
Nesta terça-feira de Carnaval, 4, São Luiz Gonzaga vive dias diferentes de um passado em que a cidade era referência na festa popular. As ruas e clubes, que antes pulsavam ao som das charangas, blocos e matinês, hoje estão em silêncio, enquanto muitos são-luizenses se deslocam para municípios vizinhos, como Jaguari, Santo Antônio das Missões e São Borja, para aproveitar a programação carnavalesca.
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Para relembrar essa época de intensa movimentação, o repórter Alcides Figueiredo conversou com dois personagens que marcaram o Carnaval local: o sargento da reserva do Exército Brasileiro, Roque Fernandes Fortes, e sua filha, Elisângela da Rosa Fortes.
Roque participou ativamente da organização e animação dos festejos. Ele relembra que tudo começou com uma charanga, que posteriormente deu origem ao bloco “Unidos da Vila” e à banda “Força Estranha”, que animou bailes e desfiles por mais de uma década. “Começamos numa brincadeira entre amigos e fomos crescendo, animando os clubes e as ruas. Era um tempo em que toda a cidade se envolvia, desde os ensaios das escolas de samba até as noites de festa”, recorda.
Já Elisângela, conhecida como Lilo, foi rainha do Carnaval do Clube dos Sargentos. Ela guarda com carinho as lembranças da época e destaca a importância da interação social proporcionada pela festa. “Era uma diversão saudável, que envolvia famílias inteiras”, relembra.
As mudanças sociais e culturais, ao longo dos anos, acabaram por transformar a tradição carnavalesca em São Luiz Gonzaga. No entanto, as histórias permanecem vivas na memória de quem participou dessa época.
Os entrevistados lamentam o fim da tradição carnavalesca na cidade, mas mantêm a esperança de que o Carnaval volte a ser celebrado com a mesma alegria e união que marcou gerações em São Luiz Gonzaga.
Fonte: Rádio São Luiz