Rural

Cerca de 270 produtores da região participam do projeto “Recuperação de Biomas” da Fetag-RS

Projeto trabalha com o manejo de campos nativos do Pampa – Foto: Taís de Souza da Silva/Fetag-RS

Produtores rurais de São Luiz Gonzaga e de outros municípios da região farão parte do projeto “Recuperação de Biomas”, coordenado pela Fetag-RS (Federação dos Trabalhadores da Agricultura do Rio Grande do Sul). Nesta semana, a entidade promove uma série de encontros em municípios da região para apresentar a iniciativa que tem como foco o manejo conservacionista dos campos nativos do Pampa.

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Ao todo, serão 274 beneficiários do projeto, divididos em dois grupos na região. Eles receberão assistência técnica e participarão de atividades formativas e educativas, com foco na sustentabilidade ambiental e financeira das propriedades da pecuária e agricultura familiar no RS. O projeto é uma parceria da Fetag-RS, com a Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) e, nesta edição, conta com apoio da RGE.

O primeiro encontro do “Recuperação de Biomas” acontece nesta segunda (18/08) em Itacurubi, às 14h. Depois, às 17h será em Bossoroca. Nesta terça-feira (19/08), acontece a reunião com os produtores em Santo Antônio das Missões e, em São Nicolau, neste último, com participação de beneficiários de Dezesseis de Novembro e Pirapó. Na quarta-feira, às 9h, São Luiz Gonzaga recebe o evento que terá também produtores de Rolador e Roque Gonzales.

“Esses produtores serão assistidos ao longo de 34 meses do projeto e que tem como eixo central manejar o campo de forma diferenciada, conseguir, com isso, preservar o meio ambiente e agregar renda nestas propriedades”, explica Agnaldo Barcelos, tesoureiro da Fetag-RS e pecuarista familiar de Santo Antônio das Missões. O objetivo do projeto é fazer com que os produtores sejam também agentes de preservação do Pampa.

Preservação e resultados

Na primeira fase do projeto, iniciada em 2018, foram 800 mil mudas compensadas e 2.100 hectares de área recuperadas, em 438 propriedades familiares no RS, incluindo produtores de Santo Antônio das Missões e Garruchos. Na nova edição, estão cadastradas famílias de Itacurubi, Bossoroca, Santo Antônio das Missões, Garruchos, São Nicolau, Dezesseis de Novembro, Pirapó, Roque Gonzales, São Luiz Gonzaga e Rolador.

“O produtor indica uma área de 5 hectares da sua propriedade que tem a campo nativo. Nós fazemos uma análise de solo e um diagnóstico das questões socioambientais da propriedade, inclusive do número de rebanho, de qual é o manejo que o produtor utiliza. E a partir disto, já na segunda visita, nós viemos com algumas propostas”, explica Agnaldo Barcelos, sobre o desenvolvimento das ações.

O tesoureiro da Fetag-RS ressalta que, além de melhorar a capacidade de preservação dos campos nativos, o projeto contribui para mitigar os eventos extremos de chuva e seca que afetam a produção rural. “Uma lavoura bem manejada resiste mais nos períodos que falta chuva ou consegue infiltrar melhor nos períodos de excesso de chuva. No campo, a lógica é a mesma, se conseguirmos manejar o campo com boas condições, ele vai ser mais resiliente”, complementa Agnaldo.

Fonte: Rádio São Luiz

Expo São Luiz 2025: Coopatrigo promoverá atividades ligadas à produção agrícola na região

Foto: Evelise Oliveira/Rádio São Luiz

Coopatrigo prepara uma série de atividades para a Expo São Luiz 2025. Em entrevista ao programa Olho Vivo nesta segunda-feira, 18 de agosto, Roberto Marques, assessor de comunicação da cooperativa, e Bento Buttender, engenheiro agrônomo e coordenador técnico da entidade, explicaram as programações que estão sendo organizadas pela Coopatrigo. A feira acontece de 1° a 5 de outubro, no Parque de Exposições do Sindicato Rural, em São Luiz Gonzaga.

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Roberto ressaltou a importância de organizar atividades para atender aos associados da cooperativa durante a Expo São Luiz, com foco na agricultura. A Coopatrigo é uma das entidades responsáveis pela realização da feira, que tem o setor agropecuário como um dos principais atrativos do evento.

Segundo Bento, um dos focos da programação da cooperativa será abordar os desafios para o futuro da agricultura na região, com temáticas ligadas à conservação dos solos e irrigação. “Nada mais importante que tratar questões vinculadas a agricultura na nossa região para trazer informações de como vamos nos adaptar às dificuldades climáticas”, ressaltou o engenheiro agrônomo.

No dia 1°/10, a Coopatrigo promoverá um seminário ligado ao projeto “Fontes de Vida”, sobre a preservação de nascentes na região e apoio do Sescoop (Servico Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo) e participação de especialistas no tema. O seminário terá início às 9h, no auditório central da feira. No mesmo dia, acontece às 15h um encontro voltado para pecuaristas.

No dia 2/10, está previsto o Seminário de Irrigação, a partir das 10h. Na parte da tarde, a partir das 15h inicia o evento em celebração ao Ano Internacional das Cooperativas, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU). A expectativa é de que o encontro reúna diversas cooperativas com atuação na região e participação de Darci Hartmann, presidente da Organização das Cooperativas Estaduais do Rio Grande do Sul (Ocergs).

O 03/10 será dedicado para encontros técnicos das 31 cooperativas que participação da programação, com palestras e oficinas voltados para os consultores da Coopatrigo pela manhã. A inteligência artificial na agricultura será um dos focos do seminário “As tecnologias que estão mudando o campo” que acontece na parte da tarde. “Precisamos entender como os produtores podem utilizar a tecnologia que está aí”, destacou Bento Buttender.

O “Encontro de Mulheres” será a principal atividade do dia 04/10, com uma palestra com a comunicadora Alice Bastos Neves, no Palco Cultural a partir das 9h30. “Teremos um espaço para nossas associadas para elas terem um espaço VIP, mas o evento é aberto ao público”, explicou Roberto Marques.

O dia 05/10 será dedicado para atrações gastronômicas, com a programações dedicadas ao “Dia do Arroz Sete Povos”, com foco na valorização do arroz produzido em São Luiz Gonzaga. Ao longo da feira, também serão realizadas diversas atividades, incluindo uma sala de negócios, na Casa Coopatrigo.

Confira a entrevista na íntegra no Facebook da Rádio São Luiz.

Fonte: Rádio São Luiz

Clima favorece desenvolvimento de lavouras de trigo no Rio Grande do Sul

Foto: Divulgação/Emater RS-Ascar

As condições climáticas das últimas semanas têm favorecido o desenvolvimento das lavouras de trigo no Rio Grande do Sul. Segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira, 14 de agosto, as lavouras iniciaram o período reprodutivo, com 4% da área em fase de florescimento e 96% em desenvolvimento vegetativo. A área cultivada no Estado está projetada em 1.198.276 hectares, com estimativa de produtividade de 2.997 quilos por hectare.

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Conforme a Emater, a regularidade das chuvas na segunda metade de julho, intercalada com períodos de tempo firme e baixas temperaturas, tem favorecido o crescimento do trigo. As lavouras apresentam coloração verde intensa e densidade populacional adequada, com estande próximo ao ideal por metro quadrado. O número de novos caules (afilhos) por planta é superior ao observado na safra de 2024, o que indica potencial produtivo maior.

Ainda segundo as informações do boletim, nas áreas onde houve dificuldades no estabelecimento inicial, o desenvolvimento vegetativo apresenta recuperação, devido a condições boas de umidade do solo. Além disso, o estado fitossanitário das lavouras é considerado excelente, o que pouca presença de pragas ou doenças.

O manejo de plantas daninhas está sendo feito dentro do período técnico recomendado, evitando a competição por água e nutrientes. Além disso, as aplicações preventivas de fungicidas seguem o calendário fitossanitário, com foco no controle de doenças foliares e de giberela, especialmente nas áreas que já iniciaram a floração.

Fonte: Rádio São Luiz com informações de Emater/RS-Ascar

Mudanças climáticas afetam regime de chuvas na região das Missões e no RS

Falta de chuva afeta açudes e abastecimento de água – Foto: Arquivo/Luiz Oneide – Rádio São Luiz

As mudanças climáticas são uma das causas para a ocorrência de eventos extremos de chuva e seca mais frequentes e intensos no Rio Grande do Sul e na região das Missões. É isso que apontam especialistas ouvidos pela Rádio São Luiz na série “Do Clima ao Campo” sobre o impacto das alterações no clima na região. Uma das consequências da alteração nos regimes de chuva são as perdas na produção agrícola, uma das principais atividades socioeconômicas da região.

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Conforme dados do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), as mudanças climáticas são um reflexo da ação humana no planeta, principalmente a queima de combustíveis fósseis e emissão gases que aumentam o efeito estufa, elevando a temperatura média global. Meteorologia e professor da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Vagner Anabor explica que as tempestades são um mecanismo natural para elevar o calor presente na atmosfera.

“Se eu começo a permitir colocar mais gás estufa na atmosfera, a atmosfera vai guardar mais calor. Então, o sistema do planeta terá que produzir mais elevadores de calor, ou seja, vai ter que produzir mais tempestades”, aponta o pesquisador. Com isso, a tendência é de que o volume de chuva para a região das Missões e para o RS aumente cerca de 25% nos próximos 75 anos, porém, essas precipitações serão mais irregulares, com maior intervalo entre os eventos e com volumes elevados de chuva em pouco tempo.

“As ondas de calor e as tempestades devem aumentar na sua frequência e intensidade, se nós continuarmos eh injetando gases que permitem a temperatura da atmosfera subir. Ou seja, o grande problema que nós temos hoje é a queima de combustíveis fósseis”, destaca Vagner Anabor.

O desequilíbrio nos regimes de chuva tem causado períodos de longa estiagem e de chuvas extremos em poucos dias na região, algo já sentido por produtores rurais. Tesoureiro da Fetag-RS e ex-presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Santo Antônio das Missões, Agnaldo Barcelos pontua que esses extremos tem afetado a produção de alimentos na região.

“Acredito que dentre os nossos desafios é compreender esse cenário, pensar atividades produtivas que possam ser mais resilientes e, falando especialmente da agricultura familiar, nos permitam nos adequar esse novo momento”, comenta Agnaldo.

Mesmo sendo um problema global, as mudanças climáticas possuem impactos locais, no Rio Grande do Sul, na região das Missões e em São Luiz Gonzaga. Confira mais sobre os seus impactos no primeiro episódio da série “Do Clima ao Campo”:

Fonte: Rádio São Luiz

Rádio São Luiz lança série “Do Clima ao Campo” sobre impactos das mudanças climáticas nas Missões

Foto: Canva

Rádio São Luiz lança nesta quinta-feira, 14 de agosto, a série “Do Clima ao Campo” sobre os impactos das mudanças climáticas na região das Missões. Ao longo de cinco episódios, diversos especialistas e pessoas envolvidas com o tema vão abordar aspectos que envolvem um dos principais desafios contemporâneos da sociedade: como lidar com os eventos extremos e produzir alimentos com resiliência climática? O primeiro episódio será reproduzido às 9h05 no programa Olho Vivo.

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A série terá como um dos focos a pecuária e a agricultura familiar no Rio Grande do Sul e na região, duas das principais atividades econômicas afetadas pelas adversidades do clima. As mudanças climáticas são descritas por diversos cientistas como consequências da emissão de gases de efeito estufa na atmosfera pelas ações humanas, resultando no desequilíbrio, por exemplo, dos regimes de chuva e seca em diversas regiões do planeta.

Na região das Missões, as secas e chuvas extremas têm causado diversas perdas na produção agrícola e afetado a vida no campo e nas cidades. Por meio da série, a Rádio São Luiz busca estimular o debate em torno das alternativas possíveis para lidar com esse contexto, em diálogo com associações ligadas ao setor, especialistas e saberes tradicionais, como a agroecologia.

Os episódios serão reproduzidos nas terças e quintas no programa Olho VIvo, até o final do mês de agosto. O segundo episódio terá como foco as ameaças à biodiversidade gaúcha, principalmente no Pampa, e estratégias para a preservação e cuidado do solo. O terceiro episódio terá como foco a pecuária familiar e, o quarto, a agricultura familiar no contexto das mudanças climáticas. O quinto e último episódio vai abordar as alternativas para a resiliência climática.

Fonte: Rádio São Luiz

Expo São Luiz 2025: programação da agricultura familiar terá oficinas, seminários e gastronomia regional

Elizete Tonetto Budel e Dante Trindade de Ávila – Foto: Evelise Oliveira/Rádio São Luiz

A Expo São Luiz 2025 terá programações voltadas para a agricultura familiar. Dante Trindade de Ávila, chefe do escritório da Emater RS/Ascar em São Luiz Gonzaga, e Elizete Tonetto Budel, presidente da Cooperativa de Agricultura Familiar (Cooparte), descreveram nesta segunda-feira, 11 de agosto, as principais programações que serão desenvolvidas com foco em produtos das agroindústrias locais e regionais durante os dias da feira, de 1° a 5 de outubro.

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Durante a Expo, a Cooparte será responsável por servir o almoço no Restaurante da Agricultura Familiar, com alimentação produzida a partir de produtos de diferentes agricultores parceiros de municípios das Missões, como Salvador das Missões, Bossoroca, Dezesseis de Novembro, entre outros. Além disso, está previsto um café colonial no sábado, 4 de outubro.

Além da Emater/RS-Ascar e da Cooparte, o Pavilhão da Agricultura Familiar contará também com a participação de outras entidades representativas do setor, como o Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) de São Luiz Gonzaga, a Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS) e a Secretaria Municipal de Agricultura. Até o momento, 20 agroindústrias já confirmaram presença no espaço, onde realizarão a comercialização de produtos durante o período da feira.

Neste ano, a infraestrutura do Pavilhão das Agroindústrias será montada com recursos provenientes da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), por meio do programa estadual de apoio a Feiras Sabor Gaúcho, que tem como objetivo fortalecer a agricultura familiar e promover a valorização dos produtos locais.

Dante ressaltou que ainda existem vagas para outras agroindústrias participarem do pavilhão. O extensionista rural também explicou o diálogo com diferentes entidades para organizar o espaço e buscar recursos junto com o governo estadual. “Viemos com uma proposta educacional para trazer oficinas rápidas de 20 a 30 minutos”, acrescentou. As oficinas serão realizadas na quinta-feira, 2 de outubro, na parte da tarde, com diferentes temáticas voltadas para a produção rural.

“Todo ano superamos nossas expectativas e acredito que esse ano vai ser um diferencial”, destacou Elizete, sobre a preparação para a Expo. Para participar do estande, as agroindústrias também precisam ter cadastro no programa estadual e ter suas licenças em dia.

Confira a programação completa da agricultura familiar na Expo São Luiz 2025:

Na quarta-feira (01/10) – abertura às 11h30min com solenidade em comemoração aos 70 anos da Emater RS/Ascar; às 13h30 está previsto o 3º Seminário Conservação de Solos e Água no Rio Grande do Sul, com a coordenação da professora da UERGS Rosicler Backes. No mesmo dia, acontece o baile Regional de Integração da Melhor Idade, a partir das 14h.

Na quinta-feira (02/10) –  as programações começam às 9h com o “Seminário de Irrigação” e presença de representantes da Secretaria de Agricultura do RS. Na parte da tarde, 13h30 inicia a oficina “Secagem e Armazenagem”; às 14h está previsto o “Festival de pratos à base de mandioca”, em seguida, às 15 acontecem outras duas oficinas com os temas: “Simulador de Chuva” e “Alfafa, forragens e solo”.

Na sexta-feira (03/10) – o dia será marcado por diversas oficinas: às 11h sobre “Defesa Sanitária”; às 11h e 13h30 sobre “Nota Fiscal Eletrônica”; às 15h sobre “Plantas que curam”; e às 16h sobre “Meliponídeos: abelhas sem ferrão”.

No sábado (04/10) está previsto o Café Colonial Missioneiro às 17h.

Confira e entrevista na íntegra no Facebook da Rádio São Luiz.

Fonte: Rádio São Luiz

Paulo Pires comenta impactos das tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos no agro gaúcho

Foto: Rádio São Luiz

O presidente da Coopatrigo e da FecoAgro (Federação das Cooperativas Agrícolas do RS), Paulo Pires, participou nesta quinta-feira, 7 de agosto, do programa Olho Vivo. Paulo comentou sobre as tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos aos produtos exportados pelo Brasil ao país e os impactos no agronegócio gaúcho. Segundo ele, as taxas devem causar perdas e afetar os preços dos produtos.

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Segundo estudo da Fiergs (Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul), cerca de 85% dos produtos da indústria gaúcha devem ser impactos pelas tarifas extras que entraram em vigor nesta semana. Os reflexos das tarifas também podem prejudicar empregos em diversos setores da economia do Estado. Cerca de 700 itens ficaram isentos, como suco de laranja, minérios e produtos para aeronaves.

Paulo Pires comentou sobre a necessidade de diálogo para encontrar encontrar alternativas para reverter o tarifaço. “É o tipo de briga que não interessa para ninguém”, comentou. Para ele, as animosidades e questões políticas deveriam ser equilibradas com a questão econômica, sem radicalizar o debate.

“Nós dependemos muito de importações e isso pode se agravar muito para vários setores”, acrescentou o presidente da FecoAgro, sobre as preocupações do setor são com a importação de insumos agrícolas dos Estados Unidos. Pires recordou que muitas tecnologias utilizadas no Brasil vem do país governado por Donald Trump.

Situação do agro e nova unidade da Coopatrigo

O presidente da Coopatrigo comentou também sobre a negociação em prol de medidas para auxiliar produtores gaúchos diante das adversidades e perdas dos últimos anos. Ele lamentou a falta de sensibilização do governo federal com o atual quadro da produção agrícola no Estado e a dificuldade em viabilizar alternativas, como a securatização das dívidas.

Outro assunto abordado foi a inauguração da nova unidade da Coopatrigo no Distrito do Rincão Vermelho, no interior de Roque Gonzales. “Todas as unidades precisam ser sustentáveis e para isso temos que ter compreensão e adesão do quadro social, parece que isso aconteceu no Rincão Vermelho e estamos muito otimistas”, avaliou Paulo Pires. Segundo ele, a cooperativa tem a intenção de colaborar com o desenvolvimento da região com diferentes investimentos.

Confira a entrevista na íntegra no Facebook da Rádio São Luiz.

Fonte: Rádio São Luiz

Rádio São Luiz reforça compromisso com o meio rural com informativos diários dos Sindicatos dos Trabalhadores Rurais da região

Foto: Canva/Ilustrativa

A Rádio São Luiz, 100.9 FM, reforça seu compromisso com o meio rural ao manter uma programação diária voltada aos interesses da agricultura familiar e dos trabalhadores do campo. De segunda a sexta-feira, a emissora transmite o Informativo Regional dos Sindicatos dos Trabalhadores Rurais da Região, garantindo espaço para a divulgação de comunicados, orientações e atualizações relevantes diretamente das entidades sindicais que representam a categoria.

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A programação semanal contempla diferentes municípios da região, com o seguinte cronograma:

📍 Segunda-feira: Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Roque Gonzales
📍 Terça-feira: Sindicato dos Trabalhadores Rurais de São Nicolau
📍 Quarta-feira: Sindicato dos Trabalhadores Rurais de São Miguel das Missões
📍 Quinta-feira: Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Dezesseis de Novembro
📍 Sexta-feira: Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Bossoroca

Os informativos vão ao ar das 12h45 às 12h55, com conteúdo que aborda temas como direitos previdenciários, crédito rural, assistência técnica, além de pautas locais específicas de cada município.

Além disso, a emissora também transmite, de segunda a sexta-feira, às 11h45, o tradicional Informativo do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de São Luiz Gonzaga, que está no ar há 39 anos. O programa é reconhecido como uma referência regional na comunicação sindical rural, sendo um canal permanente de diálogo entre o sindicato e a comunidade do campo.

Com essa estrutura de comunicação, a Rádio São Luiz reforça sua atuação como parceira estratégica do setor rural, contribuindo para o fortalecimento da informação e da organização sindical nas localidades que compõem a região das Missões.

Fonte: Rádio São Luiz

Agropecuária terá destaque entre as programações da Expo São Luiz 2025

Foto: Evelise Oliveira/Rádio São Luiz

A agropecuária será um dos setores com destaque na programação da Expo São Luiz 2025, com a 54° edição Expofeira Agropecuária. A iniciativa é promovida pelo Sindicato dos Trabalhadores Rurais de São Luiz Gonzaga, durante os dias da Expo, de 1° a 5° de outubro, no Parque de Exposições do Sindicato. Em participação no programa Olho Vivo desta segunda-feira, 4, Margareth Costa Beber, presidente do Sindicato, e Aline Sommer Greff, secretária-executiva, descrevem os detalhes e a programação da feira.

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Durante a Expofeira Agropecuária está prevista a realização do 7° Seminário das Produtoras, no dia 3 de outubro, com a participação de Teodora Lütkemeyer, coordenadora da Comissão das Mulheres do Agro da Farsul (Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul) e ex-prefeita de Não-Me-Toque (RS). A atividade contará ainda com um bate-papo com mulheres à frente de negócios rurais na região.

Antes disso, na quarta-feira, 1° de outubro, inicia a admissão dos animais no parque, com critérios específicos para ovinos, bovinos  (até quinta ao meio-dia) e equinos (até sexta ao meio-dia). Em seguida, acontecem os julgamentos dos animais nas diferentes categorias. A entrega dos troféus será na noite de sábado, 4 de outubro. O desfile dos campeões será no domingo, 5 de outubro, pela manhã.

Também no sábado, 4 de outubro, acontece a abertura oficial da Expofeira Agropecuária, com a presença de lideranças da 12ª Região Administrativa da Farsul e outras lideranças do setor no Estado. Uma das novidades da 54° edição será o Centro de Convivência da Pecuária, que ficará lado do pavilhão dos bovinos, como um local para recepção dos pecuaristas durante a Expo São Luiz e a Expofeira Agropecuária.

Outra mudança será o estacionamento diferenciado para os criadores e expositores de animais. Segundo Margareth, a intenção é facilitar a entrada e recepção tanto dos produtores, quanto do público em geral. “Esse momento do agro queremos fazer algo diferente”, comentou a presidente do sindicato, sobre as palestras e oficinas previstas para o evento.

Aline Greff descreveu as melhorias feitas na estrutura do parque para receber o evento, com reformas nos telhados, banheiros, bilheteria e na iluminação. As inscrições de animais devem ser feitas diretamente no sindicato ou pelo telefone (55) 3352-1209, no período de 15 de agosto a 19 de setembro. A expectativa é de participem produtores de diferentes municípios e de outras regiões do Estado.

Confira a entrevista na íntegra no Facebook da Rádio São Luiz.

Fonte: Rádio São Luiz

Nova diretoria do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Dezesseis de Novembro toma posse

Foto: Osmar Werner/Rádio São Luiz

A nova diretoria do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) de Dezesseis de Novembro tomou posse nesta quinta-feira, 31 de julho, em evento realizado na sede do legislativo municipal. Celso Ostwald foi reeleito como presidente da entidade e Luiza Darós Gerardi será a vice-presidente. A cerimônia de posse também contou com a presença de lideranças municipais e regionais.

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Em entrevista à Rádio São Luiz FM 100.9, Celso agradeceu o apoio dos colegas de diretoria e da comunidade, ressaltando o papel do sindicato na defesa dos agricultores e agricultoras. “Isso é um desafio e nós estamos sempre preparados para fazer esse trabalho”, afirmou. Um dos pontos celebrados por ele foi a ampla participação dos associados na eleição, mesmo com apenas uma chapa concorrendo.

O presidente do STR de Dezesseis de Novembro também citou o trabalho feito com a Fetag-RS (Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar do Rio Grande do Sul) e a mobilização para reivindicar políticas e apoio para o setor. Ele também mencionou a importância da formação de novas lideranças e das cotas, de 50% para mulheres e 20% para jovens na diretoria do sindicato.

Tomaram posse também, Giuvania Brutti Turchiello como secretária geral e Ezequiel Arruda Sauressig como tesoureiro geral. Os suplentes da diretoria são Dilso Vieira De Lima, Tatiana Chagas Zaionso, Adriana Arce Dos Santos Colbek e Estevão Nunes Daneinheimer. O Conselho Fiscal ficou composto pelos seguintes membros: Arizoli Antonio Dalros Nolasco, Lovanir Gunzel Bratz e Rute Da Silva Brum. Por fim, como suplentes do Conselho Fiscal foram escolhidos Ronildo Marcos Bratz, Tânia Goreti Da Luz Freitas e Milene Cardoso Schuquel.

Encontro teve participação da comunidade e de lideranças regionais – Foto: Osmar Werner/Rádio São Luiz

Participação de lideranças

Em visita na região, o deputado estadual Jeferson Fernandes (PT) participou da cerimônia de posse do STR de Dezesseis de Novembro e ressaltou a importância do trabalho dos sindicatos em defesa da agricultura familiar na região. “Sem o alimento que vem do campo, nós não sobrevivemos”, acrescentou, sobre o papel do setor para a sociedade e economia.

Jeferson também comentou sobre o debate em torno da valorização das Missões Jesuíticas-Guaranis. Nesta sexta-feira, 1° de agosto, acontece reunião da subcomissão instaurada para tratar do tema em Porto Xavier, Brasil, e San Javier, Argentina.

Vice-prefeito de Dezesseis de Novembro, Darci Colbeck (PT) relembrou as diversas lutas e sua participação no sindicato. “A agricultura familiar é um importante marco em Dezesseis de Novembro e o sindicato está se revigorando, então colocamos o poder público a disposição para colaborar”, complementou.  Outro representante do Executivo presente no evento foi o secretário de Agricultura, Luiz Carlos Gentz, que destacou o trabalho de pequenos agricultores no município.

Fonte: Rádio São Luiz

Coopatrigo reforça presença no interior com inauguração de loja em distrito de Roque Gonzales

Foto: Assessoria de Comunicação e Marketing Coopatrigo

A Coopatrigo realizou na tarde desta segunda-feira, 28 de julho 2025, o ato de inauguração de uma Loja de Consumo e Veterinária no Distrito do Rincão Vermelho, interior do Município de Roque Gonzales/RS. A nova estrutura foi instalada junto à Unidade da cooperativa já existente no local, situada a cerca de 45 quilômetros da sede do município, às margens do Rio Uruguai, na divisa com a Argentina.

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A Unidade da Coopatrigo no Rincão Vermelho passou por diferentes fases de funcionamento ao longo dos anos. Em determinado período, chegou a ser desativada devido à predominância do cultivo de cana-de-açúcar na região, o que reduziu a demanda pelos serviços tradicionalmente ofertados pela cooperativa. Com a retomada do cultivo de grãos como soja, trigo e milho, a Unidade foi reativada, e agora recebe um novo investimento com a instalação da loja.

A abertura da loja de consumo e veterinária integra a estratégia de negócios da atual gestão da Coopatrigo, com o objetivo de fortalecer a presença da cooperativa junto aos associados daquela região. Durante o ato, o presidente Paulo Pires destacou que a instalação da loja representa uma alternativa para viabilizar economicamente a permanência da Unidade e que a sustentabilidade da operação dependerá do engajamento dos produtores locais e comunidades vizinhas.

O evento contou com a presença do prefeito de Roque Gonzales, Fernando Mattes Machry, e do vice-prefeito, José Alfredo Kupske, além de lideranças comunitárias e moradores.

Fonte: Rádio São Luiz

Mobilização do agro reúne lideranças regionais em São Miguel das Missões

Foto: Adão Cassiano

Foto: Adão Cassiano

Nesta segunda-feira, 21 de julho 2025, o município de São Miguel das Missões sediou mais uma mobilização do setor agropecuário gaúcho. Com o lema “O agro vai às ruas por respeito, liberdade e valorização”, produtores rurais realizaram um “Tratoraço” pelas ruas da cidade, com concentração no Posto Missioneiro e deslocamento até o Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo, onde ocorreu ato público com falas de lideranças políticas, sindicais e comunitárias.

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A mobilização, que teve caráter pacífico e apartidário, integra uma série de manifestações organizadas por agricultores em todo o estado em defesa da renegociação das dívidas rurais acumuladas após sucessivas frustrações de safra e prejuízos climáticos. O principal pleito dos produtores é a aprovação de um projeto de securitização das dívidas, que tramita no Congresso Nacional. A proposta prevê a consolidação de débitos vencidos e vincendos, com prazos estendidos de pagamento e taxas de juros diferenciadas, com base no uso do Fundo Social do Pré-Sal e fundos constitucionais regionais.

Durante os discursos, foi destacada a dificuldade enfrentada pelo setor produtivo em manter a capacidade de investimento e custeio frente às condições adversas do mercado, à elevação dos custos de produção e à escassez de políticas públicas eficazes. A queda na produtividade agrícola e a retração na arrecadação municipal também foram apontadas como efeitos diretos da crise no campo.

Participaram do ato o prefeito de São Miguel das Missões e presidente da Associação dos Municípios das Missões (AMM), Rodrigo Ribas; o vice-prefeito Pedro Mothci; os prefeitos de Bossoroca João Alberto Ourique do Nascimento e Vitória das Missões Cornélio Luis Grimm; vereadores da região; representantes da Farsul, da Fetag e dos sindicatos ruralistas e dos trabalhadores rurais; além de produtores de diversos municípios missioneiros. Também estiveram presentes lideranças do movimento SOS Agro e da Associação dos Legislativos das Missões (ALM).

Em sua fala, o assessor jurídico da Farsul, Luís Fernando Cavalheiro Pires, apresentou um panorama do trâmite legislativo do Projeto de Lei 5122/23, que trata da securitização, ressaltando os avanços obtidos na Câmara dos Deputados e os desafios que ainda persistem no Senado Federal. Ele alertou para a necessidade de manter a mobilização ativa até a sanção presidencial e regulamentação da medida.

Representantes sindicais reforçaram a importância da união entre produtores, entidades e gestores municipais, destacando que a crise no campo afeta diretamente a economia dos pequenos municípios, o comércio local e a arrecadação de impostos. Também foi abordado o impacto das alterações nas regras do crédito rural, como a ampliação das garantias por alienação fiduciária, o que tem resultado em ações judiciais e perda de patrimônio por parte dos agricultores.

A mobilização em São Miguel das Missões se soma a uma série de atos organizados nas últimas semanas em municípios como Santiago, Bagé e Cruz Alta, e reforça a pauta do setor agropecuário junto às autoridades federais. A expectativa é que a pressão regional se traduza em apoio político para a aprovação da securitização e demais medidas de reestruturação do endividamento rural ainda em 2025.

Fonte: Rádio São Luiz

 

Roque Gonzales integra a Etapa 1 do Programa Agrofamília – Jovens

Foto: Mauricio Tonetto/Secom

Em alusão ao Dia Estadual da Juventude Rural, o governo do Rio Grande do Sul formalizou, nesta terça‑feira, 15 de julho, a Etapa 1 do Programa Agrofamília – Jovens. A cerimônia, realizada no auditório da Federação dos Trabalhadores na Agricultura, contou com a presença do governador Eduardo Leite, presidente da Fetag/RS Carlos Joel da Silva, e de aproximadamente 500 jovens agricultores, lideranças sindicais e estudantes de Escolas Famílias Agrícolas e Casas Familiares Rurais.

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A iniciativa, executada com recursos do Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento dos Pequenos Estabelecimentos Rurais (Feaper), destina‑se a jovens entre 15 e 29 anos vinculados à agricultura familiar. Cada beneficiário pode acessar financiamento de R$ 10 mil a R$ 25 mil, com bônus de adimplência de 80% sobre o valor contratado, para aquisição de máquinas, equipamentos ou insumos destinados a projetos agroprodutivos diversos. Nesta primeira fase foram selecionados 244 jovens de todas as regiões do Estado, totalizando investimento de R$ 6 milhões; cerca de R$ 500 mil, já contratados, ingressam agora na etapa de execução.

Entre os beneficiários está a pecuarista Jaqueline Kaufmann, 28 anos, de Roque Gonzales, que direcionará R$ 25 mil à ampliação de seu rebanho de gado de corte. Segundo Jaqueline, o financiamento viabiliza a continuidade da atividade após o falecimento do pai e contribui para a sucessão familiar em um contexto de custos de crédito mais elevados.

A Etapa 2, já autorizada, prevê atendimento a mais 273 suplentes, com aporte adicional de R$ 6,5 milhões. Somadas, as duas fases representam investimento total de R$ 12,5 milhões, configurando uma das maiores ações estaduais de incentivo direto à permanência da juventude no campo.

Com a consolidação dos contratos e a ampliação de recursos, o Programa Agrofamília – Jovens reforça a estratégia estadual de estímulo à produção, à inovação e à geração de renda nas propriedades familiares, ao mesmo tempo em que fortalece a sucessão rural gaúcha.

Fonte: Rádio São Luiz

Vitória das Missões formaliza adesão ao Desassorear RS que amplia drenagem preventiva para mitigar riscos de alagamento

Canva/Ilustrativa

Vinte e três prefeituras formalizaram no dia 9 de julho de 2025 na sede da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedur), as ordens de início de serviço do programa Desassorear RS, que integra o Plano Rio Grande. Entre os signatários está Vitória das Missões, município da Região das Missões, que passará a receber intervenções de desassoreamento em pequenos rios e arroios com o objetivo de ampliar a vazão dʼágua e reduzir o risco de alagamentos em períodos de chuvas intensas.

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O Desassorear RS possui investimento total de R$ 300 milhões provenientes do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs). Até o momento, o programa soma 85 frentes de trabalho em 62 cidades e já concluiu 49 projetos em 26 municípios. As administrações locais identificam e cadastram os trechos considerados prioritários, permitindo que as equipes técnicas executem as ações estruturantes e preventivas.

O governador Eduardo Leite foi representado pelos secretários Ernani Polo (Desenvolvimento Econômico), Eduardo Loureiro (Cultura) e Juvir Costella (Logística e Transportes), que detalharam o cronograma de execução e destacaram a prioridade em áreas urbanas com histórico de inundações.

Além de Vitória das Missões, assinaram os termos Barão, Cacique Doble, Caiçara, Caraá, Entre Rios do Sul, Erechim, Glorinha, Gramado Xavier, Guaporé, Itati, Jaboticaba, Lajeado, Mampituba, Morrinhos do Sul, Nova Prata, Nova Santa Rita, Rio Grande, Sagrada Família, Salvador do Sul, Santa Vitória do Palmar, Santo Expedito do Sul e Vale Real. Esses municípios passam a integrar a nova etapa operacional do Desassorear RS, responsável por alocar equipes de limpeza, remoção de sedimentos e adequação das margens, conforme parâmetros ambientais definidos pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam).

Na Região das Missões, os trabalhos em Vitória das Missões atenderão arroios mapeados pela prefeitura como pontos de recorrente extravasamento de água pluvial. Após a fase de mobilização das máquinas, prevista para o terceiro trimestre deste ano, a execução contemplará limpeza de leito, desobstrução de canais e estabilização de taludes, ações consideradas estratégicas para diminuir a pressão sobre o sistema de drenagem urbana. O contrato estabelece prazo de 120 dias para conclusão e entrega dos relatórios finais de acompanhamento.

Fonte: Rádio São Luiz

São Luiz Gonzaga avalia impactos das chuvas e descarta situação de emergência

Foto: Canva/Ilustrativa

O Executivo Municipal de São Luiz Gonzaga/RS avaliou na manhã desta terça-feira, 08 de junho 2025 com representantes da Secretaria de Agricultura e Desenvolvimento Rural, Emater/RS-Ascar, Sindicato Rural, Defesa Civil Municipal, Coopatrigo e Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural para avaliar os efeitos das chuvas acumuladas desde 16 de junho no território do município.

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O grupo analisou laudos técnicos que embasariam eventual decreto de situação de emergência, concluindo que o cenário não atende aos requisitos legais. Os relatórios apontaram danos pontuais em estradas vicinais, bueiros e acessos a propriedades, sem perdas significativas de safra nem comprometimento estrutural de pontes, razão pela qual a adoção do decreto foi considerada desnecessária.

Dados da estação meteorológica da Coopatrigo registram 31 mm em 16 de junho, 117 mm em 18 de junho e 43 mm em 28 de junho, somando mais de 300 mm no mês, acima da média histórica de 139 mm para junho. Boletins hidrometeorológicos da Defesa Civil estadual de 1.º e 2 de julho confirmaram a estabilização das condições atmosféricas após o pico pluviométrico. A nota técnica do Instituto Nacional de Meteorologia sobre eventos extremos de maio indicara acumulados superiores a 150 mm em vários pontos do Estado; contudo, os desvios negativos verificados em maio em São Luiz Gonzaga evitaram saturação precoce do solo, fator que reduziu o risco de enxurradas em junho.

Vistorias conduzidas pela Emater/RS-Ascar e pela Secretaria de Agricultura confirmaram que as ocorrências estão concentradas em trechos isolados de vias rurais e não geraram prejuízo econômico relevante. O Executivo seguirá acompanhando a situação, mantendo o diálogo com os produtores rurais e as entidades representativas para garantir a adoção de medidas rápidas, caso haja agravamento do cenário climático.

Projeções da MetSul Meteorologia indicam nova janela de precipitação entre 12 e 15 de julho, com volume estimado entre 50 mm e 80 mm na Região das Missões.

Fonte: Rádio São Luiz

Região Noroeste lidera produção nacional de leite, aponta estudo

Foto: Canva/Ilustrativa

A região Noroeste do Rio Grande do Sul é a principal região produtora de leite no Brasil. A conclusão é de um estudo lançado pela Embrapa Gado de Leite. Em seguida, aparecem o Oeste Catarinense e o Triângulo Mineiro/Alta Parnaíba. Os dados têm como base o ano de 2023.

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De acordo com o Anuário Leite 2025, produzido pela empresa Texto Comunicação, de São Paulo, e publicado pela estatal, a região gaúcha produz 2,72 bilhões de litros por ano, o que representa 7,71% da oferta nacional. No Oeste Catarinense, a produção alcança 2,42 bilhões de litros (6,86%), e no Triângulo Mineiro é de 2,35 bilhões de litros (6,60%).

Apesar do resultado positivo, nos últimos anos, a desistência de boa parte dos pecuaristas de leite concentrou a produção num número menor de empreendimentos. O fenômeno ocorre em todo o Estado. O Relatório Socioeconômico da Cadeia Produtiva do Leite, publicado pela Emater-RS/Ascar, registra um decréscimo de 60,90% no número de estabelecimentos produtores de leite no RS.

Entre os estados brasileiros, o Rio Grande do Sul ocupa a terceira posição na produção de leite, com 4,11 bilhões de litros, o que corresponde a 11,63% do total do país. Minas Gerais lidera o ranking com 9,42 bilhões de litros e 26,63% do total nacional. Na segunda colocação, está o Paraná, com 4,55 bilhões de litros (12,88%).

O Anuário Leite 2025 ainda destaca a busca por soluções para enfrentar as mudanças climáticas. O documento menciona ações, como o manejo adequado de pastagens e o menor desperdício, como alternativas para reduzir a emissão de gases de efeito estufa na atividade leiteira, principalmente do metano, um dos principais gases responsáveis pelo aquecimento global.

Fonte: Rádio São Luiz

Cooperativismo na região das Missões cresce 26% e movimenta R$ 4,8 bilhões em 2024

Foto: Sistema Ocergs

O cooperativismo na região das Missões encerrou o ano de 2024 com expansão expressiva, registrando faturamento de R$ 4.869.150.868,27, o que representa crescimento de 26% em comparação com 2023. Mesmo com os prejuízos provocados pelas enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul, as cooperativas missioneiras mantiveram desempenho econômico relevante, conforme dados do relatório Expressão do Cooperativismo Gaúcho 2025, divulgado pelo Sistema Ocergs.

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A região conta com 15 cooperativas registradas no Sistema Ocergs, distribuídas entre os ramos agropecuário, crédito, infraestrutura, saúde, trabalho e transporte. Juntas, essas cooperativas reúnem 295.058 associados e empregam 3.388 trabalhadores.

O ramo agropecuário liderou o volume de receitas, com R$ 2,8 bilhões, equivalente a mais da metade do total regional. Já o ramo crédito destacou-se na geração de empregos, com 1.150 postos de trabalho formais, além de concentrar o maior número de cooperados, totalizando 247.118.

No panorama estadual, o Rio Grande do Sul registrou um faturamento de R$ 93,25 bilhões no setor cooperativista em 2024, crescimento de 8,41% em relação ao ano anterior. O número de cooperativas associadas ao Sistema Ocergs alcançou 372, reunindo 4,2 milhões de associados e gerando 78,5 mil empregos diretos.

O ramo agropecuário, também no âmbito estadual, manteve a liderança em movimentação financeira, com R$ 49,9 bilhões em faturamento e criação de 40,5 mil empregos. As sobras distribuídas pelas cooperativas agropecuárias cresceram 30,78%, atingindo R$ 1,2 bilhão.

Entre os demais ramos, o setor de crédito apresentou ativos totais de R$ 171,9 bilhões e distribuiu R$ 3,1 bilhões em sobras, o maior valor entre todos os segmentos. O ramo saúde alcançou faturamento de R$ 10,61 bilhões, com sobras superiores a R$ 336 milhões. Os setores de infraestrutura, transporte, trabalho, bens e serviços, bem como consumo, também apresentaram crescimento relevante.

Durante a apresentação do relatório, o presidente do Sistema Ocergs, Darci Hartmann, destacou o papel estratégico das cooperativas no desenvolvimento regional e estadual. Segundo ele, o setor tem se consolidado como agente de transformação econômica e social, com mais de um terço da população do Rio Grande do Sul vinculada a uma cooperativa.

Como meta para os próximos anos, o plano estratégico RSCOOP150bi de Prosperidade projeta atingir R$ 150 bilhões em faturamento até 2030. O Expressão do Cooperativismo Gaúcho 2025 está disponível em formato digital, com dados organizados por ramos, regiões e indicadores, permitindo o acompanhamento detalhado do desempenho cooperativista no estado.

Fonte: Rádio São Luiz

Emater/RS-Ascar instala Comitê Gestor Local do programa estadual para estruturar propriedades da agricultura familiar

Foto: Luiz Oneide Nonemacher

A cidade de São Luiz Gonzaga sediou, na quinta-feira, 3 de julho 2025, a apresentação oficial da Operação Terra Forte, programa desenvolvido pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul por meio da Emater/RS-Ascar, com o objetivo de promover a recuperação do solo e fortalecer a resiliência climática das propriedades da agricultura familiar. O encontro ocorreu nas dependências da Associação dos Funcionários da Coopatrigo e reuniu representantes de diversas instituições públicas e privadas ligadas ao setor agropecuário e de assistência técnica.

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Durante a reunião, foi instalado o Comitê Gestor Local da Operação Terra Forte, que terá a atribuição de acompanhar a execução do programa no município e coordenar a articulação entre os diferentes atores envolvidos. O colegiado local é composto por Edson Luiz Backes (Emater/RS-Ascar), coordenador municipal do programa; Lauro Weber (Secretaria Municipal de Agricultura); Rafael Dalenogare Paz (Sindicato dos Trabalhadores Rurais); Rosicler Alonso Backes (UERGS); Bento Buttenbender (Coopatrigo); Devanir Birck (Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural); e Dante Trindade de Ávila (Emater/RS-Ascar).

O gerente regional da Emater em Santa Rosa, Valmir Thume, esteve presente no evento e explicou os fundamentos da política pública. Segundo ele, a iniciativa é voltada para agricultores familiares que sofreram impactos decorrentes de eventos climáticos extremos, como as enchentes que atingiram o Estado em 2023 e 2024, e visa estruturar propriedades como unidades de referência em práticas de manejo e conservação do solo.

Cada município poderá contemplar até 5% de seus estabelecimentos rurais com o programa. Os agricultores selecionados receberão R$ 30 mil, por meio do Cartão Cidadão, para investimentos em práticas indicadas por diagnóstico técnico realizado pela Emater. O valor poderá ser aplicado em até 60% em ações diretamente ligadas à recuperação do solo, como aplicação de calcário, construção de terraços, descompactação e plantio de cobertura vegetal. Os 40% restantes poderão ser utilizados em iniciativas complementares, como proteção de nascentes, reflorestamento de áreas degradadas, implantação de energia fotovoltaica e inclusão digital.

Para participar, é necessário que o agricultor possua Cadastro da Agricultura Familiar (CAF) ativo. A seleção será realizada pelos Conselhos Municipais, com base em critérios técnicos e sociais. Dentre os critérios estabelecidos, têm prioridade os estabelecimentos com presença de sucessores jovens ou com mulheres responsáveis pela coordenação das atividades produtivas.

O programa, que nesta fase conta com um aporte de R$ 450 milhões, poderá alcançar até R$ 1 bilhão em investimentos caso a execução das primeiras etapas atinja os resultados esperados. A iniciativa poderá ser consolidada como política pública permanente para o fortalecimento da base produtiva e ambiental da agricultura familiar gaúcha.

A fase atual do programa compreende a mobilização nos 45 municípios da regional da Emater em Santa Rosa. As inscrições ainda não foram abertas. A previsão é de que, após o encerramento das atividades de divulgação e capacitação, as datas oficiais de inscrição sejam divulgadas pela Emater com ampla divulgação à imprensa.

Durante a apresentação em São Luiz Gonzaga, também foi destacada a contribuição da professora e pesquisadora Rosicler Alonso Backes, da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS), que participou do evento com explanações sobre aspectos técnicos relacionados à conservação do solo. A Emater pretende realizar capacitações complementares com a professora, visando qualificar ainda mais os profissionais da instituição envolvidos na condução do programa.

Fonte: Rádio São Luiz 

Crédito do Pronaf é tema de encontro com entidades em São Luiz Gonzaga

Foto: Márcio Greff

Uma reunião realizada na quinta-feira, 3 de julho 2025, na Câmara de Vereadores de São Luiz Gonzaga/RS, tratou sobre o acesso às linhas de crédito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) voltadas especificamente às famílias assentadas em áreas da reforma agrária. A iniciativa partiu do vereador Rodrigo Veleda(PT) e contou com a presença de representantes do Banco do Brasil, da Emater/RS-Ascar, de sindicatos de trabalhadores rurais e lideranças do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

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O debate teve como foco os mecanismos para facilitar o acesso ao crédito pelas famílias dos oito assentamentos existentes em São Luiz Gonzaga, bem como de assentamentos de municípios da região, como Itacurubi, Bossoroca e Garruchos. Foram abordadas duas modalidades específicas do Pronaf destinadas aos assentados: o Pronaf A, voltado ao investimento em infraestrutura no lote, com limite de até R$ 50 mil por família e taxa de juros de 0,5% ao ano, e o Pronaf A/C (também referido como Pronaf-Si), destinado ao custeio das atividades produtivas, com limite de até R$ 20 mil e taxa anual de 1,5%.

Durante a reunião, técnicos do Banco do Brasil, incluindo uma zootecnista da instituição, detalharam os critérios de acesso, as diferenças de carência e amortização entre as linhas e a necessidade de elaboração de projeto técnico para a solicitação dos recursos. A assistência técnica será prestada pela Emater e pelos sindicatos, que também ficarão responsáveis por consolidar os dados dos interessados e encaminhá-los à instituição financeira, medida adotada para otimizar o atendimento, considerando a limitação de recursos humanos na agência local.

Atualmente, o município contabiliza mais de 240 famílias assentadas. A estimativa apresentada durante o encontro é de que cerca de 200 delas estejam em condições de acessar as linhas de financiamento, o que poderá representar uma injeção de aproximadamente R$ 10 milhões na economia local, exclusivamente para projetos novos.

Os encaminhamentos definidos incluem a orientação às famílias para que procurem, em primeiro momento, a coordenação do seu assentamento, a Emater ou o Sindicato dos Trabalhadores Rurais para atualização cadastral e elaboração dos projetos. A atualização da CAF (Cadastro Nacional da Agricultura Familiar) é uma exigência para a liberação dos recursos.

A vigência do acesso ao crédito do Pronaf se estende até o próximo ano, mas os organizadores incentivam a antecipação das etapas burocráticas, especialmente para casos em que os proponentes tenham pendências financeiras. A reunião também abordou programas como o Desenrola Rural e a regularização de dívidas antigas junto ao INCRA, cujo prazo de adesão encerrou em 29 de junho.

O gabinete do vereador Rodrigo Veleda, responsável pela articulação da reunião, segue disponível para prestar orientações aos agricultores interessados, especialmente quanto às etapas digitais do processo, visando garantir maior inclusão das famílias do meio rural no acesso às políticas públicas de crédito produtivo.

Fonte: Rádio São Luiz

Paulo Pires avalia Plano Safra 2025/2026 e alerta para falta de ações concretas no seguro rural

Foto: Rádio São Luiz

O presidente da Coopatrigo e da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado (FecoAgro), Paulo Cezar Vieira Pires, concedeu entrevista à Rádio São Luiz para analisar os principais pontos do recém-anunciado Plano Safra 2025/2026. A medida, divulgada em duas etapas pelo governo federal, contemplou linhas de crédito para a agricultura familiar e empresarial, totalizando R$ 516 bilhões em recursos disponíveis por meio do sistema financeiro nacional.

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Segundo Paulo Pires, embora o volume financeiro anunciado tenha sido mantido em relação ao ciclo anterior, apenas 22% dos valores terão juros equalizados, ou seja, com participação direta do governo federal. Os demais recursos estão vinculados a instituições financeiras privadas ou públicas, sem subvenção de taxas, o que reduz a atratividade para investimentos de médio e longo prazo, especialmente diante de um cenário com taxa Selic elevada. O dirigente também criticou a ausência de medidas concretas para o seguro rural, considerado fundamental para a sustentabilidade da produção diante dos riscos climáticos recorrentes.

Ao tratar do endividamento agrícola, Paulo Pires destacou que o discurso do ministro da Agricultura reconheceu a situação crítica enfrentada pelos produtores do Rio Grande do Sul, especialmente em razão de perdas consecutivas causadas por estiagens e, mais recentemente, por enchentes. O dirigente afirmou que há uma sinalização política para a criação de mecanismos de renegociação de dívidas, com possibilidade de carência e prazos estendidos, embora ainda não exista uma solução formal. Ressaltou que, caso não haja medidas efetivas, muitos produtores não terão condições de realizar o plantio da próxima safra de verão.

Outro tema abordado foi a retração na área plantada com trigo no estado. De acordo com o presidente da Coopatrigo, a estimativa de redução pode chegar a 18%, reflexo direto da insegurança econômica, da ausência de políticas de seguro agrícola eficientes e do alto custo de produção. Ele enfatizou a importância das culturas de inverno como cobertura de solo e estratégia de manejo agrícola sustentável, mas alertou que o atual contexto econômico inibe investimentos na diversificação da produção.

A entrevista também abordou a importância do cooperativismo, cuja data internacional é celebrada em 5 de julho. Segundo os dados apresentados na Expressão do Cooperativismo Gaúcho, evento promovido pela Organização das Cooperativas do Estado do Rio Grande do Sul (Ocergs), o setor registrou crescimento de 8% no Rio Grande do Sul em 2024, com destaque para os ramos de crédito e infraestrutura. Pires destacou o papel das cooperativas de crédito como agentes financiadores da produção rural e salientou o desempenho estável das cooperativas de energia na região missioneira, em contraste com as recorrentes falhas no serviço prestado por concessionárias tradicionais.

Ainda no campo institucional, Paulo Pires participou, na segunda-feira anterior, de uma reunião na Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), com o deputado federal Afonso Hamm, tratando do endividamento rural e propondo encaminhamentos viáveis, como dois anos de carência e prazos de dez anos para amortização.

Sobre a participação da Coopatrigo na Expo São Luiz 2025, o presidente destacou que a cooperativa terá programação técnica diversificada durante a feira, reforçando seu compromisso com o desenvolvimento regional.

Segundo ele, em momentos de dificuldades econômicas, como os atuais, a feira se configura como uma oportunidade de articulação institucional e fortalecimento da economia local, que sofre os efeitos diretos da crise no setor primário, pilar econômico do estado do Rio Grande do Sul.

Fonte: Rádio São Luiz