Setembro Amarelo chama atenção para importância da saúde mental

Ionara Caparsi e Thaís Vargas destacam que todos que necessitem de apoio devem buscar ajuda. Foto: Kelvin Moraes/Rádio São Luiz

Em um mundo cada vez mais conectado, que nos bombardeia de informações e estímulos 24 horas por dia, a questão da saúde mental do indivíduo tem sido cada vez foco de atenção e ações por parte do poder pública e sua rede de atendimento. Este mês, chamado de Setembro Amarelo, estimula a reflexão de que todos os que estiveram passando por dificuldades podem e devem procurar e receber ajuda.

Para Ionara Comparsi, terapeuta ocupacional e coordenadora do Centro de Atenção Psicosocial (Caps) 2, e Thaís Vargas, psicóloga, ambas da Secretaria Municipal de Saúde, o mês intensifica as discussões e o trabalho que ocorre durante todos os dias do ano no atendimento à população. “A questão da saúde mental, principalmente no que se refere a ansiedade, é o mal do século. Se antes tínhamos mais casos de bipolaridade e depressão, que ainda existem, hoje temos muito mais pessoas ansiosas, que sofrem com as consequências dessa condição”, aponta Ionara.

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Ela aponta que “vivemos em uma era em que somos cobrados no trabalho, que exige quase dedicação total. Temos a pressão de que temos de estar sempre atentos, em estado de alerta permanente e sempre dando respostas. Isso gera um quadro ansioso que muitas vezes sai de nosso controle. Nossa sociedade está adoecendo e esse quadro pode levar a situação extrema do suicídio”, ressalta a coordenador do Caps.

Adoecendo mais cedo – A psicóloga Thaís Vargas afirma que “vivemos na era do consumismo, da tecnologia, o que está nos fazendo adoecer mais e mais cedo. Não se aprende mais a se ter paciente e nem a criar vínculos. São ‘os filhos do quarto’, que não têm mais tolerância com o outro. É uma situação muito preocupante. Precisamos resgatar o simples e essencial.”

Ela destaca que é necessários e resgatar a capacidade de poder compartilhar coisas com a família sem telas ao redor. “É poder falar sobre qualquer assunto, conversar sobre os sentimentos, cuidar do sono, fazer atividade física, ou seja, cuidar de si sem precisar de remédios.” A psicóloga ressalta que o suicídio é uma situação de desespero, quando a pessoa não encontra saída em determinada situação, seja financeira, perda de um ente querido, rompimento de um relacionamento, entre outras. “No Caps e nas unidades de saúde trabalhamos diretamente com risco de suicídio e lá chegar a esse extremo ocorre muito pouco, exatamente porque as pessoas têm suporte e acompanhamento.”

Ionara a Thaís destacam que as pessoas que quiserem buscar auxílio podem procurar os postos de saúde, das 7 às 16h, todos os dias, para serem atendidas e então devidamente encaminhadas aos serviços disponíveis no Município.

Fonte: Rádio São Luiz