Rural

Incêndio atinge silo de grãos em propriedade rural de São Luiz Gonzaga

Foto: Divulgação/CBMRS

Um incêndio foi registrado na madrugada deste domingo, 6 de abril, em um silo de armazenamento de grãos no interior de São Luiz Gonzaga. O fogo atingiu diferentes partes da estrutura que fica em uma localidade rural de Barrigudo, próxima a ERS-165. Ninguém ficou ferido e os bombeiros ainda trabalham no local para conter as chamas.

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Ainda não há informações sobre a origem do incêndio, mas uma das possibilidades é de que tenha começado em um secador. O 2° Pelotão de Bombeiro Militar de São Luiz Gonzaga (CBMRS) foi acionado para atender a ocorrência. Posteriormente, bombeiros de Santo Ângelo também foram chamados para auxiliar no combate ao fogo.

Fonte: Rádio São Luiz com informações de CBMRS

Claudio Pereira aponta problemas em estradas do interior e início do prazo para a Declaração Anual de Rebanho

Divulgação/Assessoria da Câmara Municipal de São Luiz Gonzaga

O vereador Claudio Pereira (PDT) comentou sobre as condições das estradas do interior de São Luiz Gonzaga. Em entrevista após a sessão legislativa desta segunda-feira, 31 de março, o vereador mencionou os impactos causados pelas chuvas, devido a falta de elevação e de sarjetas para escoamento da água.

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De acordo com Claudio, poderia ser feita a abertura de novas sarjetas, com uso de retroescavadeira, com instalação de uma tubulação em determinados locais. Ele mencionou o caso de produtores rurais que tiveram, inclusive, perda de animais devido ao acúmulo de água.

O vereador citou ainda o início do prazo para a entrega da Declaração Anual de Rebanho pelos criadores de animais no Rio Grande do Sul – a partir desta terça-feira, 1° de abril, até o dia 30 de junho. “Aqueles que têm animais que vão o quanto antes, não deixem para o último mês”, reforçou.

Claudio também mencionou o histórico de ligação de seu partido com as causas do homem do campo e o trabalho junto ao governo estadual, por exemplo, na organização do programa RS Qualificação.

Fonte: Rádio São Luiz

Paulo Pires comenta sobre Plant Show e temas relacionados à produção agrícola na região

Foto: Rádio São Luiz

O presidente da Coopatrigo Paulo Pires concedeu entrevista ao programa Olho Vivo desta sexta-feira, 28 de março. Entre os temas abordados na conversa, estiveram a realização do Plant Show, o prêmio IASC recebido pela Cermissões, além da situação da colheita e plantio da soja e do trigo.

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A segunda edição do Coopatrigo Plant Show reuniu diferentes produtores em São Luiz Gonzaga, com objetivo de discutir desafios para enfrentar a estiagem e tecnologias voltadas à produção agrícola. “Mostrar para o produtor que existem coisas para mitigar as adversidades e as consequências dessa má distribuição de chuva na nossa região”, explicou Paulo sobre a pauta do evento.

Presidente da FecoAgro RS (Federação das Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul), Paulo também celebrou a premiação da Cermissões no Índice ANEEL de Satisfação do Consumidor (IASC). Ele mencionou a parceria entre as cooperativas na área de irrigação agrícola.

O gestor também comentou sobre a situação das chuvas na região e as colheitas nas lavouras. Segundo ele, a expectativa é de que o regime de chuvas possa retornar a uma normalidade. “Nós não temos safra boa em lugar nenhum”, apontou, sobre as dificuldades enfrentadas pelos produtores da região. Ainda de acordo com ele, essas perdas devem afetar toda a sociedade gaúcha, com impactos para a economia e circulação de renda.

Paulo Pires também citou o diálogo com a Emater RS/Ascar para organizar um evento durante a Expo São Luiz 2025. De acordo com o presidente da Coopatrigo e FecoAgro, o objetivo é ampliar as discussões sobre irrigação e conservação dos solos. “A feira vai ser um momento de olharmos para frente e mostrarmos a convergência e nossa união”, enfatizou.

Fonte: Rádio São Luiz

Agravamento da estiagem prejudica abastecimento de água para animais em Dezesseis de Novembro

Foto: Divulgação/Prefeitura de Dezesseis de Novembro

A situação da estiagem em Dezesseis de Novembro tem levado á necessidade de uso de caminhões-pipa para o abastecimento de água para o consumo animal. Segundo o prefeito Johnni Bocacio, esse trabalho já dura diferentes semanas com mais de 1 milhão de litros distribuídos por três veículos, em um cronograma organizado pela administração para abastecer as diferentes localidades do município.

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Conforme Johnni, Dezesseis de Novembro possui cerca de 36 poços artesianos para abastecer a população com água potável. Ele enfatizou que os custos são cobertos pelo município, porém, a recomendação é de que as pessoas possam economizar. “Água potável para o ser humano não temos problemas, mas precisamos de compreensão e economia”.

Segundo o prefeito, a demanda nos últimos 20 dias aumentou bastante, com gastos de aproximadamente R$10 mil por dia para fazer o transporte de água para os animais. Dezesseis de Novembro está atualmente com decreto de situação de emergência homologado pela Defesa Civil do RS, o que liberou recursos para esse trabalho.

Johnni citou que o município espera o recebimento de cestas básicas nos próximos dias. O gestor recordou ainda a insuficiência e irregularidade das chuvas das últimas semanas, prejudicando também a agricultura e as lavouras locais.

Fonte: Rádio São Luiz

 

Embrapa e Coopatrigo desenvolvem estudo para melhorar estrutura física e química do solo na região

Foto: Kelvin Morais/Rádio São Luiz

A busca por soluções que garantam produtividade e sustentabilidade nas lavouras da região das Missões é o foco de uma importante parceria entre a Coopatrigo e a Embrapa. O pesquisador e agrônomo Marcelo Klein, da Embrapa, esteve nesta semana no Plant Show promovido pela cooperativa para detalhar os objetivos e os avanços do projeto conjunto, que iniciou em 2024 e seguirá até 2027.

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A iniciativa surgiu após uma provocação feita pelos técnicos da Coopatrigo à Embrapa. “Eles nos disseram: a Embrapa Trigo tem soluções de manejo de solo estudadas há décadas em Passo Fundo, mas nossa realidade é outra. Precisamos testar essas soluções aqui, nas condições das Missões”, explicou Marcelo.

Dessa provocação nasceu um projeto estruturado em duas vertentes. A primeira consiste na instalação de dois ensaios experimentais na área da Escola Técnica Cruzeiro do Sul, onde a Coopatrigo mantém seu campo demonstrativo. Os estudos visam avaliar diferentes fontes de corretivos do solo — como calcário, gesso agrícola e óxido de cálcio — aplicados de variadas formas: na superfície, incorporados com escarificador ou arado, e ao longo das safras.

“A grande dúvida dos produtores é: devo apenas aplicar o calcário na superfície e escarificar ou incorporar com aração? Nosso experimento vai responder isso com dados locais, baseados em soja no verão e trigo no inverno, avaliando produtividade e mudanças químicas no solo até 2027”, detalhou o pesquisador.

A segunda vertente do trabalho ocorre diretamente em nove propriedades da área de abrangência da Coopatrigo. Em cada uma, foi selecionado um talhão para diagnóstico físico e químico do solo. Com base nos resultados, foram propostas intervenções específicas, formando faixas de manejo que serão acompanhadas tecnicamente ao longo do projeto. “Esses talhões são maiores, mais próximos da realidade do produtor, e vamos realizar encontros técnicos para compartilhar os resultados após cada safra”, complementou Marcelo.

Outro ponto importante destacado pelo pesquisador é a característica dos solos da região das Missões, predominantemente latossolos, que possuem alta acidez e elevada porcentagem de argila (cerca de 70%). “Essa composição faz com que sejam solos densos, considerados pesados. No entanto, têm excelente capacidade de retenção de água, de 1,5 a 2 milímetros por centímetro de solo. Se conseguirmos estimular o crescimento das raízes em profundidade, garantimos maior acesso à água e resiliência das lavouras em períodos de seca”, explicou.

O projeto, além de buscar respostas para manejo adequado, reforça a importância de produtores terem acesso a informações de qualidade, geradas por instituições reconhecidas. “É louvável a iniciativa da Coopatrigo em buscar a Embrapa. Ter dados isentos, produzidos localmente, permite ao produtor tomar decisões seguras e acertadas”, concluiu Marcelo Klein.

Fonte: Rádio São Luiz

Possibilidade de fechamento de escola no interior de Caibaté gera debate no município

Foto: Gisele Machado

Repercutiu nesta semana na região a possibilidade de fechamento da Escola Municipal Nossa Senhora das Graças, localizada na comunidade da Vista Alegre, interior de Caibaté. A Rádio São Luiz FM 100.9 apurou a situação e conversou com o prefeito Daniel Sefrin Herter (PP) e com uma das moradoras da comunidade, Gisele Machado dos Santos, presidente do Círculo de Pais e Mestres (CPM) da escola.

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De acordo com o prefeito, a contabilidade interna do município apontou um déficit de aproximadamente R$30 mil por mês com os custos da escola, em função do baixo número de alunos e, consequente redução dos repasses de recursos. Daniel explicou a logística de transporte e que a proposta é trazer os alunos para estudarem na cidade.

Após a repercussão do caso, um abaixo-assinado foi criado pela comunidade para cobrar diálogo e a manutenção da escola e até esta sexta contava com 40 assinaturas. Uma reunião inicialmente para discutir o assunto estava prevista para esta sexta-feira, entre o Executivo, a Câmara de Vereadores de Caibaté os moradores, mas foi adiada pela administração.

Moradora da comunidade da Vista Alegre e mãe de aluno da escola, Gisele questionou a forma como o assunto foi apresentado e a intenção de mudar em poucos dias. “Nesta sexta-feira as crianças teriam de vir aqui e na segunda já iriam na outra escola no município”, explicou Gisele. A principal insatisfação seria a velocidade da troca de escola dos estudantes.

Em sua justificativa, Daniel apontou que os recursos destinados para a escola poderiam ser redirecionados para outras áreas, inclusive, para investimento na educação. “Além disso, queremos passar para as mães e alunos que menos de 20 alunos e estão todos dentro de uma sala só. Não queremos colocar turmas juntas”, acrescentou, sobre a questão da socialização e do aprendizado.

Gisele apontou que a comunidade reconhece as dificuldades financeiras do município, mas cobra um planejamento e um prazo maior de discussão e organização para as crianças. “É algo que tem de ser trabalho e, se no futuro for fechada, tem que ser apresentado para toda a comunidade”, comentou.

De acordo com o prefeito, outros compromissos levaram ao adiamento da reunião, mas próximos dias deverá ser agendado um encontro com a comunidade para discutir o assunto.

Fonte: Rádio São Luiz

Coopatrigo Plant Show reúne produtores e apresenta tecnologias para enfrentar desafios da estiagem

Irrigação é um dos temas de destaque do evento. Foto: Luiz Oneide/Rádio São Luiz

Produtores associados à Coopatrigo participaram nesta quarta-feira, 19, da abertura da segunda edição do Coopatrigo Plant Show, evento realizado na área experimental da cooperativa, junto à Escola Técnica Cruzeiro do Sul. A programação segue nesta quinta-feira, 20, a partir das 16h, com a expectativa de reunir novamente um bom público interessado em conhecer as novidades e alternativas para a lavoura e a pecuária.

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O Coordenador Técnico da Coopatrigo, Bento Butenbender, destacou que o primeiro dia foi produtivo e com boa presença dos associados, que puderam acompanhar informações sobre práticas e tecnologias importantes para o momento atual. “Queremos que nesta quinta-feira os produtores se façam presentes novamente, principalmente para conhecerem estações como a de dessecação da soja, manejo vital devido à estiagem, além das informações sobre solo, pecuária e alternativas futuras. Mesmo diante das dificuldades, não podemos parar. Estamos ao lado do produtor, trazendo alternativas para continuar evoluindo”, afirmou. Bento também reforçou a necessidade de avançar na irrigação, apontando que além dos barramentos e armazenamentos, o uso de recursos subterrâneos precisa ser considerado.

Entre as empresas parceiras, Eduardo Francischetti, da Ouro Fértil, apresentou um destaque tecnológico em fertilizantes. Ele explicou que o produto tem revolucionado o manejo, sendo altamente absorvido pela planta e oferecendo mais rentabilidade e praticidade. “É um nitrogênio de fácil aplicação, que pode ser utilizado no pulverizador, com vantagens como o fornecimento de tanque em comodato, dispensando o uso de bags para armazenamento”, destacou.

O diretor comercial de insumos da Coopatrigo, Fábio Munchen, ressaltou o investimento realizado para oferecer aos produtores um evento completo. “Estamos reunindo 25 empresas parceiras, trazendo novidades, estações práticas e palestras que abordam desde dessecação, poços artesianos, até práticas inovadoras em manejo do solo. Queremos compartilhar exemplos positivos de produtores e alternativas para o futuro”, frisou.

O Coopatrigo Plant Show segue até esta quinta-feira, oferecendo conhecimento e soluções para que os produtores enfrentem os desafios da estiagem e garantam rentabilidade nas lavouras e propriedades.

Fonte: Rádio São Luiz

11º Grito de Alerta reúne 6 mil produtores em São Luiz Gonzaga e se torna a maior manifestação pública dos últimos anos

Grupo passou pelas principais ruas da cidade. Foto: Kelvin Morais/Rádio São Luiz

São Luiz Gonzaga foi palco, nesta quarta-feira, 19, do 11º Grito de Alerta, o maior evento de manifestação pública da região nos últimos anos. Organizado pela Fetag, o ato mobilizou aproximadamente 6 mil produtores rurais de todas as regiões do Rio Grande do Sul, além de lideranças políticas, prefeitos, vereadores, cooperativas, agentes financeiros e entidades do setor agropecuário.

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Desde as primeiras horas da manhã, caravanas de produtores chegaram à cidade, concentrando-se na Rua São João, no acesso principal, com dezenas de ônibus trazendo comitivas. Em um dos momentos simbólicos do ato, os manifestantes, acompanhados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), bloquearam por alguns minutos o trevo de acesso, chamando a atenção para as dificuldades enfrentadas pelos produtores, principalmente o endividamento causado por seguidas frustrações de safra nos últimos cinco anos.

Após o bloqueio simbólico, o grupo seguiu em marcha pela Rua São João, com diversas paradas estratégicas. Em frente ao Sicredi, foi realizada uma encenação para retratar as dificuldades financeiras vividas pelo produtor rural. Em seguida, em frente ao INSS, os manifestantes cobraram a redução do tempo de espera para perícias médicas, que hoje ultrapassam quatro meses. Também ocorreram atos em frente ao Banco do Brasil e ao Banrisul, simbolizando, respectivamente, a representação do governo federal e estadual no município.

Durante toda a caminhada, lideranças se revezavam em um caminhão de som, reforçando a importância da mobilização e explicando à comunidade que a crise no campo afeta diretamente a economia urbana e a segurança alimentar.

A Rádio São Luiz, com Luiz Oneide e Evelise Oliveira, realizou a cobertura completa do evento, transmitindo ao vivo pelos 100.9 FM e em imagens pelas redes sociais. Ao microfone, diversas lideranças expressaram suas preocupações.

O presidente da Regional Missões II, Márcio Langer, destacou que os efeitos climáticos têm impactado gravemente a produção agrícola e pecuária, levando os produtores a uma situação de endividamento contínuo. “Estamos vivendo uma sequência de prorrogações e renegociações, mas o campo precisa de um compasso de espera e, principalmente, de um fôlego para negociar”, frisou. Márcio também salientou a necessidade do fortalecimento do Proagro e de soluções concretas para os problemas de perícia enfrentados pelos trabalhadores rurais.

Rafael Dalenogare, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de São Luiz Gonzaga e Rolador, reforçou a relevância do ato. “O Grito nasceu aqui em São Luiz e hoje chegamos à 11ª edição. É fundamental que a mobilização tenha eco em Brasília para que medidas concretas cheguem ao agricultor, especialmente diante da grave estiagem”, afirmou.

Uma das manifestações mais contundentes foi a do presidente da Fetag, Carlos Joel da Silva. Ele criticou a falta de resposta do governo federal às reivindicações. “Até agora, não tivemos retorno para nenhuma das nossas pautas. Precisamos de políticas eficazes, com alongamento das dívidas por até 20 anos e juros compatíveis com a realidade dos agricultores. Além disso, é inadmissível que produtores esperem quatro meses por uma perícia médica”, disse.

Carlos Joel ressaltou que o movimento une as principais entidades do setor agropecuário, como Farsul, Fecoagro, Ocergs, Aprosoja e Acerva. Ele fez um apelo à bancada federal gaúcha para que se engaje na busca por soluções e não descartou ações mais contundentes caso não haja avanço. “Se não houver retorno, vamos subir o tom das manifestações, podendo chegar ao fechamento de estradas ou ocupação de espaços públicos”, alertou.

O evento contou com grande aparato logístico e apoio da Brigada Militar, que avaliou de forma positiva o andamento da manifestação. Segundo o Major Brum, o ato ocorreu de forma ordeira, sem incidentes, graças ao planejamento e ao diálogo entre organizadores e forças de segurança.

O encerramento ocorreu na Praça da Matriz, onde lideranças reiteraram a gravidade da situação enfrentada pelo campo e reforçaram que, se necessário, novas mobilizações serão organizadas com maior intensidade.

Fonte: Rádio São Luiz

Projeto de securitização das dívidas é tema central de palestra com Antônio da Luz em São Luiz Gonzaga

Antônio da Luz. Foto: Kelvin Morais/Rádio São Luiz

Na noite da última terça-feira, 18, o Sindicato Rural de São Luiz Gonzaga foi palco de um importante encontro que reuniu um grande público, entre produtores rurais, acadêmicos, agentes financeiros, lideranças e autoridades locais, para debater os efeitos da estiagem prolongada sobre a economia e possíveis soluções para a situação enfrentada pelo setor. O evento foi promovido pelo Sindicato Rural em parceria com a Coopatrigo e contou com a palestra do economista-chefe da Farsul, Antônio da Luz.

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Durante sua explanação, Antônio da Luz apresentou um panorama detalhado dos prejuízos acumulados nos últimos anos, destacando que, em cinco anos, o Rio Grande do Sul perdeu cerca de 50 milhões de toneladas de grãos. Para ilustrar o impacto, ele comparou: “Seriam necessárias um milhão de carretas bitrem para transportar essa produção que não colhemos. Enfileiradas, elas dariam 30 mil quilômetros, o equivalente a dois terços da circunferência da Terra”. Segundo o economista, essas perdas refletem não apenas no campo, mas também nos setores industrial e de serviços, afetando a economia gaúcha como um todo.

Um dos principais temas abordados foi o projeto de lei de securitização das dívidas dos produtores, atualmente em tramitação no Congresso. De acordo com Antônio da Luz, a proposta, liderada pelo senador Luis Carlos Heinze, visa criar condições para que os produtores possam alongar suas dívidas em até 20 anos, com taxas de juros compatíveis, e sem a necessidade de recursos públicos, utilizando um montante específico que viria do Pré-Sal. “O momento é crítico, mas estamos trabalhando unidos para buscar uma solução viável e definitiva”, frisou o economista.

O presidente da Coopatrigo, Paulo Pires, também destacou a importância do debate: “Precisamos de uma política pública clara que permita que o produtor gaúcho supere esses anos consecutivos de dificuldades e siga produzindo”. Para ele, a securitização é hoje a saída mais concreta para enfrentar a crise no campo.

Já Margareth Costa Beber, presidente do Sindicato Rural de São Luiz Gonzaga, enfatizou que o objetivo do evento foi aproximar os produtores, agentes financeiros e lideranças para que todos compreendam a dimensão do problema e possam agir em conjunto. “Precisamos entender toda essa matemática para não tomarmos decisões precipitadas. A união entre produtores, entidades e instituições financeiras é fundamental para buscarmos soluções”, avaliou.

O encontro também contou com a participação do assessor da presidência da Farsul, Luís Fernando Cavalheiro Pires, que reforçou a importância da mobilização do setor produtivo, das cooperativas e dos sindicatos rurais para pressionar por avanços no projeto de lei e outras pautas ligadas ao endividamento.

Parte do público presente no evento

Fonte: Rádio São Luiz

Carlos Joel da Silva cobra respostas do governo e alerta para “subida de tom” nas mobilizações

Carlos Joel da Silva. Foto: Reprodução/Rádio São Luiz

Carlos Joel da Silva, presidente da Fetag-RS, falou sobre a mobilização do 11º Grito de Alerta, que ocorre nesta quarta-feira, 19, em São Luiz Gonzaga. Na entrevista, ele destacou a insatisfação com a falta de respostas do governo federal diante da grave situação enfrentada pelos produtores rurais devido à estiagem, que já chega ao quinto ano consecutivo.

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“Precisamos fazer o governo acordar e se mexer, até agora não tivemos resposta para nenhuma das nossas pautas”, afirmou. Segundo ele, o movimento reúne todas as principais entidades ligadas ao setor agropecuário, como Famurs, Farsul, Fetag, Fecoagro, Ocergs, Aprosoja e Acerva, unidas em torno de pautas comuns.

O presidente ressaltou que a principal reivindicação é o alongamento do pagamento das dívidas por 20 anos — seja chamado de prorrogação ou securitização — com juros compatíveis à realidade dos agricultores. Além disso, enfatizou a necessidade de um seguro eficaz: “Não adianta prorrogar sem ter uma política de seguro, como o Proagro, que realmente proteja o produtor”.

Carlos Joel também destacou uma pauta específica da Fetag, relacionada à previdência social. “Temos agricultores esperando há quatro meses uma perícia médica. Não se trata um segurado, especialmente um segurado especial, dessa forma”, criticou.

Ele reforçou que o agricultor não está pedindo anistia, mas sim prazo para conseguir manter a produção. “O agricultor compra óleo diesel, máquinas, insumos… Se ele não produz, toda a cadeia sofre. Esse é um problema da sociedade”.

O líder sindical expressou decepção com a falta de diálogo por parte do governo: “Faz mais de 15 dias que estivemos em Brasília pedindo suspensão por 120 dias para podermos trabalhar. Até agora, nada”. Também cobrou maior comprometimento dos parlamentares gaúchos: “Parece que temos um só senador, o Heinze. Mourão aparece de vez em quando e o Paim não vem nunca. Dos 31 deputados, são cinco ou seis que ajudam. Queremos que nosso poder político também se una”.

Carlos Joel avisou que, caso não haja respostas concretas, as mobilizações podem se intensificar. “Estamos todos unidos. Se o governo não responder, poderemos radicalizar, com ações mais fortes como ocupações ou fechamento de faixas. Não queremos chegar a esse ponto, mas precisamos de retorno”.

Ele finalizou destacando que no dia 1º de abril haverá nova mobilização em Brasília, durante o Congresso da Contag, e as lideranças irão pressionar diretamente deputados e ministérios por soluções efetivas.

Fonte: Rádio São Luiz

Rafael Dalenogare destaca importância do 11º Grito de Alerta para agricultura familiar e economia regional

Rafael Dalenogare Paz. Foto: Divulgação/Rádio São Luiz

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de São Luiz Gonzaga e Rolador, Rafael Dalenogare Paz, reforçou a relevância do 11º Grito de Alerta, que ocorre nesta quarta-feira, 19, em São Luiz Gonzaga. Segundo ele, a mobilização tem caráter estadual, com foco central na situação crítica provocada pela estiagem. “O Grito nasceu aqui em São Luiz e hoje estamos na 11ª edição. A pauta principal é um olhar para a agricultura familiar, mas também para a economia da nossa região”, destacou.

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Rafael ressaltou que é fundamental que a manifestação tenha eco em Brasília, para que medidas concretas cheguem aos agricultores. O movimento ocorre desde o início da manhã, com caminhada pelas ruas da cidade, passando por pontos estratégicos: às 10h em frente ao Sicredi, às 10h30min no INSS, às 11h15min no Banco do Brasil e, por fim, seguindo pela Avenida Senador Pinheiro Machado até a Praça da Matriz, com previsão de chegada entre 12h e 12h30min.

O presidente reconheceu que a mobilização pode gerar transtornos momentâneos, mas frisou que a pauta vai além dos agricultores, afetando também o comércio e a sociedade local. “Ontem fizemos uma panfletagem explicando os motivos e sentimos a receptividade do público. Tenho certeza que a comunidade entende que essa é uma causa justa”, afirmou.

Fonte: Rádio São Luiz

Márcio Langer destaca necessidade de fôlego financeiro para produtores no 11º Grito de Alerta

Márcio Langer. Foto: Reprodução/Rádio São Luiz

O presidente da Regional Missões II, Márcio Langer, projeta a participação de aproximadamente 5 mil pessoas no 11º Grito de Alerta, mobilização que reúne produtores de todo o Estado em São Luiz Gonzaga nesta quarta-feira, 19, com forte presença da macrorregião missioneira. Segundo ele, o ato é resultado de um trabalho de construção realizado ao longo de 90 dias, com foco em apresentar propostas para enfrentar a situação de emergência vivida no campo.

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Márcio destacou que os efeitos climáticos têm prejudicado gravemente o setor produtivo, gerando um cenário de endividamento no custeio pecuário e agrícola. “Estamos vivendo uma sequência de prorrogações e renegociações, mas o campo precisa de um compasso de espera e, principalmente, de um fôlego para negociar”, afirmou, referindo-se à necessidade de medidas do governo federal, especialmente via Conselho Monetário Nacional, para alongamento das dívidas e recuperação da capacidade produtiva.

Outro ponto ressaltado foi a dificuldade enfrentada pelos trabalhadores rurais em relação à previdência, especialmente na concessão de benefícios como o auxílio-doença, cuja lentidão tem afetado as famílias. Márcio Langer também chamou atenção para a urgência de se fortalecer o Proagro, mecanismo de proteção agrícola. “É inadmissível que nossos agricultores não tenham um instrumento eficaz para proteger suas lavouras”, enfatizou.

O presidente salientou que há um pacto entre entidades, agentes financeiros, parlamentares gaúchos, prefeitos e vereadores para pressionar por soluções concretas, tanto legislativas quanto executivas. Ele acredita que a força conjunta desses setores será decisiva para que as demandas dos agricultores repercutam nas esferas de poder, especialmente em Brasília.

Fonte: Rádio São Luiz

Brigada Militar orienta sobre bloqueios e desvios durante o 11º Grito de Alerta em São Luiz Gonzaga

Divulgação/Rádio São Luiz

O comandante do 14º Batalhão de Polícia Militar, Major Eduardo dos Santos Brum, emitiu um comunicado à população de São Luiz Gonzaga sobre as alterações no trânsito em razão do 11º Grito de Alerta. A mobilização ocorre nesta quarta-feira, 19, iniciando as 7h e com término por volta das 13h.

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Entre as principais mudanças, está o bloqueio do acesso à cidade pela Rua São João, sendo necessário que os motoristas utilizem a Rua Ernesto Alves como rota alternativa. A conversão à esquerda nesse trecho estará liberada somente para ônibus da manifestação.

Além disso, áreas da Praça da Matriz, onde não há estabelecimentos comerciais, estão com o estacionamento isolado para evitar possíveis incidentes com veículos estacionados durante o evento.

O Major Brum também destacou que o deslocamento da manifestação – que parte do trevo de acesso à cidade, seguindo até a agência do INSS e, posteriormente, ao Banco do Brasil e ao centro da cidade – impactará o fluxo dos veículos. Durante o percurso, ruas poderão ser bloqueadas e liberadas gradualmente, conforme o avanço dos manifestantes.

Por fim, a Brigada Militar solicita a compreensão e colaboração da comunidade, pedindo que todos respeitem as orientações e sinalizações feitas pelos policiais durante o período da mobilização.

Fonte: Rádio São Luiz

Rose Grings descreve projeto de isenção de impostos para produtores rurais

Arquivo/Rádio São Luiz

A vereadora Rose Grings (PP) concedeu entrevista nesta terça-feira, 18 de março, para explicar proposta de isenção de impostos no processo de regularização fundiária dos produtores rurais. O objetivo, segundo a vereadora, é elaborar uma lei para ajudar os pequenos produtores e assentados rurais de São Luiz Gonzaga.

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Segundo Rose, a intenção é facilitar a regularização fundiária e o acesso a financiamentos por parte dos agricultores. O projeto de lei deverá ser encaminhado pelo Executivo por tratar de isenção de impostos. Porém, a vereadora mencionou que já existe apoio para aprovar a proposta.

Outro assunto abordado foi o projeto para construção do pórtico de São Luiz Gonzaga. Rose mencionou a luta dos últimos anos para viabilizar a obra e a indicação feita pela vereadora para elaboração de uma “Cruz Missioneira” no terreno da Associação Comercial Industrial (ACI) e projeto do arquiteto Fernando Riet.

Conforme Rose, a partir do diálogo com o Executivo será possível definir os detalhes e o custo da obra do pórtico. O tema repercutiu nos últimos dias devido a proposta do vereador Leonardo Vargas (PT) para destinar recursos para um pórtico e que teve a indicação de emenda alterada para o Ginásio JB Loureiro.

Na entrevista, Rose também comentou sobre as tratativas para a Festa do Arroz Carreteiro 2025 e a busca por um novo local para o evento, previsto para os dias 31 de maio e 1° de junho. A vereadora mencionou a possibilidade de realização no Parque do Sindicato Rural, onde ocorre a Expo São Luiz.

Confira a entrevista na íntegra no Facebook da Rádio São Luiz.

Fonte: Rádio São Luiz

No Dia do Mel, especialista destaca importância do alimento e alerta para preservação das abelhas

Foto: Freepik

Neste 17 de março é celebrado o Dia do Mel, uma data que não apenas ressalta os benefícios desse alimento natural tão presente na cultura alimentar, mas também chama atenção para o papel das abelhas no equilíbrio do meio ambiente. Para falar sobre o tema, a Rádio São Luiz conversou com o professor doutor Rafael Meirelles, pesquisador da área de entomologia e professor na UERGS, em São Luiz Gonzaga.

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Durante a entrevista, o professor explicou que existem diferentes tipos de mel, com variações no sabor, cor e propriedades, dependendo da florada e da espécie de abelha. “Os méis de flores da primavera, por exemplo, são mais claros e suaves, enquanto os de final de temporada, como os de aroeira, são mais escuros e intensos”, detalhou.

Rafael também alertou para os cuidados na hora da compra do produto. Segundo ele, o mel pode ser adulterado com xaropes ou misturas de açúcar. Para evitar fraudes, a recomendação é adquirir o alimento de marcas ou produtores confiáveis e observar selos de qualidade no rótulo.

Além dos benefícios do mel, a entrevista destacou a importância da polinização feita pelas abelhas. “Elas garantem a diversidade genética das plantas e, consequentemente, a variedade de alimentos que consumimos. Sem abelhas, não há polinização eficiente, e isso impacta diretamente na produção agrícola e na biodiversidade”, enfatizou o professor.

Para Rafael Meireles, datas como o Dia do Mel têm o objetivo de conscientizar a população. “Elas trazem visibilidade ao produto e reforçam a necessidade de preservação das abelhas, que têm enfrentado ameaças como uso de agrotóxicos e destruição do habitat”, concluiu.

Fonte: Rádio São Luiz

Rodrigo Ribas comenta sobre mobilização por políticas de apoio aos produtores na Expodireto

Foto: Divulgação/Prefeitura de São Miguel das Missões

O presidente da Associação dos Municípios das Missões (AMM) e prefeito de São Miguel, Rodrigo Ribas (PP), concedeu entrevista na manhã desta quinta-feira, 13 de março, para comentar sobre audiência pública para discutir as políticas públicas e securitização para o setor rural diante de eventos extremos, como a atual estiagem.  O encontro está previsto para ser realizada nesta sexta-feira (14/03) durante a 35° Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque (RS).

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Rodrigo mencionou as perdas sofridas nas safras nos últimos cinco anos e a mobilização para apoiar os produtores rurais, em parceria com representantes da bancada gaúcha no Congresso Nacional e entidades, como a Fetag-RS (Federação dos Trabalhadores da Agricultura do Rio Grande do Sul). “A nossa região é uma das mais castigada do estado”, enfatizou o presidente da AMM.

Segundo ele, o fortalecimento do agronegócio é essencial para a economia regional, o que demanda suporte do governo federal. Uma das principais preocupações do setor é com relação ao endividamento dos produtores. “Ninguém tem estrutura para aguentar cinco anos, e se não houver apoio, vai aumentar a concentração de renda”, acrescentou.

Fonte: Rádio São Luiz

Paulo Pires descreve debates do 35° Fórum Nacional da Soja na Expodireto

Divulgação/FecoAgro

O presidente da Fecoagro RS (Federação das Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul) Paulo Pires concedeu entrevista na manhã desta quarta-feira, 12 de março, para comentar sobre o 35° Fórum Nacional da Soja, realizado nesta segunda-feira (10/03), durante a 25ª edição da Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque (RS).

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Um dos mais tradicionais eventos do agronegócio brasileiro, o Fórum reúne representantes de diversas regiões e países. Neste ano, as questões climáticas, como a estiagem que afeta o Rio Grande do Sul, e desafios mudanças na geopolítica mundial foram os temas principais do evento, além dos debates sobre o cenário do mercado da soja.

De acordo com Paulo Pires, o evento serviu também para conhecer mais sobre o mercado consumidor da China, principal parceiro comercial do Brasil e destino da maioria das exportações de soja do estado. A palestra foi ministrada pelo investidor Ricardo Geromel.

Questionado sobre a questão tecnológica, Paulo mencionou os investimentos necessários em conservação do solo e no desenvolvimento na irrigação. “Precisamos colocar a irrigação como uma necessidade regional em todas as escalas”, enfatizou, sobre a mobilização política para cobrar a destinação de recursos para essa área.

O presidente da Fecoagro RS e da Coopatrigo comentou sobre os desafios enfrentados pelos produtores gaúchos e a previsão de quebra na safra da soja 2024/2025 divulgada pela Emater RS/Ascar e estimada em cerca de 17,4%, ou seja, cerca de 15 milhões de toneladas a menos que a previsão inicial.

“A questão do Rio Grande do Sul é totalmente diferente do restante do país”, afirmou Paulo Pires, ao citar os desafios relacionados ao endividamento e dos extremos climáticos consecutivos nos últimos quatro anos no estado. Segundo ele, isso demanda políticas públicas específicas para atender essas necessidades dos produtores gaúchos.

Fonte: Rádio São Luiz

Luiz Flávio de Oliveira se despede da diretoria da Coopatrigo após 38 anos de atuação

Foto: Roberto Marques

Após 38 anos de trajetória na Coopatrigo, Luiz Flávio de Oliveira encerra seu ciclo na cooperativa, destacando o crescimento expressivo da instituição e o fortalecimento do cooperativismo ao longo dos anos. Em entrevista à Rádio São Luiz, relembrou sua trajetória, desde os primeiros anos como funcionário até ocupar cargos estratégicos, como superintendente e vice-presidente.

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Luiz Flávio ressaltou a evolução da Coopatrigo, que, ao longo das décadas, ampliou sua área de atuação e elevou seu faturamento. Quando ingressou no conselho da cooperativa em 1998, a instituição faturava cerca de R$ 27 milhões ao ano. Em 2024, esse número ultrapassa R$ 2,4 bilhões, reflexo da expansão da cooperativa, que passou de pouco mais de 100 funcionários para cerca de 900.

O ex-vice-presidente enfatizou a importância do cooperativismo na organização e na segurança dos produtores rurais. Para ele, o sucesso da Coopatrigo está diretamente ligado à participação ativa dos associados, ao acesso às informações e ao comprometimento. “O associado precisa se envolver nas reuniões, buscar conhecimento e utilizar a Coopatrigo como uma extensão de sua propriedade”, afirmou.

Luiz Flávio reforçou ainda que seu vínculo com o cooperativismo vem de família. Associado desde 1977, ele seguiu os passos do pai e manteve a tradição de entregar toda sua produção exclusivamente à Coopatrigo. Segundo ele, esse comprometimento demonstra a confiança na cooperativa e no modelo cooperativista como estratégia para o fortalecimento da agricultura.

Agora, em uma nova fase da vida, Flavio pretende dedicar mais tempo à família, especialmente aos netos, além de compartilhar sua experiência com as novas gerações do cooperativismo. Residindo em Dezesseis de Novembro/RS há 12 anos, ele afirma que continuará acompanhando de perto o trabalho da Coopatrigo e torcendo pelo sucesso da nova gestão.

Segundo ele, a comunicação é fundamental para fortalecer o cooperativismo e garantir que os produtores tenham acesso às informações necessárias para a gestão de suas atividades.

Fonte: Rádio São Luiz

Paulo Pires destaca sucessos e desafios da Coopatrigo após ser reeleito presidente

Nova Diretoria e Conselho. Foto: Roberto Marques/Assessor de Comunicação da Coopatrigo

A Coopatrigo realizou sua assembleia geral nesta sexta-feira, 7, definindo a recondução de Paulo Pires como presidente da cooperativa, Marcos Pilecco como vice-presidente, e elegendo a diretoria executiva, o conselho de administração e o conselho fiscal. A votação ocorreu em 20 pontos nas unidades da cooperativa na região, com a contagem dos votos sendo formalizada no início da tarde. No total, 536 associados votaram, com 522 votos a favor e 14 contrários.

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Após a recondução ao cargo, Paulo Pires falou com a reportagem da Rádio São Luiz sobre os desafios para os próximos quatro anos à frente da Coopatrigo. “Assumo mais um desafio com muita responsabilidade. Estamos enfrentando um cenário desafiador, com menor oferta de produtos, custos elevados e mudanças climáticas que podem afetar a forma como produzimos. Porém, temos a convicção de que, com o apoio da nossa equipe e do quadro social, conseguiremos superar essas dificuldades”, afirmou o presidente.

Ele também destacou que, nos últimos anos, a cooperativa teve um desempenho excelente, especialmente em 2021, mas que o clima tem afetado a produção. “Em 2024, até 19 de dezembro, as colheitas de verão foram perfeitas, mas, a partir de lá, as chuvas e temperaturas extremamente altas impactaram nossos resultados. No entanto, a cooperativa tem se mostrado resiliente e superou até desafios maiores”, ressaltou.

Paulo Pires enfatizou a importância de manter o equilíbrio e a coragem para superar os desafios, destacando que mesmo diante desses anos de dificuldade a cooperativa tem todas as suas atividades gerando resultados positivos, sem prejuízos. Ele também mencionou a necessidade de conscientizar os produtores sobre o papel da cooperativa, que não pode atuar como banco ou seguradora, mas deve ser uma instituição forte para apoiar os associados.

O presidente reconduzido também falou sobre a importância de despolitizar a região e manter o cooperativismo livre de influências ideológicas ou políticas. Ele agradeceu aos associados pelo apoio e pela compreensão das decisões tomadas, destacando que a cooperativa adotou práticas como processos seletivos para todas as vagas, e que o modelo de gestão será profissionalizado.

Paulo Pires encerrou sua fala com uma mensagem de gratidão aos associados, reforçando o compromisso de continuar trabalhando para o crescimento e a sustentabilidade da Coopatrigo.

Fonte: Rádio São Luiz

Roteiro Técnico de Soja da Sementes Giovelli apresenta novidades e tecnologias para o campo

Um dos grupos que assistiu a palestra sobre manejo de solo para períodos de estresse hídrico. Fotos: Jilvan Santos/Rádio São Luiz

Na tarde desta sexta-feira, 7, a Sementes Giovelli recebeu um grande número de produtores, clientes e parceiros de diversas regiões do estado e até de fora, para o tradicional Roteiro Técnico de Soja, realizado na sede da empresa, localizada no Rolador. O evento, que teve foco técnico e objetivo, foi uma reformulação do tradicional Dia de Campo, que passou a ser mais direto e informativo, conforme explicado pelo diretor da empresa, Régis Giovelli, em entrevista à Rádio São Luiz durante esta semana.

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Os participantes foram divididos em grupos para realizar visitas às parcelas de soja, com duração de aproximadamente 40 minutos, seguidas por palestras sobre temas importantes para a produção de soja, como manejo de solo para períodos de estresse hídrico e controle de doenças radiculares.

Régis Giovelli destacou a satisfação e o orgulho de receber os produtores, mesmo com a tarde quente registrada nesta sexta. “Os produtores enfrentaram o calor para ver as inovações e tecnologias que temos a oferecer, desde a soja irrigada até a soja de sequeiro, além do manejo de novas biotecnologias e manejo de solo. É uma grande satisfação poder compartilhar o nosso trabalho e as novidades que temos para o setor”, comentou o diretor, agradecendo a presença de todos.

O prefeito de Rolador, João Alberto Aquino Gomes, também esteve presente e ressaltou a importância da Sementes Giovelli para a região. “A empresa investe no município, gera empregos e apresenta tecnologias de ponta para os agricultores. Temos muito orgulho, pois a Sementes Giovelli leva sua semente para todo o país e, com isso, leva o nome de Rolador para diversas regiões”, afirmou o prefeito, destacando a relevância das inovações apresentadas no evento para aumentar a produtividade no campo.

O produtor Sérgio Birck, um dos participantes, comentou sobre a importância do evento. “Esse tipo de conhecimento é fundamental para a nossa adaptação, principalmente em uma região que sofre com a estiagem. A irrigação, por exemplo, está crescendo muito, e o evento de hoje ajuda a elaborar estratégias para melhorar a produtividade. A Sementes Giovelli se destaca a cada ano pela sua tecnologia e pelas variedades mais adequadas a cada tipo de solo”, afirmou Sérgio Birck, parabenizando a família Giovelli pela realização do evento.

Mara Giovelli, também diretora da empresa, agradeceu a participação dos clientes e parceiros comerciais. “Este é um momento de troca de informações, de estar mais próximos daqueles que estão ligados à nossa empresa. Como nos últimos anos, trazemos novidades que ajudam o produtor a se proteger mais da estiagem e outros desafios climáticos. Estamos comprometidos com a qualidade e o vigor de nossas sementes, sempre visando atender às demandas do produtor no campo”, destacou Mara, ressaltando que o evento atingiu as expectativas e cresceu em relação aos anteriores.

Fonte: Rádio São Luiz