Paulo Pires avalia Plano Safra 2025/2026 e alerta para falta de ações concretas no seguro rural

Foto: Rádio São Luiz
O presidente da Coopatrigo e da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado (FecoAgro), Paulo Cezar Vieira Pires, concedeu entrevista à Rádio São Luiz para analisar os principais pontos do recém-anunciado Plano Safra 2025/2026. A medida, divulgada em duas etapas pelo governo federal, contemplou linhas de crédito para a agricultura familiar e empresarial, totalizando R$ 516 bilhões em recursos disponíveis por meio do sistema financeiro nacional.
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Segundo Paulo Pires, embora o volume financeiro anunciado tenha sido mantido em relação ao ciclo anterior, apenas 22% dos valores terão juros equalizados, ou seja, com participação direta do governo federal. Os demais recursos estão vinculados a instituições financeiras privadas ou públicas, sem subvenção de taxas, o que reduz a atratividade para investimentos de médio e longo prazo, especialmente diante de um cenário com taxa Selic elevada. O dirigente também criticou a ausência de medidas concretas para o seguro rural, considerado fundamental para a sustentabilidade da produção diante dos riscos climáticos recorrentes.
Ao tratar do endividamento agrícola, Paulo Pires destacou que o discurso do ministro da Agricultura reconheceu a situação crítica enfrentada pelos produtores do Rio Grande do Sul, especialmente em razão de perdas consecutivas causadas por estiagens e, mais recentemente, por enchentes. O dirigente afirmou que há uma sinalização política para a criação de mecanismos de renegociação de dívidas, com possibilidade de carência e prazos estendidos, embora ainda não exista uma solução formal. Ressaltou que, caso não haja medidas efetivas, muitos produtores não terão condições de realizar o plantio da próxima safra de verão.
Outro tema abordado foi a retração na área plantada com trigo no estado. De acordo com o presidente da Coopatrigo, a estimativa de redução pode chegar a 18%, reflexo direto da insegurança econômica, da ausência de políticas de seguro agrícola eficientes e do alto custo de produção. Ele enfatizou a importância das culturas de inverno como cobertura de solo e estratégia de manejo agrícola sustentável, mas alertou que o atual contexto econômico inibe investimentos na diversificação da produção.
A entrevista também abordou a importância do cooperativismo, cuja data internacional é celebrada em 5 de julho. Segundo os dados apresentados na Expressão do Cooperativismo Gaúcho, evento promovido pela Organização das Cooperativas do Estado do Rio Grande do Sul (Ocergs), o setor registrou crescimento de 8% no Rio Grande do Sul em 2024, com destaque para os ramos de crédito e infraestrutura. Pires destacou o papel das cooperativas de crédito como agentes financiadores da produção rural e salientou o desempenho estável das cooperativas de energia na região missioneira, em contraste com as recorrentes falhas no serviço prestado por concessionárias tradicionais.
Ainda no campo institucional, Paulo Pires participou, na segunda-feira anterior, de uma reunião na Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), com o deputado federal Afonso Hamm, tratando do endividamento rural e propondo encaminhamentos viáveis, como dois anos de carência e prazos de dez anos para amortização.
Sobre a participação da Coopatrigo na Expo São Luiz 2025, o presidente destacou que a cooperativa terá programação técnica diversificada durante a feira, reforçando seu compromisso com o desenvolvimento regional.
Segundo ele, em momentos de dificuldades econômicas, como os atuais, a feira se configura como uma oportunidade de articulação institucional e fortalecimento da economia local, que sofre os efeitos diretos da crise no setor primário, pilar econômico do estado do Rio Grande do Sul.
Fonte: Rádio São Luiz
Rio Grande do Sul entra em período de vazio sanitário da soja para controle da ferrugem asiática

Foto: Canva/Ilustrativa
Iniciou nesta quinta-feira, 3 de julho 2025, o período de vazio sanitário da soja no Rio Grande do Sul. A medida segue vigente até o dia 30 de setembro e proíbe a presença de plantas vivas de soja em qualquer fase de desenvolvimento nas lavouras do estado. Instituído por meio da Portaria nº 1.217/2025 do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o vazio sanitário é uma das principais estratégias para o controle da ferrugem asiática da soja, doença que afeta diretamente a produtividade da cultura.
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A mesma portaria estabelece também o calendário de semeadura da safra 2025/2026 no território gaúcho, que deverá ocorrer entre 1º de outubro de 2025 e 28 de janeiro de 2026. O intervalo entre a retirada total das plantas de soja e o início do plantio da nova safra é considerado essencial para interromper o ciclo do fungo causador da ferrugem asiática, o Phakopsora pachyrhizi. Essa doença é apontada como uma das mais severas na cadeia produtiva da soja, com alto potencial de disseminação e perdas econômicas.
No Rio Grande do Sul, o monitoramento da doença é conduzido pelo programa Monitora Ferrugem RS, que atua na detecção da presença de esporos nas principais regiões produtoras. A metodologia adotada envolve a coleta de dados sobre esporos e variáveis meteorológicas, resultando na elaboração de mapas que indicam as condições favoráveis ao desenvolvimento da ferrugem. Esses dados são utilizados por técnicos e produtores rurais para orientar decisões sobre o manejo e o uso racional de defensivos agrícolas.
O cumprimento do vazio sanitário é de responsabilidade dos produtores rurais, que devem eliminar plantas voluntárias e restos culturais que possam servir de hospedeiros ao fungo. A fiscalização é realizada pelos órgãos de defesa agropecuária, em articulação com entidades públicas e privadas ligadas ao setor.
Fonte: Rádio São Luiz
Programa Terra Forte destina R$ 300 milhões à agricultura familiar e avança com implantação em São Luiz Gonzaga

Foto: Canva/Ilustrativa
O Governo do Estado do Rio Grande do Sul inicia, a partir do dia 15 de julho de 2025, o período de inscrições para a Operação Terra Forte, programa executado pela Emater/RS-Ascar com foco na recuperação socioprodutiva e ambiental da agricultura familiar, além do fortalecimento da resiliência climática no meio rural. A iniciativa integra o Plano Rio Grande, estratégia estadual voltada à reconstrução do estado após os eventos climáticos extremos ocorridos nos primeiros meses do ano.
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O programa é destinado a agricultores e pecuaristas familiares que se enquadrem nos critérios da Lei Federal nº 11.326/2006 e da Lei Estadual nº 13.515/2010. Para participar, é necessário que o núcleo familiar resida no imóvel rural beneficiado, com comprovação de necessidade de recuperação do solo na atividade produtiva e adesão às práticas recomendadas pela assistência técnica. O processo também prioriza a participação de jovens e mulheres na condução das atividades produtivas, além de valorizar cadeias com relevância socioeconômica e potencial de replicação.
As inscrições devem ser realizadas presencialmente no Escritório Municipal da Emater, mediante apresentação de documentação de identificação e comprovação da condição de beneficiário conforme os critérios técnicos estabelecidos.
Com investimento inicial de R$ 300 milhões, oriundos do Fundo de Reconstrução do Rio Grande do Sul (Funrigs), a Operação Terra Forte é considerada a maior ação pública de recuperação de solos já implementada no Estado. A atuação da Emater/RS-Ascar prevê diagnósticos nas propriedades, elaboração de planos individuais de recuperação, apoio com patrulhas agrícolas mecanizadas, assistência técnica continuada e implantação de tecnologias sustentáveis com base na Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC+).
A estimativa é de que 15 mil unidades familiares sejam diretamente beneficiadas, com possibilidade de alcance indireto a cerca de 150 mil propriedades por meio da difusão de práticas sustentáveis. A execução será estruturada em quatro eixos: transferência direta de recursos de até R$ 30 mil por família; assistência técnica e difusão tecnológica; apoio mecanizado aos municípios; e governança com participação institucional.
Em São Luiz Gonzaga/RS, a mobilização para implementação local da Operação Terra Forte terá início na quinta-feira, 3 de julho. Às 13h30min, será realizada reunião na Associação dos Funcionários da Coopatrigo, com o objetivo de apresentar o programa à comunidade e oficializar a instalação do Comitê Gestor local, que será responsável pelo acompanhamento da execução e articulação das ações no município.
Fonte: Rádio São Luiz
Governo Federal lança Plano Safra 2025/2026 com R$ 516,2 bilhões para a agricultura empresarial

Foto: Canva/Ilustrativa
O Governo Federal lançou nesta terça-feira, 1º de julho 2025, com o lema “Força para o Brasil crescer”, o Plano Safra 2025/2026, voltado ao financiamento da agricultura empresarial no Brasil. O montante total anunciado é de R$ 516,2 bilhões, representando um acréscimo de R$ 8 bilhões em relação ao ciclo anterior. O crédito contemplará médios e grandes produtores rurais, cooperativas e agroindústrias, com foco em custeio, comercialização e investimentos no setor agropecuário.
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Do total disponibilizado, R$ 447 bilhões serão destinados a grandes produtores e cooperativas, e R$ 69,1 bilhões ao Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp). As operações de custeio e comercialização receberão R$ 414,7 bilhões, enquanto R$ 101,5 bilhões serão aplicados em investimentos. As taxas de juros variam conforme o perfil do beneficiário e o tipo de operação. Para custeio e comercialização, os juros são de 10% ao ano no Pronamp e 14% para os demais. Para investimentos, variam entre 8,5% e 13,5% ao ano, conforme o programa acessado.
Uma das principais mudanças da nova edição é a obrigatoriedade do cumprimento das recomendações do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para o crédito de custeio, inclusive em contratos que não utilizam o Proagro. A medida visa evitar liberações de crédito fora dos períodos ou áreas indicadas, reforçando a segurança climática das lavouras. A exceção se aplica a culturas ou municípios sem zoneamento vigente.
Entre as inovações operacionais, está a autorização para o financiamento de insumos, como rações e medicamentos veterinários, adquiridos até 180 dias antes da contratação do crédito. Também foi incorporada à linha de custeio a possibilidade de financiamento da produção de sementes e mudas de essências florestais, bem como de culturas de cobertura para preservação do solo em períodos de entressafra.
O Plano Safra 2025/2026 também fortalece programas de modernização tecnológica. Os programas ModerAgro e InovAgro foram unificados, com aumento dos limites de crédito para investimentos em granjas. O Programa de Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) teve seu limite de capacidade por projeto ampliado de 6 mil para 12 mil toneladas, com foco na melhoria da infraestrutura de estocagem e escoamento da produção.
Na área ambiental, o subprograma RenovAgro Ambiental passou a incluir o financiamento de ações de combate a incêndios em imóveis rurais, aquisição de caminhões-pipa e carretas-pipa, bem como recuperação de áreas protegidas por meio do plantio de espécies nativas em Áreas de Preservação Permanente (APP) e reservas legais.
O governo também prorrogou, para o ciclo de julho de 2025 a junho de 2026, o desconto de 0,5 ponto percentual nas taxas de juros do crédito de custeio para produtores do Pronamp e para aqueles que adotarem práticas sustentáveis, observando os critérios definidos pelas instituições financeiras.
No setor cafeeiro, houve ampliação do acesso ao Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), permitindo que produtores beneficiários do Pronaf e do Pronamp acessem o fundo mesmo com contratos ativos no Plano Safra. A medida busca diversificar as fontes de crédito e fortalecer o segmento.
Fonte: Rádio São Luiz
Presidente da Fetag-RS avalia Plano Safra da Agricultura Familiar e cita pontos positivos e negativos

Carlos Joel da Silva. Foto: Reprodução/Rádio São Luiz
O presidente da Fetag-RS (Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar do Rio Grande do Sul), Carlos Joel da Silva, concedeu entrevista nesta terça-feira, 1° de julho, para comentar sobre o lançamento do Plano Safra da Agricultura Familiar 2025/2026. Segundo Carlos Joel, o saldo é principalmente positivo, devido ao aumento dos valores a serem disponibilizados e pelas novas linhas de crédito. Porém, existe preocupação com relação aos detalhes dos empréstimos e soluções para a situação específica do endividamento dos produtores gaúchos.
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A iniciativa do governo federal vai destinar R$ 89 bilhões em crédito rural, principalmente via Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) que deve receber R$78,2 bilhões. Uma das novidades celebrada pelo presidente da Fetag-RS foi a elevação do limite para a compra de máquinas e equipamentos menores de R$ 50 mil para R$ 100 mil com a manutenção da taxa de juros de 2,5%.
Carlos Joel também citou como ponto positivo o crescimento das linhas de crédito para regularização fundiária. “Outra questão é essa linha de crédito para conectividade, para melhorar a internet no campo. Tem coisas boas no Plano Safra, com as novas novas linhas e mantendo as outras linhas que tinham”, afirmou.
Como aspectos negativos, o presidente da Fetag-RS mencionou a elevação dos juros para atividades de pecuária de corte e cultivo de soja de 6% para 8%. Ele também citou a preocupação com a equalização dos juros com a taxa Selic, atualmente em 15% ao ano, a maior dos últimos 20 anos, uma decisão do Comitê de Política Monetária (Copom).
Securitização
Uma das preocupação dos produtores gaúchos é com relação à negociação de dívidas anteriores. Segundo Carlos Joel, se esses acordos não avançarem, dificilmente os produtores vão conseguir acessar os novos recursos do Plano Safra da Agricultura Familiar. Ainda conforme ele, a pauta da securitização das dívidas pelo período de 20 anos tem avançado de forma muito lenta e é necessário maior pressão no Congresso Nacional.
“Nós aqui do Rio Grande do Sul sofremos com as enchentes e com a seca, por isso, precisamos reorganizar a propriedade. Em muitas regiões vamos precisar melhorar o solo”, pontou o presidente da Fetag-RS, ao comentar sobre linhas específicas do plano safra para agroecologia e adaptação às mudanças climáticas.
Fonte: Rádio São Luiz
Reunião na Câmara de São Luiz Gonzaga discutirá linhas de crédito do Pronaf para famílias assentadas

Foto: Arquivo/Evelise Oliveira/Rádio São Luiz
Uma reunião será realizada nesta quinta-feira, 3 de julho, na Câmara de Vereadores de São Luiz Gonzaga para discutir as linhas de crédito do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar). Segundo informações do vereador Rodrigo Veleda (PT), o encontro terá participação de representantes do Banco do Brasil, de sindicatos rurais e da Emater RS/Ascar.
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O objetivo da reunião é debater o acesso a linhas de crédito específicas voltadas às famílias assentadas nos oito assentamentos do município. Conforme explicou Rodrigo, existem duas linhas principais, o Pronaf A que concede valores de até R$50 mil por família para melhoria de infraestrutura e o Pronaf A/C com valores de até R$20 por família para custeio.
“Têm taxas diferenciadas de juro e carência diferenciada também. Então, é uma oportunidade grande”, frisou o vereador. No Pronaf, os juros variam de 0,5% a 8% ao ano. Nesta segunda-feira (30/06) o governo federal divulgou o Plano Safra da Agricultura Familiar com valor de R$78,2 bilhões destinados ao Pronaf.
Fonte: Rádio São Luiz
Governo Federal lança Plano Safra da Agricultura Familiar com R$ 89 bilhões em linhas de crédito

Foto: Canva/Ilustrativa
O Governo Federal lançou nesta segunda-feira, 30 de junho 2025, o Plano Safra da Agricultura Familiar 2025/2026. A iniciativa prevê a disponibilização de R$ 89 bilhões para crédito rural, assistência técnica, garantia de preços mínimos, seguro agrícola, compras públicas e outras ações voltadas ao fortalecimento da produção de alimentos por pequenos produtores. Desse total, R$ 78,2 bilhões serão ofertados por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Os juros variam de 0,5% a 8% ao ano, com destaque para taxas reduzidas em linhas voltadas à produção de alimentos da cesta básica, cultivos orgânicos, agroecológicos e ações de inclusão social e produtiva no campo.
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De acordo com o governo, o valor destinado ao Pronaf representa um aumento de cerca de 3% em relação ao ciclo anterior. Em relação à última gestão, a elevação no crédito rural para a agricultura familiar é de 47,5%. Entre os destaques do plano estão as taxas de juros de 3% ao ano para cultivos como arroz, feijão, mandioca, frutas, verduras, ovos e leite, podendo chegar a 2% no caso de práticas orgânicas ou agroecológicas. Para aquisição de máquinas menores, o limite foi ampliado para R$ 100 mil, com juros de 2,5% ao ano. Para equipamentos de maior porte, o teto é de R$ 250 mil, com taxa de 5% ao ano.
O Plano também contempla novas linhas de financiamento voltadas para adaptação às mudanças climáticas, agroecologia, irrigação sustentável, conectividade rural, acessibilidade para pessoas com deficiência e fortalecimento da organização produtiva das mulheres no meio rural. O Pronaf B Agroecologia passa a oferecer microcrédito de até R$ 20 mil, com juros de 0,5% ao ano e bônus de adimplência de até 40%. Já o Pronaf Quintais Produtivos foi estruturado com foco nas mulheres rurais, com as mesmas condições de financiamento. O Pronaf Acessibilidade financiará até R$ 100 mil para reformas em moradias e aquisição de equipamentos adaptados, com juros que variam de 2,5% a 8% ao ano.
O governo também instituiu o Programa Nacional de Redução de Agrotóxicos (Pronara), que será conduzido de forma interministerial, com o objetivo de estimular práticas agrícolas sustentáveis e reduzir a dependência de insumos químicos sintéticos. O programa reúne ações de pesquisa científica, monitoramento de resíduos, promoção de bioinsumos e fortalecimento da assistência técnica rural. A institucionalização do Pronara integra-se ao Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica e visa contribuir para a transição agroecológica no país, com foco na agricultura familiar.
Outras medidas anunciadas incluem o lançamento do Programa SocioBio Mais, substituindo o PGPM-Bio, com pagamento fixo para produtos da sociobiodiversidade como babaçu, pirarucu e borracha; o Programa Nacional de Irrigação Sustentável, que busca ampliar o acesso à água e à energia limpa para irrigação; e o Programa de Transferência de Embriões, voltado à cadeia leiteira. Também foram divulgados editais para apoio a cooperativas e ampliação da comercialização da agricultura familiar em centrais de abastecimento.
Fonte: Rádio São Luiz
Nestor Jaeger assume presidência do Sindicato Rural de Bossoroca para gestão 2025-2028

Foto: Luiz Oneide Nonemacher
A solenidade de posse da nova diretoria do Sindicato Rural de Bossoroca para o período 2025-2028 foi realizada na manhã deste sábado, 28 de junho 2025, no Parque de Exposições da entidade, situado no Rincão Santa Maria, às margens da RS-168. A cerimônia reuniu produtores rurais, lideranças sindicais, autoridades locais e representantes de entidades do setor agropecuário, como a Farsul, e marcou o início da gestão liderada pelo produtor Nestor Ernani Jaeger, conhecido como Chicão.
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A nova diretoria foi eleita em 27 de maio de 2025 e assume com o compromisso de dar continuidade às ações da entidade e fortalecer o papel do sindicato na representação dos interesses dos agricultores e pecuaristas da região. Durante a posse, o presidente eleito destacou a renovação na composição da diretoria, com a presença expressiva de jovens lideranças, e a importância da união da categoria frente aos desafios enfrentados pelo setor. Nestor afirmou que a gestão será pautada pela atuação coletiva e pela escuta das demandas da classe produtora, além da articulação com entidades como Farsul e Fecoagro, especialmente em pautas como a securitização de dívidas e políticas de crédito rural.
O ex-presidente Ardi Jaeger, que comandou o sindicato por mais de uma década, participou da cerimônia e relatou o processo de reestruturação da entidade desde sua entrada, em 2001, inicialmente como gestor de uma junta administrativa. Em seu discurso, ressaltou o trabalho realizado para fortalecer a pecuária local e a realização de leilões e exposições com animais certificados, destacando a necessidade de manter a entidade organizada e representativa. Ardi passa agora a integrar o Conselho de Honra, composto por ex-dirigentes e lideranças locais, que atuarão como apoio consultivo à nova gestão.
Representantes da Farsul, como o diretor administrativo Francisco Schardong, reforçaram a importância da união do setor produtivo e da atuação coordenada entre sindicatos e federação diante das dificuldades enfrentadas pelos produtores. A presidente do Sindicato Rural de São Luiz Gonzaga e coordenadora da 12ª Coordenadoria Sindical da Farsul, Margarete Costa Beber, elogiou a renovação da diretoria com a entrada de jovens e destacou a importância da sucessão nas entidades representativas do agronegócio.
O prefeito de Bossoroca, João Alberto Ourique do Nascimento, participou do evento acompanhado por secretários municipais e reafirmou o apoio da administração municipal às atividades do sindicato, ressaltando o papel da entidade na realização de eventos como a Boespa, os rodeios crioulos e outras ações de fortalecimento do setor agropecuário local.

Foto: Luiz Oneide Nonemacher
A nova diretoria do Sindicato Rural de Bossoroca é composta por Nestor Ernani Jaeger (presidente), Thiago Ristow Cardinal (1º vice-presidente), Márcio Oliveira do Amaral (2º vice-presidente), Rogério Nascimento Marchi (1º secretário), Vagner Turquielo (2º secretário), Igor Viera (1º tesoureiro) e Marcelo Picolli Felten (2º tesoureiro). Os suplentes da diretoria são Mauricio Nascimento Jaeger, Fernandes Ferreira Souza, Gustavo Pereira de Almeida, Alex Boligon, Ademir Nascimento Batista, Estevan Victor Pelentir, Alexandre Cardinal e Alexandre Pelentir.
O Conselho Fiscal titular é formado por Marcelo Cardinal, Irineu Pereira Cardinal e Jeferson Leal, com Matheus Nascimento Jaeger, Paulo Rodolfo de Sá Quevedo e Cláudio Büttenbender como suplentes. Nestor Jaeger também será o delegado representante da entidade junto à Farsul, tendo como suplentes Rogério Nascimento Marchi e Milton Henrique Kramer Felten. Integram ainda o Conselho de Honra: Ardi Jaeger, Alfredo Cardinal, Afrânio Batista Marchi, Roque Pelentir, Sabino Deitos Comparsi e Lodonho Nascimento Pereira. Após a cerimônia de posse, os presentes participaram de um almoço de confraternização.
Fonte: Rádio São Luiz
Seguro rural mantém subvenção de 40% para culturas diversas e 20% para a soja em 2025

Foto: Canva/Ilustrativa
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) divulgou, nesta terça-feira, 24 de junho 2025, a Resolução nº 106 do Comitê Gestor Interministerial do Seguro Rural, que estabelece o cronograma de liberação de recursos do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) até o mês de agosto de 2025. A medida atualiza a distribuição orçamentária para a contratação de seguros por produtores rurais, contemplando diferentes segmentos do setor agropecuário.
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O valor total previsto na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2025 para o PSR é de R$ 1 bilhão. Em maio, já haviam sido liberados R$ 179 milhões. Com a nova resolução, a partir de junho serão destinados mais R$ 280 milhões para as culturas de inverno, R$ 36 milhões para frutas, R$ 7,5 milhões para o segmento pecuário, R$ 1,5 milhão para florestas e R$ 35,5 milhões para outras culturas.
Segundo o secretário de Política Agrícola, Guilherme Campos, a distribuição visa garantir o atendimento à demanda de cobertura das culturas de inverno e reforçar o apoio a outras atividades agropecuárias. Apesar do aporte previsto, o governo federal bloqueou R$ 445 milhões do orçamento total destinado ao PSR, como parte das medidas de ajuste fiscal. O Ministério avalia que esse bloqueio é temporário e que buscará recompor os valores a tempo da safra de verão, uma vez que os recursos do PSR fazem parte das despesas discricionárias do orçamento público e estão sujeitos a contingenciamentos.
A contratação do seguro rural deve ser feita por meio de corretores ou instituições financeiras habilitadas. Atualmente, 17 seguradoras estão autorizadas a operar no âmbito do PSR. O programa é voltado para produtores rurais, sejam pessoas físicas ou jurídicas, independentemente de possuírem crédito rural, desde que cultivem ou produzam espécies previstas pelo Programa.
O percentual da subvenção ao prêmio é de 40% para todas as culturas e modalidades, com exceção da soja, cuja subvenção permanece em 20%. A regra se aplica a todos os tipos de produtos e coberturas, conforme as diretrizes em vigor do Prêmio do Seguro Rural.
Fonte: Rádio São Luiz
Alto volume de chuvas prejudica solos de lavouras da região

Lavoura afetada por chuvas em Santiago – Foto: Marcelo Steiner/Divulgação-Emater RS/Ascar
O alto volume de chuvas registrado no Rio Grande do Sul na última semana causou prejuízos para as lavouras da região, principalmente na cobertura do solo. Em algumas localidades, choveram entre 300mm a 500mm no intervalo de alguns dias, o que ocasionou erosão do solo e, consequente, perda de fertilidade. A avaliação é do engenheiro agrônomo e coordenador técnico da Coopatrigo, Bento Buttenbender.
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A Emater RS/Ascar deu início a um mapeamento para mensurar os impactos das recentes chuvas na agricultura no Estado. Ainda não existem dados sobre o quantitativo das perdas, porém, Bento enfatiza que diversos produtores foram impactados na região de abrangência da Coopatrigo.
“Com certeza, as perdas vão ser bem expressivas, visto que, nos dias que ocorreram as chuvas, via-se muitos problemas nas lavouras, tanto de questão da erosão do solo, criando valetas, quanto nas águas transbordando e levando todo esse solo embora”, comenta o engenheiro agrônomo. As perdas também incluem os investimentos feitos pelos produtores em adubos e fertilizantes para as lavouras.
Outro impacto causada pelos eventos extremos na agricultura é na questão da logística, devido aos danos causadas em estradas vicinais e também em rodovias de ligação entre cidades e regiões. Conforme disse Bento, essa dificuldade para escoar a produção deve impactar também o preço dos grãos.
Confira os reflexos das chuvas para algumas das principais culturas de inverno na região:
Trigo: a cultura estava na fase de semeadura, com isso, muitos produtores devem ter fazer o replantio.
Canola: a planta estava na fase inicial de desenvolvimento. Por se tratar de um cultivo sensível, gotas de chuva muito forte podem varrê-la do solo.
Pastagens: essas áreas também sofrem com a erosão e compactação do solo, no momento, em que animais caminham sobre o solo encharcado.
Como alternativas para a recuperação dos produtores, Bento menciona a diversificação de culturas e as possibilidades do plantio do milho, a partir de agosto, e novamente a soja no segundo semestre, inclusive, buscando alternativas de cultivares mais resilientes ao clima. “Precisamos estar se preparando constantemente para que os danos climáticos sejam amenizados”, destacou o engenheiro agrônomo.
Fonte: Rádio São Luiz
Uma das máquinas da prefeitura danificadas por disparos já está em funcionamento, informa Cléber Ivar

Foto: Kelvin Morais/Rádio São Luiz
Uma das máquinas da prefeitura de São Luiz Gonzaga danificadas por disparos de arma de fogo em abril já está funcionando novamente. A patrola havia ficado parada após o incidente na comunidade do Rincão dos Santana. A informação foi repassada pelo vereador Cléber Ivar (MDB) que comentou sobre o trabalho da Secretaria de Obras durante a última semana para atender as demandas da população diante das chuvas intensas.
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Segundo Cléber, nove pedidos foram recebidos na última semana com pedidos para desobstrução de valos e apoio às pessoas afetadas pelas chuvas. “É óbvio que não vamos conseguir resolver tudo, mas uma grande parte, com certeza, nós vamos fazer o máxima para tentar resolver sempre”, destacou, sobre o trabalho nos bairros e o contato com a secretaria de Obras.
Sobre a máquina que voltou a funcionar, Cléber enfatizou que a intenção é contemplar todas as comunidades do interior com horas-máquina, sem qualquer tipo de retaliação ou prejuízo ao Rincão dos Santana. “Assim que o tempo der uma enxugada melhor, eu tenho a certeza que essas máquinas irão a campo trabalhar e tentar suprir a necessidade de toda a comunidade”, complementou o vereador.
Fonte: Rádio São Luiz
Seminário destaca papel das nascentes na segurança hídrica e na produção rural

Foto: Canva/Ilustrativa
A Cooperativa Tritícola Regional São-Luizense (Coopatrigo) promoverá, no próximo dia 26 de junho 2025, em São Nicolau/RS, o primeiro seminário da série “Fontes de Vida: Adote uma Nascente”, voltada à valorização da preservação de nascentes em áreas rurais. A iniciativa integra a programação alusiva ao Ano Internacional das Cooperativas e será desenvolvida ao longo de 2025, com encerramento previsto durante a Expo São Luiz.
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A programação do seminário terá início às 13h30 no Clube da Terceira Idade e contará com a participação de especialistas, dirigentes cooperativistas e representantes de entidades parceiras. O evento tem o apoio do Fundo Social do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo do Estado do Rio Grande do Sul (Sescoop/RS) e da Emater/RS-Ascar, que já atua com ações de preservação hídrica por meio de suas equipes técnicas.
A proposta dos encontros é ampliar a conscientização sobre a importância da proteção das nascentes como fonte de abastecimento e fator estratégico para a sustentabilidade das propriedades rurais.
As nascentes são pontos naturais onde a água subterrânea aflora à superfície, dando origem a córregos, riachos e rios. Elas desempenham um papel fundamental no ciclo hidrológico, assegurando a perenidade dos cursos d’água e a recarga dos aquíferos. A vegetação nativa ao redor das nascentes atua na filtragem da água, na proteção do solo contra a erosão e na manutenção da qualidade e regularidade do fluxo hídrico. Na região Noroeste do Rio Grande do Sul, muitas nascentes estão sob pressão devido à expansão agropecuária, perda de cobertura vegetal e eventos climáticos extremos. A proteção dessas áreas é assegurada por lei e vem sendo promovida por instituições como a Emater/RS, prefeituras e cooperativas, que incentivam o isolamento, o reflorestamento e o manejo adequado dessas fontes de água.
A ação também mobiliza entidades locais, incluindo a Prefeitura de São Nicolau, o Sindicato Rural, o Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Emater e a Associação Amigos do Rio Piratini, que atuam conjuntamente na organização e divulgação do evento.
Entre os palestrantes confirmados, estão Paulo Pires, presidente da Coopatrigo, que abordará o papel do cooperativismo na promoção de práticas sustentáveis; Tiago Moroni de Souza, especialista em gestão de pessoas no contexto cooperativo, que tratará do fortalecimento do espírito cooperativista; Carine Zambonato, bióloga e embaixadora do movimento Lixo Zero, com enfoque na conservação ambiental; e Lizete Maria Primaz, técnica da Emater/RS, que falará sobre o papel das nascentes na manutenção da qualidade e disponibilidade da água no meio rural.
A expectativa é de que os seminários promovam o engajamento de produtores e lideranças locais, incentivando ações concretas de cuidado com os recursos hídricos em toda a região de abrangência da cooperativa.
Fonte: Rádio São Luiz
Luís Fernando Pires comenta desafios da busca pela securitização para produtores gaúchos

Foto: Arquivo Pessoal
O advogado e assessor da Farsul (Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul), Luís Fernando Cavalheiro Pires, participou nesta sexta-feira, 20 de junho, do programa Olho Vivo. Luís Fernando comentou sobre a mobilização de agricultores gaúchos pela securitização de dívidas e suporte do governo federal diante de consecutivos anos de impactos climáticos na produção agrícola.
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Luís Fernando relembrou a demanda dos produtores e a sequência de extremos climáticos, com chuvas e secas no Rio Grande do Sul. Segundo ele, a solicitação principal é pela securitização, com 20 anos de prazo para pagamento de dívidas. “O produtor está pedindo um SOS para continuar produzindo”, enfatizou.
O assessor da Farsul explicou que existem duas vias legislativas para buscar apoio ao setor via Senado Federal e Câmara de Deputados. A alternativa buscada com essas propostas é utilizar recursos do Fundo Social do Pré-Sal para criar linhas especiais de renegociação das dívidas dos produtores, sem causar impactos no orçamento público.
Um dos assuntos abordados na entrevista foi a dificuldade em dialogar com o governo federal. Luís Fernando enfatizou que essa é uma pauta coletiva do Rio Grande do Sul e que existe uma união entre diferentes entidades do agronegócio para sensibilizar a União. Para isso, a intenção é organizar uma manifestação de grande porte em Brasília. “Tecnicamente, fizemos tudo para justificar as medidas, mas agora precisa de pressão política”, complementou.
Luís Fernando também comentou sobre o Projeto de Lei 97/2018, de autoria do deputado Elton Weber (PSB), aprovado na Assembleia Legislativa do RS. A proposta trata da outorga do direito de uso da água e isenta a cobrança pelo seu uso no meio rural por agricultores e pecuaristas. Segundo ele, essa aprovação contribui para o desenvolvimento da irrigação no Estado.
Fonte: Rádio São Luiz
Carta aberta cobra ações urgentes do Governo Federal para conter crise no agro gaúcho

Foto: Canva/Ilustrativa – Arte Evelise oliveira
A Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) promoveu, na segunda-feira, 16 de junho de 2025, uma mobilização suprapartidária com a participação de prefeitos, deputados estaduais e federais, senadores, representantes de entidades do agronegócio, da agricultura familiar e do Governo do Estado. O encontro, realizado na sede da entidade, em Porto Alegre, teve como objetivo apresentar uma proposta conjunta ao Governo Federal para enfrentar a grave crise do setor agropecuário gaúcho, marcada por elevado endividamento e sucessivos prejuízos climáticos.
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Com o apoio de entidades como a Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) e a Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag-RS), o ato resultou na assinatura de uma carta aberta dirigida ao presidente da República e às principais instâncias do Governo Federal, propondo uma série de medidas estruturais para conter os efeitos da crise no campo. A manifestação também contou com a presença do governador Eduardo Leite.
O documento alerta para a magnitude do impacto das enchentes e estiagens que atingem o Rio Grande do Sul desde 2020, destacando que 2.865 decretos de situação de emergência ou calamidade já foram reconhecidos pela União no período. As perdas somadas na agricultura ultrapassam R$ 66 bilhões, comprometendo diretamente a renda de milhares de produtores, o abastecimento alimentar e a receita pública de centenas de municípios. Somente em 2025, 303 municípios decretaram situação de emergência por estiagem.
A carta sustenta que o alto nível de endividamento, estimado em R$ 28 bilhões para 2025, não decorre de má gestão, mas da incapacidade de produção diante da sucessão de eventos climáticos extremos. A mobilização propõe como medida prioritária a securitização das dívidas rurais, com base em modelos já implementados por legislações anteriores. A proposta prevê o alongamento dos prazos de pagamento para até 25 anos, com carência de três anos e taxas de juros reduzidas conforme o perfil do produtor.
O documento também sugere a criação de um Fundo Garantidor de Dívidas Rurais, formado por recursos federais, para dar suporte às operações de securitização, bem como a criação de linhas de crédito emergencial com juros controlados e garantias estatais. Entre outras medidas defendidas, estão a suspensão temporária de execuções judiciais e protestos, a ampliação dos limites do Proagro, incentivos à construção de estruturas de armazenagem, isenção de impostos sobre equipamentos agrícolas e o fortalecimento do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) com reajuste de preços de referência.
Com respaldo técnico das entidades subscritoras e fundamentação legal ancorada na legislação de defesa civil e na Constituição Federal, a carta solicita que o Governo Federal edite, com urgência, uma Medida Provisória para implementação imediata das propostas. A Famurs reforça o compromisso dos municípios em colaborar com a execução das medidas, fornecendo dados e estrutura local para garantir a efetividade dos programas.
A mobilização evidencia o grau de consenso institucional em torno da gravidade da situação e do apelo por uma resposta urgente e coordenada por parte da União, sob risco de colapso da produção agropecuária e de impactos severos à segurança alimentar nacional.
Fonte: Rádio São Luiz
Produtores rurais realizam tratoraço por securitização das dívidas
Um grande “tratoraço” está sendo realizado nesta segunda-feira, 16, por produtores rurais da região missioneira. A mobilização tem como principal objetivo cobrar medidas emergenciais de apoio ao setor, com ênfase na securitização das dívidas agrícolas, que têm pressionado fortemente os agricultores diante das dificuldades enfrentadas nos últimos anos.
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A ação é liderada por um grupo de agricultores que já realizou manifestações anteriores. O ponto de partida foi o trevo de São Miguel das Missões, na BR-285, por volta das 8h20min. Ao longo do trajeto até Santo Ângelo, estão previstas diversas adesões, podendo o comboio ultrapassar os 100 tratores e máquinas agrícolas. A previsão é de que o percurso até o destino final leve cerca de 2h30min.
Renan Minetto, um dos organizadores do movimento, afirmou no início da manifestação que o deslocamento está sendo feito de forma pacífica, com comboio fechado e batedores garantindo a segurança. “É importante que a sociedade compreenda a gravidade da situação e se una à causa. Nosso movimento é ordeiro e busca soluções reais para a permanência do produtor no campo”, destacou.
Ao chegar em Santo Ângelo, o grupo fará uma manifestação em frente à agência do Banco do Brasil e, em seguida, os veículos serão estacionados no Parque Internacional de Exposições Siegfried Ritter. Thiago Bellé, outro agricultor participante, reforçou que a mobilização continuará na terça-feira e não tem data definida para encerrar.
“O agricultor está sem saída. A agricultura é a base da economia brasileira e nós estamos lutando pelo direito de continuar produzindo. Pedimos desculpas pelo transtorno na estrada, mas é necessário entender a gravidade do momento. Sem a securitização das dívidas, muitos produtores não conseguirão mais seguir em frente”, afirmou.
Fonte: Rádio São Luiz
Tratoraço mobiliza municípios missioneiros em manifestação por securitização das dívidas agrícolas

Foto: Canva/Ilustrativa
Produtores rurais da região das Missões organizam uma nova manifestação para a próxima semana, com foco na reivindicação por medidas emergenciais de apoio ao setor, especialmente quanto à securitização das dívidas agrícolas. A mobilização, denominada “Tratoraço”, terá início na segunda-feira, 16 de junho de 2025, com concentração a partir das 8h no trevo de acesso a São Miguel das Missões/RS, de onde partirá em direção ao centro de Santo Ângelo. A expectativa dos organizadores é de reunir aproximadamente 250 tratores, além de caminhões e demais veículos de apoio, em uma ação coordenada com produtores de diversos municípios da região.
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A ação está sendo liderada por um grupo de agricultores que já realizou mobilizações anteriores, incluindo a reunião da última sexta-feira com a presença de prefeitos e lideranças locais. Segundo Anderson Ávila dos Santos, um dos coordenadores do movimento, o protesto é uma resposta à ausência de avanços concretos nas políticas de refinanciamento e reestruturação das dívidas rurais. Ele informou que a concentração maior de tratores ocorre em São Miguel, com cerca de 74 veículos já confirmados apenas neste município, mas que outros municípios como Entre-Ijuís e Vitória das Missões também integrarão a mobilização ao longo do trajeto.
O percurso prevê o uso da rodovia com sinalização e escolta para segurança dos manifestantes e dos demais motoristas. Em Santo Ângelo, os manifestantes devem se concentrar na área central, nas imediações da Praça Pinheiro Machado, com foco nos arredores de agências bancárias, embora, até o momento, não esteja prevista a obstrução completa de acessos. A programação prevê a permanência do grupo em Santo Ângelo também na terça-feira, com guarda dos veículos no Parque Internacional de Exposições Siegfried Ritter, e nova mobilização no período da manhã até às 14h.
Apesar da pressão exercida pelas mobilizações anteriores, os representantes do grupo afirmam que ainda não houve avanços significativos em termos de respostas governamentais, e que seguem acompanhando as tratativas conduzidas por entidades como FETAG e Farsul. O movimento cobra providências como o prolongamento de prazos de financiamento e medidas para evitar o agravamento da situação financeira das propriedades, especialmente diante da proximidade dos vencimentos de contratos e da fase de novos investimentos no setor produtivo.
Fonte: Rádio São Luiz
São Luiz Gonzaga sedia encontro regional sobre conservação do solo e enfrentamento climático na agricultura

Foto: Alcides Figueiredo
Secretários municipais da Agricultura da região das Missões participaram, na manhã desta segunda-feira, 10 de junho 2025, de um encontro técnico voltado ao enfrentamento das adversidades climáticas na produção agrícola. Realizado no Sindicato Rural de São Luiz Gonzaga, o evento reuniu representantes públicos, técnicos e estudantes para discutir práticas conservacionistas de solo e água como estratégia de mitigação de impactos ambientais no meio rural.
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A atividade foi organizada pela Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs), Embrapa, Prefeitura de São Luiz Gonzaga e Associação dos Municípios das Missões (AMM). A programação contou com palestra técnica ministrada pelo pesquisador da Embrapa Trigo, Dr. José Denardin, e pela pesquisadora da Uergs, Dra. Rosicler Backes. O professor Eugenio Portela atuou como mediador.
Dr. Denardin destacou que o manejo incorreto do solo, especialmente a ausência de adubação corretiva e a limitação da fertilidade às camadas superficiais, tem agravado os efeitos da estiagem e da erosão. Ele defendeu a retomada de práticas de preparo mais profundo do solo, com incorporação de nutrientes entre 0 e 20 centímetros de profundidade, como forma de garantir resiliência às lavouras frente às variações climáticas que ocorrem a cada safra.
O secretário de Agricultura e Meio Ambiente de São Luiz Gonzaga, Lauro Weber, anfitrião do evento, afirmou que a conservação do solo é uma das principais prioridades do setor e defendeu a articulação entre poder público, universidades e instituições de extensão rural para levar conhecimento técnico aos produtores. Weber destacou a importância de ampliar a conscientização sobre as perdas de solo fértil causadas pelas chuvas intensas e a necessidade de adoção de métodos preventivos.
Após o momento expositivo, os participantes realizaram uma atividade prática em uma lavoura próxima à BR-285, onde foi feito um diagnóstico do solo e apresentadas recomendações técnicas. O encontro marcou uma ação integrada entre gestores municipais e instituições de pesquisa voltada ao aprimoramento das políticas públicas para o setor agrícola na região missioneira.
Fonte: Rádio São Luiz
Governo do RS abre inscrições para o Bolsa Juventude Rural 2025 com 139 vagas para estudantes do meio rural

Foto: Canva/Ilustrativa
O Governo do Estado do Rio Grande do Sul, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), anunciou nesta segunda-feira, 9 de junho, a abertura das inscrições para a edição 2025 do Programa Bolsa Juventude Rural. A medida foi oficializada com a publicação no Diário Oficial do Estado. O programa é direcionado a estudantes do Ensino Médio, com idade entre 15 e 29 anos, residentes em áreas rurais, e que estejam regularmente matriculados em instituições públicas estaduais ou em escolas comunitárias que adotam a Pedagogia da Alternância.
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Para o ano de 2025, serão disponibilizadas 139 bolsas, no valor de R$ 300 mensais, com duração de dez meses, a serem pagas a partir de junho, independentemente da data de contratação. Do total de bolsas, 69 serão destinadas a estudantes do 2º ano do Ensino Médio e 70 a alunos do 3º ano. O prazo final para envio da documentação necessária à inscrição vai até o dia 27 de junho de 2025.
O Bolsa Juventude Rural tem como finalidade apoiar a continuidade da formação escolar dos jovens no campo e contribuir com a permanência nas comunidades rurais, promovendo condições para a sucessão familiar na atividade agrícola. A metodologia da Pedagogia da Alternância, adotada nas instituições habilitadas, busca integrar o conteúdo escolar com a vivência prática do estudante no meio rural, estabelecendo uma relação direta entre o aprendizado teórico e a realidade produtiva da propriedade familiar.
A gestão estadual reforça que o público-alvo do programa são jovens que vivem no campo e que estejam vinculados a unidades escolares que adotam essa proposta metodológica. A iniciativa integra a política pública de desenvolvimento rural voltada à juventude, sendo considerada estratégica para a qualificação e valorização da formação de jovens agricultores. Dúvidas e orientações sobre o processo podem ser esclarecidas pelo telefone (51) 3288-6738.
Fonte: Rádio São Luiz/Informações site do Governo do Estado
Produtores rurais intensificam protestos por securitização das dívidas

Produtores se unem em Bossoroca por socorro ao setor: “Queremos condições de seguir produzindo”. Foto: Luiz Oneide/Rádio São Luiz
Na manhã desta sexta-feira, 6, produtores rurais iniciaram uma manifestação no trevo de acesso a Bossoroca, na ERS-168. O protesto faz parte de um movimento estadual que busca pressionar o governo federal a aprovar a securitização das dívidas dos agricultores. A mobilização foi organizada pelo Sindicato Rural de Bossoroca, com apoio da prefeitura municipal, da Câmara de Vereadores, do comércio local e da comunidade em geral.
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O prefeito de Bossoroca, Beto Nascimento, esteve presente no ato e destacou a importância da união do setor rural neste momento delicado. “Temos enfrentado anos seguidos de estiagem, enchentes e perdas nas lavouras. Esta mobilização é justa. Precisamos que o governo federal reconheça a gravidade da situação e apresente alternativas concretas para que os produtores possam seguir com sua atividade”, afirmou.
Lideranças de entidades regionais também participaram do protesto. Entre elas, a presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de São Luiz Gonzaga, Margareth Costa Beber, que destacou a necessidade de solidariedade entre os sindicatos da região das Missões. “É um momento crucial. Os produtores estão no limite e muitos já não têm condições de plantar. Se o problema não for enfrentado com seriedade, haverá consequências graves para toda a economia regional”, alertou.
Outro que esteve no local foi o presidente da Coopatrigo e da Fecoagro, Paulo Pires, que classificou como insuficientes as medidas de prorrogação de dívidas já anunciadas. “O que foi proposto até agora já está previsto em normativas bancárias. Não resolve. O que precisamos é da securitização das dívidas, para garantir fôlego aos produtores e a continuidade da produção. Hoje, a dependência dos municípios da nossa região da atividade primária é total”, destacou.
Durante o protesto, o tráfego na ERS-168 chegou a ser interrompido temporariamente. A Brigada Militar e o Comando Rodoviário da Brigada Militar acompanharam o ato, que ocorreu de forma pacífica.
Representantes do sindicato local, entre eles o atual e o futuro presidente, Ardi e Nestor Jaeger, reforçaram o compromisso com a mobilização permanente, até que uma resposta concreta venha do governo federal. “Estamos aqui com satisfação, defendendo o que é justo. Alimentamos o Brasil e o mundo, e precisamos de condições para continuar produzindo”, declarou Nestor, conhecido como Chicão, que assumirá a presidência do sindicato.
A mobilização do setor agrícola que ocorre na BR-285, junto ao trevo de acesso a São Miguel das Missões, também ganhou força nesta sexta-feira, 6. Dezenas de produtores rurais e lideranças políticas, sindicais e comunitárias se reuniram no local no início da tarde. Entre os presentes, estava o presidente da Associação dos Municípios das Missões (AMM), prefeito Rodrigo Ribas, que liderou a participação de uma comitiva de prefeitos missioneiros.
As manifestações em Bossoroca e em São Miguel das Missões se somam a essas mobilizações simultâneas em municípios da região e em diversos pontos do estado.
Fonte: Rádio São Luiz
Após medida considerada insuficiente, agricultores de São Luiz Gonzaga mantêm protesto na BR-285
Mesmo após o anúncio do Conselho Monetário Nacional (CMN), que prorrogou os vencimentos de parcelas de financiamentos para produtores do Rio Grande do Sul, o setor agropecuário segue mobilizado por considerar a medida insuficiente. A manifestação continua nesta sexta-feira, 30, com ato marcado em São Luiz Gonzaga.
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A decisão do CMN foi anunciada na quinta-feira, 29, confirmando a prorrogação de financiamentos de custeio e investimento no âmbito do Plano Safra. O prazo para pagamento das operações de custeio poderá ser estendido em até três anos. Já as parcelas de investimento com vencimento em 2025 poderão ser prorrogadas por até um ano após o vencimento contratual.
Entretanto, a renegociação está limitada a 8% do saldo das parcelas de custeio com equalização de encargos financeiros pelo Tesouro Nacional em cada instituição financeira. Além disso, a prorrogação não será automática. Os produtores deverão solicitar diretamente às instituições financeiras, apresentando comprovação das perdas e da incapacidade de pagamento.
Para a Farsul e os sindicatos rurais, a medida não atende às necessidades do campo. Em nota conjunta, a entidade alerta para o colapso financeiro e emocional dos produtores:
“Nosso setor, o agronegócio gaúcho, está passando por um momento crítico após cinco safras frustradas. Estamos economicamente inviabilizados, com renegociações de crédito insuficientes e a saúde mental dos nossos agricultores em risco”.
Em entrevista concedida na manhã desta sexta-feira, a presidente do Sindicato Rural de São Luiz Gonzaga, Margareth Costa Beber, lamentou que o anúncio não tenha correspondido às expectativas dos produtores. Ela reforçou a necessidade de união:
“É o momento do pessoal se unir, porque senão o movimento vai fracassar e não virá nada”.
Para o presidente da FETAG-RS, Carlos Joel da Silva, a decisão anunciada pelo governo “ajuda, mas não resolve”. Em entrevista à Rádio São Luiz, ele avaliou que a medida traz alívio momentâneo, mas não ataca a raiz do problema:
“Ela vai dar um fôlego aos produtores, mas é um paliativo. Precisamos de uma solução definitiva. O projeto de securitização que está no Congresso pode ser esse caminho. Vamos seguir pressionando”, afirmou.
Carlos Joel destacou ainda que as mobilizações seguem sendo fundamentais para chamar atenção das autoridades e da sociedade sobre a gravidade da situação:
“As mobilizações demonstram que não é só a entidade que está dizendo que está ruim, é o produtor que está sentindo. Se temos agricultores com máquinas nas beiras das faixas, é porque algo está falhando. E quem está falhando é o governo e a bancada gaúcha, que precisa assumir essa responsabilidade”, declarou.
Como parte das mobilizações em todo o estado, os produtores de São Luiz Gonzaga organizam um novo ato nesta sexta-feira, 30, com concentração no Trevo do Jayme. O protesto prevê o fechamento da BR-285 em dois momentos do dia:
10h – Primeiro fechamento
13h30 – Segundo fechamento
Reivindicações dos produtores:
* Prorrogação dos vencimentos de curto prazo
* Readequação do PROAGRO
* Securitização das dívidas agrícolas
* Preservação do campo e da cidade, garantindo empregos, alimentos acessíveis e paz social
Fonte: Rádio São Luiz







