Cultura

Exposição reúne esculturas, cestarias e outros elementos da cultura Guarani Mbya

Foto: Para Ixapi (Patricia Ferreira)

O Museu das Missões, em São Miguel das Missões/RS, recebe a partir desta quarta-feira, 19 de agosto, a exposição “Mbya Rembiapo – Arte Guarani Mbya”. A abertura está marcada para as 16h. A mostra, organizada pelo Museu Antropológico (Musa), tem entrada gratuita e poderá ser visitada até 30 de novembro.

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A exposição aborda aspectos da arte e da cultura Guarani Mbya no Rio Grande do Sul e foi desenvolvida por meio de curadoria colaborativa. O trabalho reúne seis curadores Mbya de diferentes Tekoás, denominação utilizada para as aldeias, e apresenta objetos e materiais relacionados às formas de produção e à visão de mundo Guarani.

Entre os itens que integram a exposição estão esculturas em madeira, cestarias, instrumentos musicais e instrumentos de caça. A mostra também reúne fotografias, mapas e textos apresentados em versões em guarani e português. Os materiais abordam os significados atribuídos pelos Mbya aos objetos, os contextos em que são produzidos e aspectos do território socioambiental onde estão disponíveis as matérias-primas utilizadas na produção das peças.

A preparação do projeto incluiu oficinas de curadoria com professores e artistas indígenas, além de um circuito de visitas a museus. Os curadores também participaram como palestrantes de mesas-redondas durante o evento “Os Mbya Guarani e o Museu: diálogos sobre artesanato e patrimônio”, realizado em abril na Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Fabico/UFRGS). As atividades fizeram parte do processo de preparação da exposição.

Os seis curadores estarão presentes na abertura da mostra nesta quarta-feira. Participam do projeto Karai Mirim (Laércio Gomes), Karai Nhe’ery (Isabelino Aguirre), Kerexu Rete (Fermina Campos), Para Ixapy (Patrícia Ferreira), Para Rete (Elsa Chamorro Benites) e Ywa Mirim (Patrícia Souza).

Após o período de visitação em São Miguel das Missões, a exposição poderá circular por outras localidades. A partir de dezembro, a mostra estará disponível para itinerância em outros municípios.

Fonte: Rádio São Luiz/Sedac

Fênix Grupo Folklorico está com inscrições abertas para novos integrantes

Foto: Divulgação

O Fênix Grupo Folklorico está em busca de novos integrantes para fazer parte da agremiação dedicada à promover cultura, a arte e a dança. Criada há cerca de 16 anos em São Luiz Gonzaga, a iniciativa trabalha com a cultura gaúcha e com diversas manifestações e expressões culturais da América do Sul, com destaque, para a história missioneira. Ao longo dos anos, o grupo já se apresentou em diversos eventos, seminários e feiras.

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As inscrições seguem abertas durante todo o mês de agosto, com objetivo de formar um novo grupo para se apresentar a partir de setembro. Não existe um limite de idade e nem custos para integrar a agremiação de dança folclórica, basta disponibilidade para participar dos ensaios e apresentações. Os membros também recebem todo o figurino utilizado nos espetáculos.

Os ensaios costumam ocorrer aos domingos pela tarde, no Centro de Artes Municipal Lucas Franco de Lima. Coordenadora do Fênix e uma das fundadoras do grupo, Beverly Bassani reforça o convite, principalmente, para jovens a partir dos 12 anos de idade para que conheçam a iniciativa. Não é necessário conhecimento prévio sobre dança ou folclore.

Segundo Beverly, a dificuldade em encontrar novos membros tem sido um dos fatores que limita a atuação do grupo em eventos e a capacidade de atender aos convites. Atualmente, a agremiação conta os cinco fundadores e outros seis jovens com idades de 12 a 20 anos, que permanecem da turma iniciada em 2025.

Para manifestar interesse, é possível entrar pelas redes sociais do Fênix Grupo Folklorico ou pelo telefone: (55) 9913-73719. A coordenadora enfatiza ainda a capacidade de formação e de desenvolvimento que a iniciativa proporciona aos seus integrantes, além da possibilidade de conhecer diversas cidades e participar de eventos.

“O Fênix é um patrimônio e uma riqueza que nós temos gratuita sendo ofertada para a comunidade e com possibilidade de desenvolvimento físico, mental e emocional”, destaca Beverly, sobre o impacto positivo do grupo na trajetória de seus integrantes.

A coordenadora da agremiação cita ainda a importância de estimular a arte e a cultura, em um contexto de maiores investimentos para o turismo com os 400 anos das Missões. Os espetáculos do Fênix, por exemplo, abordam a história das reduções jesuítico-guaranis, oferecendo a possibilidade de uma experiência imersiva para visitantes de outros estados, regiões e/ou países.

“O patrimônio está ali para ser visto, para ser visitado, para ser estudado e aproveitado, mas é a arte e a cultura que vão transportar a pessoa que está visitando para aqueles tempos e aquela sensação. É a música, é a dança, é a declamação, é a pajada, é a arte que nós temos”, complementa Beverly.

Fonte: Rádio São Luiz

Livro aborda a história das Missões de forma lúdica com diálogo entre Sepé e Pedro

Capa do livro – Foto: Divulgação

Como seria um diálogo entre Sepé Tiaraju e Pedro Ortaça? Esta é a pergunta que move o livro “Sepé e Pedro contam: o segredo das Missões”, escrito em parceria pela psicóloga e artista Marianita Ortaça e pelo professor Anderson Amaral. A obra pretende introduzir a história das reduções jesuíticas guaranis de forma lúcida e acessível ao público infantil e será distribuída para as escolas da rede estadual de ensino.

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A publicação foi viabilizada por meio de uma parceria entre a Secretaria de Estado da Cultura do RS (Sedac), e a Fundação Cultural Gaúcha. A elaboração é fruto de organização da Comissão Estadual dos Festejos Farroupilhas, que tem como tema: “Herança Jesuítica e Guarani no Rio Grande do Sul: 400 anos de cultura e tradição” e Marianita como patrona.

Ilustrado por Luiza Battu com design de Belle Castro, a obra possui 52 páginas e parte de um diálogo imaginado entre o líder guarani Sepé Tiaraju e o músico Pedro Ortaça, um dos quatro troncos missioneiro. O livro já está pronto e em breve será lançado oficialmente e distribuído para as escolas gaúchas.

A iniciativa de escrita nasceu, segundo Marianita, da intenção de passar as tradições e a identidade missioneira para as novas gerações. “As novas gerações são realmente o futuro da nossa cultura, dos nossos costumes e daquilo que a gente acredita e preza”, destaca. Ela comenta ainda que o livro foi inspirado no exemplo que sempre teve de seu pai, Pedro Ortaça, que faleceu em maio deste ano.

Anderson Amaral conta que as conversas para elaboração de um livro-infantil sobre as Missões iniciaram alguns anos atrás, mas o projeto tomou forma em 2026, em virtude também do marco histórico dos 400 anos. O professor menciona o desafio de traduzir a história missioneira de um modo que tornasse a narrativa atrativa para crianças.

“Em um primeiro momento, delimitamos o que da história colocaríamos, as partes principais, porque um livro infantil precisa ser rápido. Ao mesmo tempo que optamos por trabalhar com o imaginativo, a fantasia”, explica o presidente do Instituto Histórico e Geográfico de São Luiz Gonzaga (HGSLG).

O professor de História pontua ainda que se trata de um projeto inovador no contexto do quadricentenário das Missões, justamente, ao propor um diálogo com as crianças. Por ter sido financiado pelo poder público, o livro não será comercializado e, além das escolas estaduais, a intenção dos autores é levar a obra para ser discutida junto com as redes de ensino de municípios interessados em abordar a temática.

Marianita destaca a possibilidade que a publicação oferece em criar um sentimento de identificação regional nas crianças, além de potencializar a criatividade. “O livro traz isso da fantasia e da criatividade, porque enquanto tu está lendo uma história, está imaginando tudo que o livro traz de emoções. Isso é incentivar e alimentar a criatividade e o desenvolvimento da criança”, ressalta a psicóloga e autora também de “Dona Capincha”, obra infantil sobre a história de Garruchos e lançada em junho deste ano.

Responsável pela ilustração da obra, Luiza Battu comenta sobre a alegria de ter recebido o convite para trabalhar no projeto do livro. “Penso que vai ser um sucesso”, acrescenta, sobre as expectativas com a divulgação.

Fonte: Rádio São Luiz

Museu Senador Pinheiro Machado apresenta mostra sobre povos originários

Foto: Irene Notarjacomo

A exposição “Povos Indígenas no Rio Grande do Sul” será apresentada nesta terça-feira, 18 de agosto, às 9h30, no Museu Senador Pinheiro Machado, em São Luiz Gonzaga/RS. A mostra é realizada em parceria com o Museu Antropológico Diretor Pestana, da Unijuí, e com o município de São Luiz Gonzaga, por meio da Secretaria de Turismo e Cultura, e integra as atividades relacionadas aos 400 anos das Missões.

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A exposição reúne quadros fotográficos com imagens relacionadas aos povos indígenas e aborda aspectos históricos e culturais dos povos originários que viveram e que ainda vivem no Rio Grande do Sul. O conteúdo busca apresentar a participação indígena na formação histórica e cultural do estado e também está relacionado ao Dia do Patrimônio Cultural, celebrado em 17 de agosto.

“São aspectos da história cultural dos povos originários que viveram e que vivem ainda, que contribuíram para a formação do Rio Grande do Sul”, explicou a coordenadora do Museu Senador Pinheiro Machado, Irene Borges Notarjacomo.

Além dos aspectos históricos, a mostra apresenta registros sobre a presença atual de povos indígenas no estado. Entre os grupos abordados estão Guarani e Kaingang, incluindo povos presentes na região. A relação com a programação dos 400 anos das Missões ocorre a partir da abordagem da participação indígena no processo histórico das reduções missioneiras e na atuação conjunta com os jesuítas.

A exposição é aberta ao público. Moradores de São Luiz Gonzaga e da região, além de estudantes e professores podem realizar a visitação. Para visitas em turmas, a orientação é que as escolas realizem agendamento prévio para evitar a presença de diferentes grupos no mesmo horário. O contato para agendamento, inclusive por WhatsApp, é o (55) 99734-9834.

Durante o período da exposição, também está sendo avaliada a realização de atividades com palestrantes durante as visitas escolares. O Museu Senador Pinheiro Machado informou ainda que haverá acompanhamento durante a visitação para orientar o público sobre os materiais apresentados.

A mostra poderá ser visitada na sede do Museu Senador Pinheiro Machado, na Rua São João, nº 1634, em São Luiz Gonzaga. O espaço funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 11h30 e das 13h30 às 16h. A visitação seguirá até 14 de setembro.

Fonte: Rádio São Luiz

Acendimento da Chama Crioula marca início dos Festejos Farroupilhas 2026 nesta sexta-feira(14)

Foto: João Lucas Oliveira

Os Festejos Farroupilhas de 2026 terão programação em São Luiz Gonzaga entre os dias 6 e 20 de setembro. Neste ano, as atividades no município acompanham o tema estadual “Herança Jesuítica e Guarani no Rio Grande do Sul: 400 anos de cultura e tradição”, definido em referência ao quadricentenário das Missões. A patrona estadual é Marianita Ortaça, enquanto Valnir Almeida Marques(Chico Marques) será o homenageado municipal.

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A programação estadual começa nesta sexta-feira(14/08), com a 77ª Geração e Distribuição da Chama Crioula, em Rio Pardo. As atividades ocorrem na sexta-feira (14) e no sábado (15). O acendimento da Chama está previsto para a partir das 18h15 desta sexta-feira, no Sindicato Rural de Rio Pardo. No sábado, às 8h30, está prevista a chegada da Chama à Igreja Matriz Nossa Senhora do Rosário. Após a cerimônia, a centelha será distribuída aos cavaleiros responsáveis pelo transporte às Regiões Tradicionalistas do Rio Grande do Sul.

A Chama Crioula teve sua primeira geração em 7 de setembro de 1947, quando um grupo de jovens tradicionalistas, liderado por Paixão Côrtes, retirou uma centelha da Pira da Pátria, em Porto Alegre. Atualmente, a Chama é reconhecida como patrimônio cultural imaterial do Rio Grande do Sul.

Em 2026, o tema dos Festejos Farroupilhas foi escolhido pela Comissão Organizadora e aborda a presença jesuítica e guarani no território gaúcho e os 400 anos das Missões. A proposta foi elaborada por José Antônio Borges( Xirú Antônio), e pelos historiadores Márcia Borges e Cesar Tomazini, responsáveis pela pesquisa que fundamentou a temática. Marianita Ortaça, natural da região missioneira, foi definida como patrona estadual.

Em São Luiz Gonzaga, a chegada da Chama ao município está marcada para 6 de setembro, às 17h, no 14º Batalhão de Polícia Militar. A abertura dos Festejos Farroupilhas e o acendimento da Chama no Palanque Oficial ocorrerão no dia 14 de setembro, às 9h, na Praça da Matriz. A atividade também contará com a inauguração da Cruz Missioneira da 32ª Coordenadoria Regional de Educação, com bênção do padre Cenir Sturm, apresentações do DN Carlos Bastos do Prado e sinalização do Hino em Libras pela professora Rosane Burchard.

Após a abertura, a guarda da Chama será realizada entre os dias 14 e 19 de setembro, das 8h às 18h, no Palanque Oficial da Praça da Matriz.

O Desfile Farroupilha está previsto para 20 de setembro, a partir das 9h, na Rua Venâncio Aires, com passagem pelo Palanque Oficial na Praça da Matriz. Conforme a programação, em caso de chuva, a realização do desfile será decidida no próprio dia. O encerramento dos Festejos Farroupilhas de 2026 ocorrerá logo após o desfile, também no Palanque Oficial.

Fonte: Rádio São Luiz

Escavações para o Parque Chafariz Missioneiro revelam vestígios do período missioneiro em São Nicolau

Foto: Divulgação / Cume Projetos

As escavações arqueológicas realizadas na antiga fonte missioneira em São Nicolau surpreenderam ao revelar diversas estruturais e artefatos do período missioneiro. O trabalho de pesquisa faz parte do projeto para implementar o Parque do Chafariz Missioneiro e, inicialmente, previa apenas algumas adequar e revitalizar a estrutura, localizada há cerca de 400 metros da Praça Padre Roque Gonzáles de Santa Cruz. Porém, as equipes encontraram por volta de 100 peças, como cerâmicas e ferramentas de pedra.

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Coordenadora da pesquisa e arqueóloga da Cume Projetos, Juliana Soares descreve a surpresa da equipe durante o período de escavações, que durou cerca de 4 meses. “Prospectamos toda a área e encontramos diversas outras estruturas do período jesuítico guarani, como os canais de água de pedra, os tanques de decantação de água que saem das vertentes, estruturas de barramento e filtragem d’água, tudo do período missioneiro”, conta.

O local escolhido para o Parque do Chafariz Missioneiro fica justamente em uma área originalmente construída pelos jesuítas e guaranis no século XVII, para aproveitar a água de uma nascente. Posteriormente, o tanque que restou no local em meados do século XX se tornou um espaço bastante utilizado pela população de São Nicolau.

Com a conclusão da etapa de escavação, a pesquisa entra na fase de análise dos materiais em laboratório. Posteriormente, os artefatos irão para uma reserva técnica da PUC-RS, em Porto Alegre. Juliana explica que as descobertas devem modificar alterações no projeto da prefeitura para o parque, de forma a aproveitar os vestígios históricos como atração turística. A iniciativa faz parte da série de projetos dos 400 anos das Missões.

“Toda região missionária apresenta uma riqueza muito grande no âmbito da arqueologia. É uma riqueza científica e de pesquisa, porém, também acaba sendo um ativo econômico para a região, no sentido de que isso fomenta o turismo”, aponta a arqueóloga. O trabalho de escavação acontece sob supervisão do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

Ao todo, a área escavada possui cerca de 100 metros quadrados e as estruturas encontradas estavam há cerca de 1,5 a 1,9 metros de profundidade. Durante os quatro meses de trabalho de campo, uma equipe fixa de cinco pessoas atuou no local, além de outros profissionais e consultores que participaram da pesquisa.

A população local também pode colaborar com o trabalho de resgate da história, por meio de fotografias ou outros registros da fonte. Os materiais e relatos podem ser levados diretamente à sede da prefeitura de São Nicolau ou encaminhados para a equipe da Cume Projetos pelo telefone: (54) 99921-0606.

Foto: Divulgação / Cume Projetos

Foto: Divulgação / Cume Projetos

Fonte: Rádio São Luiz

Leandro Grings apresenta projeto e programação cultural de São Luiz Gonzaga

Foto: Prefeitura de São Luiz Gonzaga

O secretário municipal de Turismo e Cultura de São Luiz Gonzaga/RS, Leandro Grings, apresentou, durante entrevista à Rádio São Luiz, nesta quinta-feira (13/08), informações sobre obras, projetos e eventos previstos para o segundo semestre de 2026. Entre os assuntos abordados estão intervenções em espaços turísticos e culturais, a programação da Semana da Pátria, a Feira do Livro, atividades relacionadas aos 400 anos das Missões Jesuítico-Guarani e a organização do Natal Luz.

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Um dos pontos abordados está a situação do Sítio Arqueológico de São Lourenço Mártir, que teve a estrutura de recepção atingida por um incêndio no fim do ano passado. Como o espaço pertence ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o município precisou solicitar autorização para realizar intervenções. Após uma primeira triagem dos materiais, foi feita a retirada dos entulhos e a limpeza da área. O sítio conta atualmente com autorização provisória para visitação e possui equipe responsável pela segurança e orientação dos visitantes. O banheiro também foi afetado pelo incêndio e ainda precisa ser regularizado.

Segundo Grings, o Iphan informou não dispor de recursos para construir uma nova estrutura ou elaborar o projeto. Diante disso, o município trabalha na elaboração de estudos para estimar os custos de uma reforma da estrutura existente e também avalia a construção de uma nova guarita, com possibilidade de ampliação do espaço destinado à recepção dos visitantes e realização de atividades. A intenção é utilizar os projetos como base para buscar recursos por meio de parcerias. Também permanece pendente a conclusão do acesso asfaltado ao sítio.

Outra obra prevista é a construção de um novo pórtico na entrada de São Luiz Gonzaga. Conforme o secretário, o recurso já está disponível, o processo licitatório foi concluído e o contrato com a empresa responsável foi assinado. A estrutura terá aproximadamente nove metros de altura, será inspirada na Cruz Missioneira e deverá receber iluminação. O investimento informado é de cerca de R$ 400 mil. O pórtico existente deverá ser retirado e redirecionado para o trevo de acesso à Vila Trinta.

As obras do Museu Arqueológico, instalado na antiga estação ferroviária, também estão entre as ações previstas para o segundo semestre de 2026. A empresa inicialmente contratada não iniciou os trabalhos e foi notificada e multada. Após a segunda colocada no processo não assumir a execução, uma terceira empresa foi chamada e começou os serviços. O projeto prevê intervenções nos dois prédios, no entorno e na iluminação de uma área com aproximadamente 300 metros de extensão.

O acervo foi retirado do prédio durante o período de intervenções. Parte está armazenada no setor municipal relacionado às escavações arqueológicas, enquanto peças como a pia batismal foram levadas para exposição no Complexo Turístico Jayme Caetano Braun. A previsão apresentada é de que, até o fim do ano, os trabalhos no Museu Arqueológico estejam em estágio que permita visualizar a configuração da obra, embora a conclusão integral ainda não esteja confirmada para 2026.

No calendário de eventos, o município prepara a programação da Semana da Pátria. A abertura está prevista para 1º de setembro e o desfile para o dia 7. A Secretaria de Turismo e Cultura ficará responsável por parte da logística, sonorização e infraestrutura, enquanto a coordenação do desfile será realizada em conjunto com a área da educação.

A programação cultural do segundo semestre também inclui a 49ª Feira do Livro de São Luiz Gonzaga. Segundo o secretário, o evento terá quatro dias e deverá manter formato semelhante ao adotado em 2025, quando foram comercializados cerca de mil livros. A edição deste ano terá atividades relacionadas aos 400 anos das Missões, incluindo trabalhos e projetos desenvolvidos pelas escolas. Em 2027, a Feira do Livro chegará à 50ª edição.

Outro evento relacionado aos 400 anos está marcado para 5 de novembro. O “Seminário Missões 400 Anos” estava inicialmente previsto para agosto, mas foi transferido em razão de questões relacionadas à execução de recurso do Governo do Estado. A programação deverá contar com palestras, painéis e apresentações artísticas e de dança e será desenvolvida em parceria com o Instituto Histórico e Geográfico de São Luiz Gonzaga (IHGSLG), com a participação do professor, historiador e presidente do IHGSLG, Anderson Amaral Schmitz. A proposta é abordar o processo histórico das Missões e ampliar o acesso às informações sobre os quatro séculos da presença jesuítico-guarani na região.

Para o encerramento do calendário anual, a abertura do Natal Luz 2026 está marcada para 24 de novembro. A programação deverá contar novamente com espetáculo da URI e ampliação da iluminação. Ao longo de dezembro, estão previstas apresentações de escolas e entidades. A Secretaria de Turismo e Cultura também trabalha com a possibilidade de realizar um ou dois shows durante a programação natalina. Conforme informado, há recurso reservado para essa finalidade, mas artistas e datas ainda estavam em definição no momento da entrevista.

Na área de financiamento cultural, o município recebeu cerca de R$ 260 mil em recursos federais destinados a produtores culturais e artistas.

O Secretario também abordou a elaboração de um projeto de revitalização da Praça Jayme Caetano Braun. A proposta contempla recuperação das calçadas, corrimãos e área frontal, intervenções de paisagismo e iluminação, além do restauro do monumento existente no local. O projeto foi encaminhado à Secretaria de Turismo do Estado e aguarda análise para eventual obtenção dos recursos necessários à execução.

Fonte: Rádio São Luiz

Projeto “Os Saberes das Missões” reúne pesquisas sobre patrimônio missioneiro

Foto: João Lucas Oliveira

A Universidade Federal de Pelotas (UFPel) realizará, de 21 a 25 de setembro 2026, o 1º Encontro “Os Saberes das Missões: Canteiro Modelo de Conservação”. O evento apresentará os resultados das ações desenvolvidas nos quatro sítios missioneiros tombados em nível nacional na Região das Missões, no Rio Grande do Sul. A programação ocorrerá no Centro de Pós-Graduação e Pesquisas em Ciências Humanas, Sociais, Sociais Aplicadas, Artes e Linguagem (Cehus), com participação de pesquisadores, técnicos, estudantes e representantes de instituições parceiras.

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O projeto “Os Saberes das Missões” integra o Programa Conviver – Canteiros-Modelo de Conservação, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A iniciativa estabelece parcerias com universidades de diferentes estados para desenvolver ações de ensino, pesquisa e extensão relacionadas à conservação preventiva do patrimônio edificado, reunindo conhecimentos técnicos, técnicas construtivas tradicionais e práticas desenvolvidas pelas comunidades locais.

O Canteiro “Os Saberes das Missões” é resultado da parceria entre o Iphan e a UFPel, por meio da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAUrb), do Centro de Engenharias (CEng) e do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo (Prograu). Entre 2024 e 2025, as atividades foram direcionadas à formação de novos artífices para atuação em obras de conservação e consolidação dos remanescentes arquitetônicos dos sítios de São Miguel, São João, São Nicolau e São Lourenço, integrantes do Parque Histórico Nacional das Missões.

No mesmo período, foram realizadas ações de educação patrimonial e de difusão de conhecimentos relacionados ao patrimônio missioneiro, com participação das comunidades localizadas no entorno dos sítios. As atividades envolveram mais de 25 professores, pesquisadores e profissionais, além de mais de 40 estudantes de graduação e pós-graduação da UFPel e de instituições parceiras. Também participaram integrantes das comunidades da região, entre profissionais da construção civil, gestores municipais, guias de turismo, estudantes e professores da educação básica e do ensino superior.

Os trabalhos resultaram em produções técnicas, científicas e didáticas organizadas em quatro áreas de atuação: consolidação das ruínas, educação patrimonial, acessibilidade e políticas públicas. Esses resultados estarão entre os assuntos apresentados durante o encontro em setembro.

No dia 24 de setembro, a programação será aberta à comunidade acadêmica e ao público em geral, com palestras e mesas-redondas sobre pesquisas, ações de extensão e experiências desenvolvidas pelo Canteiro. Haverá emissão de certificado aos participantes. Nos demais dias, as atividades serão direcionadas à equipe do projeto e aos representantes das instituições parceiras, com reuniões para avaliação das ações realizadas, planejamento e definição das próximas etapas.

O encontro também antecederá o Seminário do Canteiro das Missões, previsto para dezembro, em São Miguel das Missões. A programação deverá reunir comunidades locais, instituições regionais e parceiros do projeto para apresentar os produtos desenvolvidos, discutir estratégias de atuação e definir os próximos trabalhos do Canteiro.

Fonte: Rádio São Luiz

Congresso reunirá Brasil e Argentina em programação sobre os 400 anos das Missões

Foto: João Lucas Oliveira

Entre os dias 22 e 25 de setembro de 2026, São Borja, no Brasil, e San Tomé, na Argentina, serão sede de uma programação voltada aos 400 anos das Missões Jesuítico-Guarani. O Congresso Internacional – São Borja e San Tomé no Contexto dos 400 anos das Missões Jesuítico-Guarani será realizado em conjunto com a VI Semana Acadêmica e Mostra Interdisciplinar de Ciências Humanas da Universidade Federal do Pampa (Unipampa).

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O evento será presencial e terá atividades nos dois lados da fronteira, com programação prevista na Unipampa, Campus São Borja, na Câmara de Vereadores do município e em Santo Tomé. Conforme a divulgação, as atividades ocorrerão de 22 a 25 de setembro, com programação das 18h às 22h. A participação será gratuita.

A edição de 2026 tem como tema os quatro séculos das Missões Jesuítico-Guarani, tendo como referência São Borja e San Tomé, duas antigas reduções missioneiras situadas atualmente em territórios brasileiro e argentino. A proposta é utilizar a trajetória histórica compartilhada pelas duas cidades para ampliar as relações educacionais, sociais, culturais e históricas entre os municípios fronteiriços.

A abordagem do congresso deverá reunir diferentes áreas das Ciências Humanas e outras áreas do conhecimento para discutir a formação histórica do território missioneiro, as relações estabelecidas na fronteira entre Brasil e Argentina e os desdobramentos desse processo na atualidade.

A programação prevê mesas-redondas, apresentações de trabalhos acadêmicos, mostra de materiais didáticos, lançamentos de livros e atividades culturais e artísticas. Também está previsto um festival de cultura e arte missioneira. Os trabalhos apresentados poderão resultar em diferentes modalidades de publicação, incluindo anais do congresso, dossiês em revista e livro.

O prazo para submissão de trabalhos, aberto em 19 de junho, segue até 1º de setembro. Já as inscrições para participantes na modalidade ouvinte começaram em 18 de junho e poderão ser realizadas até 22 de setembro, data de abertura do congresso. Tanto as inscrições quanto a participação no evento são gratuitas.

A organização reúne instituições brasileiras e argentinas. Participam a Unipampa, por meio do Campus São Borja e do curso de Ciências Humanas – Licenciatura, a Prefeitura e a Câmara de Vereadores de São Borja, além da Intendência e do Conselho Deliberante de Santo Tomé.

Ao distribuir atividades entre São Borja e Santo Tomé, o congresso também busca abordar a fronteira como um espaço compartilhado de formação histórica e circulação cultural. As duas cidades estão separadas pelo Rio Uruguai e mantêm referências relacionadas ao período das reduções jesuítico-guarani, que fazem parte da formação histórica da região missioneira dos atuais territórios do Brasil e da Argentina.

Informações sobre inscrições, submissão de trabalhos e programação estão disponíveis no site da instituição.

Fonte: Rádio São Luiz

“Missões 400 anos: do princípio ao meio”: filme retrata história das reduções jesuíticas guaranis

Gravações do filme no Porto de Santo Isidro, em São Nicolau – Fotos: Divulgação

O filme “Missões 400 anos: do princípio ao meio” será exibido na próxima terça-feira (11/08) no Teatro da Unisinos, em Porto Alegre. A produção audiovisual em formato de curta-metragem apresenta um retrato da história das reduções jesuíticas-guaranis e do período missioneiro na região. O longa estreou em julho, em exibição realizada em Santo Ângelo.

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Diretora do filme, Caroline Jaeger Drehmer revela que a produção teve apoio de vários historiadores e pessoas que estudam as Missões, principalmente, vinculadas ao Grande Projeto Missões. Ao explicar sobre a escolha do nome e o uso da palavra “meio”, a jornalista e roteirista destaca que a intenção é mostrar a história que continua.

Segundo Caroline, a produção teve início em outubro de 2025, com apoio da Secretaria de Cultura do Estado do Rio Grande do Sul. O roteiro foi finalizado em março e as gravações ocorreram em abril, em diferentes pontos da região, incluindo, o Passo da Padre, em São Nicolau, local de chegada do padre Roque Gonzales ao território gaúcho.

A diretora comenta ainda do retorno recebido por parte do público na estreia em Santo Ângelo: “ficamos muito satisfeitos, as pessoas gostaram do filme e, penso que ele conseguiu sintetizar bem essa história, uma história única para a humanidade”.

Após a exibição em Porto Alegre, o curta-metragem será disponibilizado on-line no site do Grande Projeto Missões.

Fonte: Rádio São Luiz

Festejos Farroupilhas 2026 terá Chico Marques como homenageado em São Luiz Gonzaga

Foto: Rede social/Valnir Almeida Marques

A programação dos Festejos Farroupilhas 2026 em São Luiz Gonzaga começou a ser definida durante reunião realizada na quinta-feira, 6 de agosto, no salão da 32ª Coordenadoria Regional de Educação (32ª CRE). O encontro reuniu representantes das entidades envolvidas na organização e teve como objetivo estabelecer os procedimentos para a abertura, a chegada e distribuição da Chama Crioula, a cavalgada e o desfile de 20 de setembro.

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Neste ano, os festejos terão como tema oficial “Herança Jesuítica e Guarani no Rio Grande do Sul: 400 anos de cultura e tradição”, relacionando as atividades tradicionalistas às comemorações dos quatro séculos da presença jesuítica e guarani no Estado e à formação histórica e cultural da Região das Missões. A organização em São Luiz Gonzaga envolve a 32ª CRE e o 14º Batalhão de Polícia Militar (14º BPM), além de CTGs, piquetes, escolas e demais entidades participantes.

A busca da Chama Crioula está prevista para começar no dia 5 de setembro, em Mato Queimado. A organização da cavalgada envolve o Departamento Nativista, o CTG Galpão de Estância e o Piquete Crença de São Pedro. A previsão apresentada na reunião é de que a chama chegue a São Luiz Gonzaga no dia 6 de setembro, por volta das 17 horas, na sede do 14º BPM.

A abertura oficial dos Festejos Farroupilhas está marcada para 14 de setembro. Às 8 horas, a Chama Crioula sairá da sede do 14º BPM em direção à Praça da Matriz. A cerimônia está prevista para as 9 horas, em frente à sede da 32ª CRE. Na mesma ocasião, será realizada a distribuição da chama às entidades tradicionalistas participantes. Também está prevista para a abertura a inauguração da Cruz Missioneira instalada em frente à Coordenadoria.

O desfile de 20 de setembro ocorrerá a partir das 9 horas. Em caso de condições meteorológicas desfavoráveis, a decisão sobre a realização será tomada até as 7 horas do próprio dia. Caso o desfile já tenha iniciado e ocorra chuva posteriormente, a programação seguirá. Conforme definido pelos organizadores, não haverá transferência do desfile para outra data.

Durante a reunião também foram repassadas orientações relacionadas à documentação e às condições sanitárias dos animais que participarão das atividades. As entidades deverão manter a documentação exigida regularizada para participação no desfile.

O homenageado em âmbito municipal será Valnir de Almeida Marques(Chico Marques), escolhido entre os nomes apresentados pelas entidades participantes. A definição integra a programação local dos Festejos Farroupilhas.

Em âmbito estadual, a patrona dos Festejos Farroupilhas de 2026 no Rio Grande do Sul é a cantora e instrumentista Marianita Ortaça, ligada à cultura missioneira. A escolha está inserida em uma edição que tem como referência os 400 anos da presença jesuítica e guarani no território gaúcho, tema que também estará presente nas atividades realizadas em São Luiz Gonzaga.

Entidades e piquetes que não participaram da reunião de organização ainda poderão solicitar participação na abertura e no desfile. O prazo indicado pela 32ª CRE segue até 25 de agosto, com a apresentação do nome e do histórico da entidade para inclusão na organização das atividades. As escolas também poderão integrar a programação e receberão as orientações da Coordenadoria, podendo participar juntamente com CTGs e piquetes.

Fonte: Rádio São Luiz

 

Região das Missões recebe integrantes da ABAV/RS em roteiro para promover o turismo

Foto: Divulgação/AMM

A região das Missões recebeu durante a última semana um grupo de agentes de viagens e profissionais do turismo participantes do Famtour da ABAV/RS (Associação Brasileira das Agências de Viagens do Rio Grande do Sul). A iniciativa contou com atividades em diferentes municípios, com foco na demonstração das atrações turísticas e das experiências culturais e gastronômicas missioneiras.

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As atividades tiveram início na terça-feira (28/07) e seguiram até sexta-feira (31/07), com visita em diferentes pontos importantes da história regional, especialmente, os monumentos ligados ao período missioneiro. Entre os municípios visitados estiveram: São Luiz Gonzaga, Entre-Ijuís, São Miguel das Missões, Caibaté – no Santuário do Caaró, Santo Ângelo, Guarani das Missões e São Nicolau – com degustação do tradicional café de cambona.

O Famtour foi organizado pela ABAV/RS, em parceria com a Secretaria de Turismo do Rio Grande do Sul (SETUR-RS), com apoio da Associação dos Municípios das Missões (AMM). Como parte da programação, foi realizada, em São Miguel das Missões, a 60ª edição do Conversando Sobre Turismo (CST), promovida pela NoraTur, reunindo gestores públicos, lideranças e representantes do setor para debater estratégias de desenvolvimento e fortalecimento da atividade turística.

Diretor da Galapagos Operadora e presidente do Sinditur-RS (Sindicato das Empresas de Turismo do Rio Grande do Sul), Paulo Gusmão destacou o resultado positivo do famtour, ao demonstrar a riqueza cultural do território missioneiro, apresentando aspectos e pontos ainda pouco conhecidos da região.

Em nota, a AMM celebrou a realização do roteiro e destacou a importância compartilhar “iniciativas e experiências voltadas ao fortalecimento dos eventos culturais, da gastronomia típica, do turismo religioso, da valorização das diferentes etnias formadoras da região e da preservação do patrimônio histórico e cultural”. O texto menciona ainda a importância da integração entre os municípios para construção de roteiros turísticos atrativos para os visitantes.

Sobre esse trabalho coletivo entre os municípios, Paulo abordou a necessidade de promoção e divulgação conjunta das atrações da região. “Cada cada município tem seu potencial turístico, tem seu atrativo turístico e a gente deve caminhar juntos. Este ano, tenho três feiras internacionais para participar em que vou levar as Missões”, acrescentou.

Paulo também comentou sobre a divulgação das ações relacionadas aos 400 anos das Missões Jesuíticas-Guaranis. Segundo ele, os eventos e atividades poderiam ser ainda mais promovidos em outras regiões do Estado, como forma de atrair mais visitantes.

Durante o Famtour, o diretor do Sinditur-RS também fez convite aos municípios da região para participarem de seminário com representantes das 28 regiões do Estado que compõe a ABAV/RS, com objetivo de apresentar e discutir estratégias para o turismo de cada região.

Foto: Divulgação/AMM

Fonte: Rádio São Luiz

Morre aos 86 anos o músico e tradicionalista Bagre Fagundes

Foto: Reprodução / Governo do RS

Morreu neste domingo (02/08) o músico e tradicionalista Bagre Fagundes. Aos 86 anos de idade. o compositor sofreu uma parada cardiorrespiratória no Hospital Ernesto Dornelles, em Porto Alegre, onde estava internado desde maio. O velório será realizado nesta segunda-feira (03) a partir das 10h, no Palácio Piratini, na capital gaúcha.

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Euclides Fagundes Filho nasceu em Uruguaiana em 3 de outubro de 1939, mas cresceu em Alegrete ao lado de lado de seus seis irmãos e cinco irmãs. Ainda na adolescência, ganhou o apelido que carregaria ao longo de toda a vida. Bagre se destacou pela ligação com a música e a cultura gaúcha e, ao lado do irmão Nico Fagundes, foi um dos responsáveis pela composição de “Canto Alegretense”, uma das canções mais tradicionais e simbólicas do RS.

Bagre começou sua trajetória em programas de rádio em São Borja. Graduou-se em Direito pela Universidade de Cruz Alta, em 1974. No ano seguinte, ganhou projeção ao se apresentar com o grupo “Os Angüeras” na Califórnia da Canção Nativa de Uruguaiana. Em 1980, foi um dos idealizadores do “Grupo Inhanduí”, que fez sucesso em diferentes festivais pelo Estado. Mais tarde, ele também integrou o grupo “Os Fagundes”, formado por artistas da família.

Bagre Fagundes trabalhou como escriturário no Banrisul e fez carreira na política, tendo sido eleito vereador de Alegrete em 1976. Em anos seguintes, o músico chegou a concorrer ao cargo de prefeito do município e, nas eleições de 199o, foi candidato à deputado estadual pelo Rio Grande do Sul.

Ao longo de sua trajetória, o tradicionalista também presidiu o Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore (IGTF) e atuou como colunista de jornal. Em 1962, casou-se com Marlene Vilaverde, com quem teve quatro filhos: Euclides – conhecido como Neto Fagundes -, Ernesto Fagundes, Luciana e Paulinho.

O Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG) divulgou uma nota de pesar pelo falecimento do artista. “Com sua inseparável gaita de quatro baixos, Bagre percorreu os rincões do Estado, tocando, cantando e celebrando, junto à família, a história, os costumes e os valores do povo gaúcho. Neste momento de dor, o MTG se solidariza com os familiares, amigos, fãs e toda a comunidade tradicionalista. Sua trajetória, sua obra e sua contribuição permanecerão vivas na memória e na cultura do Rio Grande do Sul”.

Fonte: Rádio São Luiz

Trilha da Integração Guarani-Jesuítica destaca patrimônio histórico e cultural em Roque Gonzales

Foto: Luiz Oneide Nonemacher

A sétima edição da Trilha da Integração Guarani-Jesuítica a Pé foi realizada nos dias 1º e 2 de agosto 2026, em Roque Gonzales/RS, reunindo 34 participantes em um percurso de aproximadamente 60 quilômetros, dividido em dois dias. O trajeto percorreu estradas rurais, trilhas naturais e locais de relevância histórica, cultural e religiosa da região missioneira, incluindo o Salto Pirapó, o Santuário Assunção do Ijuí e o Cerro do Inhacurutum.

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Durante a caminhada, os participantes passaram por diferentes pontos do roteiro, encerrando a programação no retorno à área urbana de Roque Gonzales. De acordo com a organização, a maior parte dos caminhantes optou por concluir o percurso a pé, mesmo após o desgaste físico dos dois dias de atividade. Também foi informado que a trilha integra o calendário anual do município, sendo realizada sempre no primeiro fim de semana de agosto.

A organização destacou que o evento busca integrar caminhada, história e patrimônio missioneiro, com abordagens sobre personagens e acontecimentos ligados à formação da região. Segundo os coordenadores, já há planejamento para a edição de 2028, quando serão lembrados os 400 anos da fundação da Redução de Nossa Senhora da Assunção do Ijuí. A trilha também possui uma modalidade de ciclismo, realizada anualmente no mês de novembro, reunindo participantes de diferentes regiões do Rio Grande do Sul.

Fonte: Rádio São Luiz

Inscrições para a 9ª edição do Manancial Missioneiro da Canção seguem até 30 de agosto

Foto: Evelise Oliveira

A Associação Cultural de Bossoroca (ACB) está com inscrições abertas para a 9ª edição do Manancial Missioneiro da Canção, festival de músicas inéditas que será realizado nos dias 16 e 17 de outubro, no CTG Sinuelo das Missões, em Bossoroca. O evento, criado em 1990 e promovido pela ACB desde 1994, chega à edição de 2026 marcando 36 anos de trajetória voltada à valorização da música missioneira e da produção cultural regional.

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As inscrições seguem até 30 de agosto e podem ser realizadas pelo formulário disponível no site da Associação Cultural de Bossoroca, além de WhatsApp (55) 99928-7838 ou e-mail [email protected]. Cada participante poderá inscrever até três composições inéditas, individuais ou em parceria, sendo que apenas uma poderá ser classificada. As músicas devem ser enviadas em formato MP3, acompanhadas da letra em PDF e da ficha de inscrição. Não há cobrança de taxa de inscrição.

O festival selecionará 14 composições, sendo dez para a fase geral e quatro para a fase local, destinada exclusivamente a autores de Bossoroca. Cada trabalho classificado na fase geral receberá ajuda de custo de R$ 4 mil, enquanto as composições da fase local terão cachê de R$ 2 mil, pagos após a apresentação no palco. O regulamento também prevê hospedagem em salas de aula para participantes credenciados, mediante reserva antecipada e com responsabilidade pelo material de cama.

Durante entrevista concedida à Rádio São Luiz nesta quinta vfeira 23 de julho, representantes da Associação Cultural de Bossoroca informaram que o aumento da ajuda de custo em relação à edição anterior busca acompanhar os custos de deslocamento dos participantes. Também foi confirmado que o CTG Sinuelo das Missões será novamente o local do festival, após a organização optar pelo espaço em razão da infraestrutura disponível e das condições climáticas que afetaram o planejamento de edições anteriores.

A programação será dividida em duas noites, com apresentação de sete composições por dia. Ao término das apresentações de sábado serão anunciadas as músicas premiadas. O regulamento estabelece premiação de R$ 2 mil para o primeiro lugar, R$ 1,5 mil para o segundo e R$ 1 mil para o terceiro, além de troféus para Música Mais Popular, Instrumentista Destaque, Intérprete Destaque, Melhor Trabalho Poético, Melhor Tema Missioneiro e Melhor Trabalho de Pesquisa.

A organização também confirmou a participação de Marcos Fabrício & Grupo na programação artística do festival, além da possibilidade de outras apresentações que ainda dependem de definição da comissão organizadora.

Fonte: Rádio São Luiz

ELI Summit RS 2026 promove debates sobre ecossistemas de inovação na região

Foto: Divulgação / Sebrae RS

Os ecossistemas de inovação na região Noroeste estarão no centro dos debates do ELI Summit RS 2026, encontro marcado para os dias 12 e 13 de agosto, em Ijuí. O evento pretende reunir lideranças, empreendedores, representantes de universidades, instituições, poder público e organizações ligadas à inovação. Essa é a terceira edição do evento estadual e a primeira que acontece na região.

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O evento é organizado pelo Sebrae RS, com parceria da Unijuí, Prefeitura Municipal de Ijuí e Sicredi das Culturas RS/MG. A maioria das atividades acontece na sede da Unijuí, com algumas visitas técnicas em outros pontos da região, incluindo São Miguel das Missões. O objetivo é promover a troca de experiências e conhecimentos na área de inovação.

A programação contará com rodadas de fomento, visitas técnicas, painéis, mesas de discussão e momentos de networking, com foco em governança, empreendedorismo, inovação e desenvolvimento territorial. A proposta visa também aproximar diferentes ecossistemas, estimular parcerias e compartilhar experiências que possam inspirar novas iniciativas no Estado.

O evento é aberto ao público e gratuito, mediante a entrega de 1kg de alimento não perecível. As inscrições podem ser feitas pelo site do Sebrae RS.

Gestor de Desenvolvimento Territorial do Sebrae RS, Euclides Spies destaca que o evento pretende difundir a cultura de inovação em diferentes setores e processos. “Quando a gente fala em inovações, não necessariamente estamos falando de tecnologias, de aplicativos ou de equipamentos tecnológicos. Podemos fazer inovações de várias formas, em processos de melhoria das atividades que a gente faz no dia”, complementa.

Os participantes poderão definir quais atividades acompanhar, o que inclui as visitas técnicas em municípios vizinhos, como Panambi, Santa Rosa, Horizontina e também São Miguel das Missões. “Também terá uma missão técnica para conhecer as ruínas de São Miguel e a história dos 400 anos que estamos contando esse ano”, explica.

As duas primeiras edições do ELI Summit foram realizadas em Santa Cruz do Sul e em Santa Maria. Para este ano, a expectativa é de cerca de 800 participantes nos dois dias de evento. “A inovação é compartilhada, é muito mais troca de experiências, e a partir disso podemos construir novas soluções, oportunidades, processos e melhoria dos nossos negócios”, pontua Euclides.

Fonte: Rádio São Luiz

Rolador promove seminário sobre a história e o legado das Missões Jesuíticas

Foto: Luiz Oneide Nonemacher

O município de Rolador/RS realizou, nesta sexta-feira (17/07), o seminário “Missões Jesuíticas – 400 anos de História Viva”, no Salão Comunitário, reunindo estudantes, professores e comunidade para debater a história das Missões Jesuíticas Guaranis e sua influência na formação histórica, cultural e identitária da região. O evento integra a programação alusiva aos 400 anos das Missões Jesuíticas Guaranis e representa a segunda etapa de um ciclo de seminários iniciado em abril, voltado ao resgate e à difusão do patrimônio missioneiro.

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A programação teve início às 8 horas, com dois painéis. O primeiro abordou o tema “Missões Jesuíticas Guaranis e a sua importância na formação do Rio Grande do Sul há 400 anos”, conduzido pela professora e historiadora Nadir Damiani. Na sequência, o professor, historiador e membro da diretoria do Instituto Histórico e Geográfico de São Luiz Gonzaga, Anderson Amaral, apresentou o painel “O Legado Cultural Jesuítico-Guarani e a formação de Identidade no Sul do Brasil”, tratando da permanência da herança missioneira na cultura, na linguagem, na alimentação, nos costumes e na identidade regional.

De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Esportes, Marlise Menezes Pautes Comparsi, o seminário foi planejado desde o início do ano e dá continuidade ao trabalho desenvolvido com foco na valorização da história local e no fortalecimento do pertencimento da comunidade. A organização informou que o primeiro encontro teve boa participação de estudantes e serviu de base para ampliar o debate sobre o período missioneiro, envolvendo diferentes faixas etárias e incentivando o conhecimento sobre a trajetória histórica do município.

Durante o evento, foi destacado que Rolador integra o contexto das primeiras reduções jesuítico-guaranis, por meio da antiga Redução de Nossa Senhora da Candelária do Caçapamini. Conforme apresentado pela coordenação de Cultura e Turismo, o município também desenvolve ações voltadas à preservação desse patrimônio histórico, incluindo a implantação de um memorial e iniciativas que buscam ampliar o conhecimento da população sobre a história missioneira e estimular o turismo cultural na região.

Fonte: Rádio São Luiz

Espetáculo “Território Missões Música” celebra cultura guarani em São Luiz Gonzaga

Foto: Divulgação

São Luiz Gonzaga recebe nesta quinta-feira (16/07) o espetáculo “Território Missões Música”. A iniciativa do Sesc São Luiz Gonzaga pretende celebrar a produção musical contemporânea do povo Guarani Mbyá. O evento contará com apresentação do coral indígena, Jerojy Mbaraete Grupo e da “Tum Toin Foin Banda de Câmara”.

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A apresentação acontece às 19h30, na Messa Eventos, localizada na Avenida Senador Pinheiro Machado, n° 1568). O evento é aberto ao público, com entrada solidária mediante a doação de uma caixa de leite. Todos os donativos arrecadados serão destinados ao Lar Escola Nossa Senhora Conquistadora.

Dividido em três momentos, o show destaca a riqueza da música produzida atualmente pelos Guaranis Mbya, cuja cultura milenar é anterior ao período das reduções jesuíticas no Rio Grande do Sul.

A primeira parte terá como foco a sonoridade original do Jerojy Mbaraete, grupo musical da Tekoá Koenju, de São Miguel das Missões. Na sequência, a Tum Toin Foin Banda de Câmara interpreta arranjos instrumentais inspirados em canções de compositores indígenas contemporâneos, incorporando elementos da música de câmara, do jazz, da cumbia, do choro e de outros ritmos latino-americanos. Os arranjos também unem instrumentos historicamente presentes nas Missões, como fagote, trombone e violino, a sonoridades atuais, com acordeom, guitarra, piano, baixo elétrico, bateria e variadas percussões.

Gerente da unidade do Sesc de São Luiz Gonzaga, Bruna de Souza Ferreira explica que o evento marca o encerramento do projeto realizado pela entidade para valorizar a cultura missioneira, com um olhar para o papel dos povos originários, especialmente, o povo guarani. A iniciativa teve início com o cine-debate na UERGS e com atividades com crianças de escolas do município.

“A apresentação traz outras leituras a partir dos 400 anos das Missões. Essa proposta visa dar voz também aos povos originários e valorizar as raízes missioneiras”, pontua Bruna. Segundo ela, é uma oportunidade da comunidade ampliar o repertório cultural e conhecer outras manifestações e formas de fazer música.

Fonte: Rádio São Luiz

Bossoroca recebe Workshop Regional de Artesanato voltado aos 400 anos das Missões

Foto: Canva/Ilustrativa

O município de Bossoroca recebe nos dias 13 e 14 de julho o Workshop Regional de Artesanato. O encontro tem o objetivo de promover o aprendizado, à troca de experiências e o fortalecimento do artesanato missioneiro. O evento é gratuito e a temática faz alusão aos 400 anos das Missões Jesuíticas Guaranis.

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A programação contará com a participação da palestrante Fernanda Sklovsky, designer e professora do Centro Universitário Senac RS. Durante o evento, também será feita atualização e/ou confecção da Carteira do Artesão para os participantes. As inscrições podem ser feitas previamente, por meio de formulário on-line.

As atividades serão realizadas no Auditório Municipal João Luiz Bandeira, com início na segunda (13), às 8h30. Segundo Jobe Silveira, assessor de turismo da prefeitura de Bossoroca, a iniciativa visa valorizar e capacitar as artesãs e os artesãos de todo a região. O workshop conta com apoio da Secretaria de Cultura do RS.

Atualmente, 14 artesãos já estão cadastrados em Bossoroca. A carteira facilita a participação em feiras e eventos regionais, além de incentivar a profissionalização. O evento também terá debates sobre estratégias para precificação e comercialização das peças produzidas na região, pensando em atender os turistas.

“O ponto principal é termos essa união dos artesãos, que eles possam um conhecer ao outro e trocar essas experiências. O objetivo é sairmos com certeza melhores no nosso trabalho, tanto na parte qualificativa, bem como também na parte da comercialização”, destaca Jobe.

Fonte: Rádio São Luiz

Documentário sobre artesãs de lã terá gravações em São Miguel das Missões

Foto: Lau Baldo / Divulgação

A região das Missões é um dos locais escolhidos para as gravações do documentário “Linhas da Terra e do Tempo”. A produção conta as histórias de diversas mulheres artesãs do Rio Grande do Sul, responsáveis por transformar lã em história, resistência e independência. Entre os dias 13 e 14 de julho, o filme terá gravações em São Miguel das Missões, com a artesã Dalva Mothci.

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A produção registra, desde o ano passado, a trajetória de 20 mulheres de diferentes cidades e regiões do Estado, mostrando os saberes dessas artesãs. O objetivo é resgatar e valorizar toda a cadeia produtiva da lã no Rio Grande do Sul. O filme é dirigido por Tatiana Lohmann, com produção executiva de Kátia Samara.

Moradora de São Miguel das Missões, Dalva Mothci é uma das entrevistadas do documentário. “Cresci entre linhas e agulhas, pois minha mãe era costureira. Com nove anos, já bordava vestidos de noiva e de festa”, relembra. As primeiras gravações com a artesã foram realizadas no período do verão, época de tosquia, separação e produção da lã. Agora, a ideia é gravar durante o inverno, período de aumento das vendas do artesanato.

Kátia conta que o filme faz parte de um trabalho desenvolvido há cerca de 7 anos com mulheres artesãs do Rio Grande do Sul. “É uma oportunidade de transformar essas práticas passadas de geração em geração, que são patrimônio cultural e fazem parte da nossa identidade, apresentando elas na tela de cinema para o grande público”, comenta.

A produção inclui ainda uma exposição que percorrerá as nove cidades em que estão sendo feitas as gravações, incluindo São Miguel das Missões, além da capital Porto Alegre. Segundo Kátia, a intenção é produzir materiais educativos para serem utilizados em escolas. O lançamento do filme está previsto para 2027.

“Tem muitas artesãs que sabem desde fazer a tosquia, lavar e preparar o fio, até produzir o seu artesanato e fazer o tingimento. Outras são focadas mais no artesanato em si. A Dalva é uma das que fazem todo o processo”, destaca Kátia, ao comentar sobre a artesã missioneira.

“Linhas da Terra e do Tempo” é uma produção de Gloriosa Filmes,  com Patrocínio Nubank, por meio da Ancine / Lei do Audiovisual, em parceria com Lãs do RS.

Fonte: Rádio São Luiz