentes, possibilitando o processamento diário de 750 toneladas de canola e 1.500 toneladas de soja, sem interrupções nas operações. A estrutura moderna, instalada no Parque Industrial do Grupo Camera, representa um salto tecnológico e produtivo, reforçando a verticalização e a agregação de valor às cadeias de óleos e proteínas vegetais. O investimento também consolida São Luiz Gonzaga como um polo agroindustrial estratégico no noroeste gaúcho.
A iniciativa amplia as possibilidades para o produtor rural, ao consolidar a canola como cultura de inverno estratégica, fortalecendo o conceito de “soja de inverno” e promovendo a diversificação agrícola no Estado. A Aliança Canola tem como objetivo impulsionar o cultivo de grãos de alta qualidade, atender à demanda crescente por óleo vegetal e subprodutos para alimentação animal, além de fomentar a inovação no campo.
Durante a cerimônia, o diretor de commodities do Grupo Camera, Júnior Rosa de Almeida, natural de São Luiz Gonzaga, destacou que a planta é resultado de décadas de trabalho na região e simboliza um marco na evolução da cultura da canola. Segundo ele, o projeto gera novas oportunidades econômicas e amplia a demanda por produtos e serviços locais. “A fábrica representa um passo para o futuro do agronegócio missioneiro, com mais oportunidades de emprego, mais frete e maior oferta de farelo e óleo vegetal produzidos aqui”, afirmou.
O prefeito Piti Werle ressaltou que a implantação do empreendimento contou com o apoio da administração municipal desde a fase inicial. Segundo ele, o poder público atuou na viabilização de infraestrutura e na articulação com as empresas envolvidas. “O investimento moderniza uma estrutura existente, gera empregos qualificados e fortalece a economia local. São Luiz Gonzaga é uma terra de oportunidades, e essa fábrica representa um divisor de águas no desenvolvimento do nosso município”, afirmou o prefeito.
O diretor da Celena Alimentos, Emilio Figer, enfatizou que o projeto é resultado de uma construção conjunta entre empresas que acreditaram na cultura da canola quando ela ainda era incipiente no Brasil. Segundo ele, a Aliança Canola é fruto de uma trajetória de mais de 20 anos de cooperação e pesquisa. “Começamos com poucos campos de cultivo, em uma época em que quase ninguém falava em canola no país. Hoje, ver essa planta funcionando é um símbolo de perseverança e de visão de futuro. Trabalhamos para transformar a canola em um pilar sólido do agronegócio brasileiro”, declarou.
Figueiredo também abordou o potencial de expansão da cultura na América do Sul, que já supera 600 mil hectares cultivados, e destacou que o Brasil pode atingir 1 milhão de hectares nos próximos anos, com São Luiz Gonzaga como base dessa transformação. “A indústria instalada aqui é mais do que um investimento: é um compromisso com a inovação, a sustentabilidade e o desenvolvimento regional”, concluiu.
O presidente da ACI, Felipe Araújo Miranda, avaliou que a nova planta representa um passo importante para atrair novas indústrias e diversificar a economia local, destacando que o setor empresarial está à disposição para futuras parcerias. Já o presidente da Emater/Ascar, Luciano Schwerz, salientou que o avanço da canola reforça a necessidade de políticas públicas voltadas à diversificação de culturas e à geração de renda no campo.
A presidente da Expo São Luiz 2025, Roberta Flores, enfatizou que a escolha da feira para sediar a inauguração simboliza o fortalecimento da união entre o agronegócio e os setores produtivos locais. “A Expo representa a integração de cultura, comércio, indústria e educação, e abrigar um evento dessa magnitude reafirma o papel da feira como espaço de desenvolvimento regional”, declarou.
O fundador e diretor do Grupo Camera, Vanoli Kist, finalizou o evento lembrando a trajetória de mais de cinco décadas da empresa, fundada por Orestes Camera em 1971, e destacou a importância da nova fábrica para o futuro do agro gaúcho. “Esta planta é moderna, tecnológica e representa o que há de melhor em processamento de grãos. São Luiz Gonzaga ganha uma estrutura que ficará como legado, movimentando a economia e qualificando a mão de obra local”, afirmou.
O ato solene encerrou-se com o descerramento da placa comemorativa, conduzido por Vitória Kist, bisneta do fundador do grupo e representante da quarta geração da família. A placa foi fixada na área fabril, marcando oficialmente a inauguração da primeira planta industrial de canola do Brasil.
Com a consolidação da Aliança Canola, São Luiz Gonzaga assume papel de destaque na cadeia nacional de óleos e proteínas vegetais, reforçando o protagonismo da região das Missões no cenário agroindustrial do Rio Grande do Sul e do Brasil.
Fonte: Rádio São Luiz
7° Seminário das Mulheres Produtoras Rurais aborda gestão no campo na Expo São Luiz 2025

Teodora Berta Souilljee Lütkemeyer – Foto: Reprodução/Rádio São Luiz
Foi realizado nesta sexta-feira, 3 de outubro, o 7° Seminário das Mulheres Produtoras Rurais, promovido pelo Sindicato Rural de São Luiz Gonzaga, durante a Expo São Luiz 2025. O evento contou a presença da produtora, ex-prefeita de Não-Me-Toque e Coordenadora da Comissão das Mulheres do Agro da Farsul (Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul), Teodora Berta Souilljee Lütkemeyer.
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Produtora rural, formada em biologia e com pós-graduação em Gestão e Trabalho Pedagógico, Teodora abordou a importância da liderança feminina no campo e da gestão para os empreendimentos rurais. “Nosso papel como líderes mulheres é trazer visibilidade para as mulheres, torná-las participantes do processo, atuantes, porque nós temos muitas mulheres que estão no agro”, destacou.
Presidente do Sindicato Rural de São Luiz Gonzaga, Margarete Costa Beber celebrou a realização do evento e a participação do público, em especial, das mulheres que participaram do encontro que teve sua primeira edição em 2011. “O objetivo é trabalhar pelo agro, mas sempre com o olhar feminino, trazendo a mulher sempre para dentro da comunidade”, afirmou.
O seminário foi realizado no Auditório Central do Sindicato Rural e, além da palestra, teve rodas de conversa e apresentação de relatos de experiência sobre os desafios enfrentados no cotidiano pelas mulheres no campo.
Fonte: Rádio São Luiz
Diretor-geral da Secretaria de Agricultura do RS comenta sobre irrigação e desafios da produção agrícola

Márcio Amaral ao lado do prefeito Piti Werle (Foto: Luiz Oneide/Rádio São Luiz)
Diretor-geral da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do RS (Seapi) e ex-prefeito de Alegrete, Márcio Amaral participou nesta quinta-feira, 2 de outubro, de seminário sobre irrigação na Expo São Luiz 2025. Em entrevista à Rádio São Luiz FM 100.9, Márcio comentou sobre os desafios enfrentados pelos produtores rurais no Estado e a importância de buscar alternativas, como por meio da irrigação.
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Márcio participou de seminário sobre o Programa Irriga+RS, promovido por Seapi e Emater/RS-Ascar, com apoio do Sindicato Rural de São Luiz Gonzaga e da Coopatrigo. Ele descreveu os investimentos feitos pelo governo estadual para subsidiar a implementação de sistemas de irrigação no RS, em iniciativa que já alcançou mais de 1,5 mil produtores rurais.
Segundo o diretor-geral da Seapi, a intenção é aumentar as áreas de sequeiro de verão irrigadas de 4% para 20% no Rio Grande do Sul. Márcio relembrou as dificuldades climáticas enfrentadas pelos produtores, com consecutivas quebras de safra devido à irregularidade das chuvas, causadas pelo alteração promovidas pela ação humana no planeta.
“Nós temos uma relação que é direta, quando nós temos frustrações de safra, temos uma queda do PIB do Estado”, pontuou Márcio, sobre o papel da agricultura na economia estadual. De acordo com ele, no edital 3 do Programa Irriga+, criado pelo governo estadual, a intenção é ampliar o número de agricultores contemplados, com um teto ampliado de R$150 mil
Fonte: Rádio São Luiz
Irrigação no meio rural é tema de seminário na Expo São Luiz 2025

Foto: Luiz Oneide/Rádio São Luiz
A Expo São Luiz 2025 foi palco nesta quinta-feira, 2 de outubro, do “Seminário de Irrigação: Irriga+ RS”. O evento discutiu o avanço da irrigação no meio rural. Os tópicos abordados incluíram tecnologias para o uso eficiente da água, estratégias para o aumento da produtividade nas lavouras e soluções para promover a inovação e sustentabilidade no campo.
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O seminário teve início às 9h, no Auditório Central do Parque de Exposições do Sindicato Rural. A iniciativa foi organizada pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do RS (Seapi) e Emater/RS-Ascar, com apoio do Sindicato Rural de São Luiz Gonzaga e da Coopatrigo.
Durante o encontro, foram apresentados resultados do Programa Irriga+RS do governo estadual, além de explicações sobre licenças e normas ambientais vigentes e exemplos de produtores rurais que já instalaram sistema de irrigação em suas propriedades.
Segundo o assistente técnico regional da Emater RS/Ascar, Marco André Junges, a irrigação é uma alternativa para reduzir os impactos de estiagens na região. Ele pontuou ainda a oportunidade dos produtores conhecerem exemplos de como implementar esses sistemas e poderem dialogar com representantes da Seapi e também da Secretaria de Meio Ambiente do RS (Sema).
Presidente da Coopatrigo, Paulo Pires enfatizou que a irrigação é um tema fundamental para a produção agrícola na região. “Esse é um exemplo de inovação, até por necessidade. A irrigação se tornou uma necessidade na nossa região”, afirmou. Ele também pontuou a importância da participação de diversas pessoas, especialistas e produtores ao longo da programação da Expo São Luiz.

Foto: Luiz Oneide/Rádio São Luiz
Fonte: Rádio São Luiz



