
Entre os dias 2 e 16 de março de 2026, a Base Aérea de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, recebe o Exercício Operacional de Inteligência, Vigilância e Reconhecimento (EXOP IVR 2026), treinamento coordenado pelo Comando de Preparo da Força Aérea Brasileira e que reúne meios da Marinha do Brasil e do Exército Brasileiro em um cenário simulado de conflito. A atividade mobiliza cerca de 300 militares e envolve dez unidades operacionais, incluindo esquadrões das aviações de caça, reconhecimento e patrulha, além de unidades especializadas em comunicações, controle e defesa antiaérea.
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O exercício tem como finalidade adestrar as unidades operacionais e equipagens das unidades de combate nas tarefas de Inteligência, Vigilância e Reconhecimento, ampliando a capacidade de atuação conjunta entre as Forças Armadas. O treinamento integra diferentes capacidades operacionais em um mesmo ambiente, voltadas à coleta de dados e à transformação dessas informações em conhecimento estratégico para apoio à tomada de decisões em missões aéreas e operações militares.
A estrutura do treinamento foi organizada em dois cenários complementares. A primeira fase, denominada Cenário de Paz, ocorre entre os dias 3 e 7 de março e concentra as ações na aquisição de informações por meio de plataformas aéreas e na atuação de forças especializadas dentro de uma fronteira fictícia definida para o exercício. A segunda fase, caracterizada como Cenário de Conflito, ocorre de 9 a 14 de março e amplia o nível de complexidade das operações, com foco em supressão de defesa aérea inimiga, reconhecimento tático e obtenção de dados além da linha de contato.
Entre os meios empregados estão aeronaves de diferentes categorias da Força Aérea Brasileira, como os caças A-1M e A-29, as plataformas de alerta aéreo antecipado e vigilância E-99M e R-99, além das aeronaves de patrulha P-3AM e P-95M. O exercício também envolve aeronaves de transporte e apoio, como o KC-390 Millennium, e helicópteros H-60L Black Hawk. Na área de sistemas remotamente pilotados, são utilizadas aeronaves RQ-900 e RQ-1 Scan Eagle, ampliando a capacidade de coleta e processamento de dados em tempo real.
No componente terrestre, o Exército Brasileiro participa com meios blindados e mecanizados, incluindo viaturas M-113 e Guarani, além de sistemas de defesa antiaérea Gepard e radares móveis que integram o cenário tático do treinamento. Também são empregados radares tridimensionais de médio e longo alcance, capazes de operar em ambientes com interferência eletrônica, ampliando a consciência situacional no teatro de operações simulado.
O exercício incorpora ainda atividades relacionadas a reconhecimento aeroespacial, vigilância, controle aéreo avançado, apoio aéreo aproximado, guerra eletrônica, defesa cibernética, inteligência e logística operacional. A integração entre meios aéreos tripulados, sistemas remotamente pilotados, sensores terrestres e capacidades cibernéticas busca fortalecer a interoperabilidade entre as Forças Armadas e consolidar o conceito de operações multidomínio.
A mobilização dos meios e o planejamento das atividades ocorrem em coordenação com o Comando de Operações Aeroespaciais, incluindo aspectos de logística, segurança orgânica, saúde operacional, controle do espaço aéreo e comunicações de dados. Ao simular um ambiente com ameaças híbridas e guerra eletrônica, o exercício também contribui para a avaliação de doutrinas operacionais e para o aprimoramento das capacidades de defesa do espaço aéreo brasileiro.
Fonte: Rádio São Luiz/Agência Força Aérea