Rural

Seminário Fontes de Vida discute bacias hidrográficas e clima na Expo São Luiz 2025

Foto: Luiz Oneide/Rádio São Luiz

O Auditório Central da Expo São Luiz 2025 recebeu nesta quarta-feira, 1° de outubro, o “Seminário Fontes de Vida: Adote uma Nascente”. A atividade faz parte da programação da Coopatrigo durante a feita que acontece no Parque de Exposições do Sindicato Rural, em São Luiz Gonzaga. O evento contou com discussões sobre a situação das bacias hidrográficas na região e as condições climáticas que impactam a agricultura.

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O seminário aborda a segurança hídrica e a importância da preservação correta das nascentes existentes na nossa região. O evento integra as ações do Ano Internacional das Cooperativas e conta com apoio do Fundo Social do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo do Estado do Rio Grande do Sul (Sescoop/RS) e da Emater/RS-Ascar.

Participaram das discussões, o presidente da Coopatrigo Paulo Pires, a promotora de Justiça Paula Regina Mohr – responsável pela Promotoria de Justiça Regional do Meio Ambiente da Bacia Hidrográfica do Rio Ijuí -, o especialista em ESG, Geovani Santos e o agrometeorologista Marco Antônio – que apresentou tendências climáticas para os próximos dias e semanas.

As nascentes são pontos onde a água subterrânea sobe à superfície e origina córregos, riachos e rios. Elas desempenham um papel fundamental no ciclo hidrológico, como na recarga de aquíferos. A vegetação nativa ao redor das nascentes atua na filtragem da água e na proteção do solo contra a erosão. Na região, muitas nascentes estão sob pressão devido à expansão agropecuária, perda de cobertura vegetal e eventos climáticos extremos.

Evento reuniu produtores e entidades do setor – Foto: Luiz Oneide/Rádio São Luiz

Fonte: Rádio São Luiz

Sindicato dos Trabalhadores Rurais de São Luiz Gonzaga empossa nova diretoria

Foto: Rádio São Luiz

Nesta sexta-feira, 26 de setembro de 2025, o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de São Luiz Gonzaga e Rolador realizou a cerimônia de posse de sua nova diretoria, em evento realizado na Associação dos Funcionários da Coopatrigo. A programação incluiu a recepção aos convidados, o ato oficial de posse e, ao meio-dia, um almoço de confraternização destinado a associados e lideranças regionais.

O presidente reeleito, Rafael Dalenogare Paz, destacou a importância da renovação interna, da coletividade e da representatividade na composição da diretoria, que passa a contar com maior equilíbrio entre homens e mulheres, além de jovens e representantes de diversas comunidades. Rafael frisou que o sindicato pertence aos associados e que a prioridade segue sendo a defesa da agricultura familiar, com atenção a desafios financeiros e estratégias para ampliar os serviços prestados.

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Entre as autoridades presentes, esteve o prefeito de Rolador, João Alberto Aquino Gomes, que reafirmou a parceria entre o poder público municipal e o sindicato, destacando a relevância da agricultura familiar para a economia local.

Representando o executivo de São Luiz Gonzaga, o vice-prefeito Paulo Fraga transmitiu a mensagem, ressaltando a necessidade de políticas públicas voltadas ao setor agrícola.

Foto: Rádio São Luiz

Também se manifestaram lideranças como o vereador Cléber Ivar Matos da Silva, representando a Câmara de Vereadores de São Luiz Gonzaga, o presidente do Legislativo de Rolador, João Luiz Menezes de Morais, além de representantes de entidades regionais. O tesoureiro da FETAG, Agnaldo Barcelos, defendeu a necessidade de alternativas coletivas para enfrentar o esvaziamento das comunidades rurais e ampliar a produção de alimentos na região.

A cerimônia reuniu representantes de cooperativas, instituições financeiras, sindicatos de municípios da região, universidades e entidades ligadas ao setor agrícola, demonstrando a amplitude da rede de apoio ao movimento sindical. O novo mandato, que se estende pelos próximos quatro anos, com compromisso de fortalecer o diálogo, a participação social e a busca de soluções para os desafios enfrentados pelos agricultores familiares da região.

Fonte: Rádio São Luiz

Emater divulga avanço da colheita de canola e situação das lavouras de inverno no RS

Foto: Canva/Ilustrativa

O Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado em 25 de setembro 2025, apresenta o cenário agrícola e pecuário no Rio Grande do Sul. As lavouras de canola registram avanço da colheita, com 87% em floração ou enchimento de síliquas, 10% em maturação e 3% já colhidas. A área cultivada atinge 203.206 hectares, com produtividade estimada em 1.737 kg/ha. A cultura mantém baixa incidência de pragas e doenças, apesar da continuidade de manejo preventivo. Em regiões específicas, como Ijuí, os rendimentos variam entre 1.800 e 2.100 kg/ha, enquanto em Frederico Westphalen a expectativa é de 1.600 kg/ha.

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No cultivo do trigo, as chuvas intensas do último final de semana elevaram a preocupação com doenças e risco de acamamento, especialmente nas áreas em floração e enchimento de grãos. O manejo fitossanitário foi reforçado. O quadro fenológico aponta 35% das lavouras em floração, 35% em enchimento, 25% em desenvolvimento vegetativo e 5% em maturação. A estimativa de área é de 1.198.276 hectares, com produtividade projetada em 2.997 kg/ha.

As lavouras de aveia-branca, cultivadas em 401.273 hectares, avançam com 42% em enchimento de grãos, 25% em floração, 17% em maturação, 10% em desenvolvimento vegetativo e 6% colhidas. Apesar das boas condições de solo, há registro de pressão de doenças fúngicas e presença de plantas daninhas. A produtividade esperada é de 2.254 kg/ha.

Na cevada, os estágios de desenvolvimento indicam 37% das áreas em fase vegetativa, 36% em florescimento e 27% em enchimento de grãos. As condições hídricas favoreceram o manejo, com expectativa de rendimento positivo, principalmente nas áreas destinadas à produção de malte.

Os campos nativos e pastagens perenes apresentam rebrote, com destaque para áreas corrigidas e adubadas. As forrageiras de inverno estão em final de ciclo, enquanto ocorre a semeadura das de verão e milho para silagem.

Na bovinocultura de corte, a fase de parição se encaminha para o final, com matrizes em recuperação e lotes em engorda em bom desempenho. O controle de carrapatos foi iniciado. Já na bovinocultura de leite, a oferta forrageira e o clima garantem produção regular, com orientação técnica voltada ao manejo sanitário para conter a primeira geração de carrapatos.

Na ovinocultura, o período marca o encerramento da parição, com cordeiros em desenvolvimento adequado. Produtores se organizam para desmame, esquila e seleção de animais. Na apicultura, a primavera favoreceu a movimentação das colmeias, com suplementação alimentar ainda prioritária. A piscicultura registra aumento gradual da temperatura da água, beneficiando a alimentação no policultivo de carpas, enquanto a pesca artesanal na região de Santa Rosa foi impactada pela elevação do nível do Rio Uruguai, que levou pescadores a recolherem equipamentos para evitar perdas.

Fonte: Rádio São Luiz

Escola Técnica Estadual Cruzeiro do Sul registra nascimento de trigêmeos da raça Texel

Foto: Escola Técnica Estadual Cruzeiro do Sul

Um parto triplo de ovinos da raça Texel marcou a rotina da cabanha da Escola Técnica Estadual Cruzeiro do Sul em São Luiz Gonzaga/RS, na madrugada de 24 de setembro 2025. O nascimento foi constatado nas primeiras horas da manhã pelos alunos estagiários do setor de ovinocultura, que realizaram os primeiros cuidados com os animais.

Os trigêmeos são compostos por duas fêmeas, com 5 e 4 Kg, e um macho de 4 Kg. Durante a primeira semana, os cordeiros permanecem na cabanha, em observação constante dos estagiários responsáveis pelo manejo.

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De acordo com o professor de ovinocultura, Claudio Trindade, partos de trigêmeos em ovinos não são habituais, mas podem ocorrer quando os animais recebem nutrição adequada. Pesquisas da Embrapa apontam que a prolificidade — capacidade de uma ovelha gerar maior número de crias por parto — pode ser influenciada por fatores genéticos, como mutações nos genes Booroola (FecB) e FecGE, além de condições de manejo e nutrição. O adequado escore corporal da matriz e dietas balanceadas em energia e proteína são determinantes para que esse potencial reprodutivo se manifeste.

A Emater e o Ministério da Agricultura ressaltam que partos múltiplos, embora representem maior produtividade, exigem maior atenção no manejo, já que as ovelhas possuem apenas dois tetos funcionais para amamentação, o que pode comprometer a sobrevivência das crias em trios. A suplementação alimentar, a adoção de práticas de manejo reprodutivo adequadas e o monitoramento próximo dos cordeiros recém-nascidos são recomendados para reduzir riscos de mortalidade e garantir o desenvolvimento saudável dos animais.

A ocorrência integra as práticas pedagógicas da instituição, oferecendo aos estudantes contato direto com situações que enriquecem o aprendizado na área agropecuária e permitem observar, na prática, conceitos pesquisados por órgãos técnicos.

Fonte: Rádio São Luiz

Coopatrigo completa 68 anos de contribuição ao desenvolvimento regional

Foto: Assessoria de Comunicação e Marketing

A Coopatrigo completou, neste 25 de setembro 2025, 68 anos de atividades. Para marcar a data, foi realizado um café de confraternização na sede da entidade, em São Luiz Gonzaga/RS, reunindo associados, colaboradores, prefeitos da região, representantes de entidades e a imprensa.

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Fundada em 1957 por 11 produtores rurais, a cooperativa iniciou com foco no trigo e, nas décadas seguintes, acompanhou a expansão agrícola que consolidou a soja como principal cultura regional. Hoje, está presente em 15 municípios, com uma área de abrangência de 300 mil hectares. Sua estrutura inclui unidades de recebimento de grãos, indústrias de beneficiamento, supermercados, postos de combustíveis, matrizeiro de suínos, centro agropecuário e laboratórios de sementes e solos.

No ato comemorativo, o presidente da cooperativa, Paulo Cezar Vieira Pires, destacou a função estratégica do cooperativismo. “A definição de cooperativa é uma organização de produtores. Se os produtores não estão bem, a cooperativa sente. Mas ela tem a função de ser um guarda-chuva, garantindo suporte nos momentos de dificuldade. Seguimos firmes na ideia que, em 1957, motivou os 11 produtores fundadores”.

O vice-presidente da Coopatrigo, Marcos Pilecco, também enfatizou o significado do aniversário para a instituição e para os associados. “São 68 anos de história e de avanços. A cooperativa cresceu, ampliou sua área de abrangência e hoje é referência regional. É motivo de orgulho para todos os que ajudaram a construir essa trajetória e que seguem trabalhando pelo futuro da entidade”.

Ao longo de quase sete décadas, a Coopatrigo consolidou-se como agente de desenvolvimento agrícola e econômico, difundindo tecnologia, industrializando produtos e gerando empregos e renda nos municípios onde atua.

Fonte: Rádio São Luiz

 

Sindicato Rural de São Luiz Gonzaga reconduz presidente Margareth Costa Beber para gestão 2025/2028

Foto: Sindicato Rural de São Luiz Gonzaga

O Sindicato Rural de São Luiz Gonzaga realizou, nesta terça-feira, 23 de setembro 2025, a eleição de sua nova diretoria para o período de 2025 a 2028. O pleito contou com a inscrição de chapa única, liderada pela atual presidente, Lourdes Margareth Costa Beber, que foi reconduzida ao cargo. A composição da diretoria contempla diferentes áreas de atuação da entidade, garantindo a continuidade administrativa e representativa no setor agropecuário do município e da região.

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A estrutura eleita para a diretoria é formada por Lourdes Margareth Costa Beber como presidente, Paulo Henrique Braga Pires como 1º vice-presidente e Luiz Antonio Mattioni como 2º vice-presidente. A secretaria terá Fábio Fernandes Comparsi como 1º secretário e Joseana Mattioni Kurylo como 2ª secretária. Na tesouraria, assumem Francisco Gioda como 1º tesoureiro e Marinete Herter Mattioni como 2ª tesoureira.

Foram escolhidos ainda suplentes para a diretoria, entre eles Caroline Fensterseifer Mattioni, Cesar Antonio Fernandes Comparsi, Luiz Fernando Caetano Dorneles, Elizabeth Morais Dorneles, Amauri André Feron, Oscar Lourenço Vieira Pires e Carlos Eduardo Braga Pires.

O Conselho Fiscal, responsável pelo acompanhamento das contas da entidade, será integrado por Josemar Mattioni, Sonia Regina Gioda e Lucinei Donatto, tendo como suplentes Lourenço Cavalheiro Pires, Sidney Luiz Brondani e Carlos Eduardo Loureiro Lopes.

Na representação junto às federações, Lourdes Margareth Costa Beber também exercerá a função de delegada efetiva, enquanto Francisco Gioda e Dislane Costa Beber Caino foram eleitos suplentes.

Assim, a nova gestão dará sequência aos trabalhos da entidade, mantendo sua atuação no apoio aos produtores rurais de São Luiz Gonzaga.

Fonte: Rádio São Luiz

Focos de ferrugem asiática são identificados na safra 2024/2025 no RS

Foto: Canva/Ilustrativa

O monitoramento realizado pelo Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (DDPA/Seapi) e pela Emater/RS-Ascar apontou elevados níveis de infecção por ferrugem asiática da soja nas primeiras semanas da safra 2024/2025. A doença, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, teve registros já em outubro de 2024, logo após o término do vazio sanitário, em lavouras do município de Cruz Alta.

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Entre os locais monitorados, destacaram-se Muitos Capões, com 602 esporos identificados, Três Passos, com 372, Ijuí, com 293, e Cruz Alta, com 205. No panorama regional, o Planalto Médio apresentou a situação mais crítica, totalizando 5.584 esporos, seguido pelo Planalto Superior – Serra do Nordeste, com 2.908, e pelo Alto/Médio Vale do Uruguai, com 2.281.

A análise técnica, publicada na Circular Técnica nº 29 do Programa Monitora Ferrugem RS, indicou que os picos de presença do fungo ocorreram logo após períodos de chuva, associados a alta umidade relativa do ar. Ainda que os índices iniciais tenham sido altos, as condições climáticas reduziram a expansão da doença. A safra foi marcada por neutralidade climática, sem predominância de El Niño ou La Niña, mas com chuvas abaixo da média e ondas de calor em fevereiro e março, quando as temperaturas ultrapassaram os 41°C. Esses fatores limitaram o surgimento de novos focos, em contraste com a safra anterior, quando o fenômeno El Niño favoreceu a maior disseminação.

O estudo contou com a colaboração de outras instituições de pesquisa e do Departamento de Defesa Vegetal (DDV/Seapi). O acompanhamento permite identificar condições meteorológicas favoráveis ao avanço do fungo, oferecendo subsídios para decisões de manejo e uso de fungicidas. Atualmente, o programa de monitoramento aerobiológico da ferrugem mantém coletores de esporos em 77 lavouras de soja, distribuídas em 75 municípios gaúchos, abrangendo as 11 regiões ecoclimáticas do Estado. Os dados, atualizados semanalmente, são disponibilizados em mapas on-line.

O Rio Grande do Sul cumpre neste período o vazio sanitário da soja, vigente de 3 de julho a 30 de setembro, que proíbe a manutenção de plantas voluntárias ou em desenvolvimento. A medida é considerada estratégica para reduzir a sobrevivência do fungo entre uma safra e outra.

Fonte: Rádio São Luiz

Primavera: floração das plantas estimula atividade das abelhas e safra de mel

Foto: Freepik/Ilustrativa

A primavera inicia oficialmente nesta segunda-feira, 22 de setembro, e é reconhecida pela floração das plantas e aumento das temperaturas. Essas condições, em conjunto com o aumento da incidência solar, beneficiam as atividades das abelhas e, consequentemente, a apicultura e meliponicultura. Em entrevista à Rádio São Luiz, o professor da UERGS Rafael Meirelles explicou detalhes sobre esses processos.

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Doutor e mestre em Fitotecnia, Rafael realiza diversas pesquisas sobre abelhas e a importância de seus serviços ecossistêmicos para o desenvolvimento das plantas e da agricultura. Segundo ele, durante a primavera também é comum o aumento dos enxames dos insetos e sua reprodução, por conta do aumento nas temperaturas médias em relação ao inverno.

O professor recorda que as abelhas são como arquitetas do ecossistema que envolve as plantas e a produção agrícola. “Como boa parte das plantas dependem das abelhas para se reproduzir, é válido dizer que as abelhas garantem a reprodução da base da cadeia alimentar. Elas são responsáveis pela produção de boa parte dos alimentos que a gente consome”, explica Rafael.

Entre as frutas e demais plantas que dependem totalmente das abelhas, estão morango, abóbora, melão, melancia, entre outras. Esse período de floração das plantas também demanda cuidados e ações de manejo por parte de apicultores e meliponicultures. “Começa a abrir, limpar as caixas, reforçar as estruturas. Colocar as melgueiras. Os enxames novos que forem capturados vão ter a oportunidade de se estabelecer e se reforçarem”, exemplifica o docente da UERGS.

Segundo Rafael, no Rio Grande do Sul existem cerca de 25 espécies de abelhas, sendo a maioria delas nativas e sem ferrão. “Em São Luíz, temos uma abundância grande de jataí, tubuna, canudo. São abelhas que, eventualmente, até mordem, mas mordem com a boca. Elas não possuem ferrão, não possuem peçonha ou veneno. Às vezes, elas se enrolam no cabelo, é forma que elas têm para se defender”, descreve.

No caso de retirada de enxames de abelhas, o professor da UERGS recorda que esse processo deve ser feito por apicultores. Informações e dúvidas sobre a retirada podem ser tiradas junto ao Laboratório de Pesquisas com Insetos Benéficos (Lapib).

Fonte: Rádio São Luiz

Programa Operação Terra Forte inicia inscrições para agricultores familiares no RS

Foto: Canva/Ilustrativa

As inscrições para o Programa Operação Terra Forte têm início nesta quarta-feira, 17 de setembro, e seguem até 17 de outubro 2025, com atendimento presencial nos escritórios municipais da Emater/RS-Ascar, incluindo a unidade de São Luiz Gonzaga/RS, localizada na Rua João Goulart, 1388. A iniciativa, coordenada pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) e executada em parceria com a Emater/RS-Ascar, é voltada a agricultores familiares, indígenas, quilombolas, assentados da reforma agrária e pecuaristas familiares que possuam Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF), Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) ou Declaração de Pecuarista Familiar (DPF) ativos.

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O chefe do escritório da Emater/RS-Ascar de São Luiz Gonzaga, Dante Trindade de Ávila, explicou em entrevista à Rádio São Luiz que o processo de inscrição será feito por meio de uma entrevista semiestruturada e exigirá apresentação de documento de identificação e do CAF, que pode ser emitido ou atualizado no próprio local. No ato da inscrição, o produtor deverá escolher uma das linhas de atuação do programa, como manejo conservacionista de sistemas de plantio direto em grãos, hortaliças ou recuperação de pastagens degradadas, compondo um Plano Individual de Ações Integradas (Piai). Após o encerramento das inscrições, a Emater terá 15 dias para compilar os dados e encaminhar ao Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural, que fará a análise e seleção dos projetos prioritários.

O programa prevê investimento inicial de R$ 300 milhões do Fundo de Reconstrução do Rio Grande do Sul (Funrigs), integrando o Plano Rio Grande, e tem como meta alcançar diretamente 15 mil Unidades de Produção Familiar (UPFs) e indiretamente outras 150 mil, com foco na recuperação socioprodutiva e ambiental e na resiliência climática das propriedades rurais. Entre as ações previstas estão assistência técnica, diagnóstico das propriedades, elaboração dos planos de recuperação, implantação de práticas produtivas sustentáveis e aquisição de patrulhas agrícolas mecanizadas. Parte dos recursos será destinada diretamente aos produtores, com transferências de até R$ 30 mil por meio do Cartão Cidadão, enquanto outra parcela financiará a atuação da Emater e a aquisição de um trator de 150 cavalos de potência para atender as propriedades selecionadas.

Segundo Dante, em São Luiz Gonzaga serão atendidas inicialmente 48 famílias, em três grupos de 16, com intervalos de cerca de três meses entre cada etapa. O município constituiu um comitê gestor local, com participação da Secretaria Municipal de Agricultura, UERGS, Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Escola Técnica Estadual Cruzeiro do Sul e Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural, que acompanhará a execução das ações. O objetivo central é promover o uso adequado e a recuperação do solo, visando garantir sustentabilidade e produtividade às unidades familiares, consideradas fundamentais para a base econômica regional.

Fonte: Rádio São Luiz

Presidente da Conab detalha safra recorde nacional e aponta retração na produção gaúcha

Foto: Arquivo Edegar Pretto

Durante entrevista concedida à Rádio São Luiz nesta terça-feira, 16 de setembro 2025, o presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Edegar Pretto, detalhou os resultados do 12º e último levantamento da safra 2024/2025, confirmando que o Brasil atingirá um volume recorde de produção de grãos e explicando os fatores que sustentam esse desempenho, além de abordar o cenário do Rio Grande do Sul e a metodologia utilizada pela estatal para estimar a produção agropecuária.

Segundo Edegar, a safra nacional deverá alcançar 350,2 milhões de toneladas, um crescimento de 16,3% em relação ao ciclo anterior, representando 49,1 milhões de toneladas a mais. Ele atribuiu esse resultado à combinação de fatores como a ampliação da área plantada — agora estimada em 81,74 milhões de hectares —, condições climáticas favoráveis, avanço tecnológico no campo e políticas públicas voltadas ao financiamento agrícola. Entre os destaques nacionais, estão os recordes de produção de soja (171,47 milhões de toneladas), milho (139,70 milhões), algodão em pluma (4,06 milhões) e o crescimento expressivo da produção de arroz, estimada em 12,76 milhões de toneladas.

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Edegar ressaltou que a alta produtividade fortalece tanto o abastecimento interno quanto as exportações, com a abertura de 432 novos mercados agrícolas internacionais, incluindo o recente acordo de cooperação com o México, que habilitou 14 frigoríficos brasileiros para exportação de carne ao país. Também destacou o papel da produção de grãos na indústria de biocombustíveis, citando que mais de 25% do milho brasileiro é destinado à produção de etanol, o que contribui para a soberania energética nacional.

Ao abordar o cenário do Rio Grande do Sul, Edegar explicou que, apesar de o estado continuar como o quarto maior produtor nacional, houve uma redução de 7,8% na produção total, estimada em 35,9 milhões de toneladas frente às 38,92 milhões da safra anterior. A queda está relacionada principalmente às perdas na soja, cuja produção recuou 23,6% em razão da estiagem e das ondas de calor durante a floração e o enchimento de grãos. Em contrapartida, houve crescimento em outras culturas, com destaque para o arroz (8,73 milhões de toneladas, aumento de 22%), o milho 1ª safra (5,43 milhões de toneladas, alta de 12%) e o feijão (73,5 mil toneladas, elevação de 2,5%).

O presidente da Conab também detalhou a nova metodologia de estimativas agrícolas, que combina sensoriamento remoto por satélite e dados de campo fornecidos por técnicos, universidades, institutos federais e produtores. O objetivo é aprimorar a precisão das previsões mensais sobre os 16 principais grãos e outros produtos como carnes, açúcar e café. Edegar mencionou ainda uma parceria com o Banco do Brasil, que compartilha análises de mercado com a estatal para subsidiar decisões sobre crédito agrícola.

Sobre o endividamento do setor agrícola gaúcho, Edegar relatou que o governo federal destinou R$ 12 bilhões para renegociação de dívidas rurais, com condições diferenciadas para pequenos, médios e grandes produtores que registraram perdas de safra e tiveram decretada situação de emergência nos últimos cinco anos. Segundo ele, a expectativa é alcançar 96% dos pequenos e médios agricultores e mais de 85% dos grandes produtores do estado, garantindo novo acesso ao crédito e viabilizando a continuidade da produção

Ao final da entrevista, Edegar Pretto enfatizou que a Conab retomou políticas de estoque regulador de arroz, milho e trigo, comprando grãos quando os preços caem para sustentar o produtor e liberando os estoques quando os valores sobem, com o objetivo de equilibrar os preços ao consumidor. Também citou a operação de contratos de opção de venda de arroz, com pagamento de R$ 87,62 por saca aos produtores que aderiram, valor superior à média atual de R$ 66,67 no mercado gaúcho

Fonte: Rádio São Luiz

3° Seminário de Conservação de Solo e Água será realizado durante a Expo São Luiz

Foto: Canva/Ilustrativa

A terceira edição do Seminário de Conservação de Solo e Água está marcada para o dia 1° de outubro, durante a Expo São Luiz 2025. O evento é organizado pela UERGS (Universidade Estadual do Rio Grande do Sul), com apoio de entidades do meio rural. Neste ano, o tema será “Estratégias de manejo de solo e de plantas frente a irregularidades das chuvas”.

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Professora da UERGS São Luiz Gonzaga, Rosicler Backes explica que o objetivo é dar sequência as debates sobre a realidade da produção agrícola na região, principalmente, diante dos desafios climáticos enfrentados nos últimos anos. “Estamos realizando esse seminário com esse foco, porque a escassez ou excesso de chuvas, às vezes, ocorre até dentro de uma mesma safra”, pontua a coordenadora do evento.

O seminário será realizado no Auditório central do Parque de Exposições do Sindicato Rural. A abertura está prevista para às 13h, seguida de palestra com o tema “Diversificação de culturas” pela professora Rosicler. Em seguida, acontece a palestra com o tema do evento: “Estratégias de manejo de solo e de plantas frente a irregularidades das chuvas no RS”, com José Eloir Denardin, especialista da Embrapa Trigo Passo Fundo.

Ás 15h10 serão apresentados resultados da Unidade de Referência em Solos, do Grupo Conservadores de solos de Santo Ângelo e da Emater RS/Ascar. Em seguida, ocorre um breve intervalo e às 15h45 iniciam as atividades práticas de manejo, incluindo um simulador de chuva e plantas de serviço. O encerramento está previsto para as 16h45.

Em relação à diversificação de culturas, Rosicler ressalta a importância das plantas de cobertura e de compreender as características do solo no momento da produção. “Nós temos que pensar que solo é cobertura e é estrutura. Então, coisas um pouco diferentes, mas estão interligadas. Preciso saber que tipo de planta é mais adequada para as condições que encontro hoje nos solos”, exemplifica a professora.

Rosicler ressalta que, embora o foco seja para produtores, o 3° Seminário de Conservação de Solo e Água é aberto ao público em geral.

Fonte: Rádio São Luiz

Como emitir GTA e as exigências para circulação de animais durante a Semana Farroupilha

Foto: Divulgação/Seapi-RS

Durante a Semana Farroupilha, o deslocamento de animais aumenta nos municípios da região e do Rio Grande do Sul, principalmente de cavalos, utilizados em cavalgadas, desfiles e atividades campeiras. Esse movimento aumenta o risco de disseminação de doenças, o que serve de alerta para a legislação sanitária. A Inspetoria de Defesa Agropecuária de São Luiz Gonzaga atua na fiscalização e emissão de Guias de Trânsito Animal (GTA), documento obrigatório para a circulação de animais.

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Médica veterinária fiscal estadual agropecuária, Renata Franco Antocheviez Stacowski explica o papel da inspetoria e a importância de cumprir a legislação para o transporte legal e seguro de animais durante os festejos farroupilhas. No Rio Grande do Sul, existe uma série de exigências descritas na Seção de Inspeção Sanitária em Eventos Agropecuários.

“Existem as exigências documentais e, depois, a verificação in loco da situação da sanidade desse animal e dessa regularidade pelo habilitado no evento. Esse é o papel da inspetoria: a defesa sanitária animal com relação à aglomeração desses animais nos eventos”, destaca Renata. No de equinos, para a emissão de GTA são necessários exames em dia, como de anemia infecciosa equina, além das vacinas, como da Influenza equina.

A fiscal agropecuária ressalta que os exames precisam estar com a validade, pelo menos, até o final das atividades farroupilhas, no dia 21 de setembro. A solicitação da Guia de Trânsito Animal pode ser feita presencialmente, na Inspetoria de Defesa Agropecuária, ou pela internet, na plataforma Galope.

Segundo Renata, as GTAs emitidas no período da Semana Farroupilha servem para as atividades ao longo das celebrações farroupilhas, porém, a recomendação é para que o pedido seja feito com antecedência, principalmente, para pessoas interessadas em participar do desfile do dia 20 de setembro e que ainda não tenham GTA. Esse cuidado ajuda a evitar imprevistos, como no caso dos produtores terem sua ficha bloqueada, o que pode ocorrer caso a declaração anual de rebanho não tenha sido feita.

Em caso de circulação de animais sem a guia, a multa prevista é de cerca de 100 Unidades de Padrão Fiscal (UPFs), com valor em torno de R$27,13 cada, podendo chegar a quase R$3 mil reais no total. Porém, Renata ressalta que o foco da inspetoria é a prevenção e a conscientização. “Nós, fiscais estaduais agropecuários, trabalhamos em conjunto com os proprietários com o fim de proteção da sanidade animal do Estado. Essa é a nossa intenção, mais do que exigir condições para participação ou condições de emissão de guias de trânsito”, pontua a médica veterinária.

Fonte: Rádio São Luiz

Encontro debate futuro do fornecimento de energia elétrica nas Missões

Foto: Divulgação/Cermissões

O fornecimento de energia elétrica na região das Missões foi tema de uma reunião na última sexta-feira, 12 de setembro, na sede da Cermissões, em Caibaté, O foco da discussão foi o aumento do consumo de energia nos últimos anos. Segundo dados apresentados no encontro, a demanda contratada da cooperativa passou de 48 mil kilowatts em 2021 para 84 mil kw em 2024, um crescimento de 16% apenas nesse período.

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O aumento de consumo de energia está associado às necessidades da produção agrícola, como a irrigação e o avanço da armazenagem de grãos. A reunião contou com participação de autoridades políticas, representantes de órgãos governamentais, como o Ministério de Minas e Energia (MME) e a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), cooperativas de eletrificação, empresas fornecedoras de energia e entidades do setor agrícola. O objetivo foi debater alternativas para garantir a expansão e a segurança do fornecimento de energia elétrica nas Missões.

Segundo o presidente da Cermissões, Diamantino Marques dos Santos, a crescente demanda pode gerar a falta de energia na região dentro de alguns anos. “Esse tipo de reunião vai continuar”, enfatizou o gestor, sobre a necessidade de união entre as cooperativas para buscar soluções para o aumento da demanda. Entre as alternativas apresentadas na reunião estão a construção de novas subestações, o rebaixamento de linhas de transmissão e a modernização da infraestrutura existente.

Diamantino citou os investimentos feitos pela Cermissões para reforçar e renovar as linhas de transmissão em diferentes pontos da região. Segundo os dados da cooperativa, foram investimentos mais R$19 milhões em 2024, com destaque para: R$ 12 milhões aplicados na Subestação de São Luiz Gonzaga; R$ 5,5 milhões na interligação Roque Gonzales–Porto Xavier e R$ 4,7 milhões na duplicação da rede Santo Ângelo–Entre-Ijuís.

Um dos idealizadores do encontro, o senador Luiz Carlos Heinze (PP) mencionou os desafios enfrentados pelos produtores rurais e a necessidade de aumentar a capacidade de irrigação na região. “Temos que resolver esse impasse e seguramente essas obras vão acontecer. Esse grupo todo de entes privados, governos Federal e estadual, vão criar um programa das principais obras que nós precisamos fazer de redes de transmissão e também subestações para chegar ao produtor rural”, afirmou.

Representante da RGE, Antônio Marcos Vieira Santos avaliou como positiva a reunião e mencionou a importância da parceria com as cooperativas. Segundo ele, o aumento da demanda por energia elétrica afeta outras regiões do Estado e demanda cuidados, devido a necessidade de renovação de linhas de transmissão, mantendo a segurança. “A gente precisa se unir como povo gaúcho para mostrar o poder do nosso agronegócio e ele precisa de uma atenção especial, precisa de expansão e a Cermissões se coloca como protagonista nesse sentido”, complementou.

Foto: Divulgação/Cermissões

Foto: Divulgação/Cermissões

Fonte: Rádio São Luiz

Paulo Pires cobra políticas públicas para o agro e destaca obras comunitárias em São Luiz Gonzaga

Foto: Coopatrigo

A Coopatrigo, presidida por Paulo Cezar Vieira Pires, que também ocupa a presidência da FecoAgro/RS, tem reforçado sua atuação em duas frentes distintas: a defesa de políticas públicas mais consistentes para o setor agropecuário e a realização de ações comunitárias em São Luiz Gonzaga/RS.

Em sua entrevista a Rádio São Luiz nesta sexta-feira, 05 setembro 2025, Paulo destacou que o agronegócio brasileiro sofre com a ausência de uma política agrícola estruturada. Ele aponta a necessidade de mecanismos de seguro rural mais eficiente, de maior atenção à agricultura e de ações governamentais capazes de oferecer previsibilidade ao setor. Para o presidente, o agro é uma “indústria a céu aberto”, sujeita a perdas totais em curtos períodos, o que exige políticas públicas adequadas. Ele também comentou a mais recente medida anunciada pelo governo federal, que prevê R$ 10 bilhões para renegociação de dívidas rurais. O valor, segundo Paulo, é insuficiente diante da demanda de aproximadamente R$ 30 bilhões apenas para o Rio Grande do Sul. A proposta em negociação prevê até nove anos de prazo para pagamento, dois anos de carência e juros de 6% para pequenos produtores, 8% para médios e 10% para grandes.

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Apesar das limitações, Pires avalia que o programa pode amenizar parcialmente o endividamento e permitir que agricultores mantenham condições de crédito e acesso ao plantio da safra de verão. Para ele, as entidades representativas têm buscado convergência diante das dificuldades, mas ainda falta protagonismo do poder público em apresentar soluções de longo prazo.

Paralelamente ao debate sobre o agronegócio, a Coopatrigo mantém investimentos comunitários em São Luiz Gonzaga. Duas ações recentes se destacam: a reforma e modernização do acesso ao Ambulatório do Hospital São Luiz Gonzaga, que contou com projeto da arquiteta Katiúze Nonemacher, cobertura ampliada e pavimentação do acesso, e a iluminação da Igreja Matriz, um dos principais cartões-postais da cidade. As iniciativas reforçam a presença da cooperativa em setores estratégicos como saúde e patrimônio histórico.

Foto: Assessoria de Comunicação e Marketing

Pires ressalta que a participação da cooperativa em projetos comunitários não substitui a responsabilidade do setor público, mas representa o compromisso da entidade com a região. Ele defende que a Prefeitura e a Câmara de Vereadores de São Luiz Gonzaga assumam maior protagonismo em políticas de desenvolvimento, a exemplo de municípios como Santa Rosa, Ijuí e Cruz Alta, que consolidaram estratégias de crescimento regional. Segundo o dirigente, cabe às lideranças locais articular parcerias que unam poder público e entidades privadas.

As iniciativas comunitárias da Coopatrigo, somadas ao debate em torno das políticas agrícolas, inserem-se no contexto do Ano Internacional das Cooperativas, instituído pela Organização das Nações Unidas em 2025 com o lema “As Cooperativas constroem um mundo melhor”. A cooperativa, ao mesmo tempo, em que enfrenta os desafios do setor agropecuário, mantém presença ativa em projetos de impacto social, cultural e estrutural em São Luiz Gonzaga.

Fonte: Rádio São Luiz

Construção de estrada perimetral pretende facilitar escoamento da produção de grãos em Bossoroca

Foto: Divulgação/Coopatrigo

Uma estrada perimetral será construída no trecho de ligação das comunidades do Rincão dos Fabrícios e Sobrado com a RS-168, em Bossoroca. A obra foi anunciada nesta sexta-feira, 29 de agosto, após visita de representantes da administração municipal de Bossoroca na sede da Coopatrigo. O objetivo da obra é facilitar o escoamento da produção agrícola dos associados da cooperativa e retirar o fluxo de caminhões que passam pelo centro da cidade.

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Participaram do encontro o prefeito de Bossoroca, Beto Nascimento (PP), o Secretário de Obras, Marcelo Andres Aquino e o engenheiro civil Marcelo Bordinhão, além do presidente da Coopatrigo, Paulo Pires. A saída da estrada perimetral está prevista para ser em frente à Unidade II da Coopatrigo. Uma segunda obra também será desenvolvida no acesso secundário que terá um trecho pavimentado com concreto usinado.

O investimento leva em consideração o fato de ser uma região com produção expressiva de grãos e que, atualmente, precisa ser transportada pelo centro da cidade para acessar a RS-168, passando por áreas com escolas e grande movimentação de pessoas. Ainda não foram divulgados os valores a serem destinados para a obra ou a previsão de início dos trabalhos.

Em nota, o presidente da Coopatrigo celebrou a iniciativa e mencionou a importância do trabalho em conjunto com as prefeituras da região. ‘Ficamos muito satisfeitos quando o poder público se preocupa com a infraestrutura, beneficiando também os empreendedores que geram recursos para os municípios e a Coopatrigo tem recebido uma atenção especial de várias prefeituras da região. Além desta obra de Bossoroca, registramos a iniciativa do Rolador, através do prefeito João Alberto Gomes (PP), que realizou a pavimentação da estrada em frente a Unidade daquele município”, afirmou Paulo Pires.

Fonte: Rádio São Luiz

Conservação e restauração são caminhos para produzir alimentos em equilíbrio com a natureza

Foto: Acervo DUC/SEMA-RS

Combinar conservação com restauração é uma alternativa para produzir alimentos em equilíbrio com a natureza, principalmente, em um contexto de mudanças climáticas. No quinto e último episódio da série “Do Clima ao Campo“, da Rádio São Luiz, especialistas e produtores descrevem a importância de adotar estratégias ecológicas no campo, diversificar culturas e valorizar os saberes dos povos originários do Pampa.

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A agroecologia ou agricultura orgânica é uma das alternativas para se produzir de forma mais equilibrada. Henrique Braun Schneiders é produtor rural do Distrito de Santa Inês, no interior de São Luiz Gonzaga. Há cinco anos, ele passou a fazer parte de um grupo de produtores de agricultura orgânica certificada na região das Missões. “O principal é compreender a vida da propriedade, como se dá a vida do solo, das plantas”, destaca ele, sobre a produção agroecológica.

Professor de Gestão Ambiental da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), Rafael Cruz defende a importância de repensar alguns aspectos sobre a forma de produzir, reduzindo a dependência da mecanização e de insumos químicos. Ele também defende políticas públicas para estimular a permanência das famílias no meio rural.

“A transição agroecológica na situação da mudança climática é uma questão de responsabilidade socioambiental. A nossa Constituição diz que a propriedade da terra tem responsabilidade socioambiental, só que isso não está regulamentado no nosso sistema de financiamento”, aponta Rafael. Para o professor da Unipampa, é necessário criar linhas de financiamento para estimular pequenos produtores a adotarem, por exemplo, sistemas agroflorestais de plantio.

Engenheira florestal e professora da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Ana Paula Rovedder trabalha com restauração ecológica de ecossistemas e dá exemplos de alternativas para preservar o Pampa gaúcho. Segundo ela, a preservação ambiental é essencial também como forma de preservar o legado cultural do bioma, responsável por formar a identidade gaúcha.

“Uma das principais riquezas do Rio Grande do Sul são serviços ecossistêmicos prestados pelo campo nativo. Nós também temos que conservar o próprio potencial produtivo da pecuária do Pampa, criando, inclusive, selos de origem”, aponta Ana Paula. Ela também comenta sobre a importância de incluir nas discussões e ouvir os povos tradicionais do Pampa, como comunidades indígenas, quilombolas, ciganos, benzedeiras, pomeranos, além dos próprios pecuaristas e agricultores familiares.

Confira o quinto episódio da série “Do Clima ao Campo” na íntegra:

Confira também os episódios anteriores:

Episódio 1 – O que são as mudanças climáticas e como elas afetam o Rio Grande do Sul e as Missões?

Episódio 2 – As principais ameaças à biodiversidade gaúcha e estratégias para preservação ambiental

Episódio 3 – A pecuária familiar nas Missões e os cuidados com o solo no Pampa

Episódio 4 – Agricultura familiar e estratégias para produzir e cuidar do solo diante de extremos do clima

Fonte: Rádio São Luiz

O papel da agricultura familiar e do cuidado com o solo diante de extremos climáticos

Foto: Fernando Dias/SEAPI-RS

A agricultura familiar é uma das atividades mais tradicionais na região das Missões e no Rio Grande do Sul. Ao mesmo tempo, a produção de alimentos no campo tem sido fortemente afetadas pelos extremos climáticos. No quarto episódio da série “Do Clima ao Campo”, da Rádio São Luiz, são apresentadas alternativas para a agricultura no contexto de mudanças climáticas, principalmente no tratamento do solo.

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Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), disponíveis no Painel do Agronegócio, mostram que existem mais de 360 mil estabelecimentos agropecuários no Rio Grande do Sul. Mais de 60% deles possuem menos de 20 hectares. Segundo a classificação do Censo, 80,5% dos estabelecimentos foram considerados como de agricultura familiar, com 25,3% de toda a área cultivada no Estado.

Mais de 716 mil pessoas trabalham com a agricultura familiar no RS, sendo a maioria em lavouras e pastagens. O estado também conta com 1.573 agroindústrias familiares. Na região das Missões, os dados indicam a existência de pelo menos 74 agroindústrias onde trabalham cerca de 38 mil pessoas.

Professora da UERGS São Luiz Gonzaga, Rosicler Backes lista algumas estratégias que podem ser adotadas para produzir de modo mais resiliente, como diversificar culturas e aumentar a cobertura permanente do solo. “Quando se está conservando o solo, se está conservando água também. E esses são dois recursos indispensáveis para a vida na Terra. O solo é a base para produção de alimentos e a sustentação de toda essa biodiversidade que nós temos. sendo responsável pelo ciclo da água e, logo, pela regulação do clima”, explica.

Para Eduardo Martins, presidente do Grupo de Agricultura Sustentável (GAAS), o cuidado com o solo é essencial para manter as características biológicas do solo. Uma das alternativas trabalhadas pelo grupo é reduzir o uso de insumos químicos e da mecanização pesada sobre o solo, técnicas que prejudicam o sistema vivo da terra e sua capacidade de reter água, por exemplo.

Uma das estratégias para trabalhar a conservação do solo no Rio Grande do Sul e nas Missões é o Programa Operação Terra Forte, com investimento de R$300 milhões do Fundo de Reconstrução do RS (Funrigs). “Vai nos possibilitar fazer um olhar para a questão do solo que é a base da produção”, explica Dante Trindade, chefe do escritório da Emater RS/Ascar São Luiz Gonzaga.

Confira o episódio na íntegra:

Fonte: Rádio São Luiz

Luís Fernando Pires explica mobilização para aprovação do PL 5122 e renegociação de dívidas de produtores

Foto: Evelise Oliveira/Rádio São Luiz

O PL 5122/2023 que trata da renegociação de dívidas de crédito rural poderá ter requerimento de urgência aprovado nesta semana no Senado Federal. A informação foi repassada por Luís Fernando Cavalheiro Pires, advogado especialista em Direito Agrário e assessor da presidência da Farsul (Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul). Em entrevista nesta segunda-feira, 25 de agosto, ao programa Olho Vivo, Luís Fernando descreveu visita à Brasília para discutir o projeto.

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Luís Fernando explicou que o requerimento de urgência permitiria que o projeto fosse diretamente para votação em plenário, sem precisar passar pelas comissões. O PL 5122/2022 já foi aprovado pela Câmara e está aguardando designação de relator pela mesa diretora do Senado. Segundo ele, a expectativa é que o requerimento de urgência seja discutido nesta terça-feira (26) pelos líderes dos partidos.

O assessor pontuou que a proposta prevê um alongamento dos passivos de produtores rurais, com um prazo de dez anos para pagamento e três de carência, podendo estender para 15 de pagamento, além de limite de R$10 milhões. Luís Fernando acrescentou que a intenção é utilizar recursos do Fundo Social do Pré-Sal.

Em relação ao debate para aprovação do projeto, Luís Fernando citou o desafio de mobilizar e sensibilizar o governo federal. Após um período de recesso legislativo, a intenção da Farsul é discutir com os parlamentares e, se necessário, organizar novas manifestações. “Vamos cobrar e fazer reuniões com nossos representantes e com o governo federal – que está com a caneta na mão – tenha um olhar diferente para o campo, o que até o momento não aconteceu”, afirmou Luís Fernando.

Na entrevista, o assessor comentou sobre as discussões em torno do marco temporal para demarcação de terras indígenas no Brasil. Luís Fernando também respondeu sobre a intenção de concorrer ao legislativo gaúcho em 2026, principalmente para representar o setor agrícola na Assembleia. “Esse é um assunto que vai vir em 2026, mas estamos nos apresentando à população”, disse.

Confira a entrevista na íntegra no Facebook da Rádio São Luiz.

Fonte: Rádio São Luiz

Iniciada nas Missões, pecuária familiar pode ser chave para preservação do Pampa e resiliência climática

Foto: Divulgação/Emater-RS Ascar

A pecuária familiar é uma das atividades mais tradicionais na região das Missões e no Rio Grande do Sul. Os jesuítas foram os responsáveis por introduzir o gado no território gaúcho no século XVII e, com o tempo, a atividade se consolidou, principalmente no Pampa. No terceiro episódio da série “Do Clima ao Campo”, da Rádio São Luiz, especialistas e produtores descrevem o papel da pecuária familiar para a preservação da biodiversidade e para a resiliência climática no Rio Grande do Sul.

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Biólogo e consultor ambiental, Eduardo Vélez explica que a pecuária se adaptou bem com os campos nativos do Pampa e, por isso, a atividade possui menor impacto nas características desse bioma, o que contribui para sua preservação. “Quando a gente tem a vegetação campestre nativa em uma determinada área de determinada paisagem, temos uma melhor infiltração da água no solo”, complementa.

Nesse contexto, a pecuária ajuda no cuidado com o solo, um dos aspectos chave para a mitigação de eventos extremos de chuva e seca. Professora da UERGS São Luiz Gonzaga, Rosicler Backes explica que esses fatores possuem impacto na fertilidade do solo e, consequentemente, também na produção agrícola no campo. “A biodiversidade microbiana e a disponibilidade de nutrientes é essencial para manter a capacidade de retenção de água no solo”, pontua ela.

Chefe do escritório da Emater RS/Ascar em São Luiz Gonzaga, Dante Trindade ressalta a importância de trabalhar técnicas como o pastoreio rotativo e o piqueteamento, como alternativas para a pecuária familiar nos campos nativos, de forma a integrar a produção com a preservação da biodiversidade.

Agnaldo Barcelos, tesoureiro da Fetag-RS (Federação de Trabalhadores Familiares do Rio Grande do Sul) e pecuarista familiar, ressalta a importância da conscientização dos produtores em temas como a resiliência climática e o manejo adequado do solo. “A agricultura e a pecuária familiar podem ser parte fundamental da resposta ao enfrentamento e às novas adequações que nós precisamos fazer enquanto sociedade, enquanto condição de produção de alimentos no Rio Grande do Sul”, ressalta ele.

Confira o terceiro episódio da série “Do Clima ao Campo”:

Episódio 1: Mudanças climáticas afetam regime de chuvas na região das Missões e no RS

Episódio 2: Preservação dos biomas gaúchos ajuda a mitigar eventos extremos 

Fonte: Rádio São Luiz

Preservação dos biomas gaúchos ajuda a mitigar eventos extremos

Campos nativos do Pampa – Foto: Diego Pereira/Sema-RS

O Pampa e a Mata Atlântica são os dois biomas presentes no Rio Grande do Sul. A região das Missões fica em uma área de transição entre eles, mas na maior parte do Estado, o Pampa é o bioma que predomina, ocupando aproximadamente 69% do território gaúcho. No segundo episódio da série “Do Clima ao Campo”, da Rádio São Luiz, são descritos os desafios e as ameaças à preservação da biodiversidade gaúcha, assim como os benefícios da preservação ambiental no contexto de mudanças climáticas.

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Preservar a vegetação nativa possui ligação direta com a mitigação de eventos extremos de chuva e seca, principalmente, devido a capacidade dos ecossistemas em reservar a absorver água. No caso do Pampa, a principal característica do bioma são os campos nativos. Porém, desde 1985, o Pampa perdeu 3,8 milhões de hectares de vegetação, segundo dados do MapBiomas.

Biólogo e consultor ambiental, Eduardo Vélez explica que é preciso adaptar a maneira de lidar com os biomas diante das mudanças climáticas e de eventos extremos. “Temos que entender que a vegetação nativa é nossa aliada e desenvolver maneiras mais inteligentes de conviver com ela, porque a vegetação nativa é protetora, inclusive, da produção agrícola”, pontua, ao mencionar o papel da polinização para o desenvolvimento de plantas e culturas agrícolas.

O avanço de monoculturas é o principal fator que afeta os campos nativos do Pampa. Além disso, o bioma é o menos protegido do Brasil, com apenas cerca de 3% da sua área está protegida por unidades de conservação. Um dos reflexos da transformação do Pampa é a perda da capacidade do solo em reservar água. 

Professor de Gestão Ambiental na Universidade Federal do Pampa (Unipampa), Rafael Cabral Cruz aponta que a tendência é de que o intervalo entre períodos de chuva aumente no Rio Grande do Sul, com precipitações mais intensas em pouco tempo. 

“E a chave para mitigar impactos dessa mudança climática nas nossas bacias hidrográficas é, portanto, aumentar o armazenamento de água na terra. Isso só é possível aumentando a profundidade de raízes, ocupando essa profundidade de raízes”, comenta Rafael. Segundo ele, é necessário estimular a transição agroecológica e a diversificação de culturas agrícolas.

Confira o episódio completo:

Fonte: Rádio São Luiz