Rural

Produtores de São Luiz Gonzaga iniciam mobilização no trevo do Jayme: manifestação é parte de ação estadual

Foto: Freepik

Produtores rurais de São Luiz Gonzaga iniciaram nesta quarta-feira, 28, uma mobilização no trevo do Complexo Jayme Caetano Braun, na BR 285, em protesto contra a falta de políticas efetivas do governo federal para o setor agropecuário. A ação integra um movimento estadual organizado por sindicatos rurais e entidades do agronegócio, com apoio de empresas e caminhoneiros.

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A manifestação é um “grito de socorro” em defesa dos pequenos, médios e grandes agricultores, segundo a presidente do Sindicato Rural de São Luiz Gonzaga, Margareth Costa Beber. O grupo se reuniu com entidades representativas e decidiu dar início à mobilização com a presença de maquinários, caminhões e estrutura de acampamento no trevo.

“Este é um momento crucial e decisivo. Precisamos mobilizar e demonstrar o nosso descontentamento com a falta de respeito do governo federal para com os agricultores”, afirmou Margareth. A dirigente ressaltou que a mobilização deverá se estender até sexta-feira, 30, podendo ser prorrogada caso as reivindicações não sejam atendidas.

Entre as principais pautas está a securitização das dívidas agrícolas, medida prometida ontem, 27, pelo ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, até o dia 30 de junho. No entanto, produtores relatam constantes adiamentos e falta de ações concretas. “Enquanto o governo adia decisões, nós precisamos nos movimentar”, declarou Margareth.

A mobilização conta com o apoio de empresas do setor agropecuário, e a participação é aberta a todos, especialmente produtores e trabalhadores do campo. A orientação é que todos levem maquinário, caminhões e se unam ao acampamento.

Também existe a possibilidade de que, a partir desta quinta-feira, 29, estradas federais e estaduais sejam interrompidas temporariamente em diversos pontos do Rio Grande do Sul, como forma de ampliar a visibilidade da mobilização.

Fonte: Rádio São Luiz

Após mais de duas décadas, Ardi Jaeger se despede da presidência do Sindicato Rural de Bossoroca

Nestor e Ardi Jaeger. Foto: Evelise Oliveira/Rádio São Luiz

O Sindicato Rural de Bossoroca passará por uma importante transição de liderança. Após mais de duas décadas à frente da entidade, o atual presidente, Ardi Jaeger, se despede da função e integrará o Conselho de Honra do sindicato. Em seu lugar, assume o cargo o filho, Nestor Jaeger, eleito em votação realizada na noite de terça-feira, 27 maio 2025. A posse oficial ocorrerá até o fim de junho, com data a ser definida pela Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul.

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Com uma trajetória marcada pelo trabalho e superação, Ardi Jaeger chegou a Bossoroca em 1968, atuando inicialmente como peão. Ao longo dos anos, consolidou sua liderança no meio rural e também no setor público, tendo sido prefeito do município e empresário local. À frente do sindicato, conduziu a entidade por mais de 20 anos, destacando-se pelo comprometimento com a classe produtora e pela defesa dos interesses do campo.

Em sua despedida, Ardi manifestou gratidão à comunidade bossoroquense, à região e à família. Aos 82 anos, encerra seu ciclo com sentimento de dever cumprido e confiança na continuidade do trabalho por meio da nova gestão.

O novo presidente, Nestor Jaeger, assume a função com o compromisso de manter e ampliar o trabalho realizado, buscando fortalecer a atuação do sindicato em um cenário desafiador para o setor agropecuário. A nova diretoria tem como foco a valorização do associado, a promoção de eventos e a criação de novos projetos voltados à agricultura e à pecuária local.

Segundo Nestor, a eleição contou com a participação expressiva dos associados, mesmo em um dia de chuva, o que demonstra o engajamento da categoria. Ele destacou ainda a importância da união da diretoria, que será essencial para enfrentar as dificuldades econômicas que atingem os produtores.

A nova gestão também pretende investir na modernização da estrutura do sindicato e incentivar o associativismo, com o objetivo de promover uma gestão participativa e representativa. Entre as prioridades, está a criação de novos eventos e ações que aproximem os produtores e fortaleçam o papel do sindicato como ponto de apoio à classe rural.

A composição da nova diretoria conta com nomes experientes, como o vice-presidente Tiago Cardinal, além de outros produtores que já atuavam na entidade. A expectativa é de que a posse seja realizada em evento oficial nas próximas semanas, com a presença de representantes da Federação da Agricultura e demais autoridades.

Confira, abaixo, a nominata da nova diretoria:

Presidente: Nestor Ernani Jaeger

1º Vice-presidente: Thiago Ristow Cardinal

2º Vice-presidente: Márcio Oliveira Do Amaral

1º Secretário: Rogério Nascimento Marchi

2º Secretário: Vagner Turquielo

1º Tesoureiro: Igor Viera

2º Tesoureiro: Marcelo Picolli Felten

Suplentes da Diretoria

– Mauricio Nascimento Jaeger

– Fernandes Fereira Souza

– Gustavo Pereira De Almeida

– Alex Boligon

– Ademir Nascimento Batista

– Estevan Victor Pelentir

– Alexandre Cardinal

– Alexandre Pelentir

Conselho Fiscal Titular

– Marcelo Cardinal

– Irineu Pereira Cardinal

– Jeferson Leal

Conselho Fiscal Suplente

– Matheus Nascimento Jaeger

– Paulo Rodolfo De Sá Quevedo

– Cláudio Büttenbender

Delegado Representante Junto a Farsul

Efetivo – Nestor Jaeger

Suplentes de Delegados Representantes Junto a Farsul

Suplente – Rogério Nascimento Marchi

Suplente – Milton Henrique Kramer Felten

Conselho de Honra

– Ardi Jaeger

– Alfredo Cardinal

– Afrânio Batista Marchi

– Roque Pelentir

– Sabino Deitos Comparsi

– Lodonho Nascimento Pereira

Fonte: Rádio São Luiz

Delegado Heleno explica como ação conjunta apreendeu 384 toneladas de sementes ilegais

Divulgação/PC

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul, por meio da Divisão de Combate aos Crimes Rurais e Abigeato (DICRAB), deflagrou entre os dias 19 e 22 de maio a Operação Semente Segura, em ação conjunta com a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação. O resultado foi expressivo: 384 toneladas de sementes ilegais de forrageiras e soja foram apreendidas, além de defensivos agrícolas armazenados de forma irregular. O prejuízo causado ao crime organizado ultrapassa os R$ 3 milhões.

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Em entrevista à Rádio São Luiz, o delegado Heleno dos Santos, diretor da DICRAB, detalhou a operação e os impactos dessa atividade criminosa. “É um trabalho que já vem sendo realizado há algum tempo. Quando atuei em São Luiz Gonzaga, também realizamos ações contra a pirataria de sementes. Agora, como diretor da DICRAB, intensificamos o combate em todo o Estado”, explicou.

Segundo o delegado, o Rio Grande do Sul lidera o ranking nacional de pirataria de sementes e enfrenta uma verdadeira rede criminosa que lucra com a venda de produtos sem origem, fiscalização ou qualquer garantia de qualidade. “É um problema muito sério, que envolve questões econômicas, ambientais, sanitárias e tributárias. Estimamos que esse tipo de crime cause um prejuízo anual superior a R$ 1 bilhão só no nosso Estado”, afirmou Heleno.

As ações da Operação Semente Segura foram concentradas nas regiões de Passo Fundo, Soledade e Lagoa Vermelha, localidades com alto índice de comercialização irregular. Durante as diligências, os agentes localizaram grandes quantidades de sementes piratas escondidas em silos, depósitos e até empresas que aparentavam legalidade. Além das sementes, foram encontrados agrotóxicos estocados em desacordo com a legislação, o que representa risco ambiental e à saúde pública.

“Essas sementes não têm controle de qualidade. Elas podem prejudicar o meio ambiente, comprometer lavouras inteiras e não recolhem nenhum tributo. Enquanto isso, produtores sérios, que pagam impostos e geram empregos, veem-se prejudicados pela concorrência desleal”, destacou o delegado.

Heleno também chamou a atenção para o impacto social e econômico da operação. “Se permitirmos que os pirateiros de sementes continuem atuando livremente, enfraquecemos empresas que são pilares da economia regional. Muitas dessas empresas são as maiores geradoras de ICMS que retornam para municípios como São Luiz Gonzaga. Com o combate ao crime, fortalecemos essas iniciativas legais que sustentam empregos e desenvolvem a região”.

A operação, no entanto, não encerra por aqui. Segundo o delegado, o trabalho continuará em outras regiões, incluindo o noroeste gaúcho e áreas como Santo Ângelo, Santa Rosa, Ijuí e São Luiz Gonzaga.

O delegado Heleno também fez um apelo à população, especialmente aos produtores rurais, para que estejam atentos e colaborem com as autoridades. “É fundamental desconfiar de produtos com preços muito abaixo do mercado e de fornecedores desconhecidos. O produtor deve exigir nota fiscal, procedência e registro das sementes”, alertou.

Denúncias podem ser feitas anonimamente à Polícia Civil, inclusive por meio do WhatsApp das delegacias regionais. “A ajuda da população é essencial. Só com informações precisas conseguimos chegar até os responsáveis por essas redes criminosas”, concluiu o delegado.

Fonte: Rádio São Luiz

Produtores rurais protestam em São Luiz Gonzaga por medidas contra endividamento

Foto: Rádio São Luiz

Desde as primeiras horas da manhã desta quarta-feira, 21, produtores rurais, lideranças políticas e representantes de diferentes setores da sociedade se reuniram no Complexo Turístico Jayme Caetano Braun, às margens da BR 285, em São Luiz Gonzaga, para uma manifestação organizada pelo Sindicato Rural do município. O ato teve como objetivo chamar a atenção para a grave situação enfrentada pelo homem do campo, duramente impactado por anos consecutivos de secas e estiagens.

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A manifestação contou com falas ao longo do dia, em que lideranças se revezaram no palanque para alertar o cenário de endividamento dos produtores e cobrar do governo federal a implantação urgente de um projeto de securitização das dívidas agrícolas — pauta considerada essencial para garantir a permanência do produtor na atividade. A mobilização foi encerrada com uma carreata pelas ruas da cidade, em forma de alerta à população sobre o que foi definido como “momento crítico da agricultura”.

A Rádio São Luiz acompanhou a mobilização e ouviu várias lideranças ao longo do dia. No encerramento, dois representantes que estiveram à frente do ato: o produtor rural e apoiador do movimento Thiago Bellé e a presidente do Sindicato Rural, Margareth Costa Beber, comentaram sobre a realização.

Para Thiago Bellé, a mobilização foi bem organizada, mas poderia ter contado com maior participação dos produtores e da sociedade em geral. “O agricultor podia ter participado mais, pela ‘maleza’ em que se encontra. A organização foi nota 10, mas o povo do campo ainda foi pouco. E não é só o agricultor que devia estar aqui, o comércio também devia ter abraçado a causa. A cidade gira em torno da agricultura”, avaliou.

Thiago destacou ainda que os produtores não estão pedindo perdão das dívidas, mas sim uma prorrogação realista. “A lavoura tem altos e baixos, não é uma constante. Queremos condições para continuar produzindo. O agro não para? O agro está parando”, alertou.

Já a presidente do Sindicato Rural, Margareth Costa Beber, avaliou o ato como positivo, mesmo com número inferior de participantes ao esperado. “Ele é muito representativo. Tivemos que fazer, pela necessidade e por tudo aquilo que estamos passando. Agradeço a cada pessoa que acreditou e participou. Foi um passo importante para dar visibilidade à nossa causa. Se precisarmos fazer outro ato, faremos”.

Margareth reforçou que o movimento também busca conscientizar a população urbana sobre a realidade do produtor. “A intenção foi mostrar às pessoas o que está acontecendo no campo. Muitas vezes, quem não vive a lida não imagina o tamanho da dificuldade. Estamos fazendo nossa parte e queremos apoio para solucionar esse problema”, afirmou.

O principal pedido do setor é a viabilização de uma política pública de securitização da dívida, que permita parcelar os débitos de forma sustentável e garantir fôlego aos produtores. Segundo Thiago Bellé, “a inadimplência agrícola nos bancos é impressionante, e muitos estão sem dormir, sem saber como vão seguir”.

A mobilização em São Luiz Gonzaga se somou a outras manifestações realizadas recentemente no Estado, todas com o mesmo apelo: apoio concreto e emergencial ao produtor rural, base da economia gaúcha.

Fonte: Rádio São Luiz

“Estamos brigando pelo direito de continuar produzindo”, diz presidente da FETAG

Foto: Divulgação/FETAG

Desde ontem, 20, a Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (FETAG-RS), em conjunto com sindicatos e regionais sindicais, iniciou uma nova etapa de mobilizações em defesa dos agricultores familiares. A medida, segundo o presidente da entidade, Carlos Joel da Silva, ocorre devido à ausência de respostas concretas por parte dos governos às reivindicações que vêm sendo feitas desde fevereiro.

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Em Porto Alegre, produtores ocupam os prédios do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar. “Dormimos no chão. Quem deveria estar fazendo acontecer, não está. O produtor, que poderia estar em casa, trabalhando, tem que estar se manifestando”, afirmou Carlos Joel.

A principal pauta do movimento é a busca por soluções efetivas diante das recorrentes perdas causadas por eventos climáticos extremos, como secas e enchentes, que afetam o estado há cinco anos. “As negociações não avançam. As notícias que chegam são de promessas, mas o que precisamos é de resolução. Dívidas estão vencendo, e nós estamos aqui, lutando pelo direito de continuar produzindo alimentos e gerando renda”, declarou o presidente da FETAG.

Carlos Joel parabenizou os agricultores que atenderam ao chamado da entidade e permanecem mobilizados em Porto Alegre, assim como as ações que ocorrem em municípios do interior, como São Luiz Gonzaga e Ijuí. “É um problema da sociedade gaúcha, não apenas dos produtores. Não basta reunião, tem que ter resolução”, reforçou.

Nesta terça-feira, 21, estão previstas reuniões com representantes do Banco Central, do Ministério da Fazenda e do Ministério da Agricultura, em Brasília. Na quarta, 22, uma comitiva do Ministério do Desenvolvimento Agrário deverá comparecer ao acampamento na capital do estado.

Entre as reivindicações estão a securitização ou prorrogação de dívidas e a criação de políticas que atendam efetivamente às necessidades do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro). “Estamos fazendo de tudo para que o governo entenda a dimensão do problema”, concluiu o dirigente.

Fonte: Rádio São Luiz

Produtores rurais organizam protesto regional na BR-285, em São Luiz Gonzaga, na quarta

Foto: Freepik

Está confirmada para a próxima quarta-feira, 21, uma grande manifestação regional de produtores rurais na BR-285, em São Luiz Gonzaga. A mobilização é organizada pelo Sindicato Rural de São Luiz Gonzaga, com apoio da Farsul (Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul) e sindicatos patronais da 12ª Região Sindical.

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A presidente do sindicato, Margareth Costa Beber, informou que o protesto reunirá produtores de todos os municípios que compõem a 12ª Coordenadoria Regional, com concentração prevista para às 7h30min. A definição do ponto exato de encontro — se no trevo de acesso do Jayme ou no trevo de acesso principal à cidade — será confirmada até o meio-dia de segunda-feira, 19.

O movimento tem como pauta central a securitização das dívidas dos produtores, tema já reivindicado anteriormente em conjunto com os sindicatos dos trabalhadores rurais. Os organizadores reforçam que a mobilização é aberta a pequenos, médios e grandes produtores, que poderão participar com máquinas agrícolas ou de outra forma que julgarem adequada.

“Queremos que o governo federal ouça os anseios dos produtores. Estamos há muito tempo cobrando medidas como a renegociação de dívidas e um plano safra condizente com a realidade enfrentada pelo setor”, destacou a presidente.

A mobilização é mais uma iniciativa do setor agropecuário para chamar atenção para a grave situação financeira enfrentada no campo, agravada por perdas climáticas e dificuldades de acesso a crédito rural.

Fonte: Rádio São Luiz

Fetag adia mobilização para o dia 20 por ausência de ministros e deputados em Brasília

Arquivo/Rádio São Luiz

Inicialmente prevista para esta terça-feira, 13, a mobilização estadual da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag-RS) foi adiada para o dia 20. A decisão foi tomada após reuniões realizadas entre a direção da federação e suas regionais, entre elas a Regional Missões II, presidida por Rafael Dalenogare Paz.

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Em entrevista à Rádio São Luiz, Rafael explicou que o adiamento se deu por questões estratégicas. “Nós estaríamos com uma comitiva em Brasília para tratar da nossa pauta, mas nesta semana o presidente Lula e os ministros do Desenvolvimento Agrário e da Agricultura estarão fora do país. Além disso, o Congresso Nacional estará com atividades virtuais, o que comprometeria a articulação política direta”, detalhou.

Segundo ele, o objetivo da mobilização é pressionar por soluções para os problemas enfrentados pelos agricultores, especialmente aqueles causados pelas estiagens que atingiram com força a região noroeste do estado. “Até agora tivemos muitas reuniões, mas poucos encaminhamentos e nenhuma solução concreta. A cada dia, a situação se agrava e os números apresentados pelo governo federal não refletem a realidade da nossa região”, afirmou.

Rafael também criticou a dificuldade do governo em reconhecer as peculiaridades regionais. “Eles olham o estado como um todo. Só que regiões como a das Missões, Fronteira Noroeste e Alto Uruguai foram muito mais afetadas. Se pegarmos os dados da colheita de soja, por exemplo, os prejuízos foram enormes. No entanto, o governo insiste em usar números gerais do estado, que acabam mascarando a realidade das áreas mais atingidas”, apontou.

Outro fator destacado pelo dirigente sindical é a tentativa do governo federal de sustentar que os agricultores não estariam enfrentando dificuldades, com base em dados de agentes financeiros. “Eles dizem que como o produtor está com financiamento em dia, não há problema. Mas isso não reflete a situação real. Muitos estão recorrendo a outros meios para não deixar de pagar. Há alto endividamento, dificuldades de acesso ao crédito e nenhuma política concreta de renegociação ou apoio”, alertou.

O ato de mobilização do dia 20, segundo Rafael Dalenogare Paz, terá presença tanto em Brasília quanto em Porto Alegre. “A mobilização segue firme. Precisamos de ações concretas e de soluções urgentes. O adiamento foi apenas para garantir maior efetividade na negociação e maior presença das autoridades que podem decidir”, concluiu.

A expectativa é de que a Fetag-RS reúna agricultores de todas as regiões do estado na próxima semana para reforçar a pressão junto ao governo federal e conquistar respostas efetivas às reivindicações do setor.

Fonte: Rádio São Luiz

Paulo Pires comenta situação do agronegócio gaúcho e necessidade de políticas públicas

Foto: Rádio São Luiz

O presidente da Coopatrigo (Cooperativa Tritícola Regional São-luizense) e Fecoagro-RS (Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul), Paulo Pires, concedeu entrevista na manhã desta sexta-feira, 9 de maio, para falar sobre a situação do agronegócio gaúcho. Entre os temas abordados foram o endividamento dos produtores, as perdas com a atual safra e as articulações para buscar medidas de apoio ao setor.

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No começo da conversa, Paulo Pires mencionou os desafios causados pela irregularidade na distribuição de chuvas, o que afeta diretamente o planejamento dos agricultores. Segundo ele, tanto a falta de chuvas, como os altos volumes concentrados em um intervalo curto de tempo prejudicam o desenvolvimento das culturas agrícolas.

O presidente da Fecoagro citou a preocupação com a renda dos produtores, devido à queda nos preços nos últimos anos. “Existe uma preocupação do próprio sistema financeiro e o Rio Grande do Sul precisa de uma política pública que estenda uma boia”, disse, sobre a necessidade de medidas de apoio por parte do governo e da sociedade, a exemplo dos debates sobre a securitização. 

“Tivemos uma tempestade perfeita”, pontuou Paulo. Conforme ele, isso tem ocorrido devido à soma de diferentes elementos, como a queda nos preços, o aumento dos custos indiretos na produção e os extremos climáticos, a exemplo de estiagens e chuvas fortes, que causaram perdas na safras.

De acordo com o presidente da Fecoagro, a mobilização das entidades do setor busca o parcelamento das dívidas, com juros acessíveis e não o perdão das dívidas. Paulo mencionou a diálogo feito com representantes do governo federal e com outras entidades do setor para pressionar por esse suporte.

Em relação à explicação e conversa com os produtores, Paulo explicou os detalhes do acordo pela Coopatrigo para analisar a situação de cada produtor na renegociação de dívidas. Segundo ele, existem pacotes para ajudar no financiamento da produção, embora essa não seja a finalidade inicial da cooperativa.

Paulo Pires também abordou a importância de políticas e ações pró-desenvolvimento, como forma de ajudar a melhorar as condições econômicas e sociais das cidades e do país. “Precisamos ter um maior reconhecimento aos empreendedores”, enfatizou.

Fonte: Rádio São Luiz

Dívida dos produtores gaúchos soma R$72,8 bilhões; Luís Fernando Pires explica estudo da Farsul

Foto: Canva

O montante total da dívida dos produtores gaúchos é de R$ 72,82 bilhões, segundo estudo divulgado pela Farsul (Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul). O levantando consta em nota técnica da entidade e foi elaborado a partir de dados das instituições financeiras que operam com crédito rural no Rio Grande do Sul. Em entrevista nesta quinta-feira, 8 de maio, Luís Fernando Pires, assessor da presidência da Farsul, explicou o detalhes sobre o estudo e a situação de endividamento dos produtores no estado.

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Os dados sobre o passivo devido pelos agricultores, inclui as dívidas ligadas ao Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), Pronamp (Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural, e demais produtores. Ainda conforme a nota técnica, R$ 22,23 bilhões vencem em 2025. “Nossos produtores estão na UTI”, comparou Luís Fernando.

Na entrevista, o assessor detalhou a dificuldade na negociação com o governo federal e a urgência de medidas robustas para atender a situação dos agricultores no Estado. Ele mencionou a queda no valor bruto da produção nos últimos anos, devido aos extremos climáticos de seca e chuvas fortes.

“Não estamos pedindo perdão, mas um parcelamento”, afirmou Luís Fernando. Segundo ele, uma das alternativas apontadas pela Farsul foi utilizar recursos do Fundo Social do Pré-Sal, como uma alternativa diante das dificuldades em mexer com o orçamento federal. Conforme comentou, a contraproposta apresentada pelo governo previa suspensão de um ano e parcelamento por três anos para produtores incluídos no Pronaf e Pronamp.

Uma das principais preocupações mencionadas foi com relação ao equilíbrio financeiro das propriedades rurais e o futuro da atividade. Segundo Luís Fernando, existem relatos de produtores que já estão com dificuldade para acessar recursos para a safra de inverno. “Isso pode causar um impacto muito grande e muitos produtores querem vender pedaços de terra”, acrescentou.

Em relação às medidas adotadas para pressionar os governos federal e estadual, o assessor citou o diálogo constante com representantes da bancada gaúcha e com demais entidades do setor em busca de medidas de securitização e parcelamento em prazos maiores. Luís Fernando também ressaltou a importância da União e da resiliência diante das adversidades, como marcas dos produtores gaúchos.

Fonte: Rádio São Luiz

Sem resposta do governo, FETAG confirma mobilização em Porto Alegre no dia 13

Arquivo/Rádio São Luiz

A Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (FETAG-RS) confirmou a realização de uma mobilização no próximo dia 13 de maio, em Porto Alegre, diante da falta de respostas do governo federal quanto à crise de endividamento enfrentada pelos agricultores gaúchos. O anúncio foi feito pelo presidente da entidade, Carlos Joel da Silva, em entrevista à Rádio São Luiz.

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Segundo o dirigente, a manifestação será mantida caso não haja, até o início da próxima semana, a publicação de medidas concretas que atendam à pauta dos produtores. “Estamos respeitando a decisão dos mais de 6 mil produtores que estiveram em São Luiz Gonzaga e aprovaram que, caso não houvesse solução até 15 de abril, as mobilizações seriam retomadas”, afirmou Joel.

Entre as reivindicações da FETAG estão a securitização das dívidas em até 20 anos, prorrogação de financiamentos e soluções para o Proagro e o seguro rural. Joel destacou que os agricultores vêm enfrentando cinco anos consecutivos de perdas por estiagem ou excesso de chuvas, o que impediu o pagamento das dívidas. “Não estamos pedindo nada de graça, só queremos tempo para pagar”, reforçou.

O presidente da FETAG também relatou ceticismo quanto ao anúncio de novas resoluções. “Há promessa de que as medidas saiam até sexta ou segunda-feira, mas com o presidente e dois ministros fora do país, não acreditamos que isso vá acontecer”, lamentou.

Carlos Joel ainda alertou que a crise no campo não afeta apenas os agricultores. “É um problema de toda a sociedade gaúcha. Se a agricultura para, postos de combustíveis, revendas de peças, comércio em geral e até a indústria sofrem. Além disso, o preço dos alimentos pode subir nas prateleiras”, disse.

A FETAG orienta que agricultores procurem os sindicatos municipais para organizar caravanas à capital. Se não houver avanço nas negociações, a mobilização poderá se expandir para o interior do Estado. “Infelizmente, se não formos à rua, não somos ouvidos”, concluiu Joel.

Fonte: Rádio São Luiz

Rodrigo Veleda descreve audiências com o Incra e DNIT em Porto Alegre

Foto: Arquivo/Evelise Oliveira/Rádio São Luiz

O vereador Rodrigo Veleda (PT) participou nesta quarta-feira, 30 de abril, do programa Olho Vivo. O vereador comentou sobre agendas cumpridas em Porto Alegre, em visitas feita ao DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) e ao Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária).

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De acordo com Rodrigo, o encontro no Incra serviu para discutir as condições de trabalho das famílias assentadas em São Luiz Gonzaga e nas Missões. Um dos tópicos centrais foi o “Crédito Fomento”, política pública que disponibiliza recursos, em parceria com a Emater RS/Ascar, para custear instalação de projetos, como criação de animais, plantio, produção de alimentos.

Para São Luiz Gonzaga, um dos entraves enfrentados pelas famílias estão relacionados com problemas da documentação e regulamentação fundiária. Segundo Rodrigo, 33 casos já foram solucionados, o que deve trazer R$528 mil para a economia local, divididos em R$16 mil para cada família.

DNIT

Já com relação ao encontro com o DNIT, Rodrigo explicou que o tema principal foi o projeto para duplicação da BR-285 no perímetro urbano de São Luiz Gonzaga. “Essa é a nossa meta final”, acrescentou. Segundo ele, já existe um outro processo em aberto para a contratação de uma empresa para execução de obras na rodovia federal em diferentes pontos do Estado, totalizando mais de 70km.

Inicialmente, o segundo previa obras entre Entre-Ijuís e o início do perímetro urbano de São Luiz Gonzaga, incluindo recapeamento, conservação da via e criação de terceiras faixas, mas ainda não prevê a duplicação. A previsão é de investimento de R$4 milhões nesse trecho. “Minha tentativa foi explicar que precisamos estender esse projeto até o entroncamento de Roque Gonzales”, disse Rodrigo. De acordo com ele, o resultado do diálogo foi positivo e obra será feita até a ligação entre a BR-285 e a RS-168.

Fonte: Rádio São Luiz

Municípios da região podem aderir ao Programa de Aquisição de Alimentos; Elói Batista explica detalhes

Foto: Evelise Oliveira/Rádio São Luiz

O ex-vereador de Bossoroca Elói Andrade Batista foi escolhido para coordenar o projeto de pesquisa do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) na região das Missões. A iniciativa é vinculada à atuação da Companhia Nacional do Abastecimento (Conab) e fornece recursos para a compra de alimentos da agricultura familiar pelas prefeituras municipais, com objetivo de auxiliar famílias em situação de vulnerabilidade.

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Elói explica que o programa existe desde 2003 e envolve o cadastro de produtores e entidades do setor que podem ofertar seus produtos, além da identificação das prefeituras do número de famílias que precisam dos alimentos. “O governo federal concede o recurso e o município faz a organização e compra de alimentos para oferecer às famílias que precisam”“, explicou o vereador.

Um dos principais objetivos do programa está em estimular a agricultura familiar, como uma forma de evitar o êxodo rural. Elói ressaltou que está disponível para dialogar com as secretarias municipais sobre o cadastro no PAA. “Tem que ter a ligação da produção com a comercialização, a minha tarefa é fazer essa ponte com os municípios”, complementou.

A iniciativa conta com apoio da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), com a intenção de compreender os desafios e principais demandas que envolvem a produção na agricultura familiar. “O maior desafio hoje é a organização das associações de produtores e cooperativas, e a compra pelos municípios”, avaliou o coordenador da pesquisa na região.

Fonte: Rádio São Luiz

Lauro Weber detalha ações da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente no trimestre

Foto: Evelise Oliveira/Rádio São Luiz

O secretário de Agricultura e Meio Ambiente de São Luiz Gonzaga, Lauro Weber, detalhou as ações realizadas pela pasta no primeiro trimestre do ano. A apresentação foi realizada durante a sessão legislativa desta segunda-feira, 28 de abril. Em entrevista à Rádio São Luiz FM 100.9, Lauro comentou sobre as ações e outros temas, como o SUSAF e a situação do castramóvel.

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De acordo com as informações apresentadas pelo secretário, cerca de 300 famílias já foram atendidas por diferentes serviços da pasta, como instalação de bebedouros, abertura de açudes, nivelamento de propriedades, entre outros. Segundo Lauro, a estiagem aumentou as demandas e despesas durante esse período do ano.

Sobre o SUSAF (Sistema Unificado Estadual de Sanidade Agroindustrial Familiar, Artesanal e de Pequeno Porte), o secretário mencionou a importância de valorizar os produtos locais e possibilitar a venda para outros municípios. “Acredito que agora, no mês de maio, nós consigamos ter a homologação do Estado para que isso aconteça em São Luiz”, acrescentou.

Em relação a situação dos cães do município, o gestor citou que a pasta já iniciou o processo de contratação de um médico veterinário para atuar junto ao castramóvel. Outro projeto citado foi a expansão do canil, especialmente com uma maior área para a circulação dos animais.

Fonte: Rádio São Luiz

Colheita da soja atinge 80% no RS e avança com apoio do clima seco

Foto: Canva/Ilustrativa

A colheita da safra de verão 2024/2025 avança com intensidade na região Noroeste do Rio Grande do Sul, especialmente nos municípios vinculados à regional da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa. Segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira, 24 de abril 2025, aproximadamente 80% da área cultivada com soja já foi colhida. As lavouras restantes se encontram 17% em fase de maturação e 3% em enchimento de grãos. A estabilidade climática, marcada por dias secos e ensolarados, tem favorecido a continuidade da colheita e facilitado as operações logísticas.

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A baixa umidade dos grãos colhidos, variando entre 12% e 13%, eliminou a necessidade de secagem artificial, acelerando o escoamento da produção, que havia sido prejudicado por chuvas no início de abril. Essa condição também tem sido propícia para a reserva de sementes, que apresentam bom potencial de qualidade, considerando a sanidade das lavouras e a secagem natural em campo.

Na região de Santa Rosa, onde predominam áreas mecanizadas e de agricultura empresarial, as produtividades variam de forma significativa, com médias oscilando entre 2.500 kg/ha e 3.600 kg/ha. A aplicação de fungicidas foi necessária em lavouras mais tardias, principalmente aquelas implantadas entre o fim de janeiro e início de fevereiro. Em áreas replantadas ou com baixa densidade de plantas, a dessecação tem sido intensificada, devido à incidência de plantas daninhas.

A colheita do milho ocorre de forma mais lenta e escalonada na região, com 89% das lavouras colhidas. A produção é fortemente direcionada ao consumo interno das propriedades, especialmente nas pequenas propriedades de base familiar. As lavouras tardias, que ainda se encontram em enchimento de grãos (4%) ou em maturação (7%), têm demonstrado bom potencial produtivo, beneficiadas por chuvas em momentos críticos do desenvolvimento e temperaturas amenas que favorecem o acúmulo de fotoassimilados.

Os produtores da região já iniciaram os preparativos para a safra 2025/2026, com a semeadura de coberturas vegetais como nabo forrageiro, visando à posterior dessecação. Observa-se preferência por cultivares precoces de milho, com tolerância à cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis), como estratégia preventiva frente às condições fitossanitárias da região e à dinâmica de mercado.

No cultivo de milho para silagem, a colheita já alcança 88% da área plantada. O clima seco tem permitido que o teor de umidade da matéria verde fique entre 30% e 35%, faixa ideal para a fermentação e conservação da silagem. A secagem rápida tem reduzido perdas por fermentação secundária, melhorando a qualidade do material armazenado.

A colheita do arroz não é representativa na região de Santa Rosa, porém avança em outras áreas do Estado, atingindo 87% da área cultivada. No caso do feijão, a primeira safra foi concluída com produtividade média de 1.838 kg/ha, enquanto a segunda safra já apresenta 20% da área colhida. As demais lavouras estão distribuídas entre os estágios de maturação (22%), enchimento de grãos (38%), floração (12%) e desenvolvimento vegetativo (8%). A produtividade média da segunda safra gira em torno de 1.300 kg/ha.

Nas pastagens, observa-se a substituição gradual das espécies de verão pelas de inverno, como a aveia. O campo nativo e as pastagens perenes ainda fornecem forragem suficiente, mas a redução das chuvas tem estimulado práticas de conservação como a fenação e a produção de pré-secado. A demanda por sementes de forrageiras de inverno tem aumentado.

Na bovinocultura de leite, a transição das pastagens de verão para as de inverno está em andamento. A menor qualidade nutricional das pastagens em fim de ciclo tem sido compensada pela suplementação com ração concentrada. A infestação por carrapatos e moscas do berne permanece como preocupação sanitária. Na região de Santa Rosa, produtores intensificam ações preventivas e controle estratégico para evitar enfermidades como tristeza parasitária e carbúnculo sintomático, além de adquirirem insumos para a implantação das novas pastagens.

O cenário atual reflete um avanço técnico e logístico na condução da safra no Noroeste gaúcho, com atenção às condições climáticas e fitossanitárias, visando à manutenção da produtividade e da qualidade das culturas colhidas.

Fonte: Rádio São Luiz

Comunidade do Rincão dos Santana não pode ser penalizada por vandalismo, aponta Claudio Pereira

Divulgação/Assessoria da Câmara Municipal de São Luiz Gonzaga

O vereador Claudio Pereira (PDT) comentou sobre o ato de vandalismo contra máquinas da prefeitura de São Luiz Gonzaga na comunidade do Rincão dos Santana. Em entrevista à Rádio São Luiz FM 100.9, Claudio solicitou que a comunidade não seja penalizada pela ação dos vândalos. Além disso, ele comentou sobre a destinação de computadores para a Agência Sine/FGTAs de São Luiz Gonzaga.

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Claudio citou sua ligação com as comunidades do interior e enfatizou que os serviços previstos para serem realizados no Rincão dos Santana devem continuar no cronograma da administração. Segundo ele, vários moradores e produtores fizeram contato com seu gabinete para manifestar a preocupação com o ocorrido.

O vereador enfatizou a importância da contratação de horas-máquina e do trabalho de manutenção nas estradas do interior. “Nosso produtor vem há muito tempo, além de estradas, sendo prejudicado por vários motivos de intempéries, seca, chuvarada. E nós torcemos para que dê certo e que a coisa comece a andar”, acrescentou.

Sobre a destinação de computadores para o Agência Sine, Claudio destacou a importância do diálogo com a Secretaria de Trabalho e Desenvolvimento Profissional do RS, atualmente sob comando do deputado estadual Gilmar Sossela (PDT), e do apoio do Executivo, o que permitiu a vinda dos equipamentos pelo programa RS Qualificar Mais.

Matéria relacionada: Máquinas da Prefeitura de São Luiz Gonzaga são alvejadas no Rincão dos Santana

Fonte: Rádio São Luiz

Paulo Pires comenta debates sobre securitização e dificuldade em obter apoio para o setor agrícola

Foto: Divulgação/Sescoop

O presidente da FecoAgro (Federação das Cooperativas Agrícolas do RS) e da Coopatrigo, Paulo Pires, participou nesta quinta-feira, 17 de abril, do programa Olho Vivo. Paulo comentou sobre o encontro entre representantes do setor agrícola com o governo federal em Brasília (DF) e a preocupação com a articulação política, com dificuldade em colocar a pauta como uma prioridade para a sociedade.

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O encontro terminou sem resultados sobre a proposta de securitização das dívidas dos produtores, segundo informou a Fetag-RS. Paulo Pires comentou que o Rio Grande do Sul enfrenta quebras de safras nos últimos anos, o que afeta diferentes setores da economia gaúcha. “Vemos pouca sensibilidade e atitude do governo federal”, avaliou o presidente da FecoAgro.

De acordo com Paulo, a reunião foi importante por reunir diferentes entidades gaúchas ligadas aos agricultores, cooperativas e cerealistas. “Muitos produtores têm condições de pagar e devem quitar, mas o produtor que não tem condições de pagar (por conta da perda de produção), não pode ser impedido de plantar”, mencionou. O gestor também citou a importância de suporte para os produtores realizarem investimentos em melhoria do solo e adaptação às mudanças climáticas e eventos adversos. 

Paulo relembrou as secas severas em 2022 e 2023, além das enchentes do ano passado, como fatores que geraram frustração nas safras de diferentes municípios e regiões do Estado. “A economia do Rio Grande do Sul parou de crescer e está ficando para trás, por conta das frustrações de safra”, acrescentou, sobre a situação de excepcionalidade dos produtores gaúchos, o que dificulta o avanço da pauta do ponto de vista político.

O presidente da FecoAgro enfatizou que a solicitação não é para o perdão de dívida, mas de condições para o pagamento. Paulo também ressaltou que a pauta precisa ser defendida como uma demanda da sociedade gaúcha como um todo.

Questionado sobre os possíveis reflexos da disputa comercial entre Estados Unidos e China, Paulo Pires disse ser difícil prever os impactos para o Brasil, considerando os resultados a médio e longo prazo. “Pode ter efeitos extraordinários ou mais complicados”, afirmou.

Confira a entrevista no Facebook da Rádio São Luiz.

Fonte: Rádio São Luiz

Reunião da Fetag-RS em Brasília termina sem soluções sobre securitização de dívidas dos produtores gaúchos

Foto: Divulgação/Fetag-RS

A Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag-RS) participou nesta terça-feira, 15 de abril, de uma reunião no Ministério da Fazenda para discutir para a proposta de securitização das dívidas de agricultores e pecuaristas familiares do Estado. Em entrevista à Rádio São Luiz FM 100.9, o presidente da entidade, Carlos Joel da Silva comentou sobre a preocupação com a falta de resultados do encontro.

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Além do governo federal e da Fetag-RS, participaram representantes de outras entidades, como Ocergs, Fecoagro (Federação das Cooperativas Agrícolas do RS), Farsul (Federação da Agricultura do RS), Acergs e Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja). A principal reivindicação do setor é a extensão do prazo para pagamento de dívidas, inicialmente com suspensão por 120 dias e a prorrogação por 20 anos, considerando as quatro estiagens consecutivas e a enchente histórica que afetaram os produtores gaúchos.

“Saímos mais preocupados do que entramos na reunião“, disse Carlos Joel. De acordo com o presidente da Fetag-RS, ainda não existe uma compreensão por parte do governo federal sobre a gravidade da situação. “Não fecharam as portas, mas temos a certeza de que vamos ter muita dificuldade para avançar”, acrescentou, sobre reunião prevista para ocorrer com representantes de instituições financeiras na próxima semana.

Carlos enfatizou que as perdas do setor agrícola podem gerar consequências estruturais para diferentes setores e cadeias produtivas do Rio Grande do Sul. “A partir da reunião com os bancos na semana que vem, acredito que eles vão se situar melhor na situação que estamos andando aqui”, pontuou. Apesar disso, o presidente da entidade reforçou que a mobilização e a pressão devem continuar, inclusive com novas manifestações de rua, caso as propostas não sejam atendidas.

Enquanto as discussões seguem, a orientação aos produtores com dívidas próximas ao vencimento é de buscar suas instituições financeiras e o “Manual de Crédito”, para evitar problemas com o não pagamento das parcelas.

Fonte: Rádio São Luiz

Piti Werle participa de agendas em Porto Alegre sobre projetos de infraestrutura para São Luiz Gonzaga

Foto: Divulgação/Prefeitura de São Luiz Gonzaga

O prefeito de São Luiz Gonzaga José Antônio Flach (Piti) Werle (MDB) concedeu entrevista nesta terça-feira, 15 de abril, ao programa Olho Vivo. Nesta semana, o gestor cumpre agenda em Porto Alegre para tratar de projetos do interesse do município. Um dos assuntos foi a reunião realizada na segunda-feira (14/04) com o Secretário de Desenvolvimento do RS, Ernani Polo, para discutir projetos de infraestrutura urbana para São Luiz Gonzaga.

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O encontro teve a presença do empresário Valdinei Donato, da Cambaí Sementes, e do engenheiro Alex Maschio, do Instituto Ruas. Na ocasião, foi discutido projeto para destinação de ICMS para financiamento de obras no município, como no acesso da BR-285 com o Rincão São Pedro. “O projeto está pronto, apenas precisamos fazer alguns ajustes para deixar dentro dos limites orçamentários”, explicou Piti.

O prefeito avaliou o encontro como positivo e informou que a equipe do Executivo irá começar a trabalhar na adaptação do projeto para tramitação junto ao governo estadual. A intenção é aproveitar a ligação do município com as empresas e o interesse do Grupo Votorantin em executar a obra. Uma outra reunião deverá ser feita em breve para discutir novos detalhes e o avanço da proposta.

Na capital do Estado, Piti também terá uma agenda na Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi-RS) para tratar do edital de contratação e horas-máquina, previsto para ser divulgado em breve. Outro dos encontros será na Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedur-RS) para discutir projetos do Pavimenta RS. “Nós da Secretaria de Planejamento precisamos estar com os projetos prontos, porque o edital abre e fecha muito rápido”, disse.

Questionado sobre as máquinas da prefeitura que foram alvejadas no Rincão dos Santana, Piti disse que jamais imaginou que algo assim pudesse acontecer no município. “É um ato que precisa ser investigado. Temos alguns elementos para que a polícia inicie a investigação e identifique quem fez esse ato de vandalismo”, enfatizou o gestor.

Segundo o prefeito, o custo de reforma das máquinas será de em torno R$50 mil. “Quem perde é toda a população, porque a estrada é um bem público”, pontuou, sobre o atraso no cronograma de manutenção das vias do município que estava previsto pelo Executivo.

Fonte: Rádio São Luiz

Eduardo Bonotto assume presidência do IRGA com foco em ampliar consumo e fortalecer o setor arrozeiro

Foto: Maurício Tonetto/Secom Governo do RS

O ex-prefeito de São Borja, Eduardo Bonotto, foi nomeado presidente do Instituto Rio Grandense do Arroz (IRGA) após convite oficial do governador Eduardo Leite no início deste mês. Bonotto, que também presidiu a Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), destacou a importância da nova missão, considerando o peso do arroz na economia gaúcha.

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Em entrevista à Rádio São Luiz, Bonotto afirmou que recebeu o convite com entusiasmo e vê o cargo como reconhecimento ao trabalho realizado em seus oito anos à frente da prefeitura. “O arroz representa 7% do PIB do nosso estado. Cerca de 70% do arroz produzido no Brasil é gaúcho, com destaque para a Fronteira Oeste, região da qual São Borja faz parte”, explicou.

O novo presidente do IRGA ressaltou o papel da instituição na pesquisa e extensão rural, além do apoio direto ao produtor. Segundo ele, um dos grandes desafios atuais é o baixo preço do arroz, que em muitos casos está abaixo do custo de produção. Bonotto defende a necessidade de políticas que incentivem o consumo interno e novas estratégias de exportação.

“O consumo nacional tem caído nos últimos anos, o que exige uma política de valorização do arroz como alimento essencial. É preciso estimular seu retorno à mesa dos brasileiros”, afirmou. Ele também destacou que o IRGA possui mais de 37 unidades no estado e uma estrutura que o coloca em nível equivalente a algumas secretarias estaduais.

Sobre sua experiência como gestor, Bonotto garantiu que pretende usar seus conhecimentos para fortalecer o setor. “Vamos fazer um diagnóstico completo da instituição, manter o que já deu certo, identificar gargalos e trabalhar para superá-los. O objetivo é entregar resultados concretos aos produtores, ao IRGA e à sociedade”, pontuou.

Questionado sobre metas, Bonotto reforçou que pretende ampliar o diálogo com os produtores e a indústria orizícola, buscando um reposicionamento do setor. “Vamos trabalhar com escuta ativa, sempre em busca de soluções práticas para os desafios enfrentados pelos arrozeiros”, concluiu.

A sede do IRGA está localizada em Porto Alegre, o que exigirá a presença constante de Bonotto na capital. No entanto, ele seguirá vinculado à sua cidade de origem, São Borja.

Fonte: Rádio São Luiz

Márcio Langer descreve prioridades para trabalho na Secretaria de Política Agrícola da CONTAG

Márcio Langer. Foto: Reprodução/Rádio São Luiz

O presidente da Regional Missões II Márcio Langer concedeu entrevista nesta segunda-feira, 7 de abril, ao programa Olho Vivo. Na última semana, Márcio foi eleito para assumir a Secretaria de Política Agrícola da Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (CONTAG). A posse oficial no cargo será no dia 24 de abril.

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Na entrevista, Márcio descreveu os objetivos pelos quais pretende trabalhar junto à pasta, principalmente o cuidado com o modelo produtivo e os agricultores do Estado e região diante do cenário climático atual. “O agricultor precisa que esses instrumentos de proteção estejam disponíveis. A questão da comercialização é outro tema que trabalhamos muito, porque, nos anos que temos boa produtividade, temos que cuidar para que isso tenha resultado e deixe rentabilidade“, complementou.

Márcio destacou que as ações e atividades serão feitas de forma coletiva pelos membros da Regional Missões II, com atenção para as demandas dos sindicatos. “Já estamos construindo as proposições para o Plano Safra que deve ser lançado em maio e junho”, afirmou o gestor.

Segundo ele, o país precisa de uma política agrícola de médio e longo prazo que garanta a continuidade da produção em diferentes localidades e a permanência das pessoas no campo. Como um dos reflexos disso, o novo secretário de Política Agrícola da CONTAG citou o êxodo rural como um dos desafios a serem enfrentados.

Com a eleição de Márcio para a Secretaria de Política Agrícola da CONTAG, o Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) de Roque Gonzales será presidido por Lucas Gotardo Machry, atual vice-presidente. Na Regional Missões II, o cargo deverá ser assumido pelo presidente do STR de São Luiz Gonzaga, Rafael Dalenogare Paz. “Estamos com um processo sucessório muito tranquilo”, pontuou Márcio.

Matéria relacionada: Márcio Langer assume Secretaria de Política Agrícola na nova gestão da CONTAG

Fonte: Rádio São Luiz